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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Beber refrigerantes pode não ser nada bom para os ossos das mulheres

É o que mostra uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Tufts,em Boston nos Estados Unidos.

O estudo foi feito com cerca de 1400 mulheres e 1120 homens e o objetivo era pesquisar e medir a densidade mineral óssea dos organismos masculino e feminino.

O resultado revelou que as mulheres que beberam refrigerantes do tipo cola durante o período dos testes,apresentaram uma elevada redução dos níveis de densidade óssea.

A perda de densidade nos ossos pode provocar sérios problemas ao longo do tempo,o principal deles é a osteoporose. Já os homens que beberam este tipo de refrigerante, não apresentaram o mesmo problema. De qualquer forma,os cientistas informam que ainda precisam ser feitos testes mais aprofundados.

Fonte Bem Estar

Brasileiros criam modelo in vitro para esquizofrenia

Cientistas brasileiros criaram um modelo in vitro para o estudo de esquizofrenia utilizando células-tronco de pluripotência induzida (iPS, na sigla em inglês). Com a técnica, conseguiram demonstrar que o excesso na produção de radicais livres é um dos responsáveis pelo surgimento do distúrbio.

De acordo com o líder da pesquisa, Stevens Rehen, do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da UFRJ (Lance-UFRJ), é a primeira vez que um trabalho totalmente realizado no País modela uma doença humana.

Método. O grupo - que também reúne pesquisadores de outras universidades, como USP e UFRGS - retirou células da pele na nuca de dois voluntários: um deles com diagnóstico de esquizofrenia e outro saudável.

Reprogramaram as células para que elas recuperassem sua pluripotência e, depois, conduziram sua diferenciação para a condição de neurônios.

Ao comparar as duas colônias, perceberam que as células diferenciadas do paciente com esquizofrenia consumiam duas vezes mais oxigênio, transformando-o em radicais livres, tóxicos à célula quando em excesso.

O estudo foi ainda mais longe: os cientistas conseguiram ?curar? os neurônios in vitro administrando ácido valproico. Desta forma, tornaram-se o primeiro grupo no mundo a reverter no laboratório marcas bioquímicas de neurônios humanos com esquizofrenia.

O trabalho já foi aceito para publicação na revista Cell Transplantation e será tema de uma palestra hoje no Simpósio Indo-Brasileiro de Ciências Biomédicas, no Rio.

Fonte Diário do Grande ABC

Gyrotonic: Técnica que combina movimentos da dança com ioga começa a se expandir

Ele ainda não é popular, mas seus idealizadores apostam que isso é apenas uma questão de tempo. O gyrotonic, uma técnica que mistura a dança e a ioga, começa a ganhar destaque em estúdios de todo o Brasil.

O treinamento existe desde a década de 1980, mas a rigidez para a formação de novos instrutores moderou sua disseminação. Para se ter uma ideia, há somente 90 lugares autorizados para a prática no país — três deles em Brasília. Quem já testou garante que, além dos benefícios físicos, o método traz uma nova consciência corporal.

O gyrotonic foi criado por um bailarino húngaro no fim dos anos 1970. Juliu Horvath dançava para uma companhia de balé norte-americana quando se machucou e precisou se afastar dos palcos. Horvath, então, criou um jeito de permanecer em movimento e, ao mesmo tempo, tratar da sua lesão. Nasceram os gyrokinesis, movimentos ritmados no chão ou em cima de um banquinho, coordenados com a respiração, para fortalecer músculos e articulações. “Ele queria, porém, que esse novo método chegasse a outras pessoas. Para isso, criou a máquina e o gyrotonic propriamente dito”, explica Victoria Lim, master trainer que esteve em Brasília para preparar novos professores.

A máquina é composta por estruturas de madeira, roldanas, cabos e apoios. Nela, a pessoa faz movimentos complexos, que envolvem uma série de músculos. “Os exercícios são tão naturais que mesmo alguém sem paixão por atividades físicas vai se sentir muito à vontade, como se tivesse voltado à infância”, diz Victoria. “Tudo parte da coluna, que se comunica com todos os outros sistemas, provocando um estímulo de dentro do organismo para as extremidades”, completa a master trainer brasileira Rita Renha, a primeira a trazer a técnica ao país.

Rita se aproximou do gyrotonic quase pelo mesmo motivo que Juliu Horvath teve para criá-lo. Em 1991, ela dançava balé nos Estados Unidos, quando sofreu uma lesão. Conheceu a prática e conversou com Horvath para implementá-la no Brasil. “Venho de uma área onde os movimentos são fluidos, então sempre tive um conceito negativo em relação ao trabalho com máquinas”, lembra. “Fui cheia de reticências, mas, quando experimentei, tive uma verdadeira catarse”, conta. A ex-bailarina, hoje fisioterapeuta, passou quase seis anos estudando com o idealizador do gyrotonic antes de abrir um instituto no Rio de Janeiro.

Esse é, inclusive, um cuidado que Horvath tem na hora de difundir a técnica. “O processo de formação de instrutores é bastante rigoroso e as máquinas são todas certificadas”, esclarece Gláucia Adriana, que dá aulas de gyrotonic há 10 anos em Brasília. A instrutora acredita, contudo, que o treinamento deve se tornar mais popular nos próximos anos. Juliu Horvath abriu, em 2008, uma fábrica para a produção do aparelho no qual o treinamento ocorre e, com isso, a aquisição não sairá tão cara. “Nós pagamos cerca de R$ 30 mil pela máquina há quase 10 anos. Hoje, creio que conseguiríamos por algo em torno de R$ 12 mil”, calcula Gláucia. Há cinco tipos de estruturas para a prática, dois deles em produção no Brasil, com exportação para outros países da América Latina.

Parece, mas não éO uso de uma máquina para conduzir o movimento pode, à primeira vista, remeter a uma outra técnica muito conhecida nas academias, o pilates. Os praticantes do gyrotonic garantem, contudo, que uma não tem nada a ver com a outra. “No pilates, os exercícios são lineares. Aqui, tudo é mais tridimensional, focado na funcionalidade do corpo”, diz a Victoria Lim. De acordo com a especialista, todas as sequências são planejadas para que o aparelho não exerça qualquer pressão sobre o organismo. Assim, antes de realizar qualquer movimento, o gyrotonic permite a ampliação dos espaços entre as articulações, evitando a sobrecarga.

Para se ter uma ideia melhor do que isso significa, imagine o ombro humano. Em métodos tradicionais, a pessoa faz repetidas séries de sobe e desce (e de um lado para o outro) para fortalecer a região. Com o gyrotonic, a proposta é girar o ombro. “Ao respeitar a fisiologia da junta, é possível exercitá-la em sua total capacidade”, ressalta a master trainer Rita Renha. “Não é que as técnicas mais tradicionais estejam erradas, mas não faz muito sentido fazer algo que está aquém da sua capacidade física”, completa.

A psicóloga Andréa Bettiol, 42 anos, é adepta do gyrotonic desde o início deste ano. “Uma amiga que mora nos Estados Unidos me apresentou e eu adorei. Já estava cansada da proposta das academias”, conta. “O método trabalha a flexibilidade, a força e o ritmo. É como se houvesse uma melhor organização do corpo”, diz. A opinião de Andréa reflete justamente um dos principais objetivos da técnica: a visão do organismo como um todo. “Você pode voltar a carregar uma sacola, dar uma marcha a ré, se abaixar, sem sentir dor. Tudo porque o exercício promove esses movimentos naturais”, ressalta Rita.

Para a master trainer brasileira, o gyrotonic representa, inclusive, uma mudança na forma de encarar o corpo. Durante o século 20, as atividades físicas privilegiaram movimentos repetitivos e isolados, mas agora a tendência é investir no treinamento funcional. “É um trabalho que quebra muitos paradigmas, sai daquela visão fragmentada do organismo e, talvez por isso, ele ainda não seja tão popular”, sugere a fisioterapeuta. “O padrão linear foi necessário durante muitos anos, mas agora a aposta é na integração. Afinal, ninguém é um robô.”

Meta comum
Um dos pilares do gyrotonic é a manutenção da energia vital. Esse objetivo está presente também em vários tipos de ioga. Para fortalecer o chamado prana, o praticante se dedica a técnicas de respiração, meditação e exercícios físicos. No gyrotonic, não há meditação, tampouco posições estáticas. “Nós estamos continuamente nos mexendo e fazendo a energia circular”, explica a master trainer Victoria Lim.

Bebida à base de restos de suco de uva combate envelhecimento

Sabe aquela fórmula mágica que será capaz de deixá-lo mais saudável e, ainda, evitar aquelas rugas que chegam antes do tempo? Não é conto de fadas, de filme nem do vigário.

A fonte da juventude existe e foi comprovada pela nutricionista Marcela Piedade Monteiro, em sua tese de doutorado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), defendida este ano. Marcela estuda, desde 2007, os efeitos de uma bebida à base de farinha de bagaço de suco de uva (FBSU) sobre o estresse oxidativo — desequilíbrio entre a produção e a neutralização de radicais livres — e marcadores de risco para doenças cardiovasculares em mulheres saudáveis. Eis o achado: o líquido tem potencial para contribuir para a prevenção e redução de algumas doenças, como os cânceres e o envelhecimento precoce.

 Sob a orientação da professora Elizabeth Torres, a pesquisa começou há quatro anos, depois da conclusão do estudo de doutorado de Emília Ishimoto, que é pesquisadora do Departamento de Nutrição da mesma faculdade. Emília suplementou hamsters que tinham altos índices de colesterol com a farinha e observou que houve redução de gordura no plasma dos animais, inibição e oxidação do LDL-colesterol (o mau colesterol) e aumento da atividade das enzimas antioxidantes. Os resultados animaram Marcela e foram o pontapé inicial para a obtenção da bebida. Ela usou como matéria-prima a farinha patenteada por Emília Ishimoto e a professora Elizabeth em 2008.

 Essa espécie de “pó mágico” é formada por cascas e sementes, obtida das uvas prensadas depois da separação do líquido (suco concentrado) a ser engarrafado. A bebida desenvolvida por Marcela é composta por 4,75% de farinha, misturada a outros ingredientes, como goma xantana (fibra), sucralose (para dar sabor), ácido cítrico (vitamina C e conservantes) e água potável. A produção ocorre a partir do acréscimo de água à farinha e da homogeneização feita por técnica industrial. De acordo com a pesquisadora, o produto tem aparência semelhante à do suco de açaí. “A farinha de bagaço de suco de uva tem expressiva quantidade de fibras e de compostos antioxidantes. Nossa hipótese era de que o produto diminuiria o estresse oxidativo”, comenta Marcela.

 A má notícia é que a bebida em si não será disponibilizada no mercado, mas a farinha, em breve, poderá ser comercializada. “Ela é patenteada e a indústria que adquirir essa patente poderá usá-la como quiser. Acredito que investirão num produto mais refinado, com mais valor agregado. Mas se quiserem fazer uma bebida igual à que usei no meu doutorado, é possível”, diz a pesquisadora.

Teste
Para testar o potencial da novidade, uma das fases do estudo envolveu a análise de quatro etapas em 15 mulheres saudáveis. Inicialmente, foi feita a coleta de sangue como amostra controle para verificar as modificações ao longo das demais fases. Em seguida, as mulheres foram divididas em dois grupos. O primeiro ingeriu, por 15 dias, a bebida de farinha. Posteriormente, não beberam nada que contivesse uva por 15 dias. Nos últimos 15 dias, ingeriram um suco comercial em pó de uva de baixa caloria, equivalente à bebida em estudo. O segundo grupo intercalou o suco em pó, nada e a bebida.

A cada etapa, o sangue era novamente coletado. Foi recomendado a todas as mulheres que não modificassem a dieta. Elas apenas não beberam, nem comeram mais nada que pudesse conter uva e, assim, interferir na análise. O resultado mostrou que nenhuma modificação significativa pode ser percebida depois da ingestão do suco em pó em relação à amostra-controle de sangue. Quanto à bebida proveniente da farinha de bagaço, a melhora foi significativa no que se relaciona à capacidade antioxidante.

“Os principais resultados foram o aumento da capacidade antioxidante do plasma e a redução de dano ao DNA de linfócitos depois do consumo diário, por 14 dias, de 300ml da bebida composta pela farinha”, conclui Marcela Monteiro, lembrando que o bagaço da uva é uma matéria-prima rica em compostos bioativos. Em outras palavras, o plasma passou a ter mais poder em neutralizar espécies reativas, os famosos radicais livres envolvidos no surgimento de diversas doenças. Esses radicais também podem atacar o DNA, o que pode ser prejudicial à saúde.

Comprovadas
Os benefícios da uva são conhecidos há tempo. Antes das pesquisas apresentadas na USP, muitas outras já comprovaram que a fruta tem mesmo propriedades benéficas para a saúde. A nutricionista e mestre em ciências da saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Joyce Andrade Batista lembra que tomar diariamente uma taça de vinho ou um copo de suco da uva concentrado é uma forma de garantir a qualidade de vida, uma vez que ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares. Ele tem o chamado colesterol bom. “Mas, em Minas Gerais, não temos tanto o hábito de tomar suco de uva como é feito no Sul do Brasil. Aqui, bebemos aquelas bebidas armazenadas em caixinhas ou garrafas, que não têm o mesmo efeito. Não adianta também comprar a bebida e encher de açúcar”, diz a especialista. É bom lembrar que, no caso do vinho tinto, o consumo deve ser moderado, por se tratar de uma bebida alcoólica. “Uma taça por dia é o recomendável”, orienta Joyce Batista.

Cachos saudáveis
Saiba por que a uva é tão importante para a saúde:

As sementes e a casca
As sementes e a casca de uva contêm flavonoides, ácidos fenólicos e resveratrol, substâncias que colaboram para prevenir e melhorar o metabolismo e problemas de saúde, como as doenças cardiovasculares. Elas têm atividades antioxidantes, que contribuem para o efeito de proteção do coração, incluindo a habilidade de inibir as atividades de formação de trombose. Além disso, o consumo diminui as chances de obstrução dos vasos sanguíneos e reduz potencialmente os lipídios plasmáticos (entupimento das artérias).

Suco de uva integral (concentrado)
Os sucos também contêm os flavonoides, ácidos fenólicos e resveratrol. Não é recomendado exagerar na dose, pois a bebida, apesar dos benefícios, apresenta alto valor calórico. Deve ser consumido com moderação, sendo recomendado de um a dois copos de 200ml por dia.

Vinho branco x vinho tinto
A diferença na quantidade de compostos fenólicos (as três substâncias — flavonoides, ácidos fenólicos e resveratrol) dos vinhos tintos e brancos não se deve apenas à presença das antocianinas (moléculas responsáveis pela pigmentação da uva, portanto, ausentes em uvas brancas), mas também aos processos de fabricação do vinho. Em alguns tipos de vinho tinto, as uvas são esmagadas com o engaço (aqueles raminhos que sustetam o cacho da fruta), a casca e as sementes, gerando maior quantidade de compostos fenólicos. O engaço contém de 1% a 4%, a casca, cerca de 1% a 2% e as sementes, 5% a 8% de compostos fenólicos.

Fonte Correio Braziliense

Tinta usada em tatuagem pode entrar na lista de câncerígenos

Telefones celulares, bebidas alcoolicas, formol, todos foram colocados como possíveis causadores de câncer. Ao que tudo indica, mais um item poderá entrar na lista dos elementos câncerígenos. Tintas usadas para fazer tatuagens podem ter substâncias químicas tóxicas causadoras de tumores.

A Food and Drug Administration (FDA), orgão americano responsável por fazer o controle de alimentos, medicamentos e cosméticos iniciou uma pesquisa para descobrir se há substâncias câncerígenas na tinta. Estudos publicados recentemente descobriram que as tintas podem conter uma série de substâncias duvidosas, incluindo alguns ftalatos, metais e hidrocarbonetos que são cancerígenos e desreguladores endócrinos.

Um produto químico usado para fazer a tinta de tatuagem preta chamada benzopireno é conhecido por ser um cancerígeno potente para a pele de animais. Tintas coloridas, muitas vezes contêm cádmio, chumbo, cromo, níquel, titânio e outros metais pesados que podem provocar alergias ou doenças, dizem cientistas.

Agora, a FDA lançou uma investigação sobre a segurança a longo prazo das tintas, incluindo o que acontece quando elas se quebram no corpo ou desaparecer de exposição à luz.

Fonte sjtresidencia