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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Portugal: Tafamidis não evita transplante hepático

A Autoridade Nacional do Medicamento esclareceu na terça-feira que o fármaco Tafamidis, para os doentes com paramiloidose, não evita o transplante hepático e aguarda conclusão de avaliação económica para ser comercializado.
O esclarecimento surge depois de um grupo de pacientes com paramiloidose, mais conhecida por “doença dos pezinhos”, ter estado na terça-feira no Hospital de Santo António, no Porto, a exigir que a unidade lhes ministrasse o fármaco, aprovado em novembro pela autoridade europeia do medicamento.

Os doentes alegam que se não tomarem o fármaco rapidamente terão de ser remetidos para transplante, uma situação que dizem querer evitar.

Em declarações à Agência Lusa, Jorge Torgal, presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), disse que o fármaco “tem muitas limitações, não evita a transplantação hepática”, só devendo “ser dado no início do aparecimento da doença”.

O responsável explicou que o Tafamidis, sobre o qual os laboratórios Pfizer compraram os direitos a outra farmacêutica, aguarda a conclusão da avaliação económica, que decorre num prazo legal até 60 dias úteis, antes de poder ser autorizada a sua comercialização em Portugal.

Jorge Torgal adiantou que os laboratórios apresentaram uma proposta “insustentável” de preço de medicamento, pelo que o Infarmed vai responder com uma contraproposta, esperando um acordo antes do prazo legal estipulado.

Ainda segundo o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento, o Tafamidis, tal como outros fármacos que aguardam autorização de comercialização, “está disponível” para os hospitais, sob a forma de Autorização de Utilização Especial, num prazo de 48 horas, sempre que o seu uso se revele necessário para tratar “situações agudas”.

Sollari Allegro, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Porto, que agrega o Hospital de Santo António, alegou hoje falta de verbas para tratar com Tafamidis 106 pacientes com paramiloidose, remetendo a responsabilidade para o Ministério da Saúde, que delegou no Infarmed a prestação de esclarecimentos sobre o assunto.

De acordo com o responsável, que remeteu para a tutela a busca de meios financeiros para tratar os doentes, o fármaco custa 132 mil euros por doente/ano, sendo que, no caso do Centro Hospitalar do Porto, são mais de 13 milhões de euros por doente/ano.

O presidente do Infarmed assinalou que a proposta dos laboratórios Pfizer aponta para 135 mil euros o custo de um ano de tratamento de um doente com Tafamidis, num universo total de 250 pacientes.

“Um preço completamente desproporcionado, pouco admissível e abusador”, vincou Jorge Torgal, quando, acrescentou, em causa está um fármaco “único no mercado” com “muitas limitações”, que não evita o transplante hepático, que custa 110 mil euros por doente/ano e pode significar para o paciente uma sobrevivência de dez anos.

O responsável disse compreender “a angústia dos doentes”, lamentando “a má informação” que lhes foi transmitida, cuja proveniência alegou desconhecer.

A paramiloidose é uma doença neurológica, rara e sem cura, que se manifesta entre os 25 e 35 anos e é transmitida geneticamente, tendo como principais sintomas grande perda de peso, sensibilidade e estímulos.

Um dos primeiros sintomas é a perda de sensibilidade nos pés.

Fonte Destak

Portugal: Utentes com baixo rendimento têm que fazer requerimento a pedir isenção

Os utentes em situação de insuficiência económica vão ter que apresentar um requerimento para pedir isenção das taxas moderadoras, documento este que será avaliado e validado pelas Finanças e que caduca ao fim de um ano.

Esta matéria consta de uma portaria a ser publicada sobre como proceder para requerer a isenção das taxas moderadoras.

No que respeita à insuficiência económica, estão nesta situação os utentes que integrem um agregado familiar cujo rendimento médio mensal, dividido pelo número de pessoas a quem cabe a direção desse agregado, seja igual ou inferior a 628,83 euros.

Para fazer prova dessa situação e, assim, requerer isenção de pagamento de taxa moderadora, os utentes terão que preencher um requerimento, o que pode ser feito através da Internet ou junto de serviços de saúde.

O formulário estará disponível ainda durante este mês no Portal da Saúde e terá que ser preenchido pelo membro do agregado familiar ou do seu representante legal.

Para preencher o documento, será necessário indicar os números de utente, de identificação fiscal e de segurança social, cabendo à Direção-Geral de Impostos verificar a veracidade dos rendimentos apresentados (se ultrapassa ou não os 628,23 euros).

“Os serviços do Ministério da Saúde reconhecem a situação de insuficiência económica no caso da Direcção-Geral de Impostos comunicar que o rendimento médio mensal é inferior a este valor”, afirma a tutela, assegurando que “os serviços do Ministério da Saúde não têm qualquer acesso à informação de rendimentos do utente, nem do seu agregado familiar”.

Deste modo, os cidadãos isentos não necessitarão de apresentar qualquer documento adicional quando usarem o Serviço Nacional de Saúde, uma vez que os sistemas de informação dos serviços de saúde o identificam como isento.

A isenção só vigorará após a conclusão do processo de análise do requerimento e não imediatamente a seguir á sua entrega, esclarece o Ministério.

O documento tem validade até 30 de setembro de cada ano, após o que será necessário fazer nova avaliação.

Se nessa altura a informação existente de todos os membros do agregado familiar for válida não será necessário entregar novo requerimento.

No entanto, se estiver em falta informação ou tiver ocorrido alguma alteração nos dados fornecidos, será necessário atualizar os registos relativos aos membros do agregado familiar através de novo requerimento.

Fonte Destak

Portugal: Serviços vão informar utentes isentos se mantêm a isenção

Os utentes com insuficiência económica que estão isentos de pagamento de taxas moderadoras vão ser contactados pelo Ministério da Saúde para serem informados se mantêm esta isenção e quem não o for terá um mês para a reclamar.
Os esclarecimentos foram hoje prestados pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, e pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, no final de uma apreciação parlamentar sobre os novos preços das taxas moderadoras.

Os governantes anunciaram que serão os serviços do Ministério da Saúde a contactar os utentes isentos, devido a insuficiência económica, identificando a sua isenção até 29 de fevereiro.

Os outros poderão reclamar essa isenção até final de março, o que poderá ser feito nos centros de saúde, na internet ou nos correios.

Paulo Macedo anunciou ainda que a portaria que define a forma como os utentes com insuficiência económica podem solicitar a isenção do pagamento de taxas moderadoras deverá ser publicada quinta-feira.

Esta publicação aguardava um parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), uma vez que a questão envolve informação sobre rendimentos.

A este propósito, Manuel Teixeira explicou que o Ministério da Saúde não irá saber quem ganha o quê, mas antes se o utente em questão é ou não isento.

Paulo Macedo disse ainda que para já os aumentos das taxas moderadoras ficam por aqui e afirmou esperar que as contas que este ministério está a fazer sejam suficientes para convencerem a troika.

Fonte Destak

Queremos saber se os clientes estão felizes? Pra quê?

Em post, especialista chama para uma reflexão de que não existem respostas certas ou erradas para essas questões relacionadas a opinião dos clientes.

No sábado retrasado, estava em uma drogaria na cidade de Campinas que faz parte de uma famosa rede. Após ser rapidamente atendida no balcão e receber o produto que ia comprar, dirigi-me ao caixa, onde havia um atendente e apenas uma senhora na fila.

Quando esta senhora foi pagar por seus produtos, o caixa começou a conversar de forma bastante simpática com ela. Para mim, havia sido uma semana particularmente difícil e estava bastante cansada. Fui ficando cada vez mais impaciente e querendo que minha vez chegasse logo. E o bate-papo continuava alegremente… Olhei em volta procurando algum outro funcionário que tivesse o bom senso de a) assumir o outro caixa e me atender ou b) levar a tal da senhora para tomar chá em outro lugar.

Imagino que não deve ter passado mais de dois minutos, mas, como nossa noção de tempo fica distorcida nessas horas, achei uma eternidade. Finalmente chegou minha vez e, quando cheguei ao caixa, reparei que havia um pequeno equipamento que perguntava qual a minha opinião sobre o serviço. Havia cinco “carinhas” para eu escolher, desde uma brava até um largo sorriso. Eu estava quase marcando a pior opção, quando me perguntei qual era o real objetivo daquela “pesquisa”…

E me lembrei da frase: o que não é medido não pode ser gerenciado. Ela é atribuída aos criadores do Balanced Scorecard, David Norton e Robert Kaplan, apesar de também aparecer como de autoria de W. Eduard Deming e até Peter Drucker.

No post mais recente, falei um pouco sobre os achismos e na importância de termos métricas adequadas para a tomada de decisão. Ter métricas, entretanto, não significa que estamos efetivamente medindo algo. Vemos diariamente dados em relatórios e gráficos que, na prática, não são usados para nada – a não ser enrolar nas reuniões e ocupar espaços nos relatórios gerenciais. São os indicadores de gaveta, aqueles que levantamos, calculamos, colocamos em bonitos gráficos e tabelas para, depois, jogá-los dentro de nossos armários e arquivos mortos.

Quando pensamos em métricas, antes de mais nada, temos que avaliar o que queremos medir. E, apesar de parecer óbvia, esta pergunta não é tão fácil de responder. Vamos a um exemplo simples e corriqueiro: satisfação de clientes.

Fazemos pesquisas para descobrir se nossos clientes estão satisfeitos com nossos serviços e produtos. O que realmente queremos saber? Se eles estão felizes? Se vão falar mal de nós para amigos e parentes? Se suas expectativas estão sendo atendidas? Afinal, sabemos quais são suas expectativas? Devemos modificar algo? Se sim, o que? Isso fará com que os insatisfeitos mudem suas opiniões?

Pensando nestas questões, reparem que o índice “satisfação de clientes” – que aparece em várias apresentações e relatórios – não responde muita coisa. É apenas um número isolado. É inútil frente ao que podemos ou devemos fazer na organização.

Outro ponto importante é definir o que fazer com a informação obtida. Um exercício que gosto de fazer é pensar em um dado fictício e avaliar que decisões tomaria a partir dele. No nosso exemplo, vamos imaginar que 80% de nossos clientes estejam satisfeitos. E…? Procurar os 20% e tentar resolver os problemas? Ficar felizes com o número? O que podemos mudar? O que devemos manter?

Não existem respostas certas ou erradas para essas questões. Existe o que a sua organização quer saber. Existe o que será decidido com esses dados.

E, a propósito, marquei a “carinha” com o largo sorriso. O atendimento foi simpático e cortês, não foi?

Fonte SaudeWeb

Hospital Santa Catarina projeta faturamento de R$ 380 milhões

Após investir R$ 7 milhões na divulgação da marca, a instituição quer se reposicionar no mercado

Segurança do paciente. O foco ocupa cada vez mais a mente dos gestores do Hospital Santa Catarina, de São Paulo, que enfrentam o crescente movimento de uma exigente clientela. Em franca expansão, a instituição conquista a cada dia sua recolocação no mercado, de acordo com o planejamento estratégico lançado há dois anos. Prova disso é o faturamento de R$ 333 milhões em 2010, aumento de 9% frente a 2009. Para este ano, a previsão é de R$ 380 milhões.

Agregar valor e saber planejar o investimento faz toda a diferença para o Santa Catarina, que é acreditado nível 3 pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e pela Accreditation Canadá. “Nossa estrutura, o atendimento e, principalmente, os processos foram pontos fortes para ambas acreditações, que também prezam pela segurança do paciente”, observa o diretor-presidente do Hospital Santa Catarina, Manoel Navarro Borges.

Trabalhar pelo que o paciente quer foi uma questão-chave para a instituição em 2010. Cerca de R$ 7 milhões foram investidos em ações de marketing pulverizadas, para divulgar a instituição, com o apoio de sua equipe interna de comunicação. Diversas campanhas foram lançadas ao longo do ano como, por exemplo, a Pense, que teve como objetivo mostrar o diferencial do hospital em cirurgias de alta complexidade em Ortopedia, Oncologia, Cardiologia e Neurocirurgia.

“O cliente quer saber o que você tem de diferente ao oferecer essas especialidades, são estratégicas para o Santa Catarina”, diz Borges. Em 2009, 70% do volume de atendimentos da instituição era de serviços clínicos e 30% cirúrgicos. Atualmente, o cenário apresenta 85% de atendimentos cirúrgicos e 15% clínicos. “É uma mudança radical, estamos crescendo cada vez mais”, avalia.

Em 2012, o trabalho de divulgação da marca será focado no médico. O Santa Catarina oferece para esses profissionais um espaço VIP para descanso, refeições e reuniões. “Além disso, oferecemos aos médicos equipamentos de alta qualidade, forte acolhimento e atendimento especial a eles e seus pacientes. É isso que vamos divulgar para os profissionais que ainda não conhecem nosso hospital”, explica o diretor.

A instituição utiliza o Balance Scorecard (BSC) como metodologia de medição e gestão de desempenho. Os métodos usados na gestão do negócio, dos serviços e da infraestrutura, utilizam a TI e os softwares de ERP como soluções de apoio. “Tendo a TI bem estruturada, os números e processos vêm automaticamente na nossa mão, por isso o uso da tecnologia é fundamental.”

Somente em 2011, o hospital investiu R$ 1,6 milhão em novos equipamentos e hardware.

Segundo o executivo, o investimento resultou na satisfação dos clientes, medida por uma pesquisa de preenchimento não-obrigatório, mas com indíce positivo em torno de 90%.

Para o próximo ano, a novidade é a mudança da equipe administrativa para um novo prédio, adquirido recentemente por R$ 52 milhões. A torre de 12 andares terá cinco deles para estacionamento subterrâneo e os demais voltados para uso exclusivo do pessoal administrativo.
As áreas onde hoje estão estes colaboradores serão transformadas em áreas assistenciais. “Vamos inaugurar 30 leitos logo no primeiro semestre de 2012 e, em 2013, outros 15 devem ser abertos”, afirma o executivo.

Borges revela que, daqui dois anos, o hospital irá construir outro prédio, com capacidade para receber de 80 a 100 leitos. “O plano para 2012 é demolir uma torre antiga e erguer 10 novos andares”, finaliza.

Fonte SaudeWeb