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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sete problemas causados pelo uso de roupas apertadas

mulher em cima da cama tentando vestir uma calça jeans - Foto Getty Images
Solte seu corpo e previna-se de varizes, dores nas costas e até má digestão

Você vira de costas e olha o bumbum no espelho: perfeito, sem nenhuma sobra de tecido. Nas pernas, a mesma coisa, coxas e penas desenhadas dentro da sua calça jeans. Com ou sem strecht, o modelo ideal deve se ajustar perfeitamente ao corpo, como tivesse sido costurado nele. A vaidade, no entanto, pode custar mais caro do que você imagina.

Varizes, dificuldades de digestão, cansaço fora do normal e problemas ligados aos órgãos sexuais são alguns dos riscos que você corre ao privilegiar as peças justas no guarda-roupa. Atente-se às dicas do dermatologista Gilvan Alves, de Brasília, da nutricionista do Minha Vida Karina Gallerani, do ginecologista Odair Albano, do Hospital Maternidade de Campinas, e do angiologista Augustus César de Araújo, de Brasília..

Circulação sob risco
As roupas apertadas podem dificultar o retorno do sangue venoso, que passa muito tempo nos membros inferiores. Essas roupas geram compressões, ao longo da perna e na região abdominal, sem uma graduação adequada.

mulher passando as mãos nas pernas - Foto Getty ImagesVarizes
Elas prejudicam principalmente as mulheres. Isso porque a progesterona, um dos hormônios femininos, causa a dilatação das veias além do calibre normal. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que 17% da população sofre com problemas vasculares, as varizes entre eles. Quando você usa roupas apertadas, prejudica sua circulação, aumentando as estatísticas. Principalmente se há casos de varizes na sua família ou se você toma algum tipo de contracepção hormonal, prefira peças mais larguinhas.

Celulites
Não é que as roupas apertadas causem celulites. Mas elas retardam o tratamento ou favorecem o surgimento dos furinhos. Quando há formação dos nódulos de gordura, causadores de celulite, a circulação sanguínea fica prejudicada nestas regiões. Se você usa roupas apertadas, prejudica ainda mais a passagem do sangue, agravando o quadro. Ou seja, a celulite de grau 1 evolui para grau 2 e assim por diante.

Respiração
Roupas muito apertadas ou um cinto ajustado demais prejudicam a passagem de ar pelo seu corpo. Resultado: você pratica a chama respiração curta na maior parte do dia, ou seja, a inspiração só chega até a parte alta do tórax. Com isso, as trocas gasosas não acontecem de maneira eficiente e seu corpo acumula mais gás carbônico, que é tóxico e acelera a oxidação das células, provocando o envelhecimento. A respiração curta deixa o cérebro mal oxigenado, dificultando a concentração e trazendo ansiedade: portanto, livre-se das roupas apertadas quando precisar de calma.

homem com dor nas costas - Foto Getty ImagesDores nas costas
Acha que não tem nada a ver? Então compare, marcando suas sensações por dois dias seguidos. Num, use uma combinação bem justa e, no outro, escolha um modelo que deixe seu corpo bem à vontade. A diferença é notável: vestindo peças que restringem seus movimentos, você é obrigado a sobrecarregar os músculos e as vértebras para realizar atividades que, normalmente, nem exigiriam tanto esforço. Com o quadril comprimido, sua coluna sofre para dar suporte aos movimentos. O mesmo vale para as camisas que impedem os braços de se mexerem-se: por causa disso, os ombros encerram o dia com uma sensação de peso e, às vezes, até ardência e formigamento.

Digestão
O problema, neste caso, deve-se principalmente às calças e cintos que apertam demais sua barriga. Após as refeições, seu estômago dilata-se (é nele onde ocorre parte da digestão, graças à ação dos ácidos presentes ali). No entanto, a pressão das roupas pode fazer com que os ácidos do estômago refluam para o esôfago, causando azia e refluxo.

Saúde sexual
Entre as mulheres, o uso de roupas apertadas pode favorecer o corrimento. Com a umidade e a temperatura alta, a região genital torna-se propícia ao desenvolvimento de fungos e bactérias que podem causar doenças como a candidíase. Nos homens, o risco em vestir calças e cuecas apertadas demais está em afetar a quantidade e a qualidade dos espermatozoides produzidos, além de causar dor nos testículos.

Fonte Minha Vida

SUS oferece novas próteses mamárias para mulheres que tiveram problema com implantes de silicone

Serviço pode ser usado mesmo por quem fez a colocação do implante em clínica privada

O SUS (Sistema Único de Saúde) financia cirurgias plásticas e novas próteses mamárias para as brasileiras que implantaram silicone e precisam passar por reparação.

O serviço já existe na rede pública de saúde e vale inclusive para pacientes que têm as próteses da marca francesa Poly Implant Prothèse (PIP).
A paciente que for fazer a substituição deve passar por exames no SUS e ter prescrição feita por um médico conveniado ao Sistema Único de Saúde.

A troca pode ser feita mesmo por mulheres que receberam a prótese de silicone em clínicas particulares e agora não têm condições financeiras para fazer uma nova cirurgia.

Entenda o caso das próteses PIP
O fabricante francês Poly Implant Prothèse (PIP) foi processado por elaborar próteses mamárias com silicone industrial, o que acarreta riscos à saúde.

O Brasil importou 34.631 unidades da marca PIP, das quais 24.534 foram comercializadas. As outras 10.097 próteses serão recolhidas e descartadas.

A forma como o descarte deverá ser feito será discutida em detalhes durante reunião com representantes da única empresa distribuidora do produto no Brasil, a EMI.

No próximo dia 11, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), representantes de sociedades médicas e do Ministério da Saúde deverão definir a estratégia que será adotada para acompanhar as mulheres que receberam a prótese.

A agência tem em mãos um mapa com informações os serviços que receberam os implantes e quantas foram usadas. A maior parte foi usada em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados do Sul.

Fonte R7

Homens lamentam "barriga de cerveja" e desejam mais músculos, diz pesquisa

Estudo mostra que eles se preocupam cada vez mais com a aparência física

Quatro entre cinco homens participantes de uma pesquisa online no Reino Unido se dizem insatisfeitos com seu corpo, em especial com a "barriga de cerveja" e a falta de músculos. Muitos deles trocam percepções sobre seu corpo com outras pessoas - comportamento tradicionalmente atribuído a mulheres.

O Centro de Pesquisas sobre Aparência, da Universidade West of England, entrevistou 384 homens com uma média de 40 anos e descobriu que 35% deles trocariam um ano de sua vida para obter uma forma física e peso ideais.

As conversas masculinas são ainda mais focadas no tema do que as femininas: 80,7% homens participantes do estudo disseram que falam sobre a aparência uns dos outros de modo a chamar a atenção para itens como peso, falta de cabelo ou forma física. No caso das mulheres, essa porcentagem foi de 75%.

Phillipa Diedrichs, autora do estudo, comentou a pesquisa.

- Essas conversas sobre o corpo reforçam ideais de beleza não realísticos de magreza e musculatura. Isso é tradicionalmente visto como um tema [que afeta] mulheres, mas a pesquisa mostra que também os homens estão se sentindo pressionados a se encaixar [em padrões].

Para Rosi Prescott, executiva-chefe da organização Central YMCA (que participou do estudo), "historicamente, conversas sobre a forma física são percebidas como algo feito por mulheres. Mas esta pesquisa deixa claro que os homens também comentam sobre os corpos uns dos outros e, em muitos casos, isso está tendo um efeito danoso, [demonstrando] uma crescente obsessão com a aparência.

Proteína
Músculos são o principal tema de preocupação entre os homens pesquisados: 60% dizem que seus braços, peitorais e estômagos não são suficientemente musculosos. Talvez por isso, um em cada cinco entrevistados afirmou fazer dietas ricas em proteínas, e cerca de 30% relataram usar suplementos proteicos.

Também um terço admitiu já ter "se exercitado de maneira compulsiva" em busca de um objetivo (ainda que essas respostas possam ter sido influenciadas pelo fato de que 52% dos entrevistados eram frequentadores de academias de ginástica, porcentagem bem acima da média geral britãnica).

Para Karine Berthou, fundadora de uma ONG de combate a distúrbios alimentares (que também participou do estudo), "a imagem corporal negativa é uma questão séria em nossa sociedade, e um fator-chave no desenvolvimento desses distúrbios".

Fonte R7

Anvisa pode responder por silicone francês

Brasileiras lesadas pela marca francesa de silicone Poly Implant Prothèse (PIP) que não consigam acionar na Justiça o fabricante ou a importadora dos implantes podem pedir o ressarcimento dos custos de novas próteses e da cirurgia, além de possíveis danos morais, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo juristas ouvidos pelo Jornal da Tarde.

Isso porque coube ao órgão dar a autorização de comercialização do produto no país. Outra opção é tentar um acordo com o governo francês.

Cerca de 25 mil próteses PIP foram comercializadas no Brasil.

"Mesmo no caso de uma empresa francesa e falida, a paciente pode acionar a Justiça brasileira para ser ressarcida", ressalta a advogada Joung Won Kim, professora da Escola Superior de Advocacia (ESA), da OAB-SP.

"Os primeiros responsáveis que devem ser cobrados são o fabricante (a PIP) e o importador do produto", explica a advogada Maria Stella Gregori, professora de Direito do Consumidor da PUC-SP e ex-diretora da Agência Nacional de Saúde (ANS) e do Procon-SP.

Maria questiona os critérios usados pela Anvisa para aprovar o registro da PIP no país.

"Caso os agentes principais não possam ser notificados pela Justiça, a Anvisa deve ser responsabilizada, afirma. "Eles liberaram um produto no mercado nacional. Assim, são responsáveis por eventuais problemas provocados pelas próteses", completa.

Ela lembra que, em ações desse tipo, geralmente a paciente é beneficiada.

Procurada pela reportagem, a Anvisa preferiu não se pronunciar sobre as alternativas jurídicas indicadas pelas profissionais.

Fonte R7

Vacina para macacos traz esperança no combate à Aids

Exemplares de macacos rhesus, a espécie utilizada no estudo: vacina conseguiu evitar a transmissão do SIV e frear sua replicação no organismo (Oregon Health & Science/AP)
Exemplares de macacos rhesus, a espécie utilizada no estudo:
vacina conseguiu evitar a transmissão do SIV e frear sua replicação no organismo

Pesquisadores conseguem desenvolver forma de imunização eficaz contra o SIV, vírus semelhante ao HIV que afeta os símios

Controlar o HIV, vírus que causa a Aids e atinge hoje 34 milhões de pessoas em todo o mundo, não é uma tarefa fácil. Desde 1981, a doença causou 30 milhões de mortes, e uma cura ainda parece distante. Por isso, cada passo dado na luta contra o mal é comemorado pela comunidade científica. Um novo avanço está publicado na edição de hoje da revista científica Nature. Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, produziram uma vacina com o poder de diminuir em até 80% a chance de os macacos rhesus — espécie biologicamente próxima dos seres humanos — adquirirem o vírus da imunodeficiencia símia (SIV), espécie de versão do HIV dos macacos.

A combinação de doses de MVA, Ad26 e Ad35, três tipos de vacina que isoladamente ainda não conseguem um índice de eficácia suficiente para o uso massivo, resultou em uma forma mais eficaz de ataque ao vírus. Além de evitar a transmissão para animais saudáveis em uma grande quantidade de casos, a imunização conseguiu diminuir o nível de infecção, ou seja, controlar a quantidade de SIV circulando no sangue.

Segundo os autores do estudo, o sucesso da combinação das três vacinas se deve ao fato de ela atingir a superfície proteica do vírus, justamente um dos maiores entraves para as pesquisas com vacinas voltadas para combater o HIV nos seres humanos. As drogas testadas até agora não conseguiram penetrar essa capa e chegar ao interior do vírus da Aids. Já no estudo com os símios, a proteína foi quebrada e os animais tiveram um alto índice de controle e imunização da doença. “Esse novo estudo imunológico cria requisitos a serem cumpridos para bloquear o estabelecimento da infecção”, explicou ao Correio Dan Barouch, líder do estudo. “Trata-se de uma nova estratégia em relação ao tradicional controle da replicação viral após a infecção”, completou.

Essa nova estratégia incluirá uma série de medidas para conseguir bloquear o desenvolvimento do HIV. “Os resultados mostram que os anticorpos para ENV, a proteína envelope que compõe o revestimento exterior do HIV, e a proteção contra a aquisição do vírus apresentam respostas diretamente relacionadas”, disse Michael Nelson, diretor do Programa de Pesquisa Militar em HIV, dos EUA. “Assim, esses distintos processos imunológicos estão ligados ao controle dos vírus em um processo diferente do bloqueio da replicação do vírus”, acrescentou.

Na prática, os pesquisadores encontraram uma nova maneira de atacar o vírus. Enquanto a maioria das iniciativas tenta bloquear sua reprodução quando o paciente é infectado, os estudos liderados por Barouch tentam encontrar uma forma de matar o micro-organismo quando ele está na corrente sanguínea. A estratégia auxilia tanto no bloqueio da infecção quanto na diminuição de seu desenvolvimento. “Esse estudo nos permitiu avaliar a eficácia protetora de várias combinações da vacina, e esses dados vão ajudar a orientar o avanço dos candidatos mais promissores em ensaios clínicos”, conta o especialista de Harvard.

Semelhança
O SIV é bastante parecido com o HIV, tanto que, para os cientistas, o primeiro originou o segundo, ao ser transmitido para os homens. A rota mais provável de transmissão do HIV-1 para os seres humanos envolve contato com o sangue de chimpanzés, frequentemente caçados na África. Assim, na tentativa de entender o vírus da Aids humana, um caminho importante foi estudar os seus vírus originários.

Ao contrário do que ocorre com as pessoas que contraem o HIV, a maioria das infecções por SIV não são prejudiciais aos símios. Estudos com mangabeis, uma espécie de mandril que habita as florestas do Congo, mostrou que o patógeno não causa mal aos bichos. A hipótese mais provável é que, ao longo de milhares de anos, os pequenos macacos tenham desenvolvido resistência à Aids símia. Uma das exceções são os rhesus, que desenvolvem a doença.

Para Carl Dieffenbach, diretor da Divisão de Aids do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, a pesquisa abre um novo universo de estudos sobre a Aids e o HIV. “Esse estudo é importante porque possibilitou ao sistema imunológico proteger contra o vírus e controlar sua replicação”, disse ao Correio. “Isso certamente terá implicações importantes para a próxima rodada de testes clínicos de vacinas contra HIV”, acrescentou o norte-americano.

Infecção antiga
Também conhecido como vírus do Macaco Verde Africano, o SIV é um retrovírus capaz de infectar pelo menos 33 espécies de primatas. Com base na análise de cepas encontradas em quatro espécies de macacos da ilha de Bioko, concluiu-se que a SIV está presente em macacos há pelo menos 32 mil anos.

Fonte Correio Braziliense