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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Portugal: Corte nas horas afecta urgências

Os médicos acusam o Ministério da Saúde de os obrigar a trabalhar após fazerem 24 horas no serviço de Urgência.

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, responsabiliza o Governo por eventuais problemas que venham a ocorrer com os doentes, porque o grau de risco aumenta com a sobrecarga horária. O Ministério da Saúde recusa prestar declarações, porque vai "respeitar o acordado com os sindicatos" e há negociações em curso.

Carlos Arroz, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou ontem no Parlamento, que uma adenda no Orçamento do Estado retira o descanso compensatório após as 24 horas de trabalho na urgência.

"Para segurança dos doentes, os médicos devem ser obrigados a descansar, mas o Governo obriga-os a trabalhar mais horas para compensarem esse descanso", afirmou. A redução em 100 por cento do valor pago pelas horas extras leva os médicos a não fazer trabalho extraordinário nas Urgências a partir de finais de Fevereiro, o que irá levar ao "fecho de serviços".

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Ferreira Leite indigna doentes

A Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) exige a Manuela Ferreira Leite, ex-presidente do PSD, um pedido de desculpas por ter sugerido que os doentes com mais de 70 anos devem pagar os tratamentos de hemodiálise.

Carlos Silva, presidente da APIR, considera que "a senhora não tem informação para dizer uma coisa destas" e exige "um pedido de desculpas" a Ferreira Leite. Segundo a APIR, há dez mil doentes em hemodiálise, cuja idade média é 68 anos. "A doença renal atinge mais as pessoas com baixos e médios rendimentos. Não vemos milionários a fazer diálise".

Em causa estão as declarações da ex-presidente do PSD à SIC Notícias, onde defendeu que "não é possível manter o Serviço Nacional de Saúde gratuito para toda a gente", clarificando que "quem tem meios financeiros deve pagar os tratamentos". Ao CM, Manuela Ferreira Leite considera que a polémica parte de uma "interpretação desonesta". "Só de má-fé se levanta essa questão. O que disse foi que quem pode pagar o deve fazer, para quem não pode, evidentemente, o tratamento deve manter-se gratuito". Para a antiga ministra das Finanças, as críticas são um "ataque pessoal" e não passam de "manobras políticas baixas".

Fonte Correio da manhã

Tatuagem no pênis deixa iraniano com semi-ereção permanente

Um iraniano de 21 anos desenvolveu uma semi-erecção permanente após fazer uma tatuagem no pénis, de acordo com um artigo publicado no 'Journal of Sexual Medicine'.

Para surpresa de todos, o resultado final foi diferente do esperado. Uma vez que o tatuador utilizou agulhas de costura, não foi possível controlar a profundidade da entrada na pele. Segundo fontes da Universidade de Kermanshah, no Irão, "a agulha penetrou muito profundamente no pénis, provocando uma ferida arteriovenosa, que dificultou o processo de cicatrização."
Os médicos tentaram retirar o sangue, através de uma intervenção cirúrgica, mas a operação não teve êxito. Como não apresenta dores e a sua actividade sexual não foi afectada, o jovem recusou submeter-se a outros tipos de tratamento, preferindo manter a semi-erecção permanente.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Como o exercício pode ajudar (ou não) a combater as constipações

Espirros, dores de ganganta, nariz entupido. Os sintomas são, no Inverno, quase tão frequentes como o frio e, diz quem sabe, afectam os adultos, em média, duas a três vezes por ano. E, para muitos, de nada vale o sumo de laranja, o chá de limão com mel e todas as outras receitas caseiras, isto porque o trabalho do sistema imunitário é influenciado por vários factores, que vão dos genes ao stresse, regime alimentar, falta de sono... e exercício, garante Mike Gleeson, professor na universidade britânica de Loughborough.

Quer isto então dizer que o exercício faz bem, mas nem sempre. Confirma o especialista, se a prática regular e moderada de exercício físico pode afastar infecções como a constipação, amigdalite ou até a gripe, já correr uma maratona pode aumentar a dependência dos lenços de papel, medicamentos e mezinhas.

Com os Jogos Olímpicos à porta, os cientistas lançaram mãos à obra para tentar perceber de que forma o exercício entra nesta equação e porque é que, estando todos da mesma forma à mercê dos vírus, há quem a eles sucumba, enquanto outros resistem heroicamente. E a intensidade do exercício pode mesmo ajudar a dar uma resposta.

De nada vale exagerar

«Se uma pessoa tiver a tendência para ser agarrada ao sofá, então provavelmente o risco de contrair uma infecção está dentro da média – duas a três infecções do trato respiratório superior por ano. Mas a investigação mostra que aqueles que praticam excercício físico moderado regularmente (por exemplo, uma caminhada diária), podem reduzir até um terço a probabilidade de contrair uma infecção respiratória, tal como a constipação», explica Mike Gleeson.

Da mesma maneira, avança ainda o professor, nos períodos que se seguem à prática intensa de exercício, «a probabilidade de adoecer aumenta. Nas semanas que se seguem a uma maratona, os estudos dão conta do aumento, em duas a seis vezes, do risco de sofrer de uma infecção respiratória».

Fonte Destak

Portugal: Mulheres com mais de 50 anos falham na prevenção

Estudo revela que pouco mais de metade das mulheres com mais de 50 anos faz exames regulares.

No prevenir é que está o ganho, costuma dizer-se, uma máxima que, em saúde, já é – ou devia ser – lema de vida. Mas ainda há quem não siga o conselho, o que acontece com muitas portuguesas com mais de 50 anos.

É que, revelam os dados de um estudo nacional, apenas 51,1% deste grupo etário realizou um exame periódico de saúde no ano anterior ao estudo, quando esta é «a idade crítica a partir da qual é aconselhado a sua realização». O que, lê-se ainda no documento, significa que foi «este grupo o que apresentou a menor percentagem de mulheres que cumpriram com o critério de “boa prática”».

O relatório, realizado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e pela Divisão de Saúde Reprodutiva da Direcção-Geral da Saúde, que visa perceber a situação dos cuidados preventivos da população feminina, mostra ainda outras falhas preventivas em mulheres de mais idade, como na pesquisa de sangue oculto nas fezes, capaz de determinar a presença de cancro colorrectal. Em 314 inquiridas com idade entre os 50 e os 74 anos, apenas 59 (18,8%) referiram ter feito a pesquisa nos últimos dois anos.

Fonte Destak