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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Empresa alemã desenvolve alimentos sem lactose à base de tremoço

A demanda por alimentos sem lactose está aumentando. No lugar da soja, uma empresa do norte da Alemanha desenvolve produtos à base de tremoço. Um sorvete feito com a leguminosa já está disponível no mercado.

Há 12 anos, a filha e a esposa de Gerhard Kloth, sorveteiro e gerente de produção da fábrica Prolupin, em Neubrandenburg, no norte da Alemanha, perguntaram se ele não poderia produzir um sorvete sem leite. Assim como outros 8 a 12 milhões de alemães, as duas são intolerantes a lactose, ou seja, possuem uma quantidade insuficiente de enzimas para digeri-la.

Kloth começou a buscar algo que substituísse o leite. Primeiro, caiu na soja, mas logo abandonou a ideia. "Nunca se sabe exatamente se o produto comprado é natural ou geneticamente modificado", diz. O tremoço apareceu como uma alternativa ecologicamente correta e regional.

Fonte Folhaonline

Santa Casa tem 70% dos atendimentos SUS

A diretoria da Santa Casa de Marília constatou que, em 2010, dos atendimentos realizados no hospital mariliense, 71% deles foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), percentual acima da previsão estatutária. Segundo a instituição, o SUS influência, e muito, nos resultados financeiros e econômicos da entidade

De acordo com a Santa Casa tem sido divulgado pelas entidades filantrópicas e, muitas vezes reconhecido pelos gestores públicos de saúde, que o SUS remunera entre 40% a 60% em média dos custos dos procedimentos, dependendo de seu mix. E informa que segundo as Demonstrações Contábeis de 2010, na Santa Casa de Marília, a diferença do efetivo custo dos procedimentos e os valores pagos pelo SUS, foi de R$ 8.061.504,29, já descontadas as subvenções para custeio.

Como as únicas fontes de receitas da Santa Casa são oriundas da própria remuneração dos serviços prestados à comunidade através do SUS, outros convênios e particulares, bem como das doações e contribuições da comunidade, chega-se a conclusão de que, por um lado, é preciso ser ainda mais eficiente no desenvolvimento das atividades, otimizando ao máximo os recursos disponíveis e ampliando o apoio da comunidade para cobrir este déficit.

A entidade informa que eventos como os Leilões, a Nota Fiscal Paulista e o Mc Dia Feliz entre outros, contribuem muito na geração de recursos

Por outro lado, a Santa Casa acredita que é preciso aumentar a participação dos gestores através de programas permanentes de subsídios aos hospitais filantrópicos, por meio de programas como o Pró-Santas Casas, do Governo Estadual e com parceria do Governo Municipal.

Segundo o hospital, seu grande desafio é que a contra partida do Estado seja integralmente utilizada para reduzir o déficit do SUS.

Apesar de todos esses desafios, a Santa Casa de Marília alcançou pelo terceiro ano consecutivo superávit em seu balanço, ainda que menor do que os anos anteriores. Para a administração do hospital foi o melhor resultado operacional dos últimos anos.

Fonte SaudeWeb

Maior acesso aos serviços de saúde: os dois lados da moeda



Convido o leitor para uma rápida viagem no tempo. Cerca de 30 anos atrás, o acesso a computadores – então uma tecnologia recém-nascida – era restrito às grandes universidades; estes dispositivos de enormes dimensões só podiam ser operados por profissionais altamente especializados. Ensino superior de qualidade também era luxo para poucos. E, falando em luxo, fazer um cruzeiro, jantar em um restaurante cinco estrelas ou dirigir um carro importado era algo impensável para um brasileiro integrante da classe média.

O mesmo acontece no setor de saúde. Procedimentos e exames que antes eram inimagináveis para a maior parcela do público, hoje são muito mais acessíveis. Pode-se falar, inclusive, de uma proliferação dos serviços de diagnóstico nos hospitais, cuja utilização contempla não somente os pacientes internados como também o público externo, em muitos casos. É um avanço a ser celebrado – o diagnóstico é a chave para a melhora e/ou cura dos pacientes. Ao mesmo tempo, porém, muitas vezes, o acesso mais amplo a estes serviços gera um custo impagável.

Nada substitui o conhecimento do profissional da medicina ao prescrever um exame que pode ser vital para a saúde do paciente ou mesmo contribuir para que este mantenha um bom estado geral e a qualidade de vida. Porém, é de conhecimento dos players do setor que ainda são realizados muitos exames sem valor clínico. Isso gera ansiedade nos pacientes, afeta a credibilidade da categoria médica e prejudica o fluxo financeiro da instituição.

Não se está dizendo aqui que os hospitais devem deixar de realizar exames. Seria absurdo e representaria um retrocesso quanto à ampliação do acesso aos serviços de saúde. Contudo, faz-se necessária uma quebra de paradigmas. O que não agrega valor a determinado hospital deve ser preterido, dando lugar a um investimento de tempo, recursos e capacitação na definição do core business da instituição, sempre com vistas à prática resolutiva da medicina e da qualidade assistencial.

O foco do negócio deve ser definido pela alta administração e perseguido por todos, em especial as lideranças, o corpo clínico e a equipe assistencial multiprofissional. O sucesso é mais factível quando a empresa souber aonde quer chegar. Afinal, não se pode ser bom em tudo.

Faz-se necessária, também, uma fonte de recursos que permitam este amadurecimento da organização. Nas palavras do próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista recente à Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), é preciso ampliar a disponibilidade de recursos para a saúde e estabelecer regras de financiamento sustentável.

É importante ressaltar, entretanto, que para buscar a excelência e pavimentar o caminho rumo à liderança em seu nicho ou segmento de atuação não basta ter objetivos definidos e os recursos necessários. Mais que isso, a organização deve, antes de tudo, afinar os processos operacionais e assistenciais. E precisa, também, conhecer os anseios do tipo de clientes – no caso, pacientes – que deseja atrair. Quais as expectativas do mercado.

As certificações de qualidade constituem-se no principal indicativo de que determinado serviço hospitalar dá a devida atenção aos processos. Atualmente, no Brasil, somente cerca de 5% dos hospitais possui algum tipo de certificado de qualidade. Ao mesmo tempo, nota-se que aos poucos a população começa a entender a importância das certificações para a segurança dos hospitais e a qualidade da assistência à saúde. Mas este já é um tema para o próximo artigo.

Fonte SaudeWeb

Indústria farmacêutica cresce 10% em 2011

Uma pesquisa realizada pela IMS Health mostra que este ano as vendas no setor devem ser alavancadas em 10%. A mesma pesquisa demonstra ainda que até 2015 o crescimento anual deve se manter na casa dos dois dígitos.

Consequentemente, o faturamento também registra alta. Segundo a Lafis consultoria, o crescimento que ano passado foi de 9,19%, em 2011 deve chegar a 9,28%. O que significa um aumento de R$ 36,74 bilhões para R$ 40,15 bilhões respectivamente.

De acordo com o Conselho Federal de Farmácias (CFF), são 60 mil distribuídas em território nacional. Desde estabelecimentos com bandeiras conhecidas, grandes redes, até pequenos e médios comércios.

O incremento do setor farmacêutico é maior que o registrado em outros países em desenvolvimento, perdendo apenas para a China. Algumas justificativas para esse cenário é a ascensão das classes C e D, o envelhecimento da população e o aumento da preocupação com a saúde e a estética que vem beneficiando os laboratórios e os estabelecimentos comerciais, isso, sem esquecer a valorização do Real – já que grande parte da produção brasileira depende da importação de insumos.

Fonte SaudeWeb

Pronto para a transformação

Integrar e influenciar. Acostume-se com estas palavras, pois elas nos dizem hoje como a indústria será nos próximos dez anos. Isso porque nos últimos anos a dinâmica do setor tem mudado e novos paradigmas vão se formando. Nesse cenário, à medida que os players definem suas estratégias e seu potencial neste mercado, a integração do setor e a definição do papel do líder e sua influência em toda a cadeira tornam-se cruciais.

Alinhada com este momento de efervescência chega a nova revista Fornecedores Hospitalares que, atenta às principais tendências do setor – e antecipando as prioridades futuras – assume também uma posição integradora e de transformação do segmento, influenciando suas decisões e assumindo os riscos da mudança.

Essa movimentação editorial ousada é também um convite à reflexão. É uma demonstração prática da necessidade de evolução constante. Mais do que isso, a integração da publicação propõe mais flexibilidade e jogo de cintura dos players que, à semelhança do que acontece no mercado onde estão inseridos, precisam se abrir para receber o novo.

Na nova revista, certamente está inserido o novo momento do Brasil e de toda a região e suas novas e crescentes oportunidades a serem exploradas. Trazendo o mesmo contexto para o mercado de saúde, vemos que todos querem aproveitar o momento positivo, seja por meio de novas estratégias de diversificação e consolidação, seja por meio de ofertas de produtos ou serviços, olhando para públicos maiores e mais heterogêneos.

Esse movimento estimula atores que transformam o mercado por meio de fusões, aquisições, expansões, entrada em novos mercados e também injeções de investimentos de alto risco. Neste xadrez, o resultado depende fundamentalmente das lideranças e é nítido que quando se trata de integrar e engajar, o investimento nas pessoas é fundamental. Afinal, nenhuma estratégia, por mais agressiva que seja, sobrevive às vulnerabilidades e fragilidades que estão diretamente ligadas às questões de integração e influência.

Estudo recentemente publicado pela consultoria McKinsey apontou quatro fatores essenciais para o sucesso de fusões ou aquisições: retenção de talentos, comunicação eficiente, retenção de executivos e integração cultural. Para todos eles, o papel inspirador e transformador da liderança é crítico. A formação da indústria como conhecemos hoje, dinâmica e repleta de oportunidades, só foi possível devido a inovações implementadas por líderes visionários há alguns anos.

Novos ingredientes transformadores do mercado de saúde como os avanços da telemedicina, os impactos da pesquisa genética, os desafios da inovação e a necessidade de se criar novos modelos de negócios pedem líderes com coragem para apostar no futuro e de tomar decisões complexas.
O momento pede experiência, maior tolerância à ambiguidade, habilidade para gerenciar conflitos, ter opiniões próprias, perseverança e capacidade de aprender rápido e continuamente. Indicadores da Korn/Ferry apontam que a transformação organizacional é tão grande que não há capacidades e competências instaladas nas organizações para sustentar os desafios de crescimento dos negócios. Eis o dilema: assegurar que a organização tenha as capacidades, a cultura e as pessoas para executar a estratégia.

O potencial de crescimento, a sede de transformação e a oportunidade de participar da construção de um novo mercado têm atraído talentos de todos os setores, inclusive aqueles em estágio adiantado de carreira. São profissionais de alto rendimento que migram para diretorias executivas e conselhos consultivos com inspiração e motivação para desenhar os próximos passos do setor. Também se incluem neste movimento os talentos de alto potencial que, diante da diversidade proposta pela evolução da indústria, sentem-se estimulados em tornarem-se protagonistas na construção deste novo legado.

A indústria da saúde é um celeiro de oportunidades e sua integração demanda diferentes tipos de lideranças – os especialistas, os empreendedores, os gestores e os executores. Em pouco tempo, este mercado será resultado das transformações decididas pelos líderes de hoje e todos estão convidados a participar.

O desafio agora é perpetuar o sentimento de transformação para as próximas gerações de executivos.

Eles receberam uma indústria em franca evolução e precisam capitalizar no histórico e seus legados e ao mesmo tempo inovar, criar o novo. Assim como fizeram os empreendedores há alguns anos, os novos líderes estão com a missão de construir os próximos dez anos.

Fonte SaudeWeb