sexta-feira, 6 de julho de 2012
Ministério critica'pressão' de Hospital SP por repasse
A pasta, porém, nega atraso na liberação e acusa o hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) de usar a interrupção do atendimento apenas para fazer pressão.
"O Rehuf é recurso adicional para a modernização de equipamentos e tecnologias. E todos estavam cientes de que o prazo seria esse", afirma Maria do Carmo, diretora do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (Drac) do Ministério da Saúde. "Temos um diálogo aberto com as diretorias. O Hospital São Paulo poderia ter esgotado outros mecanismos antes de prejudicar os usuários."
Segundo a diretora, o hospital da Unifesp foi o único a ter feito uma reclamação formal ao ministério. "Por ter uma dependência maior desse recurso, estão usando essa ferramenta (suspensão das cirurgias agendadas) para tentar agilizar o processo", acusa Maria do Carmo.
Hoje, a diretora vai discutir o assunto em uma reunião com José Roberto Ferraro, diretor-superintendente do hospital. Até o fim da semana, afirma, uma portaria será publicada para que a liberação das verbas - no caso do Hospital São Paulo, de R$ 45 milhões por ano - ocorra ainda neste mês.
Medida extrema
Entre os 46 hospitais universitários de todo o País que aguardam pelo repasse, o Hospital São Paulo foi o único que suspendeu o atendimento. Sua diretoria, no entanto, insiste que a medida extrema foi necessária.
"Essa medida vem sendo cogitada há meses. Tentamos agendar reuniões com o Ministério da Saúde várias vezes, sem sucesso. Fizemos todos os exercícios financeiros para evitar isso, mas haveria ruptura de estoque em poucos dias", afirma Ferraro. Segundo ele, a fase de discussão sobre a aplicação dos recursos tem atrasado o processo e já deveria ter sido encerrada.
A unidade é responsável por cerca de 2,8 mil cirurgias por mês e por 90 mil consultas no mesmo período.
Fonte Estadão
Embriões de mães fumantes se desenvolvem com atraso, aponta estudo
Especialistas aconselham mulheres a pararem de fumar se querem ter filhos sem complicaçõesEmbriões de mães fumantes tendem a levar mais tempo para se desenvolverem compleamente, aponta um estudo conduzido por uma clínica de fertilização in vitro da França.
Os especialistas registraram imagens de óvulos periodicamente a partir do momento em que eles foram fertilizados para avaliar o crescimento do embrião. Em todos os estágios de análise, os embriões das mães fumantes apresentaram um ligeiro "atraso" em relação aos das mulheres que não fumavam.
Como os óvulos fecundados por fertilização in vitro se desenvolvem em ambulatório antes de serem implantados no útero das mulheres, os pesquisadores do Hospital Universitário de Nantes aproveitaram a oportunidade para registrar imagens dos embriões e verificar se o fumo afetava seu desenvolvimento celular.
Foram avaliados os desenvolvimentos de 868 embriões, sendo 139 de óvulos de mães fumantes. Os das mulheres que não fumavam chegaram ao estágio de cinco células em 49 horas, em média, e 58 horas para que fosse atingida a fase de oito células. Entre as fumantes, os períodos foram de 50 e 62 horas respectivamente.
"Embriões de mulheres fumantes tem um comprotamento mais lento, o que atrasa se desenvolvimento", diz o doutor Thomar Freour, embriologista e um dos líderes do trabalho. "Em média, são duas horas de atraso, o que é significativo tratando-se de embriões", afirma o especialista.
O estudo, porém, não detalha os impactos desse atraso e não diz se isso pode reduzir as chances de que o filho nasça saudável ou não. Mas Freour especula que, "se o embrião se desenvolve mais devagar, algo pode estar indo errado e ele pode não ser implantado". Por isso, aconselha as mães a pararem de fumar se querem uma gravidez sem complicações.
Fonte Estadão
Sangue da mãe pode ser usado para sequenciar genoma do feto
Exames invasivos, que inserem agulhas na barriga de grávidas para detectar doenças do bebê, podem estar com os dias contados. Pela segunda vez em um mês, cientistas anunciaram que um simples exame de sangue, em lugar de testes como a amniocentese, pode ser usado para fazer a análise genética do feto, identificando mutações que causam cerca de três mil doenças hereditárias que se originam em problemas em um único gene, como a fibrose cística.
Segundo cientistas, estamos perto de detectar qualquer anomalia precocemente, rapidamente, sem estresse e com segurança.
Determinar o genoma do feto pode dar motivos para a mulher interromper a gravidez. Mas também permitiria aos médicos identificar condições que podem ser tratadas antes do nascimento ou imediatamente depois, diz Stephen Quake, da Stanford University, na California, líder do estudo. "Os pais não precisarão esperar até o bebê nascer e ficar doente para descobrir que ele sofre de uma desordem metabólica, por exemplo."
Com o teste genético pré-natal, os pais podem saber no fim do primeiro trimestre (entre 12 e 13 semanas de gravidez) se o feto tem um defeito nos cromossomos. Assim, eles podem saber se o bebê terá necessidades especiais, que podem ser simples como uma dieta específica.
Saber precocemente que algo não vai bem também permitirá aos médicos tratar o feto. A cirurgia pré-natal, introduzida 30 anos atrás, é feita correntemente em alguns hospitais especializados para corrigir defeitos no coração, entre outros.
Aborto de características indesejadas?
Saber cada detalhe do genoma do feto pode abrir caminho para questões mais controversas, no entanto. Na China e na Índia, pais usam o ultrassom para fazer a seleção de sexo, abortando 1,3 milhão de meninas a cada ano.
O teste genético também pode abrir caminho para que pais abortem fetos que carregam características físicas ou aparência não desejadas.
Hoje, a maioria dos testes pré-natais são feitos por meio de amniocentese ou análise do vilo coriônico (CVS). No primeiro caso, feito com 15 a 18 semanas de gestação, o médico usa uma agulha inserida na barriga da mãe para retirar uma amostra do fluido amniótico, e células do feto presentes nele são analisadas em laboratório. No CVS, feito com 10 a 12 semanas de gravidez, uma agulha colhe células da placenta.
Ambos têm riscos. A amniocentese tem um risco de aborto de 1 em 400. E os dois podem ser feitos para apenas um grupo de testes genéticos.
Como o novo teste requer apenas uma amostra de sangue, e não uma agulha no útero, ele não traz risco de aborto. Sequenciar as regiões de interesse médico do genoma fetal custa cerca de U$ 2 mil, mas isso pode cair quando os custos se estabilizarem.
Mas isso somente se os testes se tornarem mais precisos. A versão revelada em junho por cientistas da Universidade de Washington, assim como o procedimento feito em Stanford, não detectou algumas mutações genéticas, e identificou erroneamente genes saudáveis como doentes. Errar nesse tipo de diagnóstico, e dizer algo incorreto a pais que esperam um filho, pode ser trágico.
Além disso, a informação sobre cerca de 20 mil genes traz outras questões. "Será que devemos contar à gravida sobre doenças sérias, moderadas ou leves?", pergunta Greely. "Sobre cor de cabelo, dos olhos? Sobre riscos de Alzheimer para 70 anos depois? Sobre as centenas de variações cujo significado é desconhecido?" Isso será especialmente desafiador para pais que decidem o que fazer com informação genética que mostra que uma doença é possível, mas não certa.
DNA no sangue
O novo estudo baseia-se no fato de que o sangue de uma mulher grávida contém milhões de fragmentos de DNA. A maiora é de suas próprias células, mas em gestações iniciais, entre 5% e 10% das células são dos feto. Infelizmente, não é possível dizer diretamente quais são do feto e quais são da mãe.
Quake e sua equipe conceberam uma solução. Basicamente, ele diz, 'você tem que jogar tudo no sequenciador de DNA". Usando máquinas de sequenciamento, eles deduziram a sequência genética do feto a partir das proporções de variações de DNA, considerando que as mais comuns teriam que ser da mãe.
O estudo de Stanford é uma prova de princípio, não uma evidência sólida que a técnica funcionará fora do laboratório. Os cientistas determinaram a sequência de apenas dois fetos.
Em um deles, a mãe tinha uma perda cromossômica que causa a síndrome de DiGeorge, caracterizada por problemas cardíacos, neuromusculares e cognitivos. O estudo determinou corretamente que o feto também tinha a condição.
No mês passado, cientistas liderados por Jay Shendure, da Universidade de Washington, anunciaram o desenvolvimento de uma técnica similar de genoma do feto usando o DNA do sangue de mulheres grávidas. Eles determinaram o genoma do feto mais diretamente, comparando o da mãe e o do pai.
Se o teste genético fetal usará apenas o sangue da mãe, como o teste de Stanford conseguiu, ou também o do pai, o teste genético pré-natal com um fresco do sangue da mãe está aqui. Em 2008, o time de Quake descobriu que o DNA fetal do sangue da mãe poderia ser usado para detectar síndrome de Down. No ano passado, o teste - mais preciso que o usado há décadas pelos médicos - foi disponibilizado no mercado.
"As coisas são possíveis hoje de uma forma que nunca imaginamos", diz Diana Bianchi, professora de pediatria, obstetrícia e ginecologia da Tufts University School of Medicine, pioneira do estudo em células fetais no sangue da mãe. "A tecnlogia está se desenvolvendo tão rapidamente que não temos tempo de avaliar o que isso significa".
Fonte Estadão
Hospital universitário que incendiou no Rio estava sem inspeção dos bombeiros há 12 anos
O diretor do hospital, Rodolfo Acatauassú, disse que na próxima semana vai se reunir com o comandante dos Bombeiros, coronel Sérgio Simões, para discutir um novo plano de segurança na unidade. “Essa reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros visa o aprimoramento do processo, tanto de recursos humanos quanto a revisão desse plano de uma nova vistoria”, disse o diretor.
Segundo Acatauassú, apesar de o complexo hospitalar ter sido reformado há menos de um ano, as redes elétrica e hidráulica precisam ser modernizadas. Ele também admitiu que as obras de revitalização do hospital não tinham autorização do Corpo de Bombeiros.
Em nota a corporação informou que os Bombeiros e a secretaria estadual de Saúde estão analisando a possibilidade de rever os procedimentos e requisitos para aprovar reformas e construções de novos prédios em hospitais do Rio de Janeiro.
Um dia após o incêndio que destruiu o almoxarifado e suspendeu atendimentos importantes, como ambulatorial e cirúrgico, peritos da Polícia Civil e agentes do Corpo de Bombeiros fizeram uma vistoria no local, na manhã de ontem (5), para apurar as causas do incêndio e se a estrutura do prédio foi comprometida.
Também pela manhã foi retomado o atendimento nos setores de quimioterapia e radioterapia. Já a hemodiálise está sendo feita em duas clínicas especializadas na região que são conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Nem todos os setores do hospital estão funcionando. O setor ambulatorial volta a atender amanhã (6) e o cirúrgico, tem previsão de retorno só na próxima semana devido à falta de material que foi destruído pelas chamas. Pessoas que tinham consultas marcadas para esta quinta-feira tiveram seus atendimentos remanejados para a próxima semana.
O corpo de Edenir Costa Pereira, 65 anos, que morreu durante incêndio no hospital, foi enterrado às 14h30 desta quinta-feira no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste carioca. Quinze pacientes foram transferidos para hospitais da região. Quatro deles são recém-nascidos e um deles teve alta nesta manhã.
Fonte Agência Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)