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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Suor em excesso pode ser tratado com Botox

Toxina desliga o nervo da glândula responsável pela sudorese

A hiper-hidrose é uma doença que apresenta o aumento de sudorese na axila, nas mãos, nos pés, no rosto ou em qualquer outra parte do corpo, sem motivo aparente.

A doença é causada pela hipersecreção das glândulas écrinas, concentradas na axila, palmas e plantas.

Nosso corpo tem de 2 a 5 milhões de glândulas écrinas.

O uso de medicamentos neurológicos e psiquiátricos pode desencadear a hiper-hidrose, bem como os hormônios da tireoide.

Apesar de desagradável a doença não é maligna e uma forma de amenizá-la é através do uso da toxina botulínica (Botox).

Além de bloquear a musculatura estriada, a toxina também bloqueia a transmissão de estímulo no sistema nervoso autônomo.

A descoberta de seu uso no combate a hiper-hidrose foi feita em 1995 nos Estados Unidos.

A toxina botulínica é injetada sob a pele na região palmar e axilar.

Seu efeito dura de quatro a seis meses e são necessárias cerca de 50 aplicações no local que produz suor excessivo para uma área grande, em um homem acima de 1,85 m.

A resistência e a consequente redução da eficácia ocorre quando não se respeita o tempo mínimo de reaplicação, que é de quatro meses.

Quando aplicada na pele, a toxina botulínica desliga o nervo da glândula sudorípara. O nervo fica absolutamente normal e a glândula de suor também, obstruindo a passagem do estímulo que provoca o suor. Durante o tratamento são raras as complicações.

Fonte Estadão

Associação quer acordo com Anvisa sobre próteses

Mulheres que possuem silicone da PIP propõem que governo forneça novos implantes para evitar ação judicial

Ao menos 450 mulheres que possuem silicone da marca francesa PIP querem propor um acordo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para evitar entrar com uma ação judicial em decorrência dos problemas com as próteses - feitas com silicone industrial, não homologado nem aprovado para uso médico.

Essas mulheres integram a Associação de Vítimas PIP - grupo que foi criado no dia 12 de janeiro e já recebeu cerca de 3 mil contatos de vítimas interessadas em se unir à associação.

A intenção dessas mulheres é entrar em acordo para que a Anvisa forneça gratuitamente novas próteses para que todas possam trocá-las por conta própria, mesmo aquelas que o silicone não rompeu. O SUS e os planos de saúde só vão arcar com a troca das próteses em mulheres que o silicone se rompeu e poderá causar problema de saúde.

A associação é representada pela advogada Daniela Wobeto, especialista em direito internacional. Para tentar o acordo com a Anvisa, Daniela reuniu-se ontem à tarde com representantes do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal, em Porto Alegre (RS). Cerca de 80% das mulheres cadastradas na associação são do Sul do País.

Segundo Daniela, a ideia da reunião era discutir a possibilidade de existir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público e a Anvisa para evitar o desgaste e a demora de uma ação coletiva - estima-se que uma ação desse porte demore até 10 anos para terminar.

De acordo com a advogada, não há dúvidas de que a responsabilidade pela troca dessas próteses é do governo - já que foi ele que autorizou a comercialização do material fraudado no Brasil.

"A gente quer que a Anvisa forneça pelo menos as próteses novas para que as mulheres façam a troca no seu médico de confiança. As próteses são o custo mais alto e muitas delas não têm condições de pagar por elas e pela cirurgia" diz.

Segundo Daniela, a pedido do Ministério Público Estadual a associação vai entrar com uma representação oficial - em nome de todas as mulheres cadastradas - para que seja instaurado um inquérito e a Anvisa seja convocada a se explicar.

"Caso não haja acordo, vamos avaliar se entramos com uma ação civil pública direto no judiciário ou por meio de uma ação proposta pela promotoria", diz.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Anvisa informou que não comentaria este assunto.

Demanda
A associação recebe cerca de 100 e-mails por dia e, por conta da demanda, demora de dois a três dias para respondê-los. São consideradas oficialmente cadastradas as mulheres que enviaram nome completo, CPF, endereço, telefone, número de lote da prótese, data da cirurgia e nome do médico. A associação também está em contato com um escritório de advocacia francês - caso alguma das mulheres queira entrar com ação contra a vigilância sanitária francesa. As interessadas podem escrever para vitimaspip@hotmail.com.br.

Fonte Estadão

Blogs de jovens têm valor terapêutico

Diário na internet melhora mais o ânimo dos adolescentes do que os relatos feitos em papel

Antes da internet, as primeiras palavras que muitos adolescentes americanos compunham em seus momentos de aflição eram "Querido Diário". Após vários parágrafos despejando no papel as angústias sobre grosserias na lanchonete, paixões não correspondidas e coxas acima do peso, o(a) autor(a) do diário se sentia com frequência melhor.

Faz já algum tempo que pesquisas respaldam o valor terapêutico da manutenção de diários por adolescentes em geral. Um novo estudo revela, porém, que quando adolescentes detalham suas angústias no seu blog, o valor terapêutico é maior.

O estudo - publicado em The Therapeutic Value of Adolescents' Blogging About Social Emotional Difficulties, escrito por Meyran Boniel-Nissim e Azy Barak, professores de Psicologia na Universidade de Haifa, Israel - revela que o engajamento numa comunidade online permite que o blog se torne mais eficaz que um diário privado, aliviando as tensões sociais do escritor.

Para monitorar experiências de adolescentes com blogs, os autores do estudo pesquisaram aleatoriamente alunos do ensino secundário em Israel e selecionaram 161 (124 garotas e 37 rapazes, uma distorção de gênero significativa) que mostravam algum grau de ansiedade social ou estresse. Os adolescentes, com 15 anos de idade, em média, declaravam ter dificuldade de fazer novos amigos ou de se relacionar com seus amigos existentes.

Os adolescentes foram divididos em seis grupos. Os dois primeiros foram solicitados a escrever sobre suas dificuldades sociais no blog, sendo que os membros de um dos grupos tiveram de abrir suas postagens para comentários. Aos dois grupos seguintes foi pedido que escrevessem em seus blogs sobre qualquer coisa que impressionasse sua fantasia adolescente; de novo, os membros de um desses dois grupos tiveram de abrir suas postagens a comentários.

Os quatro grupos receberam a recomendação de escrever em seus blogs ao menos duas vezes por semana. Como controle, solicitou-se dos dois últimos grupos que ou mantivessem um diário impresso à moda antiga ou não fizessem absolutamente nada.

As contribuições aos blogs foram examinadas por quatro sociólogos para determinar o estado social e emocional dos autores. Em todos os grupos, a maior melhoria de ânimo ocorreu entre os blogueiros que escreveram sobre seus problemas e permitiram os comentários.

Curiosamente, os comentadores nos blogs foram cooperativos em sua imensa maioria. "O único tipo de surpresa que tivemos foi que quase todos os comentários feitos por leitores foram muito positivos e construtivos, tentando oferecer apoio aos blogueiros angustiados", afirmou Barak.

As descobertas podem se sustentar no mundo virtual real também. "Eu decididamente escrevo postagens em que falo sobre ser oprimida, e isso me ajuda a relaxar", disse Royar Loflin, uma blogueira de 17 anos de Norfolk, Virginia, que não participou do estudo. Embora seu blog, My Life as a Young Southern Prep, trate de tudo, de moda a críticas de livros, Royar também escreve sobre o stress de se preparar para a faculdade.

"As pessoas escrevem nos comentários 'Eu me lembro de quanto estava na sua situação' e 'Não se preocupe, você vai passar nos exames!', e é maravilhoso", disse ela. "Realmente ajuda colocar tudo em perspectiva."

Fonte estadão

Pesquisa com 11 atletas confirma a ação anti-inflamatória das massagens

Estudo mostra que terapias de manipulação são capazes de reabilitar músculos lesionados

A massagem tem uma ação muito parecida com a dos tradicionais anti-inflamatórios e é eficaz na reabilitação de músculos que sofreram lesões. É o que mostra um estudo divulgado nesta quarta-feira, 1, pela revista Science Translational Medicine.

Trabalhos anteriores comprovavam os efeitos práticos da massagem, mas nenhum desvendava as complexas reações bioquímicas que explicam por que ela funciona. “Há consenso de que massagem produz bem-estar”, afirma Simon Melov, do Instituto Buck, nos Estados Unidos. “Agora, temos base científica para explicar como ela atua.”

Normalmente, o esforço físico produz lesões nas fibras dos músculos que levam à processos inflamatórios. Os cientistas descobriram que a massagem estimula a produção de sinais químicos que diminuem a inflamação, de um modo análogo à atuação de vários fármacos.

Ao mesmo tempo, a massagem estimula a geração de mitocôndrias, pequenas estruturas que funcionam como verdadeiras usinas de energia dentro da célula. Desta forma, a prática também contribui para acelerar a reconstrução de tecidos musculo-esqueléticos afetados por exercícios físicos ou doenças.

Segundo o estudo, bastariam 10 minutos de massagem para produzir um efeito benéfico perceptível.

“Os benefícios da massagem podem ser úteis para um amplo grupo de indivíduos que inclui idosos, pessoas que sofrem de lesões músculo-esqueléticas e pacientes com doença inflamatória crônica”, pondera Mark Tarnopolsky, principal autor do estudo e cientista do Departamento de Pediatria e Medicina da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá. “Esse estudo fornece evidências científicas confiáveis de que terapias de manipulação, como a massagem, podem ser integradas com sucesso à prática médica.”

O experimento também derrubou uma crença muito difundida: a de que a massagem diminuiria a dor por ajudar a eliminar substâncias como o ácido lático, que causam incômodo depois do esforço físico. “Apesar de não ter efeito sobre os metabólitos musculares (como o ácido lático), a massagem diminui a produção do fator inflamatório, mitigando o estresse celular da fibra muscular”, aponta o artigo, que contou com a participação de 11 atletas voluntários.

O mesmo texto recorda que terapias complementares, como a própria massagem, a acupuntura e a quiropraxia se tornam cada vez mais comuns no cotidiano das pessoas, especialmente como formas de diminuir a dor. Daí a necessidade de estudos que determinem a razão da sua eficácia.

Na prática. O fisioterapeuta Ricardo Luchetti utiliza a massagem e a quiropraxia para tratar pessoas com dores há mais de 20 anos. Sua especialidade são as dores na coluna.

Ele ficou contente ao saber que o estudo comprova a eficácia do seu trabalho. “De fato, é bastante evidente o efeito da massagem na diminuição do processo inflamatório”, aponta Luchetti.

Só nos Estados Unidos, 18 milhões de pessoas recorrem a massagistas todos os anos.

Fonte Estadão

Governo vai repassar verbas para criação de leitos hospitalares destinados a viciados em drogas

Plano prevê criação de 3.508 leitos; atualmente rede pública possui 1.600 vagas

O Ministério da Saúde publicou portaria com as regras para o repasse de verba extra para a criação de 3.508 leitos em enfermarias especializadas no atendimento de dependentes químicos, como viciados em crack, álcool e outras drogas.

De acordo com as regras publicadas no Diário Oficial da União, o incentivo financeiro aos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) varia de R$ 18 mil a R$ 99 mil, dependendo do número de leitos especializados. O hospital com até cinco leitos vai receber, por exemplo, R$ 18 mil. As unidades com até 30 leitos, a quantia sobe para R$ 99 mil. Os recursos são para adequar a estrutura física, comprar equipamentos e capacitar pessoal.

Nos sete primeiros dias de internação, os hospitais vão receber diária de R$ 300. De oito a 15 dias, o repasse passa para R$ 100. A partir do 16º dia de internação, a diária cai para R$ 57, valor que é pago atualmente pelo ministério independentemente do tempo de internação do paciente. As enfermarias especializadas são indicadas para o tratamento dos casos mais graves de pacientes com transtorno mental ou de dependentes crônicos de drogas.

No total, o ministério prevê gastos de R$ 670 milhões com os novos leitos. A iniciativa integra o plano de combate ao crack, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em dezembro do ano passado. Atualmente, a rede pública tem 1.600 vagas em enfermarias especializadas.

Fonte Estadão