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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Crianças com apneia são mais propensas a ter problemas de comportamento

 
Hiperatividade e temperamento agressivo são consequências do distúrbio do sono

Adolescentes e crianças com apneia do sono têm um risco maior de problemas comportamentais e de aprendizagem, de acordo com um novo estudo feito pela Universidade do Arizona, em Tucson. A pesquisa foi publicada recentemente no jornal American Academy of Sleep Medicine. 

O estudo incluiu 263 crianças com idades entre sete e 15 anos, que foram acompanhadas por cinco anos. Os índices de problemas sociais, comportamentais e de aprendizagem eram de duas a três vezes maiores entre os jovens com apneia do sono em comparação com crianças sem o transtorno. Além disso, os pequenos com apneia apresentaram maiores taxas de hiperatividade, agressão e problemas para controlar as suas emoções e situações sociais.

De acordo com os pesquisadores, se não tratada, a apneia do sono impacta negativamente na capacidade da juventude de regular os seus comportamentos, emoções e interações sociais, interferindo na capacidade do jovem de cuidar de si e se engajar em comportamentos socialmente adequados.

Embora o estudo tenha encontrado uma associação entre a apneia do sono e problemas comportamentais e sociais em adolescentes, os investigadores ainda não podem comprovar uma relação de causa e efeito. Segundo os autores, são necessários mais estudos para obter resultados mais consistentes. 

Crianças acima do peso sofrem mais de apneia do sono
Pesquisadores da University of Chicago, nos Estados Unidos, encontraram uma importante relação entre obesidade e distúrbios respiratórios do sono (DRS) entre crianças do ensino fundamental. O estudo envolveu 351 alunos de escolas de Kentucky, Estados Unidos, com idade média de 7,9 anos, que foram submetidos a testes cognitivos após um estudo de seu sono. Analisando os resultados, os pesquisadores descobriram que quanto maior a massa corpórea da criança, maiores as chances de distúrbios respiratórios do sono e problemas cognitivos. 

Sintomas
Roncar e ter falta de ar enquanto dorme não é normal. Esses sintomas, acompanhados de sonolência excessiva durante o dia, podem indicar uma doença: a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. "A doença diminui a qualidade de vida da pessoa e aumenta a taxa de mortalidade, visto que pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, diabetes e obesidade", alerta a coordenadora médica do Instituto do Sono e professora de Medicina e Biologia do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Lia Bittencourt. 

Diagnóstico
Quando sintomas como ronco e falta de ar durante o sono são notados, acompanhados de dor de cabeça, falta de atenção e perda de memória, é importante procurar um especialista em medicina do sono para fazer o diagnóstico. A confirmação da doença é feita por meio de uma polissonografia, exame que registra diversas funções do organismo durante uma noite passada em um laboratório de sono com sensores colocados na pele e no couro cabeludo.

Tratamentos
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono raramente tem cura. "Somente em casos de emagrecimento considerável ou de cirurgias de amígdala e adenoide em crianças ocorre a cura completa", explica a médica do Instituto do Sono. Mas a doença é controlável. Pode contribuir com a melhora dos sintomas o uso de um aparelho elétrico chamado CPAP (sistema de pressão positiva contínua das vias aéreas), que gera um fluxo de ar através de uma máscara no nariz, abrindo a garganta. Equipamentos intraorais que tracionam a mandíbula para abrir passagem para o ar durante a noite também podem ajudar.

Fonte Minha Vida

Fibromialgia arrasa sua saúde e confunde os médicos

 
Síndrome causa dores insuportáveis, tristeza e perda de memória

Imagine que você passou horas apertada dentro de uma caixa, sem espaço para se mexer ou respirar direito. Pense como essa situação fragiliza seu corpo e sua mente: todos os seus músculos ficam doloridos e dormentes, seu pensamento é dominado por um misto de ansiedade e depressão. A cabeça parece pesar 200 quilos e você começa a apresentar dificuldades para dormir e executar tarefas comuns. A memória começa a falhar e a concentração diminui. A descrição lembrou um filme de terror, com requintes de tortura?

Antes fosse. É assim que se sentem os portadores de fibromialgia, explica Ana Márcia Proença, educadora física e terapeuta corporal que atende pacientes com o problema que, atualmente, vitima principalmente as mulheres. Os portadores desta síndrome dolorosa de origem ainda desconhecida costumam enfrentar uma maratona até chegar a um diagnóstico, normalmente é difícil e demorado. Com predominância entre o sexo feminino (cerca de 80% a 90% das pacientes são mulheres entre 30 e 50 anos), as pacientes costumam chegar ao consultório médico com no mínimo três dos seguintes sintomas:  

  • Dores fortes e difusas nos músculos, tendões, ligamentos e articulações por mais de 3 meses
  • Fadiga e distúrbios de sono
  • Sensação de queimação e/ou contrações espasmódicas nos músculos
  • Hipersensibilidade ao toque
  • Dificuldade de concentração e perda de memória
  • Enxaquecas crônicas TPM forte, com náuseas, fortes alterações de humor e dores abdominais
  • Problemas digestivos como diarréia, intestino preso e gases
  • Disfunção Temporomandibular (na lateral da testa e no queixo, perto das orelhas) ou algum desconforto ou dor constante na mandíbula
  • Dormência e formigamento
  • Ansiedade e depressão
  • Ser portador de Lupus Eritematoso Sistêmico, Síndrome da Fadiga Crônica, osteoartrose, Artrite Reumatóide, hérnia de disco ou osteoporose   

Diagnóstico, outro calvário
Mesmo com todos os sintomas, o diagnóstico muitas vezes é complicado, confundido com outras enfermidades ou tratado como algo emocional e não uma síndrome real. Existe uma dificuldade no diagnóstico e o preconceito de alguns profissionais que, às vezes, acreditam que a paciente não tem nada, acontece principalmente porque, apesar de reclamarem de muita dor muscular em reação ao toque e/ou movimento, não há evidências clínicas de qualquer lesão nos tecidos.

Ou seja, nos exames não aparece nenhum problema visível nas articulações ou músculos. Na prática, o paciente perde a capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. Os níveis de produção de serotonina (neurotransmissor responsável pela liberação de alguns hormônios, controle da dor, sono e apetite, entre outros) diminuem e surge a hipersensibilidade a estímulos que normalmente não causariam dor. "Eu me sentia cansada o dia todo, já acordava fatigada", conta a alemã naturalizada brasileira Christel Hunsaker, 63 anos. "E a dor foi aumentando, chegou num ponto em que nem saía mais, de tanto que doía". Demorou mais de um ano para me diagnosticarem com fibromialgia, revela.   

Causas da síndrome
Segundo o chefe do ambulatório de fibromialgia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Eduardo S. Paiva, os estudos apontam para uma origem genética. Mas ainda não existe evidência de que um único gene seja responsável por todos os sintomas. "Além disso, muitas vezes a bagagem genética necessita de um gatilho ambiental, como um estresse físico ou psicológico", afirma. Já as terapias corporais têm um ângulo complementar para avaliar o surgimento da síndrome.

Os músculos carregam nossa história de vida, nossa memória afetiva, sentimentos, pensamentos e reações, externalizadas ou não. "A serotonina, substância associada a esse quadro, não é apenas a responsável química pela transmissão da dor, mas também pela nossa capacidade de sentir prazer", analisa Ana Márcia Proença. Concordar com tudo, negar nossas raivas e ressentimentos e a necessidade de agradar os outros em detrimento de nossos próprios anseios e necessidades tornam as mulheres mais suscetíveis ao desenvolvimento dessa síndrome. "É algo que vai além de questões hormonais", diz a terapeuta.

Dá para aliviar, pelo menos?
Mas e o tratamento? Como ainda não se sabe o que causa o transtorno e as dores são crônicas, mas não inflamatórias, os tratamentos acabam sendo mais paliativos. Depende do médico, mas as opções mais utilizadas são os medicamentos contra a dor, que melhorem a qualidade do sono e anti-depressivos, além de terapias corporais e ocupacionais. As principais opções de tratamento incluem:
  • Medicamentos para aliviar a dor, diminuir a ansiedade e regular os neurotransmissores (sempre receitados pelo médico) 
  • Programa de exercícios e condicionamento físico para fortalecer a musculatura
  • Terapia para compreender os mecanismos internos e promover a solução de conflitos
  • Relaxamento ativo e passivo para diminuir a tensão muscular
  • Massagem (shiatsu, ayurvédica etc)
  • Práticas de yoga e tai chi
  • Calatonia (tratamentos com toques sutis pelo corpo)  

Fonte Minha Vida

Adapte seu cardápio às variações hormonais do ciclo menstrual

 
Veja o melhor dia para começar uma dieta; comer chocolate e evitar salgadinhos

As mudanças no apetite, no ânimo e no humor da mulher são provocadas por oscilações nos cinco principais hormônios de ovulação e menstruação, segundo Maria do Carmo Borges de Souza, ginecologista responsável pelo setor de reprodução humana da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro):

1 - Progesterona: altera o mecanismo de equilíbrio hídrico, favorecendo a retenção de líquido no organismo.

2 - FSH (Folículo Estimulante): eleva a produção da proteína leptina, que controla o apetite.

3 - LH (Hormônio Luteinizante): produzido pela hipófise. Seu pico no meio do ciclo define a ovulação.

Na fase folicular (da menstruação até a ovulação), os níveis de estrógeno atingem o ápice, tornando a mulher mais confiante, com menos apetite e mais facilidade de queimar calorias.

Na fase lútea (da ovulação até o início da menstruação), os níveis de progesterona e luteinizante aumentam, e o estrógeno cai. A mulher tem retenção de líquido, alterações no metabolismo de lipídios e irritação. A queda do estrógeno reduz a serotonina, que dava a sensação de bem-estar.

Helena Alves Sampaio, nutricionista e doutoranda em farmacologia, pondera que essas alterações são normais no período pré-menstrual e que os sintomas podem ser reduzidos com mudanças na alimentação e prática de exercícios.

Nos casos de retenção de líquido, segundo a nutricionista, o ideal é continuar a tomar água para estimular o equilíbrio eletrolítico de minerais e eliminar a água das células. Alimentos fontes de potássio (banana, laranja e agrião) ajudam contra o inchaço.

Após a ovulação, deve-se diminuir o consumo de sal, pois provoca a retenção de mais líquido.

Café e chocolate
No período antes da menstruação, é bom evitar café e chocolate. Apesar de provocar sensação de bem-estar, são estimulantes e podem aumentar a irritabilidade e ainda desencadear um círculo vicioso. Afetada pela falta de serotonina, a mulher pode procurar descontar nesses alimentos o seu desconforto afetivo , diz Suzana Bonumá, nutricionista chefe do ambulatório de medicina esportiva do Hospital das Clínicas.

Fonte Minha Vida

Cólica menstrual pode alterar estrutura cerebral

 
Alterações deixam o organismo mais suscetível à dor

As cólicas menstruais são a desordem ginecológica mais comum em mulheres em idade fértil. Caracterizadas pela dor na parte inferior do abdômen que começa no início do fluxo menstrual, as cólicas de estímulo contínuo podem causar alterações no sistema nervoso, de acordo com um estudo do Instituto de Ciências e do Cérebro da Yang-Ming University, em Taiwan. O estudo será publicado na íntegra na edição de setembro da revista Pain.

Através da análise de 32 pacientes que sofriam de cólicas menstruais, os pesquisadores relataram mudanças anormais na estrutura do cérebro, quando elas sentiam dores e até mesmo quando elas não se queixavam. O acompanhamento foi feito através de questionários e de ressonância magnética, que era feita quando as pacientes não apresentavam dores.

Assim, mapas da massa cinzenta do cérebro de cada voluntária foram criados e os pesquisadores puderam ver que houve variações significativas no volume dessa massa cinzenta. Além disso, diminuições anormais foram encontradas em regiões envolvidas na transmissão da dor, significando maior processamento sensorial que afetava a regulação das regiões envolvidas na modulação da dor e na regulação dos hormônios.

O coordenador do estudo, o professor Jen-Chuen Hsieh, comentou: "Nossos resultados demonstram que as mudanças anormais em determinadas regiões do cérebro estão presentes em pacientes que costumam ter cólicas menstruais mesmo no período em que não há dor. Isso mostra que não somente a dor física, mas também o período cíclico em que elas ocorrem podem resultar em mudanças duradouras", que acrescentou ainda: "Esse estudo mostrou que o cérebro adolescente é mais vulnerável a dor menstrual, porém precisamos de mais estudos que mostrem o porquê dessa relação, bem como a interferência hormonal no quadro clínico e se as alterações cerebrais são reversíveis ou não."  

Aliviando as cólicas mentruais
Mais de 50% das mulheres em idade fértil sentem calafrios só de olhar o calendário e notar que a fase de cólicas está chegando. "Dos 12 aos 30 anos, esse é um problema comum", afirma a ginecologista Silvana Chedid, diretora da clínica Chedid Grieco e chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa. "O mal aparece em consequência das contrações realizadas pelo útero para eliminar o sangue. Ou seja, quanto mais intenso for o fluxo da mulher, mais fortes são as cólicas", explica a médica.

Mas se você já está cansada de saber o que está por trás de tanto sofrimento e quer mesmo é arranjar uma solução para ele, confira algumas dicas de soluções simples e muito eficazes para acabar de vez com esse martírio.

1. Analgésicos e anti-inflamatórios: "Algumas mulheres têm cólicas mensalmente. Para elas, lançar mão de algum remédio pode ser a melhor saída. Mas só faça isso depois de consultar um médico", afirma a ginecologista do Hospital Beneficência Portuguesa.

2. Anticoncepcionais à base de hormônios: A pílula ou outros métodos do gênero têm ação comprovada contra as dores de quem pena com o fluxo muito intenso. Como ela diminui a intensidade do fluxo, as cólicas também acabam diminuindo.

3. Massagens: Técnicas que utilizam o calor (como a massagem de pedras) têm ótimo efeito contra as dores e os inchaços tão comuns no período. As massagens ayurvédica, tuiná, o shiatsu e a reflexologia melhoram a circulação e relaxam a musculatura, afirma a fisioterapeuta Andréa Machado, gerente do Thalasso Spa da Praia do Forte (Bahia). 

5. Exercícios físicos: Quando treina, você aumenta a dose de endorfina que circula no sangue. Esse hormônio provoca uma sensação de prazer e euforia, ajudando a esquecer o desconforto. Além disso, o esforço físico faz com que os vasos do colo uterino se dilatem, facilitando a passagem do sangue. "Fora isso, os líquidos retidos que causam o inchaço, tanto da mama como do ventre, são mais bem drenados com o aumento da temperatura corporal e com a transpiração", afirma a especialista do Thalasso Spa.

6. Bolsa de água quente: O calor alivia as dores porque relaxa os músculos, dilata os vasos capilares e produz o bem-estar. 

Fonte Minha Vida

Estalos só preocupam quando causam dor

 
Barulho não vem dos ossos, mas do líquido no interior das articulações

Quando percebe, você já começou o trec-trec. Os estalos são um hábito na rotina de muitas pessoas, que adoram ouvir os barulhos das esticadas e dos contorcionismos nos dedos e na coluna (há até quem adore estalar o pescoço).

Segundo o ortopedista Alberto Tesconi Croci, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, a brincadeira não traz motivo de preocupação. "Se não causam dor, os ressaltos (como os médicos chamam os estalos) não precisam ser vistos como um problema. Trata-se de uma reação natural do organismo a um estímulo", diz o médico.

O barulho que você escuta ao puxar os dedos, por exemplo, é resultado de uma diferença de pressão. "O líquido que está de um dos lados da articulação para passa para o outro lado quando você estica ou pressiona alguma parte do corpo. É desta passagem que vem o barulho", explica o ortopedista.  

É por isso que, logo depois de um estalo, dificilmente você consegue repeti-lo com a mesma intensidade. É preciso esperar alguns minutos para que o líquido volte a se acumular, gerando a diferença de pressão novamente.

A cena repete-se no caso da coluna, formada por uma série de pequenas articulações. O movimento do fluido sinovial, contido nestas articulações, causa os estalidos que você escuta quando torce o tronco ou quando se estica para trás ou para frente.

E nem precisa se incomodar: os estalos não engrossam os dedos, como pensa muita gente. Segundo o médico, as articulações ficam mais grossas com a idade, independente se há ou não ressaltos.

Mas nem todos os estalos estão ligados às articulações. Alguns deles ocorrem nas chamadas fáscias (camadas mais profundas da musculatura). Quando é estimulada de forma abrupta, principalmente em pessoas sedentárias, a fáscia gera os estalos (porque, dentro dela, também há um líquido semelhante àquele contido nas articulações). "A diferença aqui é que, normalmente, há dor neste tipo de ressalto. Ele acontece nos movimentos bruscos da escápula e dos ombros, por exemplo".  

Nas situações em que há dor, é importante buscar ajuda de um ortopedista. Isso porque o especialista vai fazer mais do que aliviar o desconforto, ele consegue descobrir por que a dor apareceu e dar um jeito para que isso não ocorra novamente. "Além de analgésico, geralmente receitamos uma compressa de gelo para aplicar no local", diz o ortopedista do Hospital Beneficência Portuguesa.

Muito comum entre os adolescentes, os estalos também podem ser resultado do chamado estirão de crescimento: nessa situação, os músculos são menores do que deveriam e não acompanham o crescimento ósseo, daí as dores e os estalos. "Se o adolescente estiver com sobrepeso, recomendamos uma dieta (assim as articulações deixam de ser tão forçadas) e também é necessário o acompanhamento de um fisioterapeuta para que ele estimule o alongamento muscular", diz o médico. "Mas este alongamento tem de ser constante e aos poucos, para não haver lesões ou mais dores. Qualquer trabalho de hipertrofia também deve ser suspenso nesta fase ou aumentam as dores e o desequilíbrio". 

Pondo a coluna no lugar
Se você já fez alguma aula de educação física ou frequenta a academia, certamente já se deitou num colchonete à espera das estaladas que o professor daria na sua coluna, sob a justificativa de colocá-la no lugar.

Na próxima vez que ouvir o convite, recuse. Ninguém ajusta a coluna com a pressão das mãos. Um terço da população brasileira tem escoliose e o ser humano não é simétrico, pessoas destras tendem a ter braços e pernas do lado direito maiores e isso não chega a ser um problema, afirma o ortopedista.

Mas e se for? Então procure um médico, que vai dar as orientações corretas para resolver, sem riscos de que um desconforto acabe se tornando motivo de dor de cabeça, como uma lesão mais séria em alguma das vértebras .

Para quem pedir ajuda?
Você pode marcar uma consulta com um ortopedista ou com um fisiatra. Os dois são médicos por formação e entendem tudo sobre o funcionamento do sistema músculo-esquelético.

"A diferença é que o ortopedista, além da prática clínica, pode realizar cirurgias. Já o fisiatra está apto a agir na reabilitação dos pacientes", diz o ortopedista.

Sem exageros
Realizados de vez em quando, os estalos não chegam a ser um problema. Mas repetir demais os movimentos pode comprometer a sua força. "Não existe ligação aparente entre o estalo de articulações e a artrite.

Entretanto, pessoas que têm o hábito de estalar os dedos apresentaram sinais de outros tipos de danos, incluindo lesão nos tecidos moles e até da cápsula articular, além de diminuição da força.

Essa lesão provavelmente resulta do alongamento rápido e repetido dos ligamentos que circundam a articulação", afirma o traumatologista Moisés Cohen, diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte. 

Relaxando
Quando as articulações são manipuladas, os órgãos do tendão de Golgi (um conjunto de terminações nervosas envolvidas no movimento) são estimulados e os músculos em torno da articulação relaxam.

"Esse é um dos motivos que explica por que algumas pessoas sentem prazer ao estalar uma articulação. Coluna vertebral, joelhos, cotovelos e todas as outras articulações de movimentação estão sujeitas ao mesmo tipo de manipulação que os nós dos dedos", afirma o médico traumatologista

Fonte Minha Vida