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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Gripe severa duplica risco de uma pessoa desenvolver doença de Parkinson

Por outro lado, indivíduos que contraíram sarampo vermelho quando crianças possuem 35% menos chances de desenvolver a doença

Influenza grave duplica chances de uma pessoa desenvolver doença de Parkinson mais tarde na vida. É o que aponta estudo conduzido por pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá.

Por outro lado, indivíduos que contraíram caso típico de sarampo vermelho quando crianças possuem 35% menos chances de desenvolver Parkinson - distúrbio do sistema nervoso marcado pela lentidão dos movimentos, tremores, rigidez, e nas fases posteriores, perda de equilíbrio.

Descobertas se baseiam em entrevistas com 403 pacientes com Parkinson e 405 pessoas saudáveis em British Columbia, no Canadá.

A autora Anne Harris também examinou se a exposição ocupacional a vibrações - tais como equipamentos de construção - têm impacto sobre o risco de desenvolver Parkinson. Outro estudo da pesquisadora, publicado online este mês pelo American Journal of Epidemiology, reúne evidências de que a exposição ocupacional, na verdade diminuiu o risco de desenvolver a doença em 33%, em comparação com pessoas cujos empregos não envolvem qualquer exposição ocupacional a vibrações.

Enquanto isso, Harris descobriu que aqueles que foram expostos a vibrações de alta intensidade (por exemplo, dirigir snowmobiles, tanques militares e barcos de alta velocidade) tinham um risco consistentemente maior de desenvolver Parkinson do que as pessoas cujos empregos envolviam vibrações de menor intensidade (por exemplo, operação de veículos rodoviários). " A elevação do risco ficou aquém da significância estatística normalmente usada para estabelecer uma correlação, mas era forte e consistente o suficiente para sugerir um caminho para um estudo mais aprofundado" , diz Harris.

"Não há cura ou programas de prevenção de Parkinson, em parte porque ainda não entendemos porque ocorre em algumas pessoas e não em outras", observa a pesquisadora. "Esse tipo de trabalho meticuloso de investigação epidemiológica é crucial para identificar os mecanismos que podem estar no trabalho, permitindo o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção."

Fonte isaude.net

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Mulheres que trabalham mais têm maiores chances de ganhar peso

 
Estudo revela que mulheres que trabalham mais gastam menos tempo preparando refeições caseiras, praticando exercícios e dormindo

Novo estudo do Centre for Health Economics, da Universidade de Monash, na Austrália, aponta que mulheres de meia idade que passam longas horas trabalhando têm maior risco de ganhar peso. A pesquisa, publicada no International Journal of Obesity, analisou o impacto da situação de emprego e o número de horas de trabalho em relação ao peso de mulheres de meia idade e descobriu que aquelas que trabalharam mais de 35 horas foram mais propensas a engordar.

Foram observadas 9.276 mulheres com idades entre 45 e 50 anos usando o Australian Longitudinal Study of Women' s Health, de 1996 e 1998. O resultado mostrou que 55% das mulheres engordaram no período de dois anos. Em média, elas ganharam 1,5% do seu peso inicial, mas ganhos em quantidades extremas também foram evidenciados.

Para a responsável pela pesquisa, Nicole Au, as horas a mais de trabalho contribuíram para o ganho de peso porque as mulheres gastavam menos tempo na manutenção de sua saúde. "O estudo destaca o crescente número de mulheres que entram no mercado de trabalho e os efeitos sobre sua capacidade de manter um peso saudável. Horas de trabalho prolongadas podem reduzir o tempo gasto preparando refeições caseiras, praticando exercícios e dormindo, que são fatores de risco para a obesidade", explica.

Além disso, as mulheres que trabalhavam mais de 49 horas por semana foram mais propensas a fumar e consumir álcool, com 65% delas bebendo em níveis de risco e 36% não se envolvendo em qualquer atividade física.

A solução, segundo a pesquisadora, pode estar em políticas que ajudem as mulheres a reduzir o tempo gasto nas longas jornadas de trabalho, além de incentivar a manutenção de uma dieta saudável acompanhada de atividade física.

Fonte isaude.net

Estresse no trabalho eleva em até 70% possibilidade de problemas cardiovasculares para mulheres

As situações estressantes no trabalho aumentam o risco da mulher sofrer ataques cardíaco, AVC, infarto e outras doenças cardiovasculares.

O estresse prejudica milhões de pessoas no mundo, principalmente as mulheres modernas, que estão sobrecarregadas. Além de lidar com situações estressantes no trabalho, elas também precisam cuidar da casa, dos filhos e do marido. Um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho) já comprovou que as mulheres trabalham mais do que os homens, quando se leva em consideração a jornada doméstica.

Descobriu-se recentemente que o estresse no trabalho pode ser prejudicial na vida da mulher e desencadear uma série de problemas cardiovasculares a longo prazo.

Estresse no trabalho aumenta o risco de doenças cardiovasculares
De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Hospital Brigham and Women da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o estresse no trabalho aumenta o risco de doenças no coração em até 70% em mulheres. Os resultados do estudo foram divulgados na revista PLoS One na última quarta-feira (18).

Para elaborar a conclusão de que o trabalho estressante interfere a saúde da mulher, os pesquisadores consideraram os dados de 22.086 participantes, com idade média de 57 anos. Este estudo foi realizado em um período de 10 anos.

Após analisar os dados, constatou-se que, em uma década, ocorreram 170 ataques cardíacos, 163 casos de AVC e 52 mortes causadas por doença cardiovascular. O estudo também estabeleceu uma associação entre os eventos cardíacos com o estresse sofrido diariamente pelas mulheres que trabalham. Outros dados contribuíram para o resultado da pesquisa, como alimentação, estilo de vida e idade.

Segundo a conclusão da pesquisa norte-americana, as mulheres que se estressam com o emprego possuem 40% mais chances de sofrer doenças cardiovasculares, como AVC e ataque cardíaco. Descobriu-se também que, a condição imposta pelo estresse, aumenta 70% o risco de sofrer infarto não fatal. Os resultados foram elaborados a partir da relação com as mulheres que não sofriam estresse constante no trabalho.

Para que um emprego fosse considerado estressante, os pesquisadores levaram em conta as ocupações que exigem demais da mulher, isto é, que a deixam sobrecarregada de tarefas e oferecem prazos limitados para a conclusão de determinadas atividades. Além de ser excessivo, o trabalho também faz com que a mulher se mantenha em constante estado de tensão.

A coordenadora da pesquisa, Michelle Albert, acredita que a tensão sofrida pelas trabalhadoras é uma forma de estresse psicológico, capaz de afetar diretamente a saúde cardiovascular. Ela também alerta a necessidade de adotar cuidados especiais para quem vive uma rotina estressante no trabalho.

Como amenizar o estresse no trabalho?
O estresse não interfere apenas na saúde, mas também na produtividade, por isso é necessário adotar algumas medidas para amenizá-lo. Confira a seguir algumas dicas:

- Antes de tomar uma decisão séria, realize um exercício de respiração;

- A tensão corporal quase sempre está localizada na região dos ombros, então procure relaxá-los;

- Para descarregar a tensão, sem ser demitido, tenha sobre a mesa de trabalho objetos que podem ser apertados;

- Valorize o seu direito de tirar férias do trabalho, pois ajuda a mente descansar.

Fonte Mundo das Tribos

Criança com câncer desenvolve estratégia para enfrentar quimioterapia

Estudo revela que crianças com câncer constroem vínculos com equipes de saúde e modos de encarar o tratamento
Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP
Estudo revela que crianças com câncer constroem vínculos
com equipes de saúde e modos de encarar o tratamento
Paciente constrói vínculo positivo com equipe de saúde e mantém desejo e disposição para realizar brincadeiras

Crianças diagnosticadas com câncer constroem vínculos positivos com equipes de saúde, e mantêm o desejo e a disposição para realizar brincadeiras, mesmo após a descoberta da doença e durante o tratamento quimioterápico, aponta pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. O trabalho da terapeuta ocupacional Amanda Moya Pacciulio, mostra que as crianças evidenciam aspectos saudáveis e desenvolvem estratégias para lidar com as adversidades do tratamento, como os efeitos da quimioterapia, por exemplo.

Amanda entrevistou dez crianças entre 7 e 12 anos, diagnosticadas com câncer, em tratamento de quimioterapia e hospitalizadas há pelo menos três meses no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP. As entrevistas foram realizadas individualmente com as crianças, na própria enfermaria em que se encontravam internadas. Amanda utilizou fantoches de dedo, método que desperta interesse e curiosidade, incentivando a participação ativa na pesquisa, além de facilitar a expressão da criança.

Como método de estudo, a terapeuta procurou a perspectiva de cada criança acerca do processo de tratamento do câncer no hospital, e investigou os aspectos da hospitalização que consideravam como positivos e negativos para só então abordar o tratamento quimioterápico hospitalar e suas estratégias de enfrentamento, utilizando entrevistas semi-estruturadas. Entre os aspectos negativos do tratamento, as crianças citaram os efeitos colaterais da quimioterapia, como as náuseas e vômitos, além da perda do apetite, a fadiga, a queda dos cabelos e, ainda, a dor, essa causada principalmente pelos procedimentos invasivos.

A falta de apetite, diz Amanda, foi citada por apenas uma criança e, segundo esta, a inapetência desaparecia alguns dias após a infusão quimioterápica. " Para enfrentar esse problema, as crianças e seus familiares desenvolveram algumas estratégias como, comprar alimentos em lanchonetes e restaurantes localizados nas dependências do hospital ou levar de casa a comida que mais agrada a criança" , observa.

Brincar
A ociosidade imposta pela permanência no hospital foi outro fator negativo apontado pelas crianças. Nos depoimentos, elas dizem ficar cansadas por não ter o que fazer, mas valorizam a existência de brinquedos próprios do hospital. " Sobre as áreas de lazer disponibilizadas para as crianças, elas gostam do parquinho e do jardim, no pátio externo, e da sala da classe hospitalar, onde é oferecida recreação, sendo disponibilizados alguns jogos e atividades gráficas" , diz a pesquisadora. " Entretanto, as crianças lembram que o fato de ficarem grande parte do tempo conectadas à bomba de infusão de quimioterápicos, limita o acesso a estes locais, o que ressalta a importância da existência de brinquedotecas, adaptadas ao contexto hospitalar."

Outro aspecto positivo, diz Amanda, são as atividades lúdicas, expressivas e artesanais oferecidas pela terapeuta ocupacional da equipe e suas estagiárias, consideradas como estratégia que favoreceu o enfrentamento da hospitalização. " O trabalho desenvolvido pelos ' palhaços' da Companhia do Riso também foi citado como diferencial do hospital" , conta a terapeuta ocupacional. " Elas entendem a importância do quimioterápico no tratamento do câncer, pareceram suportar com maior facilidade os seus efeitos colaterais e a necessidade das hospitalizações, por ter como objetivo final a cura" , afirma Amanda.

Para a pesquisadora, o vínculo positivo e afetivo, entre pacientes e equipe de saúde, também contribuiu para o enfrentamento do processo de tratamento, assim como o uso de bonés, lenços, chapéus e peruca auxiliou no enfrentamento da queda do cabelo e de seus impactos negativos na autoestima e autoimagem das crianças. A respeito da espiritualidade, Amanda relata que as crianças receberam influência religiosa de seus familiares e deles assimilaram o hábito de rezar.

" Independentemente do momento terapêutico no qual as crianças se encontrem ou de seu prognóstico, elas, em parte influenciadas pelos familiares que lhe transmitem suas crenças e valores, mantêm a esperança de cura como uma chama acesa, nutrida pela religião" , destaca. O mestrado Estratégias de enfrentamento do tratamento quimioterápico na perspectiva de crianças com câncer hospitalizadas foi apresentado no curso de Pós-Graduação em Enfermagem em Saúde Pública, sob orientação da professora Lucila Castanheira Nascimento, em março de 2012.

Fonte isaude.net