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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Para não ficar gripado no inverno, vitamina D

Suplementos de vitamina D podem ajudar a combater
as infecções virais do inverno
É o que sugerem em um novo estudo pesquisadores da Unversidade de Cantabria, na Espanha. Segundo a pesquisa, publicada no periódico Journal of Leukocyte Biology, suplementos de vitamina D podem ajudar a combater as infeções virais no inverno.

Para chegarem a estas conclusões os pesquisadores compararam as alterações dos níveis de vitamina D – presentes nos peixes e em leites fortificados – no sangue de três grupos de indivíduos saudáveis: um grupo composto por jovens entre 20 e 30 anos de idade; o segundo por participantes dos 31 aos 59 anos de idade; e o terceiro que incluiu idosos, com idades entre 60 e os 86 anos.

Os investigadores verificaram que os níveis de vitamina D, que pode ser consumida na forma de cápsulas de óleo de peixe, diminuem com a idade e que a insuficiência desta vitamina está associada à uma deficiência na resposta imunitária que protege nosso organismo dos vírus – uma explicação possível para o aumento dos casos de infecções virais durante o período de outono e inverno, quando os dias são mais curtos e a luz solar é mais fraca.

“Existem vários estudos que mostram que a manutenção de níveis adequados de vitamina D é benéfica para a saúde. O nosso estudo reforça exatamente isto e sugere que os suplementos de vitamina D deveriam ser considerados uma das muitas ferramentas que podem ajudar as terapias convencionais”, concluem os autores.

Fonte O que eu tenho

Multitasking não é sinômimo de produtividade, aponta pesquisa

Você trabalha, ouve música, posta em redes sociais e ainda vê vídeos na internet. O chamado multitasking parecer ser uma das maiores competências que uma pessoa pode ter hoje em dia. Mas os resultados de uma pesquisa recente põem em xeque a ideia geral de que o multitasking é sinônimo de profissonal produtivo.

De acordo com o estudo – que dá um banho de água fria na expectativa da maioria das pessoas – ninguém é realmente bom quando o assunto é fazer várias coisas ao mesmo tempo. Entretanto o que acontece é que o multitasking deixa as pessoas mais felizes e isso faz com que elas se iludam que estão produzindo mais.

A pesquisa acompanhou estudantes universitários durante 28 dias que foram monitorados para suas atividades em frente ao computador e fora deles. A conclusão foi que fazer várias coisas ao mesmo tempo aumentava a motivação desses estudantes, mas não sem comprometer as funções cognitivas. O nível de assimilação durante os estudos, por exemplo, caía bastante, apesar deles passarem mais tempo nesse tipo de atividade.

“Há um mito sobre como pessoas multitasking são mais produtivas”, explica Zheng Wang, principal autor do estudo conduzido na Universidade Estadual de Ohio, nos EUA. “Mas o que ocorre é uma confusão entre os sentimentos positivos associados com as múltiplas ações. A produtividade não é maior, apenas a satisfação com o trabalho é que melhora”.

Em um dos testes, por exemplo, os estudantes eram convidados a estudar em um ambiente onde também podiam ver TV. “Eles se sentiram mais satisfeitos, pois sentiam que estavam estudando e se divertindo. Mas a combinação de ações não levou a uma melhor assimilação das duas atividades. Eles não só esquecerem detalhes do que estavam assistindo como também não se concentraram nos estudos.”

O estudo – a ser publicado no periódico Journal of Communication – também fez diversos outros testes concorrentes, como estudar e ler paralelamente à atividades na internet, jogos online, escrever SMS e assistir vídeos. Um dos testes também envolvia mandar torpedos de texto em horários que os estudantes afirmavam estar mais compenetrados (ou seja, interromper atividades de concentração).

“Nós observamos também uma espécie de moto-contínuo: pessoas que realizavam atividades paralelas diziam sentir falta delas quando interrompiam – mesmo por um único dia – essas atividades. Com o tempo elas fazem cada vez mais coisas paralelamente e se sentem muito bem com isso, o que não tem relação com um aumento da produtividade acadêmica ou profissional, por exemplo”, diz o pesquisador.

“Fazer muitas coisas ao mesmo tempo traz consigo uma grande motivação emocional e isso talvez tenha a ver também com o fato das pessoas terem uma impressão positiva sobre você, afinal você parece ser produtivo , mas no final isso é apenas uma imagem que as pessoas fazem. Focar em algo continua sendo uma forma de fazer uma atividade de forma mais eficaz”, finaliza Wang.

Fonte O que eu tenho

Obesidade: avaliação psicológica é importante antes de cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica, também conhecida como redução de estômago, é um procedimento cada vez mais popular para a reversão de obesidade, especialmente quando o problema já atingiu níveis críticos, como no caso dos obesos mórbidos.

Entretanto muitas pessoas encaram esse tipo de procedimento cirúrgico como algo “mágico”, ou seja, que apenas reduzir o estômago é o suficiente para diminuir radicalmente o excesso de gordura corporal. Não se engane: o procedimento só tem resultados positivos caso haja comprometimento do paciente com novos padrões de consumo alimentar. Afinal, diminuir o estômago é só parte de um tratamento amplo para um problema muito complexo.

“Para aqueles que precisam da cirurgia para conseguir emagrecer adequadamente em um tempo menor do que um indivíduo mais saudável, é preciso entender que a gordura acumulada durante anos não irá sumir de um dia para o outro”, explica a psicóloga Isabel Paegle, que atua em avaliações psicológicas dos pacientes do do Hospital CECMI, especializado em cirurgias deste tipo.

“O acompanhamento psicológico antes e após o procedimento é fundamental para a preparação e aceitação do indivíduo às mudanças de hábitos e estilo de vida”, completa Isabel.

Avaliação antes e depois da cirurgia
Durante o processo de avaliação anterior à cirurgia bariátrica, o trabalho do psicólogo é identificar parte das causas ou gatilhos envolvidos com o comportamento alimentar exagerado ou compulsivo. “Os indícios de transtornos que precisam de maior atenção são aqueles relativos aos transtornos alimentares como a bulimia nervosa, o binge, a compulsão e a síndrome do comer noturno”, aponta a psicóloga.

Além desses, os transtornos ansiosos, depressivos e do humor (como a bipolaridade) também devem ser observados, pois podem estar associados a uma alimentação fora do padrão.

“Às vezes o paciente não desenvolveu nenhum desses trantornos, mas já tem traços – ou seja um maior risco de desenvolvê-los – e isso nos traz uma outra questão: após a cirurgia eles podem aflorar de vez. Por isso, ter este histórico do paciente e estar alerta para um possível transtorno é importantíssimo”, diz Isabel.

Sem avaliação psicológica o risco de morte pode aumentar
A preocupação da psicóloga é baseada nos riscos reais dos pacientes. Afinal, após uma cirurgia desse porte, passa-se meses readequando o tipo de alimentação. Para se ter uma ideia, no primeiro mês após a cirurgia os pacientes se alimentam exclusivamente de comidas na forma líquida, em pouquíssima quantidade.

“Estes indivíduos podem se desestabilizar e transtornos ansiosos ou a bipolaridade podem aflorar de forma intensa. Caso isso ocorra e o paciente recém-operado tenha um acesso de alimentação compulsiva os riscos são gravíssimos. Pode haver uma fístula – rompimento do orgão operado – resultando em morte”, alerta a psicóloga.

Foi isso o que ocorreu, por exemplo, com o colunável Chiquinho Scarpa, em 2009. A ingestão descontrolada de suco de fruta o levou à UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Por isso é importante o acompanhamento pós-cirúrico também. Para que esse tipo de risco seja mitigado.Além disso o apoio familiar é fundamental para motivar quem se submete ao procedimento”, observa a especialista.

Pacientes com balão intragástrico também são avaliados
Para os pacientes com obesidade moderada, uma outra opção à cirurgia bariátrica é a utilização do balão intragástrico (que não necessita de cirurgia). Menos invasiva, a utilização desse tipo de procedimento também necessita de readaptações no padrão alimentar após a cirurgia.

Isso se dá principalmente pelo fato de que, após a retirada do balão, e sem alterações no estômago, os pacientes podem voltar a engordar rapidamente caso algum transtorno mental que não foi controlado ou resolvido aflore novamente.

“Pessoas acima do peso, e principalmente os obesos em todos os níveis, precisam de acompanhamento psicológico pois essa condição é, naturalmente, acompanhada de muitos traumas. Há o isolamento social, desgaste psicológico causado por bulliyng, grande insatisfação com o próprio corpo e baixa auto-estima”, pontua Isabel.

“Por tudo isso, essas cirurgias são apenas parte do tratamento do problema, que deve ser visto de forma global e multidisciplinar. E nesses casos a máxima ‘mente sã em corpo são’ não poderia ser mais correta”, finaliza.

Fonte O que eu tenho

Quem dorme mais emagrece mais

Em um novo estudo, pesquisadores americanos apontam que não basta apenas dormir bem, mas dormir mais, pelo menos quando o assunto é emagrecer. Segundo a pesquisa, dormir mais de nove horas por noite pode neutralizar a influência de fatores genéticos relacionados ao ganho de peso.

O estudo envolveu mais de mil irmãos gêmeos, para examinar se a duração do sono modifica as influências genéticas e ambientais sobre o índice de massa corporal (IMC). Os resultados, divulgados no periódico Sleep, mostraram que aqueles que dormiam menos de sete horas por noite tinham uma influência genética de 70% na variação do IMC. As influências genéticas estão relacionadas diretamente com o metabolismo da glicose, o consumo de energia, armazenamento de ácidos graxos e sensação de saciedade. Já entre os irmãos que dormiam mais de nove horas, esse número não ultrapassou 32%.

“Os resultados sugerem que um sono mais curto fornece um ambiente mais permissivo para os genes da obesidade”, afirma Nathaniel Watson, da Universidade de Washington e principal autor do estudo.

Para Watson, os resultados preliminares ainda necessitam de maior aprofundamento, mas para aqueles que estão precisando perder peso, deve ser uma boa ideia começar a adotar a rotina de sono prolongado.

Fonte O que eu tenho

Piscina é aliada de quem tem pressa em perder peso

A natação é alternativa poderosa para quem busca entrar em forma e perder calorias

É cada vez maior a escolha da natação por pessoas interessadas em perder peso, sejam elas indivíduos um pouco acima do peso, obesas, ou ainda atletas que buscam atingir um melhor rendimento no esporte. São vários os benefícios de quem opta pela modalidade, principalmente quando se está fora de forma. Dois desses benefícios são o baixo impacto nas articulações e a melhora do processo cardiorrespiratório. De olho nesse mercado, que não envolve só estética, mas também saúde, treinadores e academias desenvolvem programas para atender e dinamizar a busca pela boa forma física, uma saída muito mais inteligente do que as dietas milagrosas que surgem em cada estação do ano.

Não existem milagres quando o objetivo é perder peso. A regra é clara: para emagrecer, o consumo de calorias tem de ser inferior ao que o organismo gasta. Na luta para equilibrar essa balança, as pessoas recorrem ao esporte. Mas sempre é difícil e, muitas vezes doloroso, optar por esportes de maior impacto, como corrida e artes marciais. Existe uma chance muito grande de a pessoa não resistir às dores iniciais. Na natação, ao contrário, a pessoa consegue suportar mais o desgaste e vê resultados rápidos, queimando mais calorias do que outros exercícios de baixo impacto, como a caminhada , disse a fisiologista Valéria Scornaienchi.

Para haver uma queima de gordura eficiente em qualquer atividade física, é importante que esta seja praticada com regularidade. As intervenções mais severas nem sempre são as mais eficientes em médio prazo, é o famoso efeito sanfona. O recomendado é que a pessoa perca o peso gradualmente , afirmou Scornaienchi. É importante que a pessoa sinta prazer em nadar, e não que aquilo seja um sacrifício momentâneo. Para o American College of Sports, uma pessoa saudável é a que gasta entre 1.000 e 1.500 kcal por semana com a prática esportiva. O exercício pode consumir entre 300 e 500 kcal por dia.

Na luta contra a balança, o esporte é apenas uma das armas. De nada adianta se matar na academia e manter os mesmos hábitos alimentares. A soma desses dois fatores é preponderante para um resultado eficaz e duradouro. É importante que a pessoa não sinta fome. Alguns estudos mostram que ter um número constante de refeições diárias, sem modificações bruscas, também torna o organismo mais apto a oxidar gorduras e gastar energia adequadamente. Existe a constatação de que, ao pularmos refeições ou não mantermos os horários fixos delas, o organismo se adapta no sentido de economizar energia , falou Sandra Maria Lima Ribeiro, nutricionista esportiva.

Estratégias de nado
Para o preparador físico Rodrigo Taddei, da Limiar Assessoria, algumas estratégias são capazes de aumentar a queima de gordura com a natação: 

- Aumentar a intensidade. Ex.: treino intervalado com intensidade mais alta (no limite máximo do limiar aeróbico). 

- Variar os treinos. Assim, o organismo não se acostuma ou acomoda, com isso, o gasto calórico sempre será mais elevado. 

- Utilizar equipamentos que aumentam o trabalho muscular, gerando um crescimento do gasto calórico, como os palmares e nadadeiras.

Segundo Taddei, esses métodos combinados podem fazer com que haja um aumento de 37% na queima de gordura, se comparados a um treino contínuo, de intensidade moderada e sem variação. Juntando essas dicas a um treino regular, certamente haverá um aumento no gasto calórico e, conseqüentemente, maior queima de gordura , falou Taddei.

Treino poderoso
Com base nas pesquisas para dinamizar o gasto calórico durante o treino de natação, o preparador físico Rodrigo Taddei montou um treino exemplificado, que pode ser praticado três vezes por semana, com uma duração média de uma hora. Um treino normal, de uma pessoa de 70 kg, pode gerar um gasto calórico médio de 600 kcal /h. O nado borboleta é o que promove maior gasto calórico, uma média de 770 kcal /h. Enquanto os nados costas, peito e de crawl se equivalem mais, ficando entre 560 a 630 kcal/h. O modelo abaixo, segundo Taddei, pode aumentar esses números em até 37 %.

Treino 1
600 metros Crawl
200 metros de perna 10 vezes 50 metros Crawl forte com 30 segundos de intervalo entre as séries
600 metros de braço com respiração 3x1
200 metros solto (vários estilos)

Treino 2
4 vezes 150 metros Crawl e 50 metros de perna
4 vezes 100 metros Medley
4 vezes 200 metros braço forte com 45 segundos de intervalo (alternar com e sem palmar)
300 metros Crawl solto

Treino 3
500 metros Crawl
4 vezes 100 metros Crawl forte com 30 segundos de intervalo
400 metros de braço 4 vezes
100 metros de Crawl forte com 30 segundos de intervalo
400 metros de braço com palmar
100 metros solto


Fonte Minha Vida