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terça-feira, 22 de maio de 2012

Portugal: Avastin: Falta de ensaios impede pedido de autorização para uso oftalmológico - Roche

A Roche esclareceu  que não solicitou Autorização de Introdução no Mercado (AIM) do Avastin para uso oftalmológico porque esta pressupõe ensaios clínicos que não foram feitos e desaconselhou o uso deste fármaco além das suas indicações oncológicas.

Tavares de Castro, oncologista e diretor de assuntos corporativos da Roche, reagiu desta forma à afirmação do bastonário da Ordem dos Médicos que hoje disse que só os interesses comerciais das farmacêuticas justificam que o medicamento Avastin continue sem aprovação para uso oftalmológico.

"Não tem aprovação porque o laboratório não quer submeter [o Avastin] a essa aprovação, por uma questão de interesse comercial, prefere vender o medicamento mais caro do que vender o mais barato", declarou à Lusa José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos.

Fonte Destak

Venezuela: Rede de farmácias populares vai oferecer medicamentos a baixos preços

O governo venezuelano criou a Rede Pública de Farmácias (Farmapátria), uma iniciativa que pretender garantir o acesso a medicamentos a baixos preços, anunciou o ministro do Poder Popular para a Alimentação, Carlos Osório.

Segundo o responsável, em cooperação com Câmara Venezuelana de Medicamentos e a Câmara de Industriais da Farmácia, estão a ser acondicionados e equipados 172 estabelecimentos que vão fazer parte da rede Farmapátria em 23 Estados do país.

Os primeiros estabelecimentos de Farmapátria vão estar situados no Distrito Capital e nos vizinhos estados de Miranda e Vargas.

Fonte Destak portugal

Hanseníase tem cura e tratamento gratuito

Agenda da Anvisa mostra lobby de parlamentares em favor de indústrias

Somente em 2011, 140 audiências foram pedidas por deputados e senadores com o diretor-presidente e a cúpula da entidade para discutir questões sobre empresas farmacêuticas, de alimentos e laboratórios

Empresas farmacêuticas, laboratórios químicos e a indústria de alimentos usam políticos para tentar pressionar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na defesa de seus interesses. Um levantamento da própria agência reguladora constatou que, em 2011, 140 audiências foram pedidas por deputados, senadores e governadores com o diretor-presidente Dirceu Barbano a cúpula da entidade. A maioria pedia uma intervenção para defender a liberação da produção ou comercialização de um produto.

O lobby veio à tona com o escândalo relacionado ao senador Demóstenes Torres. Em 21 de setembro de 2011, ele agendou uma reunião com Barbano e informou que o tema a ser tratado seria próstata. Na noite anterior, mudou a agenda e informou que falaria sobre o laboratório Vitapan. Mais tarde foi revelado que essa empresa pertencia ao empresário Carlos Cachoeira.

A Anvisa possui um procedimento rígido para receber empresas que tenham processos em andamento e afirma que apresentará todos os dados sobre o caso da Vitapan. Os representantes são recebidos por técnicos em salas onde as conversas são gravadas. Uma minuta do encontro é produzida e todos assinam.

A direção, porém, tem um procedimento mais flexível, ainda que uma minuta também seja feita. A direção admite que não costuma recusar o pedido de audiência de um parlamentar, em respeito ao Legislativo.

Demóstenes, por exemplo, não seria o único parlamentar naquele dia a visitar Barbano. Às 8h30, o diretor-presidente teria uma reunião com o deputado Federal e vice-líder do governo na Câmara, Odair Cunha (PT-MG) para falara de “registro de medicamentos”. O encontro, segundo a agenda, teria a participação ainda de um “sr. Fernando”.

Na agenda de Barbano para 10 de agosto aparece uma reunião com o senador Paulo Davin. “Pauta: Registro Olanzapina.nuplan”, diz a agenda. No dia 6 de setembro, outro caso. “Reunião com deputado Gabriel Guimarães - Pauta: Processos da Empresa JHS Laboratório Químico Ltda e Empresa Sex Fred Indústria e Comércio de Artefatos de Borracha Ltda”, afirma a agenda.

Dois dias depois, outro encontro com um deputado acompanhado por uma empresa: “Reunião com deputado Mauro Rubens e Eribaldo Egidio, da Associação dos Laboratórios Nacionais e do Laboratório Equiplex”. A última informação que consta nos arquivos da agência é a de que dois dos medicamentos tratados no encontro tiveram o pedido de registro arquivado e um deles, indeferido.

Já o senador Benedito de Lira foi até a Anvisa falar do Lifal, o Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas S.A. O também senador Eduardo Suplicy pediu ainda reunião e foi acompanhado por Christine Jerez Telles Battistini, representante da Intemational Myeloma Foundation. Na pauta: “autorização do uso da Lenalidomida no Brasil para tratamento do Mieloma”.

A agenda ainda mostra reuniões nas quais uma verdadeira delegação de parlamentares visitou a Anvisa. Em 25 de maio de 2011, por exemplo, deputados federais do PCdoB-BA, PCdoB-MG, PDT-GO, PMDB-PB, PT-BA, PV-RJ, PR-RJ, PSB-ES e PV-SP estiveram na agência para tratar do banimento dos medicamentos inibidores de apetite.

A romaria continuou em 2012. No dia 25 de abril, os deputados Geraldo Thadeu, Manoel Salviano, Diego Andrade e Eleuses Paiva foram até agência para uma reunião com Barbano sobre “processos de interesse da empresa Farmace Indústria Químico-Farmacêutica Cearence Ltda”, como consta na agenda da Anvisa.

Inferno
Em entrevista ao Estado, Barbano admite a realização das reuniões e afirma que a pressão é grande. “Se você não recebe os caras (os parlamentares), sua vida vira um inferno”, diz. Segundo ele, se a reunião não é marcada, os parlamentares se queixam de falta de respeito com o Congresso.

De acordo com Barbano, “mais da metade” das 140 audiências em 2011 foi para atender o interesse de alguma indústria. “A maioria é de empresas do Estado dele (do parlamentar), da cidade dele. Qual é a relação dele com a empresa, não é problema meu. É um problema ético dele”, aponta.

Fonte Estadão

HC da USP ganha centro de excelência em medicina nuclear

Unidade será uma das mais modernas em pesquisa por imagem molecular do país; pesquisas trarão contribuições para áreas de oncologia, cardiologia e neuropsiquiatria

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP entregou nesta segunda-feira, 21, novas instalações do Serviço de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia (InRad-HCFMUSP). O investimento, do governo do Estado, foi de R$ 6,5 milhões.

De acordo com a Secretaria da Saúde, foram feitas obras de reforma nas áreas assistenciais, administrativas e de ensino e pesquisa. Os novos espaços permitirão atendimento com conforto e agilidade para pacientes, médicos e funcionários.

No segundo pavimento, informa a Secretaria, foi criado um dos mais modernos centros de pesquisa em imagem molecular do Brasil, composto por oito laboratórios e um biotério para armazenamento de pequenos animais.

Esta área está equipada com um novo e moderno equipamento MICRO-PET-SPECT-CT multiusuário (Projeto FINEP), para pesquisas pré-clínicas. Este equipamento, junto com os laboratórios de apoio, somados ao Cíclotron (instalado no subsolo) e ao PET-CT (instalado no térreo), com as respectivas áreas de suporte, transformam o Serviço de Medicina Nuclear do InRad - HCFMUSP num centro de excelência em Medicina Nuclear e imagem molecular, nivelado aos maiores centros internacionais, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado.

Com este novo Centro de Pesquisa, será possível, por exemplo, acompanhar os tumores em animais de laboratórios e efeitos de tratamentos experimentais em nível molecular, avaliando assim o potencial terapêutico de novas drogas em tempo real. Secretaria dis que o novo centro permitirá trazer contribuições não apenas nas áreas de oncologia, como também em outras especialidades como a cardiologia e neuropsiquiatria.

"Este novo espaço representa um importante avanço na área de pesquisa, além da garantia de melhor atendimento aos pacientes, graças à reforma nas áreas assistenciais. As pesquisas em áreas como oncologia e cardiologia são fundamentais para a saúde da população", afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

Unidade, no Instituto de Radiologia do HC, será uma das mais modernas em pesquisa por imagem

molecular do país; pesquisas trarão contribuições para áreas de oncologia, cardiologia e neuropsiquiatria.

Fonte Estadão