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sábado, 11 de junho de 2011

Frio provoca feridas e secura na pele. Veja como se cuidar

Dermatologistas recomendam uso de hidratante para proteger a pele no inverno


A nossa pele exige cuidados especiais durante todo o ano. Mas, no inverno, a atenção precisa ser redobrada, pois o frio e a baixa umidade do ar provocam ressecamento, que acaba ficando pior por conta dos banhos mais quentes.

Além do ressecamento, aparecem algumas alergias típicas dessa época, geralmente localizadas nas dobras das pernas e dos braços. A dermatologista Daniela Nunes conta que pessoas que têm problemas respiratórios têm maior tendência a ter esse tipo de alergia, chamada dermatite atópica (doença crônica que causa inflamação da pele).

- Isso ocorre porque a pele fica sensível aos agentes externos. O mais correto é tratar com pomadas antialérgicas ou medicamentos via oral, dependendo da gravidade. Se o paciente não apresenta uma melhora significativa entre cinco e sete dias, a recomendação é de que procure o médico novamente.

Também não é indicado coçar, esfregar muito sabonete e tomar banhos muito quentes, diz a médica.

- No caso dos homens que usam calça jeans e mulheres que usam meia calça, o ideal é usar um curativo, desde que ele não grude no ferimento, pois pode machucar ainda mais. Mas o importante é tomar os devidos cuidados para que não volte a se repetir.

Segundo a médica, muitas pessoas têm o costume de passar pomadas à base de corticoide para o tratamento, já que ela cura o ferimento mais rapidamente, mas esse tipo de medicação traz riscos.

- A área de dobra absorve mais a medicação, então não se deve usar o corticoide várias vezes, pois pode haver o “efeito rebote”, quando a ferida melhora, mas pode voltar ainda pior.

Banho quente é bom, mas exige cuidado

Com o tempo frio, é comum que as pessoas passem muito tempo embaixo do chuveiro quente, mas isso pode provocar problemas para a pele, que fica ressecada, porque a mistura de sabonete e água quente tira gordura da pele. A recomendação é tomar o banho com a substância a uma temperatura no máximo morna (de até 35ºC).

Por isso, a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel recomenda o uso de hidratantes após a saída da ducha.

- De maneira nenhuma use bucha esfoliante e nem esfregue muito o sabonete. Aliás, o melhor sabonete para se usar é o de glicerina, que limpa a pele sem tirar a camada protetora - que acaba se perdendo com a água quente. Pessoas que não têm problemas de pele ou alergias devem usar hidratante a base de ureia. Quem tem algum tipo de lesão, não deve.

A hidratação é importante e necessária em qualquer época do ano, mas por conta dos efeitos do frio, a ela acaba se tornando ainda mais importante.

Eliandre Costa Palermo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que os cuidados dependem do tipo de pele e da faixa etária da pessoa. Pessoas com pele seca, por exemplo, devem usar hidratantes em forma de cremes ou loções cremosas.

Já quem tem pele oleosa deve preferir hidratantes em gel ou loções sem óleo. É bom evitar cremes e hidratantes oclusivos (espessos, que tampam os poros e não permitem que a pele respire) e usar produtos com controladores da oleosidade.

Pessoas com pele sensível devem usar hidratantes em creme ou gel e loção com substâncias calmantes e protetoras. Devem evitar também vitaminas ácidas.

De acordo com Eliandre, os homens podem fazer o uso desses produtos, mas ela ressalta que há itens específicos para esse público.

- Os homens têm a pele mais espessa e oleosa, com tendência a pelos encravados na região da barba. Para eles, o tratamento deve ser mais individualizado, já que muitos têm pele oleosa no nariz e sensível na região da barba, por exemplo.

Brotos que causaram epidemia da bactéria assassina já provocaram outros surtos

Alimentos são consumidos crus, o que aumenta o risco de infecção


Os brotos germinados de lentilhas, alfafa, soja, trevo vermelho, trigo, rabanete e erva-doce, em moda nos últimos anos e origem da epidemia da versão mortal da bactéria E.Coli que já deixou 30 mortos na Europa, são conhecidos como fontes de infecções alimentares.

Entre 1973 e 2005, o Ministério da Saúde do Canadá já registrou pelo menos 37 surtos de doenças vinculados a brotos de feijões germinados no mundo. Na maioria dos casos, as doenças foram causadas por bactérias E. coli ou salmonelas.

Em 1996, no Japão, brotos de rabanete germinados foram apontados como responsáveis pela contaminação de milhares de pessoas pela bactéria E. coli O157:H7.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), os episódios de infecções por bactérias estão cada vez mais associados ao consumo de frutas e legumes, em especial alface, couve crua e os brotos germinados.

De fato, a maioria dos brotos germinados são consumidos crus ou cozidos de forma insuficiente para que a bactéria seja destruída.
A contaminação, provocada por contato com fezes de ruminantes, pode ocorrer em uma etapa ou outra da produção, por meio da adubação ou da água contaminada.

Segundo a OMS, as investigações durante epidemias anteriores mostraram que "os agentes patogênicos encontrados nos brotos germinados proveem provavelmente dos próprios brotos", contaminados "nos campos ou durante a colheita, da conservação ou do transporte".

– Durante a germinação, quando se forma a plântula (embrião vegetal), um pequeno número de agentes patogênicos presentes na superfície dos grãos pode se desenvolver rapidamente e chegar a ser suficientemente numerosos para provocar uma doença.

Stephen Smith, microbiologista do Trinity College, de Dublin, na Irlanda, diz que as bactérias “podem permanecer latentes durante meses nos grãos”. E a população bacteriana pode se multiplicar por 100 mil durante a germinação.

Os brotos germinados são apreciados na culinária, por dar um toque decorativo e de frescor aos pratos. Também são renomados pela qualidade nutricional.

Fumar maconha todo dia afeta a química do cérebro

Substâncias da erva alteram memória, coordenação, apetite e até o prazer

Exames de imagens mostraram que o uso diário da maconha pode ter um efeito negativo sobre o cérebro. No estudo, os pesquisadores do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos revelou que o uso crônico da droga provocou uma diminuição no número de receptores envolvidos em uma ampla variedade de importantes funções mentais e corporais, incluindo a concentração, coordenação motora, o prazer, a tolerância a dor, memória e apetite.

A maconha, também conhecida como cannabis, é a droga mais usada nos Estados Unidos, de acordo com o instituto. Quando fumada ou ingerida, a droga química psicoativa ativa os inúmeros canabinoides - receptores específicos que captam as substâncias encontradas na maconha - no cérebro e em todo o corpo, que influenciam diferentes estados mentais e ações da pessoa que a usou.

Um dos dois tipos conhecidos de receptores de canabinoides, o chamado CB1, é encontrado no sistema nervoso central.

Para se chegar a esse resultado, os pesquisadores compararam os cérebros de 30 fumantes crônicos de maconha, ou seja, que fumam diariamente, com não-fumantes, ao longo de quatro semanas.

Por meio de imagens dos cérebros dos participantes, os pesquisadores conseguiram visualizar que os receptores CB1 dos fumantes de maconha já haviam diminuído cerca de 20% em comparação com as pessoas saudáveis, explica Jussi Hirvonen, um dos pesquisadores.

- Com este estudo, fomos capazes de mostrar pela primeira vez que as pessoas que abusam da maconha têm anormalidades dos receptores de canabinoides no cérebro.


Ao refazerem os testes com 14 dos fumantes, que passaram por um mês de abstinência, os cientistas encontraram um aumento significativo na atividade do receptor em áreas que estavam deficientes no início do estudo. Com isso, os pesquisadores sugerem que os efeitos adversos do uso crônico de maconha são reversíveis.

- Essa informação pode ser fundamental para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o abuso da maconha.

São Paulo proíbe uso de jaleco fora do hospital

Objetivo é impedir o trânsito de micro-organismos para dentro do local

Multa para quem descumprir a regra será de R$ 174,50

O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido no Estado de São Paulo e a infração está sujeita à multa - estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), ou seja, R$ 174,50, atualmente. A lei que veta o uso externo de equipamentos de proteção individual foi publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial do Estado. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

As formas de fiscalização e de aplicação da multa não estão definidas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, também não foi estabelecido um prazo para que isso ocorra.

Por ora, a infração à legislação não terá efeito punitivo. Ainda segundo a pasta, será lançada uma campanha de conscientização e adesão à lei. O objetivo é impedir que o vestuário seja fonte e veículo de transmissão de micro-organismos dentro e fora do local de trabalho.

Pesquisa publicada em setembro passado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) detectou a presença de bactérias em 95,8% dos jalecos médicos analisados. Entre elas estava a Staphilococcus aureus, principal responsável pelas infecções hospitalares. Mangas e bolsos são as áreas mais contaminadas, segundo o estudo.

Alemanha suspende alerta pelo consumo de pepino, alface e tomate

Autoridades pedem que população evite consumir brotos com medo da bactéria assassina

Carlos Barba/Efe
Produtores espanhóis chegaram a destruir parte da produção de pepinos após suspeita de serem o foco da bactéria

As autoridades sanitárias alemãs suspenderão nesta sexta-feira (10) o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus pela infecção com um tipo agressivo da bactéria E. col", informa a edição digital do jornal Bild.

As autoridades vão manter, no entanto, o conselho de não consumir sementes germinadas, como brotos de soja, feijão ou de legumes, para evitar possíveis contágios da doença, que causou 29 mortes na Alemanha e uma na Suécia.

Nos últimos 15 dias, a Alemanha chegou a suspender a importação de legumes vindos da Espanha, suspeitando que os pepinos produzidos no país fossem o foco da epidemia. Após testes, que deram resultado negativo, a União Européia determinou que os fazendeiros prejudicados da Espanha fossem indenizados.

 
O diário ressalta, com base em fontes governamentais, que as autoridades alemãs consideram que são cada vez mais fortes os indícios que relacionam o surto da versão agressiva de E. coli com um produtor de sementes germinadas do estado da Baixa Saxônia.

As suspeitas recaem sobre uma fazenda de cultivo biológico na localidade de Bienenbüttel, no distrito de Uelzen, na qual vários de seus funcionários contraíram a doença há várias semanas. No entanto, as análises realizadas nessa empresa tiveram resultados negativos, embora não se descarte que o foco infeccioso tenha desaparecido após seu surto inicial sem deixar rastro.