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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dasa enfrenta dificuldades para entrar na rede pública de Santa Catarina

A Dasa, maior empresa de medicina diagnóstica do País, enfrenta dificuldades para entrar na área da saúde pública de Santa Catarina. Os laboratórios de Florianópolis e São José, e entidades locais como o Conselho Regional de Farmácia (CRF), alegam, judicialmente, que a Dasa tem sócios estrangeiros e por isso não pode operar em postos de saúde públicos. As informações são de reportagem do jornal Valor Econômico.


O MP de Santa Catarina recomendou a anulação do contrato entre a prefeitura de Florianópolis e a Dasa, com sede em São Paulo. Em São José, um grupo de laboratórios locais obteve decisão liminar favorável na justiça, que impede a atuação da Dasa, que pode recorrer. A decisão tomou como base leis que determinam que empresas de capital estrangeiro estão impedidas de participar de licitações no setor de saúde pública.

De acordo com o advogado Dagoberto Lima, especializado em legislação na área da saúde, a lei orgânica da saúde e a Constituição Federal vedam a participação de empresas com capital estrangeiro, direta e indiretamente, em licitações de saúde. Segundo ele, só existe exceção para planos de saúde.

Com pelo menos 45% do capital nas mãos de investidores estrangeiros, a Dasa tem contratos com 36 secretarias de saúde nos Estados de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Minas Gerais e Tocantis.

Ainda de acordo com a reportagem, no ano passado, a divisão da Dasa que atua em postos públicos por meio da marca CientificaLab, gerou receita de R$ 186 milhões, um aumento 8,4% sobre 2009 – um dos maiores crescimentos dentro da companhia. A CientificaLab representa 11,4% do faturamento total da companhia, que somou R$ 1,6 bilhão no ano passado.

O mercado brasileiro de laboratórios é bastante pulverizado com cerca de 8 mil empresas de medicina diagnóstica, sendo que a maioria é de pequenos laboratórios que normalmente têm dificuldades de enfrentar grandes grupos.

Em Santa Catarina, houve uma movimentação conjunta. Em Florianópolis, oito laboratórios – Unidos, Trindade, Santa Luzia, Gênesis, Pró-Vida, Nossa Senhora de Fátima, Ciência e Diagnóstico – se reuniram e passaram a ser conhecidos como “G-8″. O grupo ganhou recentemente mais um integrante, o laboratório São Clemente.

O jornal Valor Econômico informou que procurou a Dasa e a companhia informou, por meio de comunicado, que “por ser uma empresa de capital difuso e também com o objetivo de preservar todas as partes envolvidas, não se manifesta sobre processos licitatórios e concorrências que estão em andamento.”

A Dasa já atua no mercado privado em várias cidades catarinenses desde 2001, quando comprou o Lâmina.
De acordo com os integrantes do “G-8″, o edital da licitação também exige que a empresa ganhadora tenha laboratório em Florianópolis. E, segundo o grupo, a Dasa envia seus exames a São Paulo.

A movimentação contra a atuação da Dasa na área pública começou por São José, cidade catarinense em que os laboratórios Bioclínico, Continente e Santa Filomena conseguiram impedir a presença da Dasa no município há cerca de 60 dias.

Confira o salário médio dos profissionais da área de enfermagem, gesso e radiologia

Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde.

Confira a remuneração do setor de enfermagem:

Cargo: enfermeiro
Média Salarial: R$ 2.890

Cargo: Técnico em Radiologia
Média salarial: R$ 1.963

Cargo: Técnico de imobilização ortopédica
Média salarial: R$ 1.808

Cargo: Técnico de Enfermagem
Média Salarial: R$ 1.281

Cargo: Auxiliar
Média salarial: R$ 1.189

Cargo: Estagiário
Média salarial: R$ 592

Metodologia:

O estudo é atualizado a cada três meses e traz dados de mais de 1.800 cargos,
de 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Propagandas antigas - Mitigal no baile



“Mitigal extingue prontamente as coceiras”. Mais uma do medicamento para quem não consegue parar de se coçar. O personagem deixa a companheira plantada no salão de baile por causa da coceira.

16 de janeiro de 1932

Vitamina D traz resultados positivos na prevenção de doenças

Fundamental para a saúde e fácil de ser adquirida, a vitamina D pode prevenir inúmeras doenças. Sua reposição não depende de muito esforço, bastando ficar exposto ao sol, em média, 20 minutos por dia.



Cícero Coimbra, neurologista e professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), realiza pesquisas sobre os benefícios da vitamina D nos casos de esclerose múltipla.

“Durante as pesquisas, pude perceber que a maioria das pessoas que tem o problema está com níveis de vitamina D inferiores aos da avaliação normal; quanto mais baixo for o nível de vitamina D, mais grave é a doença, e a documentação de uma dada quantidade de vitamina D já provoca redução de mais de 50% das crises”, finaliza o médico.

O especialista afirma que, além da esclerose múltipla, a substância pode prevenir doenças como 17 variedades de câncer, derrame, hipertensão, espondilite, artrite, vitiligo, diabetes, depressão, osteoporose, psicológicas, entre muitas outras.

Segundo Coimbra, a maneira mais fácil e eficaz de adquirir essa rica vitamina é tomar sol no início da manhã ou no final da tarde, quando os raios ultravioletas não estão tão fortes.

“É importante ter em mente que o resultado não é o mesmo com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele”, orienta o médico.

Existem outras formas de garantir a substância. Alimentos como óleo de peixes, laticínios, gema de ovo, azeite de oliva, cereais integrais e frutas secas têm doses de vitamina D. Suplementos também são uma opção, mas só devem ser consumidos sob orientação médica.

Acidentes causam 100 mil internações por ano no país

Os hospitais brasileiros recebem a cada dia 260 vítimas de acidentes de trânsito. São 100 mil internações por ano em centros médicos privados ou conveniados com o SUS (Sistema Único de Saúde).


Os dados, referentes a 2009, foram compilados pela Abramet (Associação de Medicina de Tráfego). Entre setembro de 2009 e dezembro de 2010, as colisões e os atropelamentos resultaram em um prejuízo de R$ 41 bilhões ao país – o valor seria suficiente para construir 283 quilômetros de metrô em São Paulo –, revela levantamento da ONG Chega de Acidentes.

De acordo com a entidade, no mesmo período, 46 mil pessoas morreram em rodovias e ruas brasileiras. Apenas no SUS, os custos da violência no trânsito somam R$ 113,4 milhões nos últimos doze meses.

Os acidentes já representam o maior gasto entre todas as internações custeadas pela rede pública de saúde no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que 45% dos envolvidos em acidentes graves de trânsito têm entre 20 e 39 anos.

Segundo o médico especialista em traumas de trânsito e diretor da Abramet, Dirceu Rodrigues Alves, a má formação dos condutores é das uma das principais causas do elevado número de acidentes nas ruas e avenidas brasileiras.

“As autoescolas não preparam os condutores. O sujeito fica andando a 30 km/h por 15 dias e depois vai para a rua dirigir a 80km/h ou até 100 km/h. Ele não está pronto para isso”. Para Rodrigues Alves, o perído de duração do curso para retirada da CNH (Carteira Nacional de Habitação) deveria passar dos atuais três meses para pelo menos um ano.

O médico ainda defende o uso de simuladores de direção durante a passagem pelo CFC (Centro de Formação de Condutores). “No simulador, o futuro motorista poderá testar suas reações ao dirigir com chuva, neblina e em congestionamentos”, explica o médico.

Ele também critica o exame psicotécnico que, em sua avaliação, levou às ruas um contingente de motoristas com graves problemas psicológicos. “Dos condutores brasileiros, acredito que 15% não têm condições psicológicas de ter um carro nas mãos.”

A consequência dessa falha na formação dos condutores é o aumento da violência no trânsito, principalmente na luta travada entre carros e motos. “O motorista não está pronto para a pressão de dividir o espaço com outros carros e com as motos. Quando há um imprevisto, reage de forma violenta e acaba provocando acidentes fatais.”