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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Exame de sangue pós-cirurgia pode prever risco de infarto

Taxa de mortalidade de infartos relacionados a operações chega a 14%

Um estudo publicado no Journal of the American Association pode mudar a maneira como a evolução clínica de pacientes recém-operados é conduzida. Após o acompanhamento de 15 mil pacientes de diferentes países, inclusive do Brasil, pesquisadores descobriram que um exame de sangue simples pode apontar quais indivíduos precisam de cuidados especiais com o coração.

Segundo o diretor do projeto, cirurgias de impacto, como ortopédicas e urológicas, são um verdadeiro teste de esforço, já que há aumento dos níveis de adrenalina e maior tendência de o sangue coagular. Ele aponta que o infarto que ocorre nas primeiras horas após a cirurgia é mais grave do que os que acontecem em outras situações. A taxa de mortalidade decorrente de infartos não relacionados a operações é de 8%, enquanto a taxa relacionada a intervenções cirúrgicas chega a 14%.

A explicação é o fato de o paciente estar sedado ou tomando analgésicos, o que pode mascarar os sinais típicos do infarto, como dor no peito. Entretanto, se os pacientes forem submetidos ao exame, os médicos conseguem identificar uma enzima, chamada troponina-T, liberada na corrente sanguínea em caso de infarto ou outro problema cardíaco. O teste é já é usado para diagnóstico, mas não para acompanhamento do paciente.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que 25% dos pacientes considerados de baixo risco, com boa evolução pós-operatória, apresentavam altos níveis de troponina-T. Isso mostra que os médicos não estariam preparados para eventuais complicações. O estudo aponta ainda que apenas a avaliação do histórico familiar do operado nem sempre é um bom indicador dos riscos a que o paciente está exposto e que a adoção da prática poderia salvar milhares de vidas.

Adote essas medidas para proteger a saúde do coração

O Ministério da Saúde estima que 31,5% dos óbitos no Brasil são provocados por doenças cardiovasculares, tornando-se a primeira causa de morte entre a população brasileira. A doença mata por ano, 7.6 milhões de pessoas no mundo todo, devido às suas complicações como AVC, infarto, entre outras. A seguir, confira maneiras de proteger esse órgão vital.

Combata o estresse
O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos.

Prefira os óleos vegetais
Na luta para abaixar os níveis de colesterol, em vez de apenas restringir o consumo dos tradicionais vilões do coração (como as gorduras saturadas), você pode recorrer à ajuda de alguns mocinhos. O óleo de canola e o azeite de oliva são bons exemplos de alimentos que você deve incluir na dieta. Já os óleos vegetais ricos em gorduras poli-insaturadas, como o de soja, girassol e milho, aumentam os níveis de HDL, considerado como bom colesterol.

Maneire nas carnes
Principalmente a carne vermelha apresenta uma quantidade maior de colesterol. Ainda mais se conter capas generosas de gordura. O fato de as carnes vermelhas oferecerem mais colesterol, no entanto, não faz com que os outros tipos de carnes possam ser consumidos à vontade. Uma dica: 100 gramas de contrafilé grelhado com gordura contêm 144 mg de colesterol. Sem a gordura, a quantidade diminui para 102 mg.

Até o açúcar?
Isso mesmo. Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que, assim como uma dieta rica em gordura pode aumentar os níveis de triglicerídeos e colesterol, a ingestão de açúcar também pode afetar as taxas de lipídios. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular.

Fonte Minha Vida

Nas mulheres, medicamento contra o fumo é mais eficaz se aliado ao controle de peso

Terapia comportamental mostrou-se fundamental para o sucesso do tratamento

A preocupação em ganhar peso é um dos principais motivos que impedem as pessoas de largarem o vício do cigarro. Mas, nas mulheres, essa questão parece ser ainda mais acentuada.

Tanto é que um estudo recente da Universidade de Pittsburgh Medical Center, nos Estados Unidos, sugere que o medicamento antitabagista Zyban é mais eficaz em mulheres, quando usado em conjunto com sessões de terapia que objetivavam ensiná-las a controlar o peso.

Durante um período de seis meses, os pesquisadores avaliaram 349 mulheres, que foram divididas em quatro grupos:

1. Mulheres que faziam uso do medicamento Zyban e tinham aconselhamento de controle de peso

2. Mulheres que faziam uso do Zyban e recebiam a assistência padrão

3. Mulheres que faziam uso de placebo e recebiam aconselhamento de controle de peso

4. Mulheres que faziam uso de placebo e recebiam assistência padrão

Os resultados do estudo, publicado na revista Archives of Internal Medicine mostrou que, de uma forma geral, 31,8% das mulheres se abstiveram de fumar depois de três meses, 21,8% após seis meses e 16,3% após um ano. Entre o grupo que recebeu o Zyban e mais o aconselhamento de peso, mais de 40% das mulheres se abstiveram de fumar por um longo tempo, em comparação a 18,4% das mulheres que tomaram placebo e receberam o aconselhamento.

Em seis meses, 34% das mulheres do grupo 1, se mantiveram completamente livre do vício, enquanto no grupo 3, essa taxa foi de apenas 11,5%. E, no período de um ano, 23% das pacientes que se trataram com Zydan permaneceram livres do fumo, em comparação a 8,1% das pacientes que fizeram uso de placebo.

Através desses dados, os cientistas concluíram que o tratamento mais próximo do ideal é o uso do medicamento específico para a cessão do fumo combinado com sessões de terapia comportamental focada no controle de peso. Com o tratamento feito dessa forma, a recaída acontecia em média, após 266 dias, período muito mais longo do que o de pessoas submetidas a tratamentos comuns, que é, em média, 46 dias.

O programa de terapia comportamental voltado para o controle de peso mostrou-se fundamental para o sucesso do tratamento. Essa terapia era em grupo e feita em sessões de 90 minutos, durante um período de três meses.

O estudo foi feito com mulheres pelo fato de serem elas que mais freqüentaram todas as sessões, comparadas aos homens. O processo de fumar faz com que o corpo queime calorias mais rápido, por isso, quando a pessoa para, o metabolismo fica mais lento.

O ganho de peso é uma preocupação significativa para as mulheres que querem largar o vício e é frequentemente citado como a maior razão para não se largar o vício. Por isso, o tratamento torna-se mais eficiente de acordo com o controle de peso.

Fonte Minha Vida

Saiba quais são os sinais e sintomas que ajudam a identificar o hipotireoidismo

Doença bastante comum e potencialmente séria pode passar despercebida

O hipotireoidismo é o conjunto de sintomas e sinais clínicos resultantes da secreção insuficiente dos hormônios tireóideos para suprir as necessidades do organismo. Pode, também, ser decorrente da falha da ação dos hormônios produzidos pela glândula tireoide. A deficiência hormonal é potencialmente séria e, frequentemente, pode passar despercebida. Em contrapartida, é de fácil diagnóstico e tratamento.

Várias doenças podem provocar o hipotireoidismo, contudo, a Tireoidite Crônica Autoimune - também chamada de Tireoidite de Hashimoto - é a mais frequentemente responsável pelo seu aparecimento. Ela ocorre mais comumente em áreas geográficas onde a dieta é insuficiente em iodo, tais como o Brasil. Nesse tipo de tireoidite são produzidas reações imunes contra as próprias estruturas do corpo humano. Em outras palavras, o organismo passa a atacar e destruir suas próprias células. Neste caso, as da glândula tireoide.

Há algumas condições que podem predispor as pessoas a um maior risco de desenvolver hipotireodismo - tais como o histórico familiar de Tireoidite de Hashimoto na família-, quem foi submetido à radioterapia da região cervical ou à cirurgia do pescoço, quem têm outras doenças autoimunes (lúpus, vitiligo, artrite reumatoide etc.) e as mulheres no período pós-parto.

As manifestações clínicas do hipotireoidismo são muitas, incluem vários aparelhos e sistemas orgânicos e dependem da intensidade da carência de hormônios tireóideos. O diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas e nos testes laboratoriais.

As principais manifestações clínicas do hipotireoidismo são:

•Aumento de peso
•Bradicardia (redução da frequência de batimentos cardíacos por minuto)
•Cabelos secos e frágeis
•Cãibra
•Cansaço
•Constipação intestinal
•Depressão
•Derrame pleural
•Diminuição da memória
•Dispneia (sensação de falta de ar)
•Alterações do ciclo e do fluxo menstrual
•Dor muscular
•Edema de face, especialmente das pálpebras
•Edema de mãos, pernas (que não deprime após a compressão) e pés
•Fraqueza
•Aumento do colesterol total e incremento do LDL colesterol
•Intolerância ao frio
•Mãos e pés frios
•Parestesias (formigamentos)
•Pele seca, delgada, pálida ou amarelada (excesso de caroteno - carotenose)

Fatores de risco e diagnóstico
É claro que esses sintomas e sinas são comumente encontrados em pessoas sem hipotireoidismo, uma vez que podem ser provocados por muitas razões. Dessa maneira, tais manifestações clínicas têm maior probabilidade de indicar hipotireoidismo quando estão combinadas e seu aparecimento é recente.

Diante de uma suspeita clínica, a dosagem sérica de tireotropina (o TSH, hormônio produzido pela hipófise que tem a função de estimular a fabricação dos hormônios tireóideos) e tetraiodotironina livre (T4 livre, um dos hormônios produzidos pela tireoide) é, na maioria das vezes, suficiente para estabelecer o diagnóstico do hipotireoidismo. As determinações das concentrações de anticorpos antitireoideos no sangue (anticorpos produzidos pelo sistema imune de um indivíduo contra substâncias de sua própria tireoide) são importantes para estabelecer a causa da doença, que é mais comumente associada à Tireoidite de Hashimoto.

Adultos com hipotireoidismo sintomático têm, frequentemente, os níveis sanguíneos de TSH acima de 10 mU/L, associadas às de T4 total ou livre abaixo dos valores de referência. Outros adultos apresentam hipotireoidismo menos intenso, com os níveis sanguíneos de TSH, habitualmente, entre 5 mU/L e 10 mU/L, mas as de T4 total e/ou livre encontram-se dentro dos valores de referência. Tal condição nomeia-se hipotireoidismo subclínico.

Acompanhamento
Uma vez estabelecido o diagnóstico de hipotireoidismo, é indicado o início da terapia de reposição com hormônio tireóideo (levotiroxina). A finalidade é normalizar as concentrações dos hormônios tireóideos e do TSH.

Vale lembrar que o acompanhamento constante dos pacientes com hipotireoidismo é muito importante. Eles devem ser avaliados sistematicamente e não, simplesmente, tomar a levotiroxina e esquecer completamente da tireoide. Isso porque as doses necessárias de levotiroxina podem variar periodicamente. Uma situação comum e, infelizmente, pior, é a descontinuação do tratamento por parte de alguns pacientes. Além de provocar sintomas e sinais de hipotireoidismo, isso também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, por exemplo.

É particularmente preocupante quando as mulheres em idade fértil suspendem seu tratamento, pois, se engravidarem, a falta de hormônio tireóideo pode levar a sérios problemas de desenvolvimento do sistema nervoso do feto. Entretanto, todos esses inconvenientes podem ser facilmente prevenidos quando se faz um monitoramento adequado com um especialista.

Fonte Minha Vida

Conheça sete artimanhas para evitar e combater a sinusite

Especialistas recomendam fazer lavagem nasal e beber bastante água

Embora afete somente a região da face, a sinusite chega a ser um problema incapacitante para muitos. Por causar dores de cabeça, congestão nasal e sensação de pressão no rosto, ela atrapalha até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia. "A sinusite nada mais é do que a inflamação dos seios nasais, cavidades que ficam dos dois lados do nariz", explica o otorrinolaringologista Marco Jorge dos Santos (otorrinolaringologista) - diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Segundo o especialista, entre 15 e 20% da população mundial é vítima do problema, que pode ser decorrente de resfriado mal tratado, processos alérgicos e deformidades anatômicas do nariz, como desvio de septo. Nesse último caso, a cirurgia acaba sendo a única solução efetiva. Mas, se você não se encaixa nesse grupo, é possível ficar livre dessa inflamação adotando as medidas abaixo.


Mulher inalando vapor - Foto Getty Images1. Inale vapor
O ressecamento das mucosas nasais favorece o acúmulo de impurezas. "Isso cria um ambiente ideal para a proliferação de micro-organismos que podem causar uma infecção e, consequentemente, levar a um quadro de sinusite", explica o otorrinolaringologista Marco. Por isso, a inalação de vapor é um método de evitar o problema, já que promove a limpeza das vias aéreas. Além disso, o hábito fluidifica o catarro acumulado, facilitando a sua eliminação.


Fumo passivo - Foto Getty Images2. Fique longe do cigarro
"O tabagismo é altamente irritante para o nariz porque prejudica o batimento ciliar, que é o movimento de pequenos pelos que drenam as secreções da cavidade nasal", afirma o otorrinolaringologista Reginaldo Fujita, professor adjunto do departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Desta maneira, a fumaça dificulta a limpeza e favorece a concentração de secreções, o que pode levar à sinusite. O fumo passivo é especialmente prejudicial para crianças, pois têm cavidades nasais menores que facilmente podem ficar congestionadas. O mesmo acontece quando respiramos um ar com muita poluição.


Mulher bebendo água - Foto Getty Images3. Beba água
A ingestão de água fluidifica todas as secreções do corpo e, por isso, é uma medida essencial para quem deseja combater a sinusite. "Quando uma pessoa apresenta um quadro de sinusite, as secreções geralmente estão mais concentradas, o que dificulta sua eliminação", aponta o otorrinolaringologista Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia. Beber bastante líquido ganha ainda mais importância no caso da sinusite causada por vírus e bactérias. Isso porque o processo infeccioso pode causar febre, aumentando a sudorese e a perda de água. Repor essa quantia perdida é fundamental para o bom funcionamento do organismo.


Lavagem nasal - Foto Getty Images4. Faça lavagem nasal
A prática deveria estar na rotina mesmo daqueles que não sofrem de sinusite, pois reduz o risco de problemas respiratórios e alivia dores de cabeça. Para quem é vítima da sinusite, a lavagem nasal deve ser obrigatória. "Ela deixa as secreções concentradas nos seios nasais mais líquidas, facilitando a drenagem", aponta o otorrinolaringologista Gilberto. O especialista recomenda o uso de soro fisiológico na versão spray para evitar que vírus ou bactérias contaminem o interior do produto, o que pode acontecer com o uso da versão tradicional.

Vale lembrar que a frequência da lavagem depende da necessidade do paciente. "Ela deve ser feita no mínimo três vezes por dia ou sempre que o paciente sentir dificuldade de eliminar secreções nasais", indica o médico.


Mulher passando aspirador de pó na sala - Foto Getty Images5.Elimine alérgenos do ambiente
Quem sofre de alguma alergia respiratória sabe: basta entrar em contato com pó, pelo ou seja qual for o alérgeno e já começam os espirros, a coceira nos olhos e o inchaço das estruturas nasais. Esta última reação, entretanto, pode ser determinante na evolução para um quadro de sinusite. "Com o nariz bloqueado, o paciente tem dificuldade de respirar e até de assoar o nariz, favorecendo o acúmulo de secreções", explica o otorrinolaringologista Marco. O especialista reforça que quem sofre de sinusite deve primeiramente tratar a rinite alérgica - e parte do tratamento consiste em afastar da rotina os fatores que causam as crises.


Homem com agasalhos de inverno - Foto Getty Images6. Proteja-se do frio
O nariz é responsável por aquecer, umedecer e filtrar o ar. A respiração costuma ficar um pouco mais difícil em temperaturas baixas, já que é necessário reter o ar por mais tempo na cavidade nasal para que seja aquecido antes de chegar aos pulmões. "O problema é que a mudança brusca de um ambiente quente para um ambiente frio pode paralisar - ainda que temporariamente - o funcionamento do batimento ciliar, que faz esse trabalho de aquecimento", alerta o otorrinolaringologista Reginaldo. Com essa função suspensa, há um risco maior de acúmulo de secreções que podem levar à sinusite. Por isso, antes de sair à rua, proteja boca e nariz com um lenço ou um cachecol, evitando a entrada direta de ar gelado.


Ar condicionado - Foto Getty Images7. Desligue o ar condicionado
O ar condicionado consegue unir três problemas em um só equipamento. "Ele retira a umidade do ar, deixa o ambiente frio e ainda pode favorecer a concentração de poluentes se não for submetido à limpeza regular", diz o especialista Marco. Por isso, sempre que possível, desligue o aparelho. Ele também costuma piorar quadros de rinite alérgica pelos mesmos motivos.

Fonte Minha Vida

Remédios antigos: Venocur triplex