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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estudo mostra que fungos nocivos crescem em máquinas de lavar louça

 

Cientistas encontraram um fungo possivelmente nocivo que cresce em máquinas de lavar louça, sobrevivendo a altas temperaturas, a altas doses de detergentes e a tipos de águas ácidas e alcalinas.

Um fungo negro chamado Exophiala dermatitidis foi encontrado com o fungo E. phaeomuriformis em amostras tiradas de máquinas de lavar louça em 189 lares de 101 cidades em seis continentes.

O resultado do estudo indica que 56% das máquinas de lavar louça apresentavam o fungo na borracha de vedação da porta do eletrodoméstico.

Ambas as espécies "são conhecidas por serem capazes de causar doenças sistêmicas em humanos e frequentemente colonizam os pulmões dos pacientes com fibrose cística," indica o estudo.

Os fungos são organismos "extremófilos" que raramente são encontrados na natureza. Isso sugere que registraram uma benefício evolutivo ocupando um nicho doméstico, encontrando um ambiente ideal no calor e na umidade.

O estudo foi apresentado na última edição do jornal Fungal Biology, publicado pela British Mycological Society.

O estudo não se concentrou em analisar se o fungo da máquina de lavar louça apresenta alguma ameaça á saúde.

Ele indica que "outros estudos são necessários", dado o risco de mistura genética neste ambiente incomum.

"A coexistência de diferentes genótipos das mesmas espécies permite possivelmente uma recombinação genética, gerando novos genótipos com potenciais patogênicos desconhecidos," indica o jornal.

Outras espécies microscópicas encontradas em máquinas de lavar louça foram membros dos grupos Aspergillus, Candida, Magnusiomyces, Fusarium, Penicillium e Rhodotorula.

Disfunções na mandíbula podem ser prevenidas ainda na infância

                                                       Segundo o especialista, a maioria das pessoas que procura o consultório é diagnosticada com disfunção na ATM

Em qualquer momento da vida uma pessoa pode sofrer de alterações ou disfunções na ATM (Articulação Temporo Mandibular).

Normalmente as disfunções são percebidas após um estalo, que pode vir acompanhado de desconforto e dores na cabeça, face, pescoço, olhos e dentes indicando que algo pode não estar funcionando adequadamente, conforme alerta o cirurgião buco maxilo facial Pedro Luiz Pitarello, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André.

A ATM une a mandíbula ao crânio e está localizada próxima à orelha e pode ser considerada como uma das articulações mais complexas do corpo humano, pois faz com que a mandíbula se mova para frente, para trás e para os lados.

O principal fator que leva à disfunção da ATM é a má oclusão – disposição inadequada entre os dentes e mandíbula – além de doenças degenerativas e sistêmicas, estresse e bruxismo.

Segundo o especialista, a maioria das pessoas que procura o consultório é diagnosticada com disfunção na ATM e 80 % destas chegam por meio das dores de cabeça, que ocorrem em razão da alteração.

“Normalmente a disfunção deixa o indivíduo com a sensação de que sua mandíbula vai saltar, quando ocorrem os estalos e travamentos momentâneos”, explica Pitarello.

Para o diagnóstico, o especialista fará um exame clínico e analisará os fatores que contribuem para a disfunção e muitas vezes o diagnóstico é feito tardiamente, já que os principais sintomas são confundidos com os de outras patologias.

Os sintomas mais comuns são dores de cabeça; dores e zumbidos no ouvido; dor e pressão atrás dos olhos; estalo ou sensação de desencaixe ao abrir e fechar a boca; dores ao bocejar, mastigar; tonturas; vertigens; desgaste dental; etc.

O tratamento ajudará na diminuição dos sintomas e pode variar de um paciente para outro, mas na maioria deles será feito por meio de medicação, placas de mordida, aparelhos ortodônticos e reabilitação. Em alguns casos o paciente precisará de tratamento multidisciplinar.

“É importante acompanhar o desenvolvimento dos dentes e face das crianças a partir do nascimento dos dentes de leite, prevenindo e interceptando problemas que possam ocorrer na fase adolescente ou adulta, entre eles mordida cruzada, vícios de língua, alterações do desenvolvimento dos ossos, posicionamento dos dentes e problemas de respiração bucal, eliminando hábitos como uso de chupetas não ortodônticas, chupar os dedos e problemas de bruxismo. O tratamento é importante, porque, depois de instalada, a patologia é progressiva”, orienta o especialista.

http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000440387

Ministério da Saúde recomenda uso do oseltamivir em alguns casos de gripe

                                                  

Brasília – Para evitar aumento de casos de gripe, o Ministério da Saúde decidiu recomendar aos profissionais de saúde o uso do remédio oseltamivir no tratamento de pessoas com sintomas da influenza A (H1N1) - gripe suína e de quem está sujeito a desenvolver casos graves da doença.

Os médicos devem prescrever o remédio para pessoas com febre, tosse, cansaço e dores de garganta e cabeça. O medicamento é indicado também para prevenção em idosos, crianças com menos de 2 anos de idade, gestantes e portadores de doenças crônicas, como câncer, aids, diabetes, doenças cardíacas e obesidade – grupos que têm mais chance de ter complicações como pneumonia e insuficiência respiratória. A orientação vale também para quem vive em asilos, internatos e presídios.

O ministério recomenda que o tratamento seja iniciado de imediato, mesmo sem confirmação de exame de laboratório. Segundo o ministério, o remédio tem efeito mesmo se aplicado após 48 horas do aparecimento dos sintomas. O oseltamivir é o genérico do Tamiflu, marca mais usada contra o vírus Influenza H1N1.

De acordo com o Ministério da Saúde, com o fim da pandemia causada pelo Influenza H1N1, o vírus continua a circular, podendo provocar casos graves em pessoas vulneráveis, mas sem risco de uma epidemia. Neste ano, quatro pessoas morreram por causa da doença no Rio Grande do Sul, mas o ministério descarta uma avalanche de casos, como em 2009, quando mais de 2 mil pessoas morreram no Brasil. A campanha de vacinação contra a gripe já imunizou mais de 24 milhões de brasileiros em 2011.

O oseltamivir está disponível nos estoques dos estados e no programa Farmácia Popular.

Vacinação contra sarampo e poliomielite alcança mais da metade do público-alvo, segundo balanço parcial

Brasília – Balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde indica que mais de 5,7 milhões de crianças com idade entre 1 e 7 anos foram vacinadas contra o sarampo até a manhã de anteontem (20). O número representa 56,3% da meta de imunização.

A campanha começou no último sábado (18) em oito estados – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas – e segue até o dia 22 de julho. O estado com maior cobertura, até o momento, é São Paulo (68,8%) e o com menor é o Ceará (35,3%).

No caso da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, o balanço aponta que 10,4 milhões de crianças menores de 5 anos já foram imunizadas em todo o país – 73,9% do público-alvo.

A campanha também teve início no último sábado e segue até o dia 22 de julho. O estado com maior cobertura, até o momento, é o Paraná (89,8%) e o com menor é o Pará (56,1%).

Começo do inverno deve reforçar cuidados com a saúde, diz especialista

                                                

Brasília – Com o começo do inverno às 14h16 de hoje (21), os brasileiros devem se preparar para o frio mais intenso e suas consequências para a saúde.

De acordo com o meteorologista Hamilton Carvalho, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a característica do inverno no Brasil muda de acordo com a região. “No Nordeste o inverno é chuvoso. Já no Sul, Sudeste e Centro-Oeste o clima é frio e sem chuvas. Porém, o Centro-Oeste sofre ainda pelo clima seco que afeta a região”.

A diminuição da umidade relativa do ar, a queda da temperatura e os ventos frios são os principais causadores de gripes, resfriados e alergias nesta estação.

Para Ricardo Martins, professor de pneumologia da Universidade de Brasília (UnB), o principal cuidado é se agasalhar, manter uma boa alimentação e ingerir mais líquidos em localidades onde o clima é seco. “É importante que as pessoas usem sempre agasalhos para manter a temperatura do corpo em um nível ideal, mesmo na prática de exercícios. Os alimentos ajudam na temperatura corporal e também é importante o uso de vacinas contra a gripe”.

Também são recomendados outros cuidados, como evitar lugares fechados, úmidos e com grande aglomeração de pessoas. “Esses lugares devem ser evitados principalmente por pessoas que apresentam doenças respiratórias, pois a época é característica deste tipo de doença”.