Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 10 de março de 2012

Adolescentes que dormem menos podem se dar melhor na escola, sugere estudo

O quanto se deve dormir? Popularmente todos têm uma resposta na ponta da língua. Aproximadamente oito horas. Mas nos últimos tempos pesquisadores têm cada vez menos fechando concenso sobre essa questão. Um estudo recente, por exemplo, feito por pesquisadores americanos mostrou que entre os 16 e os 18 anos um período de sete horas de sono noturno pode melhorar o desempenho acadêmico.

A pesquisa, feita pela Brigham Young University, comparou dois grupos de adolescentes que dormiam entre sete e novo horas diariamente e chegou a conclusão que dormir menos deixava os indivíduos desse grupo mais “ativos” intelectualmente.

“Não estamos falando em privação do sono, mas há uma otimização dos resultados acadêmicos naqueles com sono noturno de no máximo sete horas”, aponta Eric Eide, um dos pesquisadores envolvidos em uma série de estudos que procuram saber o impacto da duração do sono noturno na saúde e no desempenho em tarefas escolares.

Há uma série de parâmetros que dizem que é preciso deixar os adolescentes dormirem o quanto quiserem nessa idade. Mas o sono, apontam os pesquisadores, não é algo similar a uma dieta, onde você determina um padrão e tem resultados exatos.

Para testar a hipótese – publicada no periódico The Eastern Economics Journal – de que deveria haver um limite de horas dormidas pelos adolescentes, os pesquisadores analisaram os dados de mais de 1,7 mil alunos em escolas primárias e secundárias.

Eles então observaram os índices acadêmicos de acordo com a variação na quantidade de horas dormidas. E mais horas de sono não necessariamente levava a um melhor desempenho em atividades intelectuais.

Os resultados iniciais da série de pesquisas apontou que entre 10 e 12 anos os adolescentes realmente devem dormir entre nove e nove horas e meia. A partir dos 12 anos até os 16, uma hora a menos (entre oito e oito horas e meia) levava a melhor desempenho acadêmicos. E a partir dos 16 anos, dormir em torno de sete horas tinha relações com melhores notas na escola.

“Não estamos dizendo que adolescentes têm pior desempenho porque dormem em excesso. Nem que se você acordar seu filho após cinco horas de sono isso vai fazê-lo o melhor aluno da classe. Estamos indicando que sete horas de sono de qualidade durante a noite já pode ser o suficiente e que dormir um pouco mais pode fazê-los demorar mais tempo para acordar e, talvez, não conseguirem acompanhar com a atenção devida o que lhes é ensinado pela manhã. Outra hipótese é que esses adolescentes que dormem mais pela manhã podem ir para cama mais tarde e diminuem o sono noturno que, como se sabe é a única maneira do cérebro produzir certos neurotransmissores que o faz trabalhar melhor durante o dia”, dizem os autores que trabalham em novos estudos para determinar a razão dessa discrepância entre os alunos que dormiam menos e aqueles com uma hora – ou mais – de sono.

Fonte O que eu tenho

Relacionamentos podem ser abalados pela piora na saúde mental

Os resultados mostraram que o nível de ansiedade ou depressão de um indivíduo tinham relação com as próprias insatisfações com o casamento, e também se refletiam no cônjuge. Quanto maior o nível de ansiedade e depressão em um dos parceiros, mais insatisfeitas as pessoas se mostravam.

Outro dado interessante foi que a depressão, mais do que a ansiedade, se mostrou um fator negativo no relacionamento. As evidências mostraram que viver ao lado de uma pessoa depressiva, deixava os parceiros com uma maior sensação de estarem sobrecarregados. Além disso, as pessoas que conviviam com parceiros depressivos demonstravam uma grande irritação em conviver com os sintomas da doença. “Ao que parece os parceiros não achavam que o ‘peso’ da ansiedade eram tão grandes, até mesmo desassociando o fator relativo da doença da insatisfação com o relacionamento”, diz Mark Whisman, um dos autores.

Relacionamentos complicados
Maria Olímpia Jabour Saikali, especialista em terapia familiar e de casal, diz que muitas vezes as pessoas ansiosas são mais fáceis de conviver, comparadas aos indivíduos depressivos. “A pessoa ansiosa, sem transtornos correlacionados como a fobia, parece ser mais ‘produtiva’ que a depressiva, pois continuam a desenvolver projetos de vida. Aqueles que sofrem de depressão normalmente transparecem pensamentos mais mórbidos, um humor baixo, e em casos extremos podem deixar a higiene pessoal em segundo plano, ou seja, trazem para o ambiente familiar um esgotamento psicológico mais sensível”, diz.

Para Maria Olímpia, “os cônjuges acham que é falta de vontade, do parceiro depressivo, em se aplicar mais para resolver os problemas. Isso vai gerando uma sensação de repúdio e de repreensão, que pode acabar com o casamento, se não for identificado e tratado corretamente.” O ideal nesses casos, é que o acompanhamento seja feito com os dois lados (ou mais, no caso de filhos). “É preciso uma postura reflexiva por parte dos envolvidos, para compreender o que está acontecendo”, diz.

A especialista também aponta que muitas vezes o diagnóstico de depressão pode ser confundido com o transtorno bipolar, que também traz grandes problemas para os relacionamentos do casal e familiares. “Os transtornos de impulso são gravíssimos e muitas vezes se traduz em comportamentos sexuais promíscuos. A pessoa afetada por esse tipo de transtorno pode desenvolver uma sensação de desprezo e compensar com casos extraconjugais. Nesse ponto a internet potencializa esses comportamentos, facilitando a busca de outros parceiros e levando a pessoa com o transtorno a deixar, aos poucos, cônjuge em segundo plano”, diz Maria Olímpia.

As pessoas atingidas por esse tipo de transtorno não se dão conta que na maioria das vezes esses comportamentos podem ser sintomas de quadros gravíssimos de transtornos mentais, e não só problemas rotineiros do casamento.

Outro dado salientado no estudo americano também mostrou que não há diferenças de gênero quanto ao nível de insatisfação no relacionamento, quando o assunto é saúde mental. Tanto maridos como esposas se mostraram igualmente insatisfeitos quando em contato com um parceiro com os transtornos descritos.

Observar e prevenir
Além da depressão e ansiedade, outros quadros de transtornos mentais podem ser prejudiciais à família e ao casamento. O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) pode, no início, não parecer tão prejudicial. Algumas famílias podem até conviver, por um bom tempo, com pessoas extremamente organizadas e metódicas, que podem sofrer de TOC, e achar que isso é apenas uma característica pessoal.

“O TOC parece fácil de conviver: a casa está sempre limpa, os objetos nos mesmos lugares, o armário extremamente organizado. A família até nota um excesso, mas acha que isso é estável, que sempre vai ser assim. Acham até confortável. Mas o transtorno pode evoluir, e o indivíduo e a família sofrem juntas”, aponta Maria Olímpia.

“Nossa pesquisa mostra como é importante avaliar a saúde mental de ambos os parceiros quando há algum tipo de insatisfação no casamento”, diz Whisman. “Procurar ajuda quando os problemas começam, pode prevenir futuros transtornos no casamento.”

“Um postura importante é não procurar um profissional apenas em casos extremos, quando a separação parece inevitável. O tratamento para transtornos mentais não pode ser somente emergencial, quando há alguma urgência. Seria interessante haver um acompanhamento nos primeiros sinais de desestabilização da união” finaliza a Maria Olímpia.

Fonte O que eu tenho

Chocolate, vinho tinto e um amor: como prevenir as doenças do coração

Ter um relacionamento saudável é bom para o coração, aponta cardiologista do Instituto de Estudos do Coração e Vasos Sanguíneos da Universidade Vanderbilt, nos EUA. Mas não é só isso: vinho tinto e chocolate meio amargo, consumidos com moderação, também previnem doenças cardíacas.

“Existem algumas teorias por trás do por que isso acontece”, explica Julie Damp. Segundo a cardiologista, alguns estudos mostram que um relacionamento – seja casamento, namoro ou união estável – proporciona melhora na estrutura da vida do casal. São atitudes como parar de fumar, passar a praticar exercícios físicos juntos ou mesmo dividir um plano de saúde. Mas, além disso, alguns estudos mostram que um relacionamento tranquilo proporciona algumas mudanças neuro hormonais que, por sua vez, têm efeitos positivos no funcionamento do corpo, inclusive do sistema cardiovascular.

“Estes hormônios variam dependendo do nível de estresse e ansiedade de cada indivíduo. Isto ainda não está comprovado, faltam evidências suficientes para afirmarmos com certeza, mas a ideia é que estar em um relacionamento proporciona sensações positivas que podem proteger a saúde do seu coração. Em contrapartida, também já foi apontado em estudos que um relacionamento conturbado aumenta os riscos para doença da artéria coronária”, diz.

E, para acompanhar o clima de romance, que tal chocolate amargo e vinho tinto? No artigo, publicado no site do Instituto, a cardiologista destaca o pode antioxidante de ambos.

“O chocolate amargo contém flavonóides, que são antioxidantes. Os antioxidantes são benéficos para vários sistemas do corpo, inclusive o cardiovascular. No caso do chocolate, a alta concentração de cacau na versão amargo parece ser a responsável por isto. Os flavonóides também estão presentes no vinho tinto e estudos mostram que o consumo moderado – que seria uma dose por dia para a mulher e uma ou duas para o homem – está associada com baixos índices de eventos cardiovasculares, como o ataque cardíaco”, explica Damp.

No entanto, ela pede cautela. “Apesar destes achados, mais estudos são necessários para mostrar exatamente o tipo de chocolate mais benéfico e a quantidade ideal. Também são necessárias mais evidências antes de encorajar pessoas não acostumadas a beber a começar a beber todos os dias. Existe sim um potencial efeito negativo à saúde relacionado ao consumo prolongado de bebida alcoólica e os flavonóides encontrados no vinho tinto podem ser encontrados em outros alimentos e bebidas, como o suco de uva”, diz a cardiologista. “A mensagem aqui é que com moderação, e em conjunto com um plano de exercícios, todas estas coisas diminuem o risco cardiovascular”, finaliza

Fonte O que eu tenho

Mensagens de texto via celular podem levar à diminuição de vocabulário

Um estudo que procurou saber os efeitos do uso constante do SMS – mensagens de texto via celular – na linguagem escrita demonstrou que esse hábito pode modificar a forma de interpretar algumas palavras.

A pesquisa, conduzida por Joan Lee, da Universidade de Calgary, no Canadá, também revelou que as pessoas que usam muito texto via celular e com poucos hábitos de leitura têm maior reticência em adotar palavras novas em seu vocabulário cotidiano. Em compensação, os indivíduos que liam mais livros, revistas e jornais, mesmo com a limitação observada pela pesquisa, não demonstravam esse problema.

Lee partiu da observação da resposta de diversos entrevistados para um jogo com palavras onde eles classificavam o que lhes era mostrado como palavras “reais” ou “inventadas”.

De acordo com as pesquisadora, os indivíduos que afirmavam usar muito SMS e que não tinham hábito de leitura não somente eram mais restritos à palavras menos usadas no cotidiano, mas também tinham grande reticência de aceitar que elas eram reais mesmo após a indicação dos pesquisadores para o fato.

“Nossa hipótese é que o hábito de se comunicar por texto via celular faz com que as pessoas se sintam propensas a enxugar o número de palavras para se comunicar de forma mais rápida. Quando se deparam com palavras desconhecidas, eles simplesmente rejeitam a possibilidade daquela palavra existir”, afirma Lee.

Para a pesquisadora, a leitura de livros e revistas, por exemplo, expõem as pessoas ao uso criativo da linguagem. O SMS ao contrário, restringe em muito a linguagem, principalmente quando o grupo no qual ela está inserida também tem essa tendência de rejeição à novos termos. “A leitura encoraja a flexibilidade da linguagem e a tolerância para aprender novas palavras, algo que é importante durante toda a vida. Isso ajuda os leitores a desenvolverem habilidades que os favorece na hora de interpretar e gerar novos significados na sua linguagem coloquial”, diz.

Outro problema, diz a pesquisadora, é que as mensagens de texto via celular abusam dos termos abreviados, o que pode causar uma substituição gradual das palavras originais. O “textismo” – termo cunhado para descrever o hábito de usar mensagens de texto – também impede que os indivíduos desenvolvam as habilidades de conseguir cadenciar o texto que escrevem, já que a pontuação tem outra lógica para eles também, finaliza a pesquisadora

Fonte O que eu tenho

Salto alto pode causar problemas de coluna e articulações

Sempre presentes no guarda-roupa feminino, os sapatos de salto alto fazem parte da rotina feminina há décadas. Muitas mulheres justificam que, depois de tanto tempo de uso, o corpo se acostuma ao salto alto e não sentem nenhuma dor. Mas a fisiatra Christina May de Brito, alerta que o uso contínuo do salto alto pode trazer sérios problemas para a coluna e articulações.

“Quando se usa sapatos de salto alto, a mulher força a coluna e muda o eixo de gravidade para frente, diminuindo a base de apoio para os dedos dos pés – o chamado antepé formado pelo conjunto de ossos do metatarso –o que pode causar o encurtamento nos músculos da panturrilha (batata da perna) e da cadeia lombar (nas costas)”, diz a especialista que é coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês.

Com o tempo também podem surgir problemas no joelho, causados pela ação de frear para manter o equilíbrio, e quadril, que afetam a marcha (o ritmo do andar) podendo gerar desequilíbrio e causando quedas. “Os riscos de entorse usando o salto são muito maiores. O tornozelo sofre bastante e pode até mesmo haver problemas mais graves”, aponta Christina.

Belas pernas, mas o pé…
E para as mulheres que acham que o salto as deixa mais bonitas que qualquer outro sapato, é bom lembrar: para toda vantagem há uma desvantatem. O salto alto favorece o aparecimento do “hallux vagus” que, apesar do nome sofisticado, não é nada além do famoso joanete, uma protuberância que pode alterar o posicionamento os dedos nas extremidades (dedão ou dedinho) levando à uma deformação no pé.

“No longo prazo o salto alto também favorece o aparecimento da artrite. Isso sem contar os problemas musculares na perna”, aponta a fisiatra.

Alternar tamanho do salto e fazer alongamentos ajuda
Mas não ache que é preciso jogar fora todos os sapatos de salto ou usá-los com sentimento de culpa. O segredo para tudo está no equilíbrio – não sobre os saltos, mas no uso deles.

“A primeira coisa é diminuir ao máximo o uso de saltos com mais de quatro centímetros de altura. Até essa altura, o risco de problemas de coluna é menor. É importante também alternar o uso de sapatos “rasteiros” e confortáveis para não acostumar a musculatura”, esclarece Christina, que recomenda também exercícios de alongamentos para a musculatura voltar à sua normalidade no final do dia, além de aliviar as dores nos pés.

Fonte O que eu tenho