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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fiocruz firma acordo para fortalecer o SUS na Amazônia

Parceria se dará através da execução do projeto Rede de Apoio à Gestão Estratégica do SUS no Amazonas

Promover o desenvolvimento de ações para a melhoria dos sistemas de gestão e assistência à saúde no Amazonas, é o objetivo do Acordo de Cooperação Técnica firmado, no dia 18 de agosto, entre a Fiocruz, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM).

Esta parceria se dará através da execução do projeto Rede de Apoio à Gestão Estratégica do SUS no Amazonas, construído coletivamente por 22 partícipes durante a primeira Oficina Fiocruz, Susam e Cosems/AM, realizada em 1 e 2 de março de 2011, quando foi planejada a cooperação para o Amazonas, a partir do alinhamento de conceitos, análise de cenários, construção da matriz de problemas, definição de operações, definição de agenda e responsabilidades e prazos.

O evento teve inicio com uma apresentação breve do projeto realizada pelo Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção à Saúde (VPAAPS), Valcler Fernandes, na qual mostrou os antecedentes e contexto que tornaram a Amazônia uma prioridade estratégica da Fiocruz, dentre eles o Plano de Qualificação da Atenção à Saúde na Amazônia Legal, cujo objetivo é promover a construção e implementar projetos integradores, visando à priorização de questões estratégicas e os desafios sanitários da região, incorporando as especificidades locais nas políticas de saúde.

“O Amazonas é um Estado com grande densidade cultural, de grandes distâncias, de processo de urbanização crescente na capital, que acarreta problemas relacionados às mudanças climáticas. São desafios a serem enfrentados”, diz.

As ações do projeto a serem executadas no acordo foram pensadas em três etapas que consistiram no levantamento da situação atual, na identificação e priorização dos desafios e na proposição de soluções factíveis, que geraram uma matriz onde foram destacadas as fortalezas, as oportunidades, as fraquezas e as ameaças. Na oficina, também houve a priorização de problemas a serem solucionados, tais como a integração e qualificação do processo de planejamento e da gestão da informação; o fortalecimento do processo de descentralização e o desenvolvimento de uma cooperação de forma articulada a elaboração do PPA, dos termos de compromisso de gestão e conferências de saúde.

Dentre as metas traçadas, destacou a consolidação e manutenção atualizada de uma agenda estratégica comum para conquista do objeto pactuado; a colaboração com o mapeamento e priorização das demandas do SUS na Amazônia, para construção conjunta de projetos específicos; o fortalecimento o processo de regionalização e descentralização; a colaboração com o processo de fixação de recursos humanos e estabilização de quadros técnicos; a implementação de ações para fortalecimento da participação e controle social; a consolidação e o aperfeiçoamento de ações para garantia da continuidade do projeto de cooperação e integração interinstitucional; e a ampliação da capacidade de captação e execução de recursos.

Segundo, Valcler Fernandes, no Amazonas, o Instituto Leônidas e Maria Deane irá coordenar o processo de contribuição da Fiocruz nesse acordo, reinterando a sua missão que é contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, ensino e ações de saúde pública.

“Com a cooperação, temos como expectativas o desenvolvimento de estratégias institucionais de enfrentamento de problemas na interface desenvolvimento sustentável e saúde; o estabelecimento de iniciativas de cooperação mais articulada com as prioridades das secretarias municipais, secretaria estadual e Ministério da Saúde; e a qualificação das capacidades locais para a gestão do sistema da saúde”, comenta Fernandes.

Na solenidade de assinatura do Acordo de Cooperação estiveram presentes o secretário de Estado da Saúde do Amazonas, Wilson Duarte Alecrim; o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha; o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Valcler Rangel Fernandes; o secretário executivo adjunto de Atenção Especializada do Interior, Evandro Melo; o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde/AM, Ildnav Mangueira Trajano; e o diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz), Roberto Sena Rocha. Também estiveram presentes gestores municipais e estaduais de saúde.

Dr. Roberto Sena Rocha ao cumprimentar todos, destacou em sua fala inicial que, após 17 anos de atuação da Fiocruz na Amazônia, a instituição encontra-se em sua fase de maturidade e está assumindo um compromisso desafiador, reafirmando a missão de cooperação com SUS. O ILMD/Fiocruz conta com o apoio de uma rede de unidades que a Fundação tem espalhadas pelo país com experiências que ajudarão no cumprimento das metas que o acordo estabelece.

 Um exemplo disso é a parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) na formação de Recursos Humanos. Lembrou que, como parte desta cooperação, já se está discutindo um projeto de educação permanente de gestores com ênfase na regionalização. “A Fiocruz é um importante parceiro que quer ajudar efetivamente no desenvolvimento da Região”, afirmou.

Para o presidente do Cosems-AM, Ildnav Trajano, esta é uma oportunidade única para o Estado. Antes desse Acordo, a Fiocruz tem realizado um importante trabalho de capacitação de pessoal, como é o caso da Especialização em Saúde Pública para Gestores do SUS, oferecido em quatro municípios (Tefé, Parintins, Manacapuru e Manaus), do qual é aluno. Por fim, colocou o Cosems-AM à disposição para contribuir no que necessário para melhorar as condições de saúde no Amazonas e garantir a integralidade da assistência a saúde.

A Fiocruz veio para a Amazônia não para trazer receitas prontas, mas para aprender as especificidades e construir com as instituições locais projetos e contribuindo para politicas públicas que beneficie a Região. Foi o que afirmou o presidente da Fiocruz Dr. Paulo Gadelha, ao explicar que este é um projeto com apoio nacional, que pensa grandes questões com estratégias a longo prazo que façam diferença para o Amazonas.

Ele chamou atenção para a oportunidade de ter como Ministro da Saúde o Dr. Alexandre Padilha, que conhece bem as questões amazônicas, tem um grande compromisso com o SUS e defende a questão da necessidade da saúde estar no centro do modelo de desenvolvimento do país, por ser um valor fundamental que reflete na qualidade de vida das pessoas. “Nossa intenção é trabalhar conjuntamente, de maneira coordenada para que possamos enfrentar os desafios e superar as iniquidades e a dívida enorme que o Brasil tem com a Amazônia”, finalizou.

Finalizando a solenidade, o secretário de Estado da Saúde, Dr. Wilson Alecrim, agradeceu a todos técnicos do Estado que participaram dos processos que antecederam a assinatura deste acordo e explicou que ele não se destina a construção de prédios e não envolve recursos financeiros, mas visa a construção de ferramentas que caminlevarão para caminhos alternativos na gestão da Saúde e a consequente consolidação do SUS no Estado.

Permitirá que os gestores desenvolvam um olhar crítico sobre o modelo vigente e lutem por melhorias que beneficiem os 3.483.985 habitantes que aqui residem, superando inclusive a problemática das grandes distâncias. Afirmou que é preciso buscar a inovação e erradicar o “invencionismo” e a improvisação dentro da gestão da saúde através da capacitação dos que estão à frente, diante de importantes decisões. Também destacou que é necessário unir forças para sair do subfinanciamento e lutar para estar sempre presente na agenda política do País, mostrando que o SUS pode cuidar da saúde e promover o bem estar de todos os brasileiros.

Fonte SaudeWeb

Capital cria regras para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida

Diretor tentará acabar com obstáculos para pessoas com deficiência.

Com regras para acesso a prédios, calçadas e transporte público, foi sancionado ontem pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, o Plano Diretor de Acessibilidade. A legislação, que pretende facilitar a circulação da população com mobilidade reduzida, foi apresentada em meio à programação da 1ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pela Assembleia Legislativa.

Odocumento, que será publicado oficialmente hoje, reúne toda a legislação vigente relacionada às pessoas com deficiência. Segundo o prefeito José Fortunati, o Plano Diretor nasceu do trabalho da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social, criada em julho de 2005.

— O plano é fruto de um debate entre interessados no assunto. Pessoas com deficiência e entidades de apoio foram ouvidos. A partir de agora, qualquer obra de bem público ou privado terá de seguir as normas de acessibilidade universal impostas.

Em 60 dias, será criada uma comissão técnica para tratar das mudanças. A partir de sua constituição, serão definidas rotas acessíveis, nas quais pessoas com deficiência poderão circular livremente. Após isso, a prefeitura terá seis meses para colocá-las em prática, conforme o secretário de Acessibilidade e Inclusão Social, Paulo Brum.

Proprietários de imóveis serão alvo de campanha de calçadasEntre os principais problemas listados por pessoas com limitações físicas estão obstáculos do mobiliário urbano mal localizado, como cabines telefônicas, lixeiras e caixas de correio. Esse conjunto de itens, ao lado de calçadas precárias, costuma gerar dificuldades de deslocamento.

Para dar fim a esses obstáculos, Fortunati anunciou que a prefeitura apresentará dentro de alguns dias o Projeto Calçada Segura, realizado em parceria com o Ministério Público. A iniciativa deverá envolver proprietários de imóveis na regularização dos passeios.

— Calçadas do Centro histórico já estão sendo rebaixadas em 180 pontos. Outra reivindicação é a instalação de botoeiras sonoras em semáforos para dar segurança na travessia a deficientes visuais. Para isso, 50 já foram colocadas — informou o prefeito.

Quanto ao transporte público, todos os novos ônibus incorporados à frota de Porto Alegre devem contar com elevador para cadeirantes.

O que diz a legislação
O Plano Diretor de Acessibilidade determina que prédios, calçadas e transporte público ofereçam segurança e autonomia para a circulação de pessoas com deficiência:

:: Nas calçadas
- A disposição do mobiliário urbano — o conjunto de itens como cabines telefônicas, lixeiras e caixas de correio — será ordenada pelas regras de acessibilidade. Alguns pontos das calçadas receberão pisos táteis (diferenciados por textura), que servirão de alerta a deficientes visuais. O número de rampas nas esquinas será ampliado.

:: Nos semáforos
- Em pontos de intenso fluxo de veículos, semáforos deverão ser equipados com mecanismo de orientação para deficientes visuais (botoeiras sonoras).

:: No transporte
- Todos os novos ônibus incorporados à frota são obrigados a ter elevadores. Gradativamente, o restante dos veículos receberá dispositivos de acessibilidade.

:: Nos prédios públicos- Em edificações já existentes, a legislação irá assegurar que pelo menos um dos acessos seja destinado a pessoas com deficiência.

Serviço
- A Semana da Valorização da Pessoa com Deficiência, da Assembleia, ocorre até domingo na Capital.

- O evento traz atividades gratuitas e abertas ao público, procurando conscientizar a população a respeito do tema e promover inclusão. A programação oferece palestras sobre autismo e qualidade de vida, exposição fotográfica e de artes plásticas, desfile de moda e passeata.

- Informações adicionais podem ser obtidas no site e pelos telefones (51) 3210-1264 e 3210-1167.
Fonte Zero Hora

Geneticista brasileira fala sobre o uso das células-tronco para salvar vidas

Lygia da Veiga é professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP)


Responsável por colocar o Brasil no seleto grupo de países que dominam a tecnologia de extração e multiplicação de células-tronco retiradas de embriões congelados, a cientista carioca Lygia da Veiga lotou o Salão de Atos da UFRGS na noite de ontem, na quinta conferência do Fronteiras do Pensamento.

À vontade para falar do tema que domina como poucos, Lygia abordou as perspectivas do uso das células-tronco para o uso terapêutico e para salvar vidas, a sua vocação para ser cientista e os dilemas éticos que permeiam o conhecimento genético, entre outros temas.

Conhecida pela didática, Lygia é professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e autora dos livros Sequenciaram o Genoma Humano, e Agora? e Clonagem: Fatos e Mitos. Durante a tarde, antes da palestra, a geneticista falou a Zero Hora sobre o universo de sua profissão, que exerce há mais de duas décadas

O Fronteiras do Pensamento é apresentado pela Braskem e tem o patrocínio de Unimed Porto Alegre, Natura, Gerdau e Grupo RBS. Parceria cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e prefeitura de Porto Alegre, módulo educacional Refap e apoio Anhanguera Educacional.

Confira a entrevista completa com a geneticista Lygia da Veiga:
:: Hoje se fala muito em células-tronco embrionárias para fins terapêuticos. Há, inclusive, diversas clínicas fazendo propaganda do congelamento do cordão umbilical, por exemplo. Afinal, vale a pena esse investimento?Lygia da Veiga – É uma pena, porque tem dois extremos: certos bancos de cordão privados, que oferecem o serviço de congelar o cordão, que fazem uma propaganda muito agressiva, e muito sensacionalista, e exploram um momento vulnerável, que é o momento do parto. Em São Paulo, tinha um deles que achacava a mulher em trabalho de parto. Isso é o fim do mundo. Por outro lado, e talvez em reação a este grupo, há os xiitas, dos bancos públicos, que dizem que bancos privados são uma besteira e que não servem para nada. Nenhum dos extremos é transparente e é correto.

:: Por quê?Lygia – Porque o sangue do cordão, são células que funcionam como a medula óssea. Quando uma pessoa precisa de um transplante, ela vai recorrer a bancos de doadores de medula ou a bancos de sangue de cordão, para ver se acha algum compatível. Quando se percebeu isso, as pessoas passaram a se interessar em congelar o cordão no momento do nascimento, pois a probabilidade de ser compatível com um irmão, ou com o dele, é de 100%. A questão é que essas células servem para doenças muito raras, como leucemia, alguns tipos de câncer. Se você não tem histórico familiar, as chances de você precisar são baixas. Mas é muito diferente de zero, de que não serve para nada. É uma questão muito pessoal, que vai valer do histórico familiar, do seu nível de paranoia, da sua situação financeira. Esses dois extremos não são nada transparentes. No Brasil, há essa dicotomia: o público e o privado, o bem e o mal.

:: Há um universo de pesquisas e de descobertas sendo divulgadas a respeito de células-tronco, assim como na decodificação do genoma humano. O quanto a gente está distante da utilização destas descobertas em seres humanos, no consultório médico?Lygia – Desde que foi decodificado o genoma humano, em 2001, muita coisa foi revista. Na época, previam que em 10 anos, estaríamos fazendo e acontecendo. O caminho do laboratório para o consultório médico está sendo muito mais longo. Sempre há uma divulgação mais otimista. Com as células-tronco, acontece um pouco isso: as pessoas têm uma expectativa enorme, porque elas aparecem como uma alternativa terapêutica para coisas que a gente não tem o que fazer: uma lesão de medula óssea, doenças degenerativas, mal de Parkinson... elas acenam com essa promessa de sermos como carros, que a gente vai trocando as peças velhas. Seu pâncreas parou de funcionar e você tem diabetes? Bem, vou fazer células que produzam insulina e ponho para você de volta. E é nessa promessa que os pesquisadores trabalham. Mas isso não é uma realidade ainda. Por enquanto, o único tratamento com células-tronco que seu médico pode receitar é transplante de medula óssea para essas doenças do sangue. Todo o resto é experimental.

:: O que já está sendo experimentado em seres humanos?Lygia – Doenças cardíacas, alguns tipos de diabetes, derrames, enfisema pulmonar: tem muitas coisas acontecendo nesta área. Porém, são testes clínicos, são experimentos. Mas eles só estão acontecendo porque deram certo com animais. Bom o suficiente para testar em humanos. No mínimo, eles foram seguros. Mas muita coisa chega aqui e não vira tratamento.

:: E para ser cientista hoje no Brasil? É uma área promissora?Lygia – Tem que ser guerreiro para ser cientista no Brasil. O que nos move é a curiosidade. Porém, as condições que dão para os cientistas no Brasil estão longe de ser adequadas. Há um desperdício de recursos humanos, de gente inteligente e empolgada. Porque há uma infraestrutura administrativa ineficiente, incapaz de fazer você pensar só em ciência.

Fonte Zero Hora

Conheça a síndrome da visão do computador e saiba como se prevenir

A síndrome é o conjunto de problemas relacionados aos olhos e à visão de quem passa horas em frente ao computador diariamente


Hoje em dia, é cada vez mais comum que as pessoas passem muito tempo na frente do computador, seja no trabalho ou nas horas de lazer. Passar horas trabalhando sem trégua em frente à tela e depois chegar em casa e voltar a acessar o email ou as redes sociais pode, no entanto, acarretar problemas de saúde.

Dor de cabeça, rigidez no pescoço, dor nas costas e nos braços são sintomas comuns, mas, talvez, o pior e menos conhecido malefício do uso prolongado do computador seja o dano que ele pode causar à visão. Fadiga ocular, visão embaçada e olho seco são sintomas normalmente ignorados que contribuem para o desenvolvimento da "síndrome da visão de computador" (conhecida em inglês pela sigla CVS - Computer Vision Syndrome). Segundo a American Optometric Association, a síndrome é o conjunto de problemas relacionados aos olhos e à visão de quem passa horas em frente ao computador diariamente.  

— Passar horas olhando diretamente para a tela em ambientes com ar-condicionado leva a pessoa a piscar menos e este é o ponto de partida de muitos problemas de saúde ocular. Outros fatores que contribuem para a CVS incluem ainda a necessidade de os olhos se moverem em várias posições, ajustar o foco constantemente e fazer movimentos para dentro e para fora (convergência e divergência) — explica o oftalmologista Renato Neves.

O início da prevenção contra problemas oculares pode ser feita por meio da observação e ajuste  das características da tela, como distância, resolução, contraste e brilho. Segundo o especialista, quanto melhor e maior a resolução da tela, melhor para os olhos.

— No caso de documentos em formato reduzido, considere aumentar o tamanho da fonte ou utilizar o recurso do zoom para aumentar as letras. Já o brilho deve ser ajustado em termos intermediários, nem muito nem pouco intenso e o contraste deve oferecer a melhor visualização possível. Também procure bloquear os pop-ups, já que muitos surgem repentinamente na tela com cores intensas que interferem na visão — alerta.

O médico destaca também que a máquina deve ficar a uma distância confortável de modo que a parte superior do monitor esteja ligeiramente abaixo da altura dos olhos que permita que a pessoa realize suas atividades sem "contorcionismos oculares". Além disso, para o uso do computador, os óculos para perto e "meio-perto" são preferíveis em relação aos bifocais

— A pessoa deve manter todo o corpo da forma mais adequada e confortável possível enquanto digita. A dor é um indício de que algo precisa ser alterado. Intervalos para tomar água, café ou conversar com um colega são bem-vindos, já que dão uma folga para os olhos também e fazem com que a pessoa volte a piscar normalmente, numa frequência ideal — recomenda Renato.

Veja mais dicas para evitar a CVS:
:: Já que em muitos casos não se pode deixar de usar o computador, faça visitas regulares ao oftalmologista para que ele verifique não só a saúde ocular, como se a prescrição dos óculos ou das lentes continua adequada;

:: Dê um descanso a seus olhos a cada duas horas. Pisque várias vezes sem parar para lubrificar o globo ocular;

:: Em locais muito secos ou com ar-condicionado, convém usar umidificadores por algumas horas para que o ambiente fique mais confortável e os olhos menos ressecados;

:: Lágrimas artificiais são outra opção para manter a visão saudável, mas consulte seu oftalmologista para uma indicação personalizada.

Fonte Zero Hora

Pais também precisam de pré-natal

Em entrevista, professor do Programa de Saúde Pública da Universidade do Missouri (EUA) afirma que pais precisam de ajuda para controlar o estresse


No pré-natal, a futura mamãe é acompanhada de perto por um médico, que, em consultas periódicas, avalia a saúde da gestante e do bebê. Esse procedimento, porém, está incompleto na opinião de Mansoo Yu, professor do Programa de Saúde Pública da Universidade do Missouri, nos EUA. Em pesquisa publicada recentemente no Journal of Advanced Nursing, ele afirma que os pais também precisam de cuidados no pré-natal, para controlar o estresse que alguns podem enfrentar enquanto esperam o nascimento do filho. Em entrevista por e-mail, Yu explicou ao Meu Filho os resultados do estudo. Confira:

– Por que você decidiu incluir homens no estudo?

Mansoo Yu – Apesar do aumento do envolvimento dos pais na gravidez nas últimas décadas, há poucas pesquisas que examinam a importância do cuidado pré-natal também para eles. Iniciativas e programas nos Estados Unidos, por exemplo, focam na mãe e no bebê. Acredito que os "pais grávidos" (assim como as futuras mães) precisam de atenção e apoio.

– Você estudou casais. Que diferenças encontrou entre eles?
Yu – Analisamos 66 casais americanos de baixa renda para identificar diferenças no bem-estar psicossocial em termos de estresse, apoio social e autoestima. Uma das principais diferenças é que homens lidam com questões relacionadas à gravidez da mesma forma que o fazem com problemas financeiros, enquanto mulheres lidam com a gestação de maneira emocional. Aparentemente, homens se preocupam mais com o que acontecerá depois de a criança nascer (orçamento para comprar as coisas para o bebê, por exemplo), enquanto as mulheres estão mais focadas no cuidado pré-natal.

– Que tipo de cuidados deveriam ser observados para os pais antes de o bebê nascer?
Yu – O cuidado pré-natal para pais inclui: 1) desenvolver habilidades de bem-estar psicossocial (como conseguir lidar com a ansiedade, o estresse etc.), 2) preparar-se para mudanças em potencial (orçamento, como criar os filhos, entender o papel do pai e o relacionamento com outros etc.), e 3) promover habilidades de comunicação (exercitar-se junto com a mulher e ir às consultas de pré-natal com ela são boas oportunidades para compartilhar sentimentos e planos).

– O pré-natal masculino é tão importante a ponto de ser incluído nas práticas obrigatórias durante a gravidez?

Yu – É muito importante que os profissionais considerem incluir os cuidados com os pais como parte regular dos programas de pré-natal. Isso pode encorajar homens a ter um papel proativo na gravidez, o que também ajuda a melhorar a saúde do bebê e da mãe. Se a mulher considerar o parceiro não confiável, poderá ver a gestação como não desejada. Isso, por sua vez, é associado a atrasos no pré-natal.

Fonte Zero Hora