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sábado, 21 de julho de 2012

Consumo de poucas calorias pode não ajudar na perda de peso

Dieta que prevê baixos níveis de açúcares tem bom desempenho sem prejudicar a saúde, aponta estudo

A dieta que apresenta melhor desempenho para o emagrecimento foi a de baixo consumo de carboidratos, mas alto nível de gorduras, conforme uma pesquisa divulgada em junho pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Muitas pessoas que perdem peso têm dificuldade em não recuperá-lo depois que a dieta acaba. Isso acontece, frequentemente, pela baixa motivação e comprometimento com a dieta e exercícios. Para piorar, o baixo consumo de calorias também torna mais difícil a queima das mesmas.

Portanto, uma equipe de pesquisadores coordenada pelos médicos Cara Ebbeling e David Ludwig avaliou os efeitos de diferentes dietas para a queima de calorias. A pesquisa foi feita com 21 adultos, entre 18 e 40 anos, que já haviam perdido peso inicialmente. Depois disso, três tipos diferentes de dieta foram aplicadas durante quatro semanas, respectivamente.

Os cardápios tinham o mesmo número calórico, mas variavam as proporções de carboidratos, gorduras e proteínas. A de baixa gordura era composta por 60% de carboidratos, 20% de gorduras e 20% de proteínas. A de baixo teor de açúcares previa a dieta de 40% de carboidratos, 40% de gorduras e 20% de proteínas. E a de nível muito baixo de carboidratos consumiria 10% de carboidratos, 60% de gorduras e 30% de proteínas.

A pesquisa apontou que os participantes queimaram o maior número de calorias durante a dieta que previa o consumo muito baixo de carboidratos. No entanto, notou-se também o aumento de fatores de risco para diabéticos e pessoas com risco cardíaco, além do aumento do cortisol, hormônio responsável pelo estresse. Já o baixo consumo de açúcares apresentou um resultado similar, porém sem comprometer a saúde.

— Além de não criar riscos para a saúde, a dieta de nível de açúcares é mais fácil de manter, já que não elimina grupos inteiros de alimentos — explica Cara.

Fonte Zero Hora

Saiba mais sobre: HPV

Desvende mitos e verdades sobre transmissão, prevenção e tratamento do HPV

Vacina pode ser incluída no programa nacional de
imunização e ser oferecida gratuitamente em meninas
e meninos de nove a 14 anos em todo o Brasil
Ligado ao câncer de colo de útero, papilomavírus humano pode ser prevenido com vacina

O câncer de colo do útero é um dos tumores mais comuns em mulheres. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que, neste ano, surgirão quase 18 mil casos no Brasil e que metade das pacientes não vai sobreviver. Para evitar que o número de mortes continue alto, especialistas apostam na vacina contra o papilomavírus humano, mais conhecido como HPV, indicada para meninos e meninas de nove a 14 anos. O governo já estuda incluí-la no programa nacional de imunização, mas, por enquanto, a vacina está disponível apenas na rede privada.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer Luisa Lina Villa, estudos indicam que a vacina é totalmente eficaz na população que ainda não se expôs ao HPV, que é um vírus sexualmente transmissível. No Brasil, a vacina quadrivalente, que protege contra quatro tipos de HPV, incluindo os que provocam a erupção da pele, é comercializada desde 2006. A bivalente foi aprovada dois anos depois.

Apesar de ser mais indicada para crianças e adolescentes, a vacina quadrivalente contra o HPV pode oferecer benefícios para mulheres entre 26 e 45 anos, incluindo as que já foram infectadas pelo vírus.

A seguir, desvende alguns mitos e verdades sobre o HPV:

:: O HPV pode ser curado.
Mito. Não há nenhum tratamento específico que elimine a infecção viral. Portanto, a pessoa infectada será sempre um vetor de contágio. Em geral, a maioria das infecções por HPV é controlada pelo sistema imune e eliminada naturalmente pelo organismo, mas algumas persistem e podem causar tumores.

:: A infecção não apresenta sintomas.
Verdade. Como é assintomático, a maioria das mulheres descobre que tem HPV por intermédio de um resultado anormal do Papanicolau: por isso, a importância do exame.

:: Os homens não desenvolvem doenças relacionadas ao HPV.
Mito. Nos homens, assim como nas mulheres, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, mas alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer de pênis, de ânus, de cabeça e de pescoço.

:: O HPV pode ser transmitido por meio de contato com toalhas, roupas íntimas e até pelo vaso sanitário.
Verdade. Toalhas, roupas e até a tampa do vaso sanitário podem ter o HPV e ser uma fonte de infecção, apesar de rara.

Fonte Zero Hora

Confira dicas para comer menos açúcar

Para a vontade de comer doces não chegar, não fique mais de três horas sem se alimentar. A primeira opção do cérebro é o açúcar por ser uma fonte rápida de energia

A reeducação do paladar não ocorre de uma hora para outra. O primeiro passo é a conscientização — a pessoa precisa se convencer de que deve reduzir o consumo de açúcar, afirma a nutricionista Claudia Martins Mallmann.

Fique por dentro das dicas:
- Não fique mais de três horas sem se alimentar. Isso porque o primeiro alimento que vem à mente quando se está com fome é o açúcar, já que ele é uma fonte rápida de energia. A chance de não resistir é muito maior.

- Consuma frutas secas. Por estarem desidratadas, concentram os sabores e costumam ser bem doces.

- Coma frutas cozidas, como maçã, pêra e pêssego.

- Beba bastante água — ela dá maior sensação de saciedade.

- Um pequeno pedaço de chocolate amargo bem saboreado sacia a vontade de comer doces.

O excesso de açúcar pode causar...
- Depressão

- Diabetes

- Baixa imunidade

- Cárie dentária

- Câncer

- Obesidade

- Celulite

- Rugas

- Falta de energia, fadiga

- Mau humor

- Alterações na pele, como espinhas

- Destruição das bactérias benéficas do intestino

- Inibição da produção de enzimas digestivas

Acrescente no seu cardápio diário
- Peixes, como sardinha, atum e salmão

- Castanhas e nozes

- Verduras em geral

- Brotos de alfafa, de arroz e de girassol

- Carnes brancas, como frango

- Cereais integrais baseados em aveia e arroz integral

- Quinoa

- Chia

- Ovo

- Especiarias, como canela

Preste atenção
- O açúcar modula o paladar humano. Portanto, quanto mais tarde for ofertado às crianças, melhor. A nutricionista Claudia Mallmann sugere que os pais evitem que os filhos consumam alimentos doces ao menos no primeiro ano de vida. Ela salienta que as comidas ingeridas pela mãe durante a gestação irão influenciar as preferências alimentares do bebê no futuro.

- Muitas vezes, os pais colocam açúcar ou achocolatado na mamadeira das crianças, pensando no próprio paladar. Com isso, criam hábitos difíceis de modificar mais tarde. O açúcar não é um alimento natural e não é necessário para ela — acrescenta o endocrinologista Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Fonte Zero Hora

Capital com mais fumantes no país, Porto Alegre investe em grupos de apoio para quem quer largar o cigarro

Apenas 3% dos fumantes conseguem parar de fumar por conta própria

Se você é fumante, tente ficar longe do cigarro pelas próximas 24 horas. Após as primeiras duas horas, não haverá mais nicotina circulando no seu sangue. Oito horas depois, o nível de oxigênio na corrente sanguínea estará normalizado. No dia seguinte, seus pulmões já funcionarão melhor.

O desafio é proposto pelo Dia Mundial sem Tabaco, fixado em 31 de maio pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de alertar para os males decorrentes do cigarro à saúde e à sociedade. A campanha nacional, coordenada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), tem como tema "Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta", enfocando os danos causados ao longo da cadeia de produção do tabaco, como o uso agrotóxicos que agridem ecossistemas e fumicultores, desmatamento, trabalho adolescente e infantil. Mas os danos à saúde da população, como a dependência química à nicotina, o fumo passivo e, por consequência, o aumento do risco para o desenvolvimento de doenças crônicas ganham destaque nas ações pela passagem da data.

Na Capital, líder em número de fumantes no país conforme o último levantamento Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde feita por telefone para mapear o estilo de vida da população, profissionais estarão distribuindo material informativo e realizando exames preventivos, como o teste de nível de dependência da nicotina, das 10h às 13h, na Esquina Democrática. Postos de saúde da cidade também terão ações semelhantes ao longo do dia.

— O teste de dependência da nicotina é usado nos grupos de apoio como ferramenta para identificar se o paciente precisa de algum medicamento para ajudar a abandonar o vício — explica a pneumologista Elaine Ceccon, da Secretaria Municipal de Saúde.

Poucos conseguem parar por conta própria
Porto Alegre é a capital brasileira com mais fumantes: 24,6% dos homes e 20,9% das mulheres porto-alegrenses fumam — 10,7% do total de fumantes consome mais de 20 cigarros por dia. Para tentar mudar essa estatística, mais de 60 grupos de apoio a quem quer parar de fumar estão espalhados pela cidade.

Os grupos seguem a metodologia indicada pelo Inca, baseada na terapia cognitiva comportamental, e conta com suporte do Ministério da Saúde para a distribuição de fármacos, como gomas e adesivos de nicotina, e a bupropiona, remédio de uso oral. A prefeitura de Porto Alegre investe recursos próprios para reforçar os estoques do medicamento, de modo a garantir a continuidade do tratamento.

De acordo com a médica Irma Rossa, especialista em dependência química, somente 3% dos fumantes conseguem largar o hábito sozinhos.

— É preciso desvendar as razões que levam a pessoa ao vício e fazer com que elas se motivem a enfrentar o desafio — explica Irma, que coordena grupos de tabagismo na Casa Bem-estar, mantida pela Unimed Porto Alegre.

Com ajuda de adesivos de nicotina e reuniões semanais no grupo, Ary Bueno, 64 anos, fumante há 45, está há 25 dias sem fumar.

— Tenho enfisema pulmonar. Depois de várias internações resolvi procurar ajuda para tentar largar o cigarro mais uma vez — conta Ary, que já tentou parar sozinho outras vezes, mas sempre acabava se rendendo novamente ao vício.

O exemplo de Ary mantém a jovem Helenice Thomaz, 29 anos, fumante desde os 14, firme no propósito de parar de fumar.

— Ver os estragos do cigarro na vida das pessoas mais velhas e conversar sobre as dificuldades no grupo é muito importante para não ter uma recaída — comenta.

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina, que é considerada uma droga. Por isso é tão difícil parar. Normalmente, a abstinência deixa o potencial ex-fumante ansioso, com dificuldade de concentração, irritado, com dores de cabeça. Tudo isso torna intensa a vontade de fumar. Beber água gelada, manter as mãos ocupadas e não ficar parado são algumas das recomendações para não fraquejar.


Efeitos do tabagismo em números
:: A produção do fumo reponde por 5% do total de florestas desmatadas nos países em desenvolvimento

:: Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é queimada

:: A fumaça do cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas

:: Pontas de cigarro correspondem a até 50% de todo o lixo coletado em ruas e rodovias

:: 48% dos familiares dos agricultores de lavouras de fumo sofrem de problemas de saúde associados ao uso de substâncias químicas, como dores de cabeça persistentes e vômitos

:: 25% de todos os incêndios são provocados por pontas de cigarros acesas, tanto domésticos quanto em matas e florestas

:: Fumantes passivos têm risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão, 30% mais chance de sofrerem doenças cardíacas e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas
Fonte: Inca


Fonte Zero Hora