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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Samsung rejeita acusações de que fábricas causaram câncer

Um estudo contratado pela Samsung Electronics rebateu acusações de que trabalhadores da empresa podem ter sido expostos a substâncias carcinogênicas em suas fábricas, após diversos ex-funcionários com câncer exigirem compensação da maior fabricante de chips de memória do mundo pela doença adquirida.

Apesar das descobertas, a companhia afirmou que considera oferecer apoio financeiro a alguns dos ex-funcionários diagnosticados com câncer, em meio a alegações de grupos civis e de trabalhadores de que o ambiente de trabalho causou a doença.

Segundo a Samsung, 26 pessoas que trabalharam nas fábricas de chips foram diagnosticados com leucemia ou linfoma, sendo que dez deles morreram. Grupos civis afirmam haver mais trabalhadores que ficaram doentes em decorrência do ambiente de trabalho.

A Samsung contratou a consultoria norte-americana Environ no ano passado para conduzir uma análise após sofrer contínuas pressões, apesar de dois estudos do governo mostrarem não haver problemas nas fábricas da empresa.

O estudo avaliou seis casos envolvidos nos pedidos de indenização e concluiu não haver relação entre a exposição ao local de trabalho e o diagnóstico de câncer.

"Não encontramos relação entre a exposição às substâncias cancerígenas e as condições de saúde dos seis funcionários", afirmou Paul Harper, diretor da Environ.

Folhaonline

Pílula vermífuga tem como efeito colateral combate à malária, mostra pesquisa


Uma pílula vermífuga de baixo custo, usada na África há 25 anos contra a cegueira dos rios, provou recentemente ter um poder do qual cientistas suspeitaram por um longo tempo mas nunca fora evidenciado: os mosquitos transmissores da malária morrem quando mordem pessoas que ingeriram há pouco tempo a droga --a ivermectina ou Mectizan.

Alguns cientistas alertam para o fato de que, apesar do truque de "envenenar" mosquitos ser razoável, não é muito prático: para que funcione efetivamente, praticamente todas as pessoas em uma área infestada por mosquitos têm de tomar a pílula simultaneamente. E isso é um pesadelo logístico, disseram.

O efeito de matar mosquitos aparentemente enfraquece dentro de um mês, e seria necessário que a dose fosse repetida mensalmente. Além disso, em casos raros, a droga considerada segura pode ser letal.

PESQUISA

O estudo recente, publicado na semana passada pelo "American Journal of Tropical Medicine and Hygiene", foi conduzido por cientistas do Senegal e da Universidade do Estado do Colorado.

Eles capturaram mosquitos de paredes de choupanas de três vilarejos, onde habitantes haviam ingerido a invermectina, e de outros três vilarejos, onde os habitantes não haviam consumido a droga, e os testaram para ver em quantos mosquitos havia parasitas da malária.

Os vilarejos com ivermectina tinham quase 80% menos.

O medicamento estava encurtando a vida dos mosquitos, explicou o autor principal, Brian D. Foy, especialista em mosquitos do Estado do Colorado.

Atualmente, milhões de doses gratuitas são distribuídas para combater a oncocercose, ou cegueira dos rios, que é causada por pequenos vermes que migram para os olhos.

Os efeitos colaterais, quando as pessoas com muitos vermes são tratadas, incluem febre e coceira intensa à medida que os vermes morrem.

A ivermectina pode ser perigosa para alguns doentes --os infectados com um alto número de um verme do oeste da África relativamente raro, o loa loa.

Esses vermes circulam no sangue e nos pulmões e podem obstruir vasos capilares quando morrem, potencialmente causando um coma ou a morte.

Fonte Folhaonline

Associação médica alerta para perigo do uso de silicone para aumentar pênis


Preocupada com o aumento da oferta de operações caseiras para aumento dos genitais masculinos, a Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (BAAPS, na sigla em inglês) emitiu uma advertência sobre os perigos de se submeter à prática.

Segundo a associação, operações do tipo, com a injeção de silicone líquido nas partes íntimas, vêm sendo oferecidas abertamente em sites na internet.

A entidade adverte que os homens que passam pelo procedimento cirúrgico não regulamentado estão sujeitos a sofrer problemas médicos e deformidades graves como resultado.

"A BAAPS está seriamente preocupada com esse tipo de procedimento não licenciado para aumentar a genitália masculina. Ao contrário dos implantes de silicone, como implantes de seios ou testiculares, as injeções de silicone livre são proibidas", afirma o presidente da associação, Fazel Fatah.

Segundo ele, o silicone injetado livremente pode migrar e se espalhar pelo corpo, criando reações inflamatórias que se tornam impossíveis de remover completamente sem danificar tecidos.

PROCEDIMENTO INDOLOR

A associação divulgou o caso do engenheiro aeronáutico Jim Horton, de 50 anos, que em 2007 se submeteu à injeção de silicone para aumentar o saco escrotal, que considerava pequeno e apertado, após ler sobre o procedimento em sites da internet.

Ele conta que se surpreendeu ao chegar ao local da operação - uma casa residencial - e com o equipamento utilizado pelo "cirurgião" - uma pistola de aplicação do tipo usado na construção civil -, além do fato de o silicone líquido estar guardado em uma garrafa de leite, mas ainda assim se submeteu ao procedimento.

"Eu sei que isso deveria ter feito soar meu sinal de alarme, mas o procedimento foi indolor e eu fiquei satisfeito com o resultado", afirmou Horton, que pagou 120 libras (cerca de R$ 300) pela injeção.

Alguns meses depois, porém, ele começou a sentir um desconforto e notou o endurecimento e a desfiguração de seu saco escrotal.

"Eu comecei a pesquisar na internet e descobri que muitos dos homens que haviam passado pelo procedimento estavam tendo problemas e pagando milhares de libras para se submeter a cirurgias de correção. Eu não poderia pagar isso, então apesar de me sentir uma aberração, não fiz nada até o ano passado, quando o desconforto e o endurecimento pioraram tanto que eu comecei a ter dificuldades de encontrar roupas que servissem", disse.

O quadro de Horton era tão grave que ele teve que se submeter a uma série de operações para conseguir retirar o silicone, incluindo o enxerto de pele após a retirada de tecidos comprometidos pela infecção.

Para o presidente da BAAPS, "nenhum cirurgião plástico de reputação" ofereceria injeções de silicone líquido para aumento dos genitais. "Há uma série de procedimentos como soltura de ligamento e enxerto de gordura que podem melhorar comprimento e circunferência", diz ele, afirmando ainda que os pacientes interessados devem consultar profissionais capacitados e pesquisar antes de passar por uma cirurgia.

Fonte Folhaonline

Google deixa memória mais preguiçosa, mostra estudo

Antes do Google e de outros sites de pesquisa, nossa memória para números de telefone, datas importantes e até elencos de filmes era provavelmente bem maior.
 
Segundo cientistas americanos, o acesso permanente à internet modificou a maneira como as pessoas armazenam informações.

Em um trabalho publicado na versão on-line da revista "Science", o grupo diz: ao saber que terão acesso a uma determinada informação no futuro, as pessoas tendem a ser mais "preguiçosas" na hora de memorizá-las.

A conclusão veio após um grupo de testes que, no total, envolveram cerca de 200 participantes, em provas de perguntas e respostas e também de memorização.

Quando os voluntários -todos universitários- acreditavam que não poderiam ter acesso aos dados posteriormente, acabavam memorizando bem mais informações do que aqueles que achavam que poderiam acessá-los em outra ocasião.

E essa diferença de memorização se mantinha mesmo quando os participantes eram avisados de que seriam testados sobre o conteúdo.

A pesquisa também viu que, ao se depararem com uma pergunta, os participantes logo pensavam em sites de busca e outras ferramentas para encontrar a resposta, ao invés de tentar puxar pela própria memória a resposta certa.

Por exemplo, para lembrar se um ator ou atriz faziam parte do elenco de um filme, eles não tentavam se lembrar da produção.

Pensavam logo no Google ou no IMDb (Internet Movie Database), site que reúne um banco de dados gigantesco de boa parte das produções cinematográficas.

Ou seja: as pessoas tendiam mais a guardar onde encontrar a informação do que o dado em si.

MEMÓRIA EXTERNA

Para a líder do trabalho, Betsy Sparrow, professora da Universidade Columbia, as mudanças não são necessariamente ruins, e a memória estaria se adaptando à essa nova realidade.

"Os resultados sugerem que a internet se tornou uma memória externa", disse.

Segundo ela, entender como a memória funciona diante da realidade das ferramentas de busca pode ajudar a melhorar tanto o ensino quanto o aprendizado.

Conforme o próprio trabalho lembra, desde a invenção da escrita e com o posterior advento dos livros e da imprensa, as pessoas já têm ferramentas externas para complementar a memória.

O que acontece de diferente é que elas nunca estiveram tão presentes e tão fáceis de ser acessadas quanto hoje.

A certeza do acesso posterior ao conteúdo está mudando o jeito como as pessoas se lembram das coisas.

CRÍTICAS

Na opinião de Martín Cammarota, neurocientista da PUC-RS, a pesquisa é bastante válida, mas exagera aodizer que o Google e outros sites foram os responsáveis pelas mudanças.

"O trabalho mostra como as pessoas estão se portando diante das informações, mas não pode provar que o Google é o responsável por essas mudanças. Eles não usaram, por exemplo, um grupo controle, que nunca tivesse tido contato com o buscador", afirmou o professor.


Fonte Folhaonline

Portugal: Pequim quer diminuir número de partos por cesariana

As autoridades de Pequim pretendem reduzir o número de partos por cesariana, método utilizado em metade dos nascimentos nos hospitais da capital chinesa, revela o jornal 'Novo Pequim'.

Em 2010, a China converteu-se no líder mundial de nascimentos por cesariana, técnica empregue em 46,2 por cento do total de partos, indicam dados da Organização Mundial de Saúde, que recomenda índices não superiores a 15 por cento do total.

A revista médica inglesa 'The Lancet' escrevia em 2010 que 25 por cento das cesarianas na China não são necessárias e acrescentou que cinco milhões de bebés nascidos através daquele método poderiam vir ao mundo por parto natural.

Segundo o 'Novo Pequim', são as próprias mulheres que pedem maioritariamente a cirurgia em vez do parto natural, de forma a evitar "dor e imprevistos".

Fonte Correio da Manhã