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sábado, 18 de junho de 2011

Antigo Egito - Remédios e Cosméticos

No antigo Egito, a medicina sempre esteve vinculada à astrologia, e havia uma forte relação entre as plantas medicinais, planetas e signos correspondentes.


Os egípcios utilizavam as plantas condimentares de muitas formas, deixando-as até mesmo nas tumbas dos faraós e personalidades importantes, para que estes fizessem viagem segura aos outros planos da existência, segundo suas crenças. São comuns citações dos papiros relatando a adoração que o povo tinha pelas plantas.

 O mais famoso deles é o Papiro Ebers, datado de 1550 a.C., que contém centenas de fórmulas e remédios populares usados na época. Continha uma coletânea de aproximadamente 125 plantas, entre elas anis, alcaravia, cardamomo, mostarda, açafrão e sementes de papoula. A história da aspirina também pode ser traçada a partir do antigo Egito, onde se combatiam inflamações com um extrato obtido da casca do salgueiro. Esse extrato é que, mais tarde, permitiu a síntese do ácido acetil salicílico – lançado comercialmente pela empresa alemã Bayer, em 1899, com o nome de Aspirina.

A cosmética também era bastante avançada para a época e os grandes templos eram constantemente perfumados por essências e incensos, e as mulheres dispunham de grande quantidade de elementos para o embelezamento, o que era extremamente valorizado em todos os segmentos da sociedade.

Muitas plantas eram cadastradas como elementos ricos de promoção do bem-estar físico, tais como a camomila, que era usada em óleos de massagem para acalmar dores musculares ou simplesmente para se obter um profundo relaxamento. Suas flores eram dispersas também nas águas de banheiras.

As pessoas daquela época preocupavam-se com a beleza e a aparência e utilizavam os elementos naturais para aperfeiçoar cuidados com o corpo e os cabelos, desenvolvendo perfumes requintados e até cremes feitos com plantas e ceras, utilizados para tratar rugas. Herbarium saúde – ano VI, n° 26, 2003

Como está lá no nosso Dicionário da Antiguidade Africano (no formo, prometido para este mês) nenhum outro povo antigo praticou a medicina no mesmo grau e com a mesma perfeição que os egípcios. Suas escolas médicas eram conhecidas por sua habilidade na cura dos males da humanidade. Provavelmente no século IX AC, o poeta grego Homero exclamou que, em termos de medicina, os egípcios suplantaram todos os povos de seu tempo. Cerca de 2 mil anos antes da chegada de Homero ao Egito, Imhotep já se destacava como pioneiro nas ciências médicas.

Os sacerdotes médicos do Egito faraônico chegaram ao ponto de desenvolver especializações como cirurgia, gastroenterologia, oftalmologia, odontologia e veterinária; e isto é mostrado no livro The Physicians of Pharaonic Egypt, de Paulo Ghalioungui et al., publicado na Alemanha Ocidental em 1983.

A medicina dos antigos egípcios, chamada sunt, compreendia quatro aspectos básicos: a cura pelos contrários; a cura pelos semelhantes; a prevenção de doenças e a magia. Cada um desses aspectos envolvia, na prática, especialização e sistematização, com registro de sintomas, diagnóstico, prognóstico e prescrições, além de técnicas cirúrgicas. Em Kemet, o verdadeiro nome do país na Antiguidade, o médico era sempre um sacerdote, de maior ou menor grau hierárquico, formado nos templos, que funcionavam também como locais de atendimento aos pacientes. Por volta de 2000 AC, os médicos keméticos já realizavam testes de gravidez através da urina e receitavam medicamentos anticoncepcionais.

Segundo documentos de época um pouco posterior, seus sucessores já faziam teste de acuidade visual e prescreviam remédios preventivos de infecções no globo ocular (aplicados em volta dos olhos e equivocadamente percebidos, nas esculturas e pinturas que nos chegaram, apenas como maquilagem). Também por esse tempo, os sábios egípcios já detinham conhecimentos anatômicos, inclusive sobre o cérebro e a medula humanos, que lhes permitia realizar delicados procedimentos cirúrgicos. E da mesma forma que dominavam complexas técnicas de cirurgia plástica reparadora, ortopedia e odontologia, esses médicos-sacerdotes serviam-se também da chamada “medicina dos excretos”, utilizando secreções e excrementos animais, bem como mofo, lama, ervas e metais danosos em combinações farmacológicas que anteciparam a composição de alguns dos modernos antibióticos e antiinflamatórios.

No campo da medicina preventiva, o velho Egito desenvolveu práticas contra doenças como cólera, lepra, tuberculose, tifo e moléstias venéreas. Isolamento, quarentena, cauterizações e imunizações através de fumigações ou banhos purificadores eram práticas corriqueiras em tempos de epidemias ou por conta de eventuais ameaças de contaminação. O conjunto de documentos conhecido como “Papiros Eberts”, datado de c. 1500 AC, e hoje no Museu de Leipzig, relaciona cerca de 125 plantas medicinais e fornece 811 receitas de cataplasmas, drágeas, elixires, gargarejos, inalações, instruções para fumigação, lavagens intestinais e ungüentos. Os diagnósticos e medicamentos desses papiros aplicam-se a uma vasta gama de males de afecções do aparelho respiratório a doenças cardiovasculares; de leucemia a males gastro-intestinais, de queimaduras a afecções do aparelho genito-urinário; de inchaço de gânglios a oftalmias.

Mas paralela e complementarmente a esta medicina que tratava do corpo, médicos-sacerdotes egípcios serviam-se também de procedimentos curativos ritualísticos, por entenderem que a base das doenças físicas, morais e espirituais residia no desequilíbrio entre sua relação com o Cosmos e sua natureza humana, desequilíbrio esse provocado por comportamentos excessivos ou faltosos de todo gênero. Segundo esse entendimento, o “mau comportamento” provocava sempre malefício ao corpo, manifestado numa perturbação de ordem física ou mental. O sacerdote-médico, então, trabalhava para reequilibrar a relação do paciente com o Cosmos, através de passes, canalização da energia vital da divindade afim ao paciente; e, em casos extremos, do recolhimento temporário desse paciente ao templo, para contato mais direto com as divindades.

Em qualquer desses procedimentos, a palavra falada representava papel importante. Daí, o uso, em qualquer processo de cura, de fórmulas pronunciadas tanto para conjurar influências e presenças espirituais negativas, chamadas afrits , bem para invocar e atrair espíritos e energias benfazejas.

No século IV AD, fanáticos cristãos incineraram , juntamente com cerca de 700 mil livros, quase todos os textos que concentravam os conhecimentos médicos dos antigos egípcios. Entretanto, o sistema grego, oriundo da escola egípcia de medicina fundada em Alexandria c. 300 AC, conseguiu conservar muito desse saber.

Propagandas antigas - Rhum Creosotado


“Na tosse, na bronquite e resfriado, tome Rhum Creosotado e veja o resultado”.

4 de novembro de 1954

http://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/tag/remedio/

Brasil está entre os países mais higiênicos do mundo, aponta estudo


Um estudo internacional conduzido pelo Global Hygiene revelou que o Brasil é o país que mais lava as mãos com sabonetes. Entre os resultados encontrados pelo estudo, está a média global de pessoas que lavam as mãos mais de 5 vezes por dia: 54% da população. Brasil e Alemanha são apontados como os países mais higiênicos do mundo, enquanto China e Malásia tiveram os índices mais baixos.


Mas por que o brasileiro se preocupa tanto com a assepsia? De acordo com Eithan Berezin, microbiologista pediátrico e membro do Global Hygiene Council, o nível de higienização do brasileiro é considerado alto.

“É uma característica nossa, sabemos que o brasileiro gosta de tomar vários banhos por dia, por exemplo. Isso é também social, faz parte do nosso perfil social”, afirma.

Prevenção

Algumas formas de higienização, alerta Berezin, são de fato essenciais para evitar infecções indesejadas, como na alimentação. “A lavagem adequada de alimentos é importante. Agora também está na moda comer alimentos crus, é preciso tomar cuidado com isso”.

Os efeitos nefastos da bactéria E-Coli, por exemplo, que matou mais de 30 pessoas na Europa e que estava presente em diversos legumes, poderia ter sido evitada com o cozimento adequado dos alimentos.

No dia a dia, entretanto, o que vale são os modos mais simples de higienização. “Quando espirrar, não colocar a mão na frente de boca, e sim o cotovelo; lavar as mãos depois de ir no banheiro e depois de tossir são medidas importantes para evitar a disseminação de infecções e vírus”, alerta o especialista.

O álcool gel, segundo Berezin, é também uma forma fácil de deixar as mãos limpas constantemente. “É muito mais fácil e mais rápido higienizar a mão com álcool em gel do que com sabonete. É bom levar esse tipo de produto na bolsa, é uma coisa prática”.

Algumas pessoas, entretanto, devem ficar especialmente atentas com os riscos de infecções. “Os grupos de maior risco são as crianças pequenas e pessoas que já têm alguma doença e se tornam imunodeprimidas, então uma higienização mais intensa para esses grupos é importante”, explica.

Bons hábitos de higiene e o uso regular de desinfetantes, como sabonetes e limpadores de superfícies, também ajuda a reduzir em até 75% o risco de doenças entre crianças.

Campanha de vacinação contra o sarampo acontece em oito Estados

Oito Estados brasileiros realizam, a partir deste sábado, a campanha de vacinação contra o sampo. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas atenderão crianças com idade entre 1 ano e 6 anos e 11 meses.

SP, MG, RJ e mais cinco Estados integram a campanha contra sarampo
Foto: Milton Michida/ SP Notícias

Todas as crianças nesta faixa etária devem ser vacinadas, inclusive as que já tenham tomado esta vacina anteriormente. A campanha segue até o dia 22 de julho. Nestes Estados também haverá vacinação contra a pólio, mais conhecida como paralisia infantil.

O objetivo é manter o Brasil sem transmissão disseminada do vírus causador do sarampo, uma vez que, neste momento, há surto da doença na Europa. De acordo com a OMS, desde janeiro, já foram registrados mais de 6,5 mil casos – sendo 5 mil deles somente na França. Com a chegada das férias de julho, aumenta tanto o fluxo de turistas estrangeiros para o Brasil quanto a ida de brasileiros para o exterior.

Critérios

Por isso, o Ministério da Saúde utilizou três critérios para identificar os oito estados que vão começar a vacinar as crianças contra o sarampo: maior fluxo turístico, densidade populacional e baixa cobertura da vacina tríplice viral nos últimos anos.

Nos municípios dos demais estados e no Distrito Federal, as crianças de 1 ano a menores de 7 anos vão receber a vacina contra o sarampo em 13 de agosto, no mesmo dia em que começa em todo o país a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Pólio. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 17.094.519 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. Para tanto, foram enviadas 20.513.300 doses da tríplice viral para todos os estados e o Distrito Federal.

O sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, transmitida por vírus. Os sintomas mais comuns são febre, tosse seca, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas. A vacina é o meio mais eficaz de prevenção.

Previna-se da asma na chegada do inverno

Chega oficialmente em 21 de junho o inverno, estação mais fria do ano. Com a queda da temperatura que já pode ser observada em diversos pontos do país, diversos problemas respiratórios tendem a se agravar, entre eles a asma.

A doença respiratória atinge aproximadamente 16 milhões de brasileiros, com índice de mortalidade que chega a 3 mil pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde.

No frio, a baixa umidade do ar, as mudanças bruscas de temperatura e aumento da poluição do ar são os principais motivos de preocupação, especialmente de quem já tem doenças respiratórias crônicas. A época também provoca queda da imunidade das pessoas, tornando-as mais predispostas a desenvolver a asma.

O mais importante é a prevenção. Tratamentos indicados pelos médicos devem ser mantidos à risca, assim como as consultas periódicas. E em caso de crise, procurar imediatamente um serviço médico de emergência.

As bombinhas inaladoras ainda são a forma mais eficiente de tratar a asma

Tratamento

Embora surjam periodicamente notícias de novos métodos de tratamento e prevenção, o uso da medicação controladora da asma, como os corticoides, ainda é considerado o mais eficaz. Seu uso pode ser aplicado na forma de pó inalado ou spray e deve ser utilizado de maneira contínua, sob supervisão médica.

Contudo, os corticoides inalados diferem dos antigos, que eram ingeridos ou injetáveis, por serem mais potentes e de uso local sendo, portanto, livres dos temidos efeitos colaterais como, por exemplo, o ganho de peso.

Uma novidade divulgada recentemente é a pílula contra a asma, que se mostra tão eficiente quanto os corticoides. Porém, para a médica Márcia Pizzichini, presidente da comissão de Asma Brônquica da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, esta não é a primeira opção para o tratamento.

“Em comparação aos corticoides inalados, as pílulas não são tão eficazes, pois tem menor potência anti-inflamatória. Dependendo do nível da asma, é recomendado o uso conjunto dos tratamentos”. O medicamento só deve ser usado unitariamente em caso de doença considerada leve e com poucos sintomas.

Além da gravidade da doença, outras questões importantes devem ser levadas em consideração para definir o melhor método de tratamento, explica a médica pneumologista.

“São priorizados o histórico do paciente, a faixa etária, a frequência dos sintomas, se as crises provocam despertares noturnos, a frequência do uso da bombinha de resgate, a preferência do paciente e sua condição financeira”. Quanto mais frequentes os sintomas, maior sinal de gravidade e de descontrole da doença, explica.