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sábado, 3 de dezembro de 2011

Na China, casos de HIV cresce mais rápido entre idosos

As autoridades de saúde do governo chinês aproveitaram o Dia Mundial de Luta Contra a Aids --comemorado no dia 1º-- para fazer um alerta sobre o rápido aumento do vírus HIV em uma faixa etária que até o momento não havia recebido muita atenção, a terceira idade.

Segundo um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, publicado ontem, o número de soropositivos acima dos 60 anos no país subiu de 483 em 2005 para 3031 em 2010, representando 8,9% do total, quando há meia década eram 2,2%.

De acordo com o responsável de prevenção da Aids da instituição, Wu Zunyou, entrevistado pela agência oficial "Xinhua", muitos idosos que contraem a Aids são homens aposentados, muitos deles viúvos, que recorrem à prostituição e não usam preservativos.

"Devido à melhora das condições de vida e de saúde pública, o período de atividade sexual dos idosos se prolongou", o que fez com que a terceira idade se consolidasse como grupo de risco, explicou Wu.

Números do Ministério da Saúde chinês indicam que no país há 780 mil soropositivos, dos quais 154 mil desenvolveram a doença.

Neste ano, as mortes por Aids subirão para 28 mil no país, o que representa uma redução de 60% em relação a 2010.

As próprias autoridades reconhecem, no entanto, que os números oficiais podem ser muito menores que os reais --organizações internacionais falam de milhões de infectados na China-- já que, devido ao desconhecimento da doença, muitas pessoas são portadoras do HIV e não sabem. Em algumas regiões, principalmente as rurais, a doença é um tabu que alguns escondem.

Cerca de 60% dos casos na China são transmitidos por relações sexuais --as autoridades continuam indicando os homossexuais como um grupo de alto risco--, com progressiva queda de contágios por consumo de drogas e transfusões realizadas de forma inadequada (principal causa do aumento do vírus nos anos 1980 e 1990).

O diretor-executivo da Unaids (órgão das Nações Unidas para a Aids), Michel Sidibé, ressaltou em entrevista à "Xinhua" que a China apresentou bons progressos na redução dos casos de Aids entre o grupo dos consumidores de drogas, e que é nessa área que a comunidade internacional pode prestar maior colaboração.

Já os especialistas locais afirmam que o país pode ajudar com as pesquisas que faz para usar a milenar medicina tradicional chinesa no tratamento de pacientes.

Com esse objetivo, foi criado em 2004 um Centro de Tratamento e Prevenção da Aids com medicina tradicional chinesa, que tratou 17 mil pacientes e também realizou programas na África Ocidental, uma das regiões do mundo mais castigadas pela doença.

"A medicina tradicional chinesa teve um papel muito importante em aliviar sintomas (da Aids) como febre, fadiga, tosse e perda de apetite", afirmou o subdiretor do centro, Wang Jian, que defende que o desenvolvimento das células infectadas nos pacientes tratados é mais lento.

Fonte Folhaonline

Rio registra recorde de doações de órgãos para transplantes

O Rio registrou neste ano um recorde de 110 doações. Em 2010, o PET (Programa Estadual de Transplantes), da Secretaria de Saúde, registrou 80 e, em 2007, apenas 67.

O recorde anterior era de 2004, com três doações a menos do que o atual.

Rim, fígado e córnea são os órgãos mais doados e, também, os mais demandados. Já o número de doações de coração, pulmão e pâncreas é bem reduzido, devido, principalmente, à condição físiológica dos doadores.

Segundo a secretaria, desde abril de 2010, quando o governo estadual criou o programa, uma série de medidas foi adotada para ampliar a captação e o número de transplantes.

Uma delas foi firmar parcerias com particulares. Atualmente, 29 hospitais e clínicas têm convênios com a secretaria.

A comunicação de disponibilidade de órgãos e a logística de transporte também melhoraram.

"As doações passaram a ser mais bem organizadas no estado. Hoje, temos o Disque Transplantes - 155, uma sede própria e podemos contar com helicópteros e carros para transportar nossa equipe e os órgãos doados", disse o coordenador do programa, Eduardo Rocha.

O coordenador informou que, nos próximos meses, serão criadas as organizações de procura de órgãos no estado. Cada organização será formada por equipes especializadas na identificação, manutenção, captação de órgãos e tecidos para transplantes e em entrevistas familiares.

Fonte Folhaonline

Opnião: “Impacto das fusões de planos de saúde para o consumidor”

Para o articulista muitos usuários enfrentaram dificuldades para obter informações claras sobre a nova forma de prestação de serviços e agendar consultas e procedimentos junto à operadora

O mercado de saúde suplementar tornou-se um dos mais lucrativos do país devido à precariedade do sistema público brasileiro e à falta de políticas capazes de satisfazer a demanda da população por tratamentos cada vez mais complexos e caros.

O enriquecimento das empresas que atuam no setor de planos de saúde foi evidenciado pela recente declaração da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), afirmando que 15 operadoras filiadas tiveram lucro líquido, no ano de 2010, de aproximadamente 15 bilhões de reais.

Esse constante crescimento no lucro deu início a uma série de fusões e aquisições, notadamente para fortalecer algumas empresas e torná-las mais competitivas. O exemplo mais nítido é a Amil, que, em aproximadamente dois anos, adquiriu outras grandes operadoras e hospitais, como a Medial Saúde, a Amesp, o Hospital Nove de Julho, e, recentemente, a Lincx Assistência Médica.

Ocorre que essas aquisições e fusões vêm causando diversos transtornos aos consumidores, que têm seus direitos básicos desrespeitados. Muitos usuários enfrentaram dificuldades para obter informações claras sobre a nova forma de prestação de serviços e agendar consultas e procedimentos junto à operadora; tiveram redução da rede credenciada em razão de sucessivos descredenciamentos de hospitais, clínicas, laboratórios e médicos e, em casos absurdos, os planos foram cancelados, pois não eram clientes vantajosos para a nova empresa.

Isso deriva, seguramente, da péssima atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que se limita a apenas autorizar a transação entre as empresas, mas não fiscaliza o cumprimento das obrigações contratuais assumidas por elas com os consumidores.

Atitudes como essa ferem a ordem econômica brasileira, pois segundo o artigo 170 da Constituição Federal, ela tem como princípio, além da livre concorrência – que assegura o direito das empresas adquirirem ou fundirem-se com outras –, a defesa do consumidor.

Vale ressaltar que a defesa do usuário, além de ser um dos princípios da ordem econômica é, ainda, direito fundamental também previsto na Constituição Federal, portanto, destinado a protegê-lo enquanto pessoa, e, por consequência, atender ao princípio da dignidade do cidadão, um dos fundamentos do Estado Democrático brasileiro. Ou seja, a possibilidade legal das grandes empresas de planos de saúde em adquirirem ou fundirem-se com outras operadoras não pode, em hipótese alguma, ofender qualquer direito do consumidor, inclusive aos já adquiridos durante o vínculo contratual.

A proteção do consumidor deveria ser, aliás, o princípio norteador da atuação da ANS, quando autoriza a fusão ou aquisição de empresas. Todavia, em razão da inércia da Agência, o consumidor deve contar com a eficiência e ativismo do Poder Judiciário para impedir lesões aos seus direitos.

Rafael Robba é bacharel em direito pela Universidade Santo Amaro (UNISA), especializado em Responsabilidade Civil na Área da Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP e membro do Vilhena Silva Advogados.

Fonte SaudeWeb

PR: Cinquenta médicos pedem descredenciamento da Unimed

Categoria estaria insatisfeita com a remuneração praticada pelo plano de saúde. Desligamento ainda não se tornou oficial, pois a empresa tem o prazo de 30 a 60 dias para analisar a situação

Dos 50 cirurgiões cardiovasculares cooperados da Unimed, 40 deles já entregaram suas cartas de descredenciamento. Os dados são da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Paraná (Coopcardio) e mostram a insatisfação da categoria com a remuneração praticada pelo plano de saúde.

De acordo com o site O Diário, o presidente da cooperativa, Marcelo Freitas informou que os cinco médicos de Londrina, Arnaldo Akio Okino, Gualter Pinheiro Junior, Kengo Baba, Alexandre Noboru Murakami e Celso Otaviano Cordeiro já comunicaram sua decisão. O desligamento ainda não se tornou oficial, pois a empresa tem o prazo de 30 a 60 dias para analisar a situação. Além disso, a Coopcardio continua as negociações, o que ainda pode frear a saída em massa.

No início desta semana, foi entregue a contraproposta dos profissionais à Unimed. Freitas diz que o ponto fundamental é que essa discussão aconteça em todas as unidades da Unimed. Ele afirma que é necessário criar um mecanismo que englobe todas elas por conta das necessidades, das reivindicações dos cirurgiões que são as mesmas em todo o Estado.

Além de defender que todas as praças da empresa absorvam o possível resultado das negociações, a luta pela recomposição salarial continua. De acordo com Freitas, o preço pago pela Unimed é bastante defasado em relação ao próprio SUS. E afirma que os profissionais estão pedindo uma recomposição diferente para cada procedimento.
Por exemplo, o de ponte de safena, que é o mais realizado, atualmente uma equipe de quatro ou cinco profissionais ganha R$ 1.200. O reajuste foi colocado em R$ 10.000 com escalonamento durante um ano e meio até chegar a R$ 15,000.

Freitas disse ainda que os baixos preços praticados afetam inclusive a formação de novos profissionais. Segundo ele, nos últimos anos, o Ministério da Educação cortou 75% das bolsas de residência para a área, devido à baixa procura.

O Ministério Público continua acompanhando a negociação para garantir que o atendimento à população não seja paralisado, fato descartado pelo presidente da Coopcardio.

Para Freitas, independente de haver acerto ou não, o interrompimento não será feito. “Nosso rompimento é contra o sistema de remuneração”, defendeu. Sobre o sucesso de um possível acordo, Freitas é ponderado. “Depois de um ano e meio de silêncio, a coisa tomou rumo, mas dizer que existe uma convicção de acordo ainda não é possível”, comentou.
Caso o descredenciamento em massa seja efetivado, é obrigação do plano de saúde garantir que o paciente seja atendido e tenha à disposição o procedimento cirúrgico. Caso o usuário se sinta prejudicado, ele pode ligar para a Agência Nacional de Saúde pelo 0800 701 9656 ou denunciar o caso ao Ministério Público.

Fonte SaudeWeb

Siemens lança biomarcador para diagnosticar Alzheimer

Aguardando aprovação para 2012, a substância será quantificada por um software e facilitará o diagnóstico

A Siemens Healthcare adiantou ao Saúde Web, durante o RSNA 2011, que aguarda a aprovação de um biomarcador desenvolvido para o diagnóstico do mal de Alzheimer, que afeta mais de 30 milhões de pessoas no mundo. Sem mencionar o nome e composição do biomarcador, a CEO da Unidade de Imagem Molecular da Siemens, Britta Fünfstück, informou que a substância será quantificada por um software, facilitando o diagnóstico da doença.

“Isso será um grande avanço para a medicina nuclear, inclusive para o Brasil”, diz Britta.

A estimativa para os próximos 20 anos é de que o número de doentes de Alzheimer e outras demências similares irá dobrar, chegando a 65,7 milhões em 2030 em todo o mundo, segundo estudo divulgado pela ADI (Alzeimer”s Disease International). Ainda segundo a pesquisa, esse número deve triplicar em 40 anos, totalizando 115,4 milhões em 2050.

No Brasil, as mortes por Alzheimer passaram de 1.343 em 1999 para 7.882 em 2008, um aumento superior a 500%, segundo estudo da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). A demora no diagnóstico correto e o acesso aos remédios adequados dificultam o tratamento.

Fontge SaudeWeb