Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Saiba como cada parte do seu corpo sofre com o excesso de álcool

Confira como o abuso de bebidas compromete o fígado, cérebro e até os músculos

Cerveja, chope, whisky, vodka, caipirinha. Antes de encher o caneco neste Carnaval, é bom saber de algumas informações valiosas sobre os efeitos do exagero do álcool no seu corpo. Você sabia que os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que os brasileiros consomem 18,5 litros de álcool puro por ano, sendo, portanto, o quarto país que mais consome álcool das Américas?

E as pesquisas não param por aí. Ainda segundo a OMS, o álcool causa quase 4% das mortes no mundo todo, matando mais do que a Aids, a tuberculose e a violência. Hoje o impacto do abuso de álcool é considerado igual ao impacto da dependência em si, o alcoolismo.

Por que o excesso de álcool causa tantos danos?
Para entender como a ingestão de bebidas alcoólicas consegue causar danos a tantas partes do nosso corpo, é preciso explicar o processo de metabolização do álcool ou etanol, ou seja, como o nosso corpo absorve, metaboliza e excreta essa substância.

A médica Ana Cecilia explica que o órgão responsável por metabolizar o álcool é o fígado, e que ele só metaboliza em média uma dose de bebida alcoólica por hora - entenda uma dose como uma lata de cerveja (360ml), uma taça de vinho (100ml) ou de destilado (40ml).

Portanto, se tomarmos seis latas de cerveja, por exemplo, nosso fígado irá levar as mesmas seis horas para metabolizar todo o álcool presente em nosso corpo. "E enquanto o fígado metaboliza a primeira latinha, o resto do álcool fica circulando no sangue e intoxicando, causando alterações e danos em diferentes órgãos", explica Ana Cecília.

Sistema gastrointestinal
Quando bebemos uma cerveja ou uma caipirinha, o álcool logo é absorvido pelo nosso sistema gastrointestinal. Ele irrita as mucosas do esôfago e do estômago, alterando as membranas do intestino, prejudicando a absorção.

Os resultados podem ser esofagite, gastrite e até diarreia. Já no fígado, o álcool vai alterar a produção de enzimas, aumentando este conjunto de substâncias que serão responsáveis pela metabolização.

"É como se o álcool forçasse o trabalho do fígado, que fica sobrecarregado", diz Ana. "O fígado passa a produzir mais enzimas para metabolizar o etanol e isso culmina com uma inflamação crônica e hepatite alcoólica, podendo evoluir para cirrose", completa.

Outro órgão afetado pelo excesso de bebidas alcoólicas é o pâncreas, responsável pela fabricação de insulina e de enzimas digestivas. O álcool pode causar uma inflamação no pâncreas, e essa inflamação pode evoluir para uma pancreatite.

A pancreatite é uma doença que causa uma forte e repentina dor abdominal, perda de apetite, náusea, vômito e febre. O tratamento é feito em hospitais e inclui medicações para a dor e antibióticos.

Sistema nervoso central
Quando abusamos das bebidas alcoólicas, o sistema nervoso, ou seja, nosso cérebro é afetado logo após a ingestão da segunda dose. Homens apresentam alterações na percepção da realidade e do comportamento logo após a segunda dose, e mulheres já na primeira.

De acordo com a especialista Ana Cecilia, os sintomas decorrentes da presença de álcool no sistema nervoso são: problemas de atenção, perda da memória recente, perda de reflexo, perda do juízo crítico da realidade. Com o aumento da dose, sonolência, anestesia e, no grau mais elevado, o coma alcoólico.

"O coma é um grau de intoxicação grave, por ação direta do etanol no sistema nervoso central e em outros sistemas orgânicos", diz Ana Cecilia. Quando isso acontece, é muito importante procurar socorro médico. Se o corpo não conseguir se recuperar do coma, pode haver parada respiratória, podendo levar à morte.

A reversão do quadro inclui medidas gerais para manutenção da vida, que vão desde oxigenação, hidratação, correção da glicemia, do magnésio e do zinco, entre outros cuidados que podem variar de caso para caso.

Sistema renal
Os rins são responsáveis pela filtração final do etanol, de apenas 6% da substância. Mas quando abusamos das bebidas, o etanol altera a capacidade dos rins de filtrar as substâncias do nosso corpo, causando uma alteração dos hormônios que controlam a pressão arterial, o que culmina em hipertensão arterial.

Pulmões
Como o sangue passa pelos pulmões para efetuar as trocas gasosas, nem esse órgão fica livre dos efeitos do álcool. "O etanol deixa as trocas gasosas mais lentas, pois os pulmões recebem um sangue muito sujo", conta Ana Cecilia.

O resultado disso é uma respiração mais lenta, fazendo a pessoa sentir dificuldades para respirar. É por isso também que o bafômetro capta o álcool ingerido, que ainda está circulante.

Sistema cardiovascular
A ingestão de bebidas alcoólicas favorece a liberação de dopamina no cérebro. Este hormônio neurotransmissor é responsável pela regulação de outras substâncias que, por sua vez, regulam o sistema cardiovascular.

Isto significa uma possível alteração da pressão arterial, da frequência cardíaca e depois, dos vasos sanguíneos. A taquicardia e a hipertensão arterial são as consequências mais comuns.

Sistema muscular
É o sistema nervoso central o grande responsável por movimentar nossos músculos. A médica especialista da Abead explica que além da alteração central causada pelo álcool, que deixa as mensagens que chegam aos músculos mais lentas, as ligações nervosas periféricas são comprometidas, e a sensação é de relaxamento.

Sistema hormonal
Ninguém escapa da ação do etanol e, portanto, as glândulas também têm seus produtos, no caso os hormônios, alterados. Porém, são as pessoas que já apresentam doenças de alteração hormonal, como diabetes, que sentem com mais intensidade os danos físicos pela ingestão de bebidas alcoólicas.

A principal consequência do abuso de álcool em diabéticos, por exemplo, é uma rápida evolução ao coma alcoólico. Ana explica que o etanol altera a metabolização da glicose pelo fígado e pelo pâncreas, este último já adoecido pelo diabetes. Por conta disso, os danos aparecem mais rápido.

Ressaca
Além de todas as complicações que o álcool causa enquanto o indivíduo ainda está embriagado e intoxicado, ele ainda deixa seu efeito para o dia seguinte, a famosa ressaca. Dentre os sintomas da ressaca estão enjoo, vômitos, diarreia, tontura, pensamento embaralhado, moleza e até um sentimento de tristeza.

Abuso do álcool é diferente do alcoolismo
Como já foi dito anteriormente, o abuso do álcool é quando a pessoa bebe em grandes quantidades e tem problemas, mas não é dependente.

O alcoolismo é a doença crônica, a dependência pela bebida. E as consequências são individuais, tanto para os abusadores como para os dependentes.

"Quando a pessoa é dependente de álcool é diferente. Ele tem uma tolerância maior pelo etanol, que demora em média, cinco anos para se desenvolver", conta Ana Cecilia.

Os órgãos e sistemas comprometidos são os mesmos citados acima, porém, quando os problemas aparecem, as complicações são bem mais graves e muitas vezes irreversíveis.

Dentre as doenças que podem surgir do alcoolismo estão gastrite crônica, hepatite crônica que pode evoluir para cirrose, hipertensão arterial, diabetes por alteração crônica no funcionamento do pâncreas e problemas de memória que podem evoluir para demência alcoólica - não só quando está sob os efeitos da bebida, como é o caso do abuso -. Além disso, o álcool também altera a imunidade, abrindo caminho para o surgimento de outras doenças.

Fonte Minha Vida

Estudo revela aumento do consumo de álcool entre as mulheres

Para cada mulher que bebe, há 1,3 homens que abusam, enquanto no passado proporção era de uma para sete homens

Um estudo brasileiro publicado recentemente na revista científica Clinics e divulgado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) investigou os padrões de consumo e as diferenças entre homens e mulheres em relação aos problemas da ingestão de álcool. A pesquisa analisou os dados do São Paulo Catchment Area Study - pesquisa que é parte de um consórcio mundial coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - e verificou o comportamento de 1.464 indivíduos adultos que residem próximo ao Hospital das Clínicas de São Paulo.

Foram avaliados, no período de 12 meses, a prevalência e as relações entre gênero, idade, nível educacional e outros fatores sociais para os diferentes padrões de consumo do álcool, que foram categorizados em: uso não pesado (consumo de pelo menos 12 doses durante o período estudado, sem nunca ter feito uso pesado), uso pesado episódico (cinco ou mais doses em uma única ocasião para homens e quatro ou mais para mulheres), uso pesado e frequente (uso pesado do álcool ao menos três vezes na semana) e abstêmios (menos de 12 doses ao ano).

Os resultados apontam que aproximadamente 22% dos entrevistados (32,4% das mulheres e 8,7% dos homens) são abstêmios, 60,3% são bebedores não pesados (sem diferença entre os gêneros) e 17,5% (26,3% homens e 10,9% mulheres) têm feito o uso pesado e frequente de álcool.

Uma das principais descobertas do estudo foi que, embora os homens sejam duas vezes mais propensos ao alcoolismo, os dois sexos apresentaram os mesmos tipos de problemas relacionados ao abuso, como episódios de violência, prejuízo em atividades sociais, acidentes de trânsito, quedas, entre outros.

Os autores da pesquisa afirmam que, com a mudança do papel da mulher na sociedade e o direcionamento para uma igualdade entre gêneros, as diferenças em relação às consequências do uso do álcool diminuíram. Além disso, o aumento de consumo da bebida pelas mulheres pode estar associado ao estresse da dupla jornada de trabalho diário. Segundo os pesquisadores, devem ser tomadas medidas para conter o abuso da substância independente de gênero ou faixa etária. A pesquisa conclui ainda que há quinze anos, enquanto sete homens bebiam, apenas uma entre elas possuía o mesmo hábito. Hoje, o quadro já é bastante diferente: para cada mulher que consome álcool, a proporção masculina diminuiu para 1,2.

O uso nocivo de bebidas alcoólicas no Brasil e no mundo é um grave problema de saúde pública e contribui para prejuízos significativos em termos de morbimortalidade. "Como médico especialista em dependência química, acredito que a informação científica sobre o assunto deve ser cada vez mais difundida", afirma o psiquiatra Arthur Guerra, especialista do Minha Vida.

Tire suas dúvidas sobre o abuso de álcool
Os efeitos no corpo são complexos devido à influência de diversos fatores individuais, juntamente com características específicas do beber, como volume, tempo gasto, padrões de consumo, entre outros. "A Organização Mundial da Saúde (OMS) verificou que o álcool está associado a mais de 60 tipos de doenças e lesões de desenvolvimento agudo ou crônico, como abuso e dependência, cirrose hepática, diversos tipos de câncer, aborto espontâneo, entre outros", afirma o psiquiatra Arthur.

O que é dependência alcoólica?
O alcoolismo é uma doença crônica, multifatorial e que compreende diferentes sintomas. "Essa doença é caracterizada pela repetição de problemas decorrentes do uso do álcool, que levam a prejuízos ou sofrimentos clinicamente significativos", afirma Arthur Guerra. Segundo ele, o alcoolismo se manifesta quando preenche pelo menos três dos critérios expostos abaixo, ocorrendo a qualquer momento no período de 12 meses:

1. Tolerância ao álcool, definida por uma necessidade de quantidades sempre maiores da substância para adquirir a intoxicação ou redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade de substância.

2. Abstinência, que só pode ser sanada pela ingestão de uma bebida específica ou por um produto parecido.

3. A substância é frequentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido.

4. Muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção da substância, na utilização da substância, ou na recuperação de seus efeitos.

5. Importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso da substância.

6. O uso da substância continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser causado ou exacerbado pela substância.

Como saber quando alguém é dependente de álcool ou quando procurar ajuda?
Há diversos questionários que podem auxiliar no diagnóstico de transtornos relacionados ao uso de álcool. Por exemplo: você já pensou que deveria diminuir seu consumo de álcool? Alguém já te criticou por causa da bebida? Você já se sentiu mal ou culpado por beber? Você já acordou e a primeira coisa que fez foi beber para se sentir bem? "Caso o indivíduo responda positivamente a uma destas questões, pode ser um indicativo de problemas decorrentes do uso da substância", diz o psiquiatra Arthur. "Mais de uma resposta afirmativa indica que há uma grande probabilidade de ter problemas relacionados a tal consumo."

Fonte Minha Vida

11 atitudes que facilitam a consulta médica

Agendar consulta com antecedência e levar histórico familiar ajudam no diagnóstico

É muito comum pensarmos que uma visita de rotina ao médico ou mesmo uma consulta para checar alguns sintomas não é grande coisa, que basta chegar ao consultório e dizer o que está sentindo para que o médico faça o diagnóstico. No entanto, o paciente pode adotar uma série de atitudes que não só facilitam a consulta médica, como também ajudam o médico a chegar a um diagnóstico mais preciso e evitar a prescrição de remédios ou tratamentos que atrapalhem o tratamento.

Veja as dicas dos especialistas e saiba o que levar na próxima consulta:

1. Agende a consulta com antecedência
mulher falando ao telefone - Foto: Getty Images Marcar a consulta com antecedência é necessário quando a agenda do médico é muito cheia, o que é muito comum. "Deixar para agendar uma consulta de última hora pode atrasar um diagnóstico e até mesmo um tratamento eficaz", diz o clínico geral Flávio Arruda, do Hospital Alvorada Brasília.


2. Chegue ao consultório antes do horário marcado
homem falando com o atendente do consultório - Foto: Getty Images Assim como é preciso agendar uma consulta com antecedência, é importante chegar ao consultório pelo menos 10 minutos antes do horário marcado. "Esses minutos ficam reservados para o paciente falar ao atendente do consultório, hospital ou centro médico seus dados pessoais e do convênio, para que seja feito o prontuário", explica Flávio Arruda. Ele diz que esses 10 minutos evitam que a sua consulta atrase, atrasando a entrada de todos os outros pacientes.

3. Leve os exames anteriores
médico lendo lista de exames de uma senhora - Foto: Getty ImagesPara uma consulta médica, é importante sempre levar os exames já realizados, pois facilita e orienta melhor o médico em relação ao diagnóstico. "Além disso, evita que o médico solicite novamente exames que já foram realizados, o que facilita tanto o paciente quanto a operadora de saúde", explica o clínico geral Flávio.


4. Faça uma lista com os medicamentos que você toma
caixa de remédios - Foto: Getty ImagesDe acordo com o hematologista Sandro Melim, do laboratório Pasteur, em São Paulo, é de suma importância o paciente levar uma lista com todas as medicações que ele faz uso, juntamente com a dosagem. "Isso ajuda o médico a avaliar se é preciso ajustar a dose, suspender ou adicionar à rotina do paciente determinado remédio", diz. Outra vantagem de levar a lista é avaliar as drogas que não podem ser prescritas juntas, pois uma pode alterar o efeito da outra.

5. Informe o seu histórico familiar médico
mulher conversando com a médica - Foto: Getty ImagesDiabetes, hipertensão, alguns tipos de câncer - como o de mama e o de intestino - e outras doenças têm uma alta incidência em pessoas com histórico familiar. "Por esse motivo, deve-se sempre informar ao médico qualquer ocorrência de doenças na família, principalmente em parentes de primeiro grau, pois os riscos de a pessoa apresentar a doença são maiores", explica o clínico geral Flávio.

6. Leve os seus diagnósticos anteriores
homem escrevendo uma receita - Foto: Getty ImagesAssim como o histórico familiar, o histórico particular também é importante para que o médico possa analisar melhor o paciente. Você deve sempre contar se tem qualquer doença crônica ou alergia. "A partir dessas informações e do exame físico completo é que se inicia a formação de uma hipótese diagnóstica", afirma Sandro Melim.


Além disso, algumas doenças aparecem com sintomas isolados ao longo de anos. "Por isso, é importante que o médico saiba de todos os problemas que a pessoa já tenha apresentado, como fraturas, anemias, infecções e outros", completa o hematologista. Notificar sobre alguma alergia também é importante para que o médico faça a prescrição do medicamento mais adequado.

7. Use roupas confortáveis
médico aferindo a pressão de um paciente - Foto: Getty Images O paciente deve sempre ir com roupas confortáveis e que sejam fáceis de retirar, caso seja necessário trocá-las ou tirar alguma peça para realizar algum exame. "Além disso, o uso de alguns tecidos ou roupas muito apertadas pode dificultar e até mesmo alterar o resultado de alguns procedimentos, como aferir (medir) a pressão", diz o clínico geral Flávio.


8. Quando levar acompanhante?
casal de idosos conversando com uma médica - Foto: Getty ImagesPacientes idosos e menores de idade devem sempre ir à consulta com algum responsável, pois estes podem não ter o discernimento ou conhecimento para seguir as orientações do médico. "Nos outros casos, a escolha de um acompanhante fica a critério do paciente, não devendo ser mais de um, para não atrapalhar a consulta", diz Flávio Arruda.


9. Diga ao médico o que você está sentindo
mulher escrevendo uma lista - Foto: Getty ImagesFazer uma lista dos sintomas que você tem facilita muito o diagnóstico médico. Segundo Flávio Arruda, nessa lista deve estar a data aproximada de quando os sintomas começaram; a localização da dor, se for o caso; fatores que causam, agravam e aliviam os sintomas; tempo de duração das sensações e fatores associados ao sintoma. "Se o paciente souber todas essas informações, a consulta médica ficará muito mais completa", afirma o clínico geral.

10. Não esconda informações
consulta médica - Foto: Getty ImagesNunca devemos esconder nada do médico, mesmo que a informação pareça pouco importante. "Qualquer informação pode alterar por completo o diagnóstico e levar o médico a acreditar que está fazendo o melhor para o paciente, quando na verdade pode piorar ainda mais o problema", explica Sandro Melim. O especialista lembra que existe o sigilo médico-paciente que é inviolável - todas as informações passadas ao médico não sairão do consultório.

11. Não saia do consultório com dúvidas
consulta médica - Foto: Getty Images"O paciente não deve sair com dúvida do consultório em hipótese alguma, por mais boba ou insignificante que essa dúvida possa parecer", explica Sandro Melim. O especialista afirma que sempre deve ficar claro para o paciente o seu diagnóstico e o tratamento para que ele possa entender qual é a gravidade de sua doença e como deve proceder. "Caso o paciente saia de lá com uma receita médica, ele deve se certificar de que entendeu o nome do medicamento e quais são as dosagens, para não haver confusão", completa.

Fonte Minha Vida

Dois copos americanos de café por dia protegem contra insuficiência cardíaca

No entanto, estudo afirma que consumo exagerado do líquido - cerca de cinco copos - anula benefício e pode fazer mal à saúde

Bebedores moderados de café têm risco 11% menor de insuficiência cardíaca. É o que sugere estudo conduzido no Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos.

"Nossos resultados mostraram um possível benefício, mas, como com tantas outras coisas que nós consumimos, isso realmente depende da quantidade de café que você bebe", diz a autora do estudo, Elizabeth Mostofsky. Segundo ela, em comparação com ausência de consumo, a proteção mais forte foi entre pessoas que bebiam cerca de suas porções de 236 ml por dia de café, o que equivale a aproximadamente dois copos americanos (250ml)

Dados foram analisados a partir de cinco estudos anteriores - quatro realizado na Suécia e um na Finlândia - que examinaram a associação entre consumo de café e insuficiência cardíaca. Os dados se referem a relatos de 140,220 participantes e envolveu 6.522 eventos de insuficiência cardíaca.

Em resumo da literatura publicada, os autores encontraram uma "relação estatisticamente significativa - J-shaped -" entre o consumo habitual de café e insuficiência cardíaca, na qual os benefícios de proteção começam a aumentar até o consumo aproximado de dois copos americanos por dia (472ml). Resultados apontam que o fator de proteção começa a apresentar queda lenta à medida que o consumo aumenta além dos dois copos diários. O consumo de aproximadamente cinco copos americanos já não está relacionado a nenhuma proteção contra insuficiência cardíaca, podendo levar a prejuízos à saúde.

Não está claro por que o consumo moderado de café fornece proteção contra insuficiência cardíaca, mas os pesquisadores dizem que parte da resposta pode estar na intersecção entre o consumo regular de café e dois dos fatores de risco para insuficiência cardíaca - diabetes e pressão arterial elevada.

"Há uma boa quantidade de pesquisas que mostram que beber café reduz o risco de diabetes tipo 2", diz o autor sênior do estudo Murray Mittleman."É lógico que se você diminuir o risco de diabetes, você também diminuir o risco de insuficiência cardíaca."

Também pode haver um benefício na pressão arterial. Estudos têm mostrado consistentemente que consumo leve de café e cafeína aumenta a pressão arterial. "Mas em que escala moderada do consumo, as pessoas tendem a desenvolver uma tolerância onde beber café não representa um risco e pode até proteger contra a elevação da pressão arterial", diz Mittleman.

Segundo, Mostofsky mais pesquisas são necessárias para identificar mais claramento os efeitos do café sobre a insuficiência cardíaca. "Mas no curto prazo, esses dados podem justificar uma mudança com as diretrizes para refletir que o consumo de café, com moderação, pode proporcionar alguma proteção contra a insuficiência cardíaca", conclui a pesquisadora.

Fonte isaude.net

Infecção bacteriana na vagina triplica risco de transmissão do HIV

Resultados apontam para necessidade de melhorar diagnóstico e tratamento da vaginose bacteriana, comum em mulheres na África

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram que o risco de transmissão do HIV aumenta três vezes para mulheres com vaginose bacteriana, doença comum em que o equilíbrio normal de bactérias na vagina é rompido.

Os resultados, publicados na PLoS Medicine, apontam para necessidade de pesquisas adicionais para melhorar o diagnóstico e o tratamento da vaginose bacteriana, extremamente comum na África subsaariana, região com a mais alta carga de HIV.

"Pesquisas anteriores mostraram que a vaginose bacteriana pode aumentar o risco de as mulheres se infectarem com o HIV, tanto quanto em 60%. O nosso estudo é o primeiro a mostrar que o risco de transmissão do HIV para os parceiros também é elevado", afirma o autor do estudo Craig R. Cohen.

Para a nova pesquisa, a equipe avaliou a associação entre vaginose bacteriana e o risco de transmissão do HIV em 2.236 mulheres HIV positivas e seus parceiros não infectados do sexo masculino de sete países africanos.

Depois de controlar fatores sócio demográficos, comportamento sexual, circuncisão masculina, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez e os níveis de HIV no sangue das mulheres infectadas, a vaginose bacteriana foi associada com um risco três vezes maior de transmissão do HIV de mulheres para homens.

"Olhamos para a quantidade aumentada de HIV no trato genital, mas isso não foi suficiente para explicar o aumento do risco de transmissão do HIV. É possível que a vaginose bacteriana cause inflamação e que isso possa ser um fator. Nós realmente não sabemos ainda a relação entre a flora vaginal e a inflamação", afirma Cohen.

Segundo os pesquisadores, é provável que a partilha da microbiota entre o trato genital e mulheres e homens possa estar envolvida como causa do maior risco de transmissão. "A partilha da flora permanece mal compreendida e é uma área importante para futuras pesquisas", observa Cohen.

A equipe acredita que a melhor compreensão do papel da flora vaginal e o desenvolvimento de mais terapias para a vaginose bacteriana, seria um impulso significativo para a saúde das mulheres em geral, bem como iria auxiliar a reduzir a transmissão do HIV.

A vaginose bacteriana é uma condição em que o equilíbrio normal de microorganismos naturalmente encontrados na vagina é alterado. A quantidade de bactérias úteis é reduzida e aparecem mais bactérias prejudiciais. Além de aumentar o risco de se infectar com o HIV, a condição pode aumentar o risco de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis e aumentar o risco de parto prematuro.

Fonte isaude.net