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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pior que o câncer é a droga da corrupção, reflete leitor

Os brasileiros, além de desejarem um feliz ano novo, terão de acreditar na fé em Deus, na força da ciência, e nas mudanças de hábitos para que os indivíduos tenham uma qualidade de vida ideal, isto é, um estado de completo bem-estar físico, mental e social, como define a OMS (Organização Mundial da Saúde) e estabelece a Constituição Federal do Brasil.

Conforme os dados apresentados pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer), para o ano de 2012, mais de meio milhão de pessoas poderão entrar nas estatísticas do câncer terá mais de 518 mil novos casos de câncer em 2012, revelando aumento no número de câncer frequentes do país.

Como fica a situação do cidadão desassistido nos recantos dos municípios? Nessas regiões, o câncer vitima com tal velocidade que muitos não creem na realidade posta à sua frente.

Dessa forma, surpreendem-se ao saber de pessoas próximas que desenvolveram a doença, surgindo perguntas e espanto como: "Não acredito que ele está com câncer!" ou "Ela morreu de câncer?".

Sem querer generalizar, ao tentar desempenhar seu papel, o sistema de saúde nos municípios amontoa seus doentes em carros --que mais parecem sardinhas-- e encaminham aos hospitais dos grandes centros, transferindo seus problemas.

A maioria dos prefeitos passam para seus eleitores uma realidade mascarada de um feitio heróico com a sensação de dever cumprido. Eles seguem o calvário destas pessoas que não recebem assistência do poder público, nem mesmo o respeito.

A vaga no transporte para estas cansativas viagens, muitas vezes, é decidida pelo critério do apadrinhamento político.

A solução seria mesmo a CPMF? Quem é esta tal de CPMF? É a Comissão Provisória sobre Movimentação Financeira, com o objetivo de revitalizar o SUS (Sistema Único de Saúde)?

Sua cobrança, diga-se de passagem, com alto nível de arrecadação, não conseguiu alcançar seu intuito, mesmo após sua extinção ao contrário do que o governo prega, os cofre públicos acumularam ainda mais recursos oriundos do sacrifício popular.

Logo, as arrecadações de impostos só aumentam enquanto na contramão a qualidade da saúde no Brasil diminui.

Por conseqüência, o câncer tem ceifado e ceifará de forma assustadora as vidas de muitos dos nossos brasileiros se nada for feito. Está mais do que na hora do governo se posicionar e tomar medidas, implantando ações governamentais sérias e eficazes no combate a este mal.

Os municípios devem pensar em modelos consorciados, regionalizar suas ações assim como tem ocorrido em outras esferas administrativas. Dessa forma, buscar parcerias com faculdades, instituições públicas e privadas da área de saúde, saneamento ambiental para um diagnóstico. Eles poderão direcionar melhor os investimentos em equipamentos, profissionais etc.

Isso permitirá a realização de tratamentos, consultas e exames mais simples, até onde se encontra o cidadão, sem que este precise passar por martírios até as unidades de saúde, expondo-se a outras séries de infecções hospitalares.

O que está matando a nossa juventude e a sociedade, em geral, não é apenas a droga do câncer, nem do Crack, mas sim, a droga da falta de profissionais comprometidos, a droga do SUS, a droga da Saúde Pública, a droga da falta de mobilização e informação, a droga de cidadãos acomodados.

Por fim, a pior de todas elas, a droga da corrupção que não permite que os recursos públicos cheguem ao seu destino.

Fonte Folhaonline

Cientistas britânicos identificam dois novos sintomas de derrame

Projeto de universidade de Leicester aponta fraqueza nas pernas e perda de visão como dois novos sinais

Pesquisadores britânicos afirmam que descobriram outros dois sintomas que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um derrame.

Um projeto desenvolvido pela University Hospitals of Leicester NHS Trust (parte do serviço público de saúde britânico) descobriu que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas do derrame.

Segundo a entidade assistencial britânica voltada para o tratamento do derrame, a Stroke Association, informa em sua página na internet que existem três sintomas que precisam ser observados.

O primeiro é fraqueza facial, notar se a pessoa consegue sorrir ou se um canto da boca ou um dos olhos está com aparência caída.

Outro sintoma é a fraqueza nos braços, observar se a pessoa consegue erguer os dois braços. E o terceiro sintoma são os problemas de fala, tentar detectar se a pessoa consegue falar claramente ou entender o que outra pessoa fala.

Campanha
Uma campanha recente do NHS, o serviço público de saúde britânico, destacou estes três sintomas de derrame.

Mas, para Ross Naylor, professor na University Hospitals of Leicester, as pessoas precisam começar a procurar pelos cinco sintomas.

"A campanha do NHS foi bem-sucedida, mas é importante que as pessoas saibam que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas que precisam ser observados", disse.

"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer um que esteja com um ou ambos destes sinais adicionais, sozinhos ou com um dos outros três sintomas, pode significar um indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo um derrame e também precisa procurar ajuda médica com urgência", acrescentou.

Simon Cook, chefe de operações da Stroke Association para a região de East Midlands, afirmou que a campanha do NHS é útil pois os três sintomas são fáceis de reconhecer pela maioria do público.

"Certamente existem outros sintomas, como visão desfocada e fraqueza nas pernas. Mas, acreditamos que o mais importante é que as pessoas se lembrem de agir rapidamente quando observarem os sinais de um derrame e liguem para os serviços de emergência", afirmou. BBC Brasil

Fonte Estadão

'Judicialização' da saúde é uma distorção, diz secretário

Valor gasto anualmente com compra de remédios seria suficiente para construir um hospital por mês

O secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, diz que a judicialização da saúde é uma distorção do conceito da universalidade. Diz ainda que, com o valor gasto anualmente com a compra de medicamentos, seria possível construir um hospital por mês. Leia abaixo a entrevista concedida ao Estado por e-mail.

1 - A que o senhor atribui essa demanda tão grande de ações judiciais na área de saúde? Só no ano passado foram 25 mil ações.
A judicialização da saúde é um fenômeno que, infelizmente, vem atingindo em todo o país os gestores federal, estaduais e municipais. É uma distorção do conceito da universalidade da saúde. Em nenhum país do mundo onde a saúde é universal há distribuição da totalidade de medicamentos existentes no mercado. No Brasil ainda precisamos avançar muito neste entendimento de que não é possível para o Estado entregar todos os tipos de medicamentos a todos.

2 - Mas por que a judicialização ocorre?
O Ministério da Saúde trabalha com protocolos definidos com base em evidências científicas sobre a eficácia dos medicamentos para incluir os produtos na lista do SUS. Ocorre que a lógica da indústria farmacêutica nem sempre segue a lógica da saúde pública. Um medicamento novo não é necessariamente melhor do que outro similar, já existente. Mas as estratégias de marketing são executadas para convencer de que o novo produto é muito mais eficaz. Aí entra o interesse econômico. O Poder Judiciário, muitas vezes, é induzido por argumentos apelativos. Tanto que o próprio Conselho Nacional de Justiça publicou recomendações sobre a judicialização, com orientações sobre a conduta para os julgamentos, o que inclui ouvir previamente os gestores de saúde.

3 - As insulinas não padronizadas no SUS são o medicamento mais pedido. Não seria o caso de o Estado pensar em oferecê-las gratuitamente para facilitar uma negociação de valores?
A insulina padronizada pelo Ministério da Saúde é a NPH, distribuída em unidades básicas de saúde municipais. A secretaria atende a 2,5 mil pedidos para distribuir insulina glargina. Mas é importante esclarecer que não há, até o presente momento, comprovação científica de que o tratamento com insulina glargina, em substituição à insulina NPH, seja capaz de reduzir a morbimortalidade dos pacientes diabéticos tipo 2. Para comprar os itens por ação judicial, a Secretaria busca sempre fazer pregão para ata de registro de preços, visando comprar os produtos com o desconto de 25% previsto na legislação. No caso dos medicamentos oncológicos, a secretaria padronizou alguns itens fora da lista do SUS.

4 - Em levantamento recente da secretaria, vemos um número imenso de ações pedindo fubá, xampus, pilhas, escovas de dente infantil, óleo de soja. Por que isso acontece? E há alguma forma de evitar essa demanda?
A secretaria vem desenvolvendo um trabalho contínuo no sentido de propiciar aos magistrados as informações técnicas necessárias para o julgamento de questões de saúde, o mais rápido possível, inclusive no caso de tutelas de urgência.

5 - Outro problema da judicialização são as drogas para câncer e doenças raras que, em geral, não são comercializadas no Brasil. Pacientes reclamam da demora na entrega desses remédios e também se queixam que, em alguns casos, o Estado oferece versão similar em vez da de marca.
Há casos que merecem ser analisados à parte. Se a decisão especifica uma marca de produto, a secretaria precisa comprar o remédio de marca, estando sujeita, inclusive, à disponibilidade do fornecedor em entregar o produto. Quando não há esta especificação, compramos o medicamento similar. Nos casos de medicamentos importados, ficamos sujeitos aos prazos de autorização de importação da Anvisa e desembaraço na alfândega. A secretaria oficia os juízes para dar ciência sobre o processo de importação. Há casos em que o despacho judicial chega incompleto, sem, por exemplo, a receita anexada ao processo, o impede legalmente a secretaria de iniciar o processo de compra.

6 - Pacientes também reclamam que é difícil conseguir a medicação por via administrativa. Quais os principais motivos da negativa da entrega?
Os pedidos administrativos, referentes aos medicamentos não padronizados pela lista do SUS, são analisados por técnicos com base em evidências científicas. O prazo para análise dos pedidos é de, em média, 30 dias. As negativas ocorrem quando há remédio disponível na rede ou quando não há qualquer evidência sobre a eficácia da droga para tratar a doença em questão.

7 - Qual é o orçamento anual da secretaria? O que seria possível fazer com esses R$ 700 milhões gastos no ano passado com ações judiciais?
O orçamento é de R$ 14 bilhões. Com o valor gasto em ações judiciais poderíamos construir um hospital por mês.

8 - Qual a solução que a secretaria enxerga para o problema? Existe alguma maneira de reduzir essas ações?
Propomos ampliar o debate em torno desta questão, envolvendo os três níveis de gestão do SUS, os magistrados, OAB, Defensoria Pública, Ministério Público, ONGs, entidades representativas dos laboratórios e da sociedade civil. Acreditamos ser possível chegar a um consenso para que a assistência farmacêutica do SUS seja aprimorada, para o bem dos pacientes, sem que tenha de invariavelmente passar pelos tribunais.
Fonte Estadão

Em 4 anos, SP duplica gastos com remédios por determinação judicial

Foram R$ 700 milhões despendidos só no ano passado para atender a 25 mil ações judiciais

Em quatro anos, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo teve quase dobrados os gastos com a compra de medicamentos e produtos diversos exigidos por determinação judicial. Em 2007, o Estado gastou R$ 400 milhões para atender a 8 mil ações; em 2010 foram gastos R$ 700 milhões para 25 mil ações.
Os itens mais pedidos são para diabete, que não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de remédios de alto custo - em geral para tratamento de alguns tipos de câncer, como drogas para quimioterapia oral, ou de doenças raras.

É o caso da empresária Francisca Bruzzi, de 50 anos, que precisou recorrer à Justiça para conseguir dar continuidade ao tratamento do marido, Raimundo, de 61. Diagnosticado com mieloma múltiplo (um tipo de câncer na medula) em 2008, ele tentou vários tratamentos e passou por transplante de medula, mas nada deu certo. A única alternativa para ele é o medicamento Revlimid, que não é vendido no Brasil e custa cerca de R$ 16,5 mil -preço de uma caixa com 30 comprimidos.

“Entrei na Justiça em março e o juiz determinou a entrega do medicamento. O Estado me entregou, em setembro, um remédio similar, bem mais barato, fabricado na Índia e sem comprovação científica”, diz Francisca.
O Estado forneceu a ela o remédio similar, chamado Lenalid, que tem o mesmo princípio ativo do de marca (lenalidomida). Teoricamente, ele oferece os mesmos efeitos ao paciente e custa R$ 790 - 5% do valor do remédio de marca.
“A médica do meu marido disse que não recomenda o consumo de um remédio sem comprovação científica da sua eficácia. Por isso, ele está sem receber tratamento”, conta Francisca.

Medida comum. O secretário de Saúde, Giovanni Guido Cerri, diz que a secretaria recorre às drogas genéricas ou similares quando o juiz não especifica na decisão o nome do medicamento de marca e sim o princípio ativo (mais informações nesta página). No caso da lenalidomida, atualmente existem dez ações em andamento: em cinco delas, o Estado entrega o remédio de marca e em cinco, o indiano.

O hematologista Celso Massumoto, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), diz que os médicos costumam receitar o remédio de marca, mas que a maior dificuldade é o preço. “Em geral, os laboratórios costumam seguir as exigências internacionais. Em tese, o remédio indiano produz o mesmo efeito e custa muito menos.”

E não é só a lenalidomida que apresenta versões similares ou genéricas. Segundo dados da secretaria, há 118 ações para fornecimento de anastrazol - droga usada no tratamento de câncer de mama. Em 95 delas, o Estado fornece a versão genérica e para as outras 13, entrega a droga de referência (Arimidex).
A mesma coisa acontece com 131 ações que pedem o medicamento letrozol - também para câncer de mama. Em 116 casos, o Estado fornece a droga genérica; nas 15 restantes, entrega a versão de marca (Femara).

A aposentada Alda Scurzio Mantovani, de 70 anos, trata um câncer de mama e também foi à Justiça. Por dois anos, ela comprou o remédio, que custava cerca de R$ 500 por mês. Mas foi à Justiça quando se endividou.

Alda precisava do Arimidex, mas recebeu a versão genérica do Estado. “Algumas vezes me peguei pensando: será que esse remédio tem o mesmo efeito do de marca? Fiquei com dúvida, porque o câncer é uma doença muito difícil, mas o meu médico me tranquilizou”, diz.

Doenças raras. Pacientes que sofrem com doenças raras reclamam da demora para o fornecimento de medicamentos. A Associação Brasileira de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (ABHPN) afirma que 16 pacientes já receberam liminares ou sentenças que garantem acesso a um remédio essencial para o tratamento, mas ainda aguardam o fornecimento do Estado.

A doença afeta 1 a cada 100 mil pessoas e é hereditária. Causa uma anemia crônica e aumenta as chances de trombose. Fernanda Tavares, advogada que atende a ABHPN, afirma que alguns pacientes demoram mais de 60 dias para receber o remédio - prazo concedido para a secretaria cumprir a decisão. Em nota, a secretaria critica a “enxurrada de decisões judiciárias obrigando o governo a comprar medicamentos não padronizados, alguns sem registro”.

Fonte Estadão

Siamesas separadas com sucesso deixam hospital nos EUA


Cirurgia de separação envolveu 45 profissionais e durou cerca de 20 horas - Efe
Efe
Cirurgia de separação envolveu 45 profissionais e durou cerca de 20 horas

Meninas nasceram unidas pelo abdômen e foram separadas com sucesso no dia 7 de novembro

As meninas dominicanas María e Teresa Tapia, que nasceram unidas pelo abdômen e foram separadas com sucesso no dia 7 de novembro num hospital de Richmond, nos Estados Unidos, receberam alta nesta sexta-feira.

Na entrevista coletiva no hospital onde foi realizada a operação, Lisandra Sanatis, mãe das meninas, agradeceu aos médicos, enquanto as duas crianças, que ainda não completaram dois anos de idade, sorriam e batiam palmas para as câmeras.

"Agradeço a Deus e a todos que tornaram isso possível", disse Lisandra com a ajuda de um intérprete.

Por sua vez, David Lanning, que liderou a equipe de 45 médicos e especialistas que participou da intervenção, afirmou que as meninas tiveram uma boa recuperação e provavelmente não irão necessitar de tratamento a longo prazo.

"Elas terão uma vida longa e saudável", declarou Lanning, que se mostrou satisfeito com os resultados da operação.

O médico afirmou que as meninas permanecerão em Richmond para acompanhamento médico, mas poderão retornar ao seu país antes do Natal.

As gêmeas nasceram unidas pela parte baixa do peito e do abdômen. A operação durou cerca de 20 horas. Segundo um comunicado do hospital, as meninas dividiam o fígado, parte do sistema biliar, as glândulas do pâncreas e a parte superior do intestino delgado.

Lanning explicou que um dos maiores desafios da equipe médica foi o fato de María ser cerca de 20% menor do que Teresa, pois não conseguia receber a nutrição necessária pela forma como estavam unidas.

Três semanas após a operação, os órgãos de ambas as meninas funcionam normalmente e ambas estão fazendo sessões de fisioterapia para que no futuro possam se sentar e caminhar por conta própria.

Fonte Estadão