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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Variante genética que predispõe ao Alzheimer afeta mais as mulheres

 
Descoberta explicaria por que para cada 3 mulheres com Alzheimer, existem 2 homens afetados pela doença

O fator de risco genético mais comum para a doença de Alzheimer afeta as mulheres, mas não os homens, segundo uma pesquisa da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, Califórnia, divulgada nesta semana.

Entre as mulheres portadoras desta variante genética, o cérebro mostra mudanças características da doença neurodegenerativa antes de que qualquer sintoma se manifeste, explicam os autores do estudo, publicado na revista "Journal of Neuroscience".

Os homens e as mulheres, que herdam duas cópias – uma de cada um dos pais – da variante do gene ApoE4, correm um risco muito alto de desenvolver o Alzheimer. Mas a combinação genética ApoE4 atinge apenas 2% da população, enquanto 15% são portadores de apenas uma cópia deste gene.

Os pesquisadores demonstraram pela primeira vez a existência de uma distinção entre homens e mulheres saudáveis portadores da variante do gene ApoE4.

Neste grupo, as mulheres apresentam características do Alzheimer: alterações na atividade cerebral e altos níveis de uma proteína no líquido cefalorraquiano, que afetam a comunicação entre os neurônios.

Os homens cujos testes genéticos mostram que eles carregam apenas uma cópia do gene ApoE4 devem ser considerados com baixo risco de desenvolver Alzheimer.

A descoberta poderia explicar por que mais mulheres do que homens desenvolvem a doença, assinalou Michael Greicius, professor assistente de neurologia e diretor médico do Centro Stanford para distúrbios da memória.

Identificar as ligações entre o ApoE4 e o gênero dá lugar a novas aproximações experimentais, que permitirão entender melhor como a variante do gene ApoE4 aumenta o risco de se desenvolver o Alzheimer.

Para cada três mulheres com Alzheimer, existem dois homens afetados pela doença, disse Greicius, que dirigiu a pesquisa, baseada em imagens de ressonância magnética de 131 pessoas saudáveis com idade média de 70 anos.

Não existe cura para o Alzheimer, que afeta cerca de 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos e quase 30 milhões em todo o mundo.

Fonte iG

Novo remédio para o câncer de mama mira célula doente como um GPS

Droga, apresentada em congresso internacional, é menos tóxica e foi testada em 40 brasileiras

Quarenta brasileiras, em estágio avançado de câncer de mama “emprestaram” seus quadros clínicos para que a indústria farmacêutica elaborasse um novo medicamento contra a doença. Os resultados sobre a eficácia do novo remédio acabam de ser apresentados no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia (ASCO, sigla em inglês), que aconteceu  em Chicago, nos Estados Unidos.

As pacientes do Brasil estão entre as 991 mulheres do mundo todo que foram submetidas aos testes da nova droga, elaborada com a participação de 13 centros de atendimento brasileiros. O remédio é tido como um dos primeiros representantes dos tratamentos anticâncer do futuro, segundo avaliaram os experts envolvidos na produção do medicamento – ainda considerado experimental pelas agências reguladoras.

De acordo com o estudo – visto pelos maiores especialistas do mundo reunidos no congresso desde o último sábado – a droga funciona como um GPS, mirando exclusivamente as células afetadas pelo câncer, fazendo com que a medicação só ataque a região doente e preserve outras partes do organismo.

Com esta ação direcionada do medicamento, os efeitos colaterais – principalmente enjoo e queda de cabelo – são reduzidos e o controle do câncer de mama é estendido por mais tempo, mesmo nas mulheres que, até então, não haviam respondido às terapêuticas padronizadas para agir nos estágios avançados do câncer – uma das condições para serem selecionadas para os testes clínicos.

“O trastuzumabe emtansine (T-DM1) – nome do novo remédio – é o representante mais importante e viável desta nova geração de medicamentos oncológicos”, afirmou Carlos Bairros, oncologista do Hospital Mãe de Deus,em Porto Alegre, uma das referências nacionais no tratamento do câncer.

“Isso porque ele reúne dois mecanismos de ação. O primeiro é que a proteína existente em sua composição funciona como uma espécie de GPS mirando apenas as células cancerosas. O segundo é que o quimioterápico acoplado a este proteína tem efeito ‘cavalo de tróia’, ou seja só destrói a parte doente”, informa Bairros, que participou dos testes clínicos.

Ainda não aprovado
De acordo com o oncologista – porta-voz do Brasil sobre a nova droga – estas características tornam o T-DM1 menos tóxico, um dos calcanhares de Aquiles dos tratamentos contra o câncer existentes hoje.
“Das pacientes submetidas à terapia com o T-DM1, 43,6% tiveram os tumores reduzidos contra 30,8% das que receberam a terapia padrão”, informa o trabalho científico com os resultados da pesquisa.

Os resultados do estudo sugerem ainda que no grupo de mulheres tratadas com a nova droga 40,8% apresentaram efeitos colaterais graves, frente a 57% das submetidas à terapêutica padronizada para estágios avançados de câncer de mama.

Com base nos resultados deste estudo, a fabricante que patrocinou a pesquisa planeja apresentar pedidos de aprovação do T-DM1, ainda neste ano, para a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), passos importantes para o ingresso de autorização do produto no Brasil. São as agências reguladoras que avaliam a consistência da análise, pedem mais informações, e também ponderam os efeitos a longo prazo da nova terapêutica. No entanto, ainda não há previsão para a droga entrar no mercado, processo que pode levar anos.

Tendência
Tornar o tratamento anticâncer menos tóxico e mais seguro aos pacientes é a mais recente tendência das farmacêuticas. A maioria das novas drogas apresentadas no ASCO, para os mais variados tipos de tumores malignos, tem como diferencial este mecanismo de ação.

Os médicos estão ansiosos por estas novas terapêuticas, não apenas para aumentar a qualidade de vida dos pacientes, mas para terem um arsenal mais amplo de tratamento para quem chega ao diagnóstico já em fase avançada do câncer – realidade de 40% das mulheres brasileiras, que morrem no primeiro ano após constatarem que tem o câncer de mama. 

Fonte iG

Vírus do resfriado pode matar o câncer, diz estudo

 
Vírus age matando diretamente as células cancerosas e provocando uma reação imunológica que ajuda a eliminar células tumorais remanescentes

Num passo significativo para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer, cientistas descobriram como um vírus do resfriado comum é capaz de matar tumores e desencadear uma reação imunológica, assim como uma vacina, ao ser injetado na circulação sanguínea.

Pesquisadores da Universidade de Leeds e do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR), ambos da Grã-Bretanha, disseram que, ao pegar carona nas células sanguíneas, o vírus se protegeu dos anticorpos que poderiam neutralizar suas propriedades anticâncer.

A descoberta sugere que terapias virais desse tipo, chamadas de reovírus, podem ser injetadas na corrente sanguínea durante consultas ambulatoriais – como na quimioterapia comum –, o que as torna potencialmente adequadas para tratar vários tipos de câncer.

O estudo, financiado em parte pela entidade beneficente Cancer Research UK, e conduzida em dez pacientes com câncer avançado do intestino, confirmou que os reovírus atacam em duas frentes – matando diretamente as células cancerosas, e provocando uma reação imunológica que ajuda a eliminar células tumorais remanescentes.

"Tratamentos virais, como os reovírus, estão mostrando uma promessa real em testes com pacientes. Esse estudo nos dá a ótima notícia de que seria possível oferecer esses tratamentos com uma injeção simples na corrente sanguínea", disse Kevin Harrington, do ICR, um dos coordenadores do trabalho publicado na quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Harrington disse que, se os tratamentos virais funcionassem apenas quando injetados diretamente nos tumores, isso seria uma barreira significativa à sua aplicação mais ampla.

"Mas a descoberta de que eles podem pegar carona nas células sanguíneas irá potencialmente torná-los relevante para uma ampla gama de cânceres", acrescentou.

Os reovírus estão sendo pesquisados por várias equipes do mundo todo, por já terem demonstrado a capacidade de contaminar e matar células cancerosas sem afetar os tecidos normais.

"Parece que o reovírus é ainda mais inteligente do que pensávamos", disse o pesquisador Alan Melcher, da Universidade de Leeds.

"Ao se aboletar nas células sanguíneas, o vírus está conseguindo se esconder da reação imunológica natural do organismo, e chegar intacto ao seu alvo. Isso poderia ser enormemente significativo para a absorção de terapias virais como esta na prática clínica."

O câncer matou 7,6 milhões de pessoas no mundo em 2008, ano mais recente com dados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde. O número de casos de câncer deve crescer mais de 75 por cento no mundo até 2030.

Fonte iG

Como a gripe afeta o coração

 
Infecções respiratórias ampliam em até 3 vezes o risco de infarto. Entenda os motivos

O processo começa nos olhos. Os infectologistas já constataram que a principal porta de entrada das infecções respiratórias se dá quando a pessoa encosta a mão nos germes, invisíveis no meio ambiente, e coça o globo ocular. Imediatamente os vírus e bactérias começam a agir no corpo todo e podem afetar o coração.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Roberto Sturbulov, assim que o organismo detecta a presença destes agentes infecciosos ele produz substâncias para tentar reagir contra a gripe ou a pneumonia. 

“O problema é que estas substâncias produzidas pelo corpo são inflamatórias e nocivas ao sistema cardiovascular”, explica o médico.

“Elas vão para a corrente sanguínea e, se o paciente já tiver alguma vulnerabilidade cardíaca, este processo é mais rápido e mais grave podendo culminar no infarto ou no AVC (acidente vascular cerebral)", diz Sturbulov.

Os agentes inflamatórios sobrecarregam o coração, deixam o sangue mais espesso e influenciam no ritmo dos batimentos cardíacos, que acabam saindo do “compasso” saudável.

Uma das agravantes é que os maiores de 60 anos são as vítimas principais das doenças respiratórias e já costumam conviver com os vilões cardíacos (diabetes, hipertensão e obesidade). Isso porque o passar dos anos também compromete o sistema de defesa do corpo (imunológico) e facilita a entrada dos vírus e bactérias.

“Temos evidências científicas que mostram os portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) – enfermidade que acomete principalmente os fumantes – quando contaminados pela bactéria do pneumococo têm risco 2,8 vezes maior de ter um infarto nos primeiros 20 dias após o aparecimento do primeiro sintoma da pneumonia”, alerta o presidente da SBPT.

Não só os doentes de DPOC estão neste grupo de risco. Uma revisão de 39 estudos publicada no Lancet, uma das principais revistas médicas do mundo, mostrou que os picos de contágio de gripe – eles ocorrem nos meses de inverno – coincidem com as épocas em que as mortes por infarto são mais numerosas.

Outra análise feita pela Sociedade de Cardiologia de São Paulo constatou que, quando os termômetros registram temperaturas abaixo dos 20 graus, os casos de ataques cardíacos crescem até 30%.

Os especialistas que fizeram a pesquisa – publicada no Arquivo Brasileiro de Cardiologia – alertam que as pessoas que já convivem com alterações cardíacas (indicadas por pressão alta, diabetes, obesidade e alterações nos exames clínicos) têm um risco 50% maior de sofrer infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) quando contaminadas pelo vírus que causa tosse, espirro e febre.

Fonte iG

O essencial da consulta médica masculina

Veja o que não pode faltar no atendimento médico para garantir a boa saúde do homem

O ginecologista não cuida apenas do órgão sexual feminino. Ele também é importante na saúde da mulher como um todo. As consultas podem detectar inúmeros problemas que vão além da libido e isso é possível, especialmente, pelo fato das visitas ao médico serem constantes. Já com os homens, o mesmo não acontece.

Não existe uma especialidade médica para o homem equivalente ao ginecologista para a mulher. O urologista, por exemplo, costuma ser mais procurado quando existem problemas pontuais, em vez das consultas periódicas de caráter preventivo. Outros especialistas também são mais requisitados desta maneira. Mas mesmo nestas consultas com reclamações pontuais, o médico pode fazer uma avaliação mais ampla e, assim, detectar com antecedência diversos problemas.

O primeiro passo é ter uma boa conversa com o médico. “A primeira avaliação clínica deve ser cuidadosa e verificar questões como vacinação, histórico de procedimentos cirúrgicos, doenças prévias, alimentação e qualidade do sono”, afirma André Negrão, clínico geral do Hospital São Luiz.

O histórico familiar de doença é outra peça fundamental. “Em pé de jaca, dá jaca”, brinca o médico. Inúmeras doenças têm o risco aumentado quando há histórico entre familiares, especialmente em parentes de primeiro grau. “Hipertensão e câncer são dois problemas que requerem atenção”, exemplifica.

Circunferência abdominal
O simples ato de medir a circunferência abdominal do homem já é uma forma de identificar o risco de várias doenças. Quando ela é igual ou superior a 102 centímetros, o paciente fica mais sujeito a desenvolver síndrome metabólica, que pode se manifestar com diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto, entre outras complicações.

Excesso de peso e obesidade atingem 60% dos brasileiros adultos, segundo recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e isso é tido como gatilho para problemas fatais como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O excesso de peso pode desencadear ou agravar apneia do sono, o que pode levar a problemas sexuais.

“Além de medir a circunferência abdominal, o médico deve ainda verificar a frequência cardíaca, escutar coração e pulmões para completar o exame”, afirma Negrão. As chamadas medidas antropométricas – como peso, altura e índice de massa corporal – não podem faltar, como a medida da pressão arterial.

Avaliação do metabolismo
Um exame de sangue simples é suficiente para verificar como está o metabolismo masculino. “Ácido úrico, colesterol, triglicérides e glicemia são fundamentais e precisam ser avaliados”, aponta Eduardo Berger, coordenador do centro de check-up do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

Alterações nestes indicadores podem acender o sinal de alerta para problemas como má alimentação ou disfunção da glândula tireóide. Neste último caso, a doença pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos e ainda acelerar o ganho de peso.

Próstata
O urologista Rodrigo Rodrigues da Costa, do Hospital Beneficência Portuguesa, afirma que é fundamental para o homem fazer um acompanhamento da próstata a partir dos 40 anos. O câncer de próstata é um dos principais tumores masculinos e registrou em 2010 mais de 50 mil novos casos, segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“O exame de toque é o mais eficiente para detectá-lo”, afirma Rodrigues da Costa. Pelo toque, o médico consegue detectar pequenas alterações na anatomia da próstata que podem indicar o surgimento de um tumor. Existem outros indicadores, como o PSA, mas eles podem não ser tão precisos ou tão rápidos na indicação da doença.

A velocidade no diagnóstico é fundamental para que o tratamento comece a ser realizado antes do tumor se tornar muito grande. Caso ele avance, o risco da cirurgia para retirá-lo passa a ser maior. Disfunção erétil e incontinência urinária estão entre as possíveis sequelas do procedimento cirúrgico.

Doenças sexuais e libido
Caso o paciente tenha menos de 40 anos, também é importante uma avaliação urológica. “O médico deve avaliar questões relativas à libido e alertar para doenças sexualmente transmissíveis”, afirma o urologista. “Dúvidas sobre sexo são frequentes em jovens”, aponta.

A própria limpeza correta do pênis é um tema a ser abordado, visto que a higiene inadequada é um dos principais motivos para tumores no órgão sexual. O Inca estima que os tumores de pênis representem 2% dos casos de câncer em homens.

Fonte iG