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sábado, 4 de agosto de 2012

Controle a irritação nos olhos causada pela blefarite

Caspa nos cílios tem varias causas e o seu xampu pode piorá-la

O nome até soa estranho, mas a blefarite é mais comum do que se imagina. "Estima-se que cerca de 30% da população mundial tenha a doença, considerada a alteração ocular crônica de maior prevalência no mundo", afirma o oftalmologista Emerson Morishita, do Hospital de Olhos Paulista. O problema, que causa irritação e descamações na pele, ocorre por causa da inflamação da borda das pálpebras e pode prejudicar as glândulas que ajudam na lubrificação dos olhos.

"Essa região das pálpebras é extremamente sensível e inflama principalmente em dias de tempo seco e em pessoas que possuem dermatite seborreica, olho seco e excesso de oleosidade na pele", diz o oftalmologista Jonathan Lake, do Oftalmed - Hospital da Visão, de Brasília. Os tipos mais frequentes são a blefarite seborreica e a bacteriana, mas também há a alérgica e, mais rara, a ulcerativa. Entenda a diferença e adote oito cuidados para amenizar a doença e prevenir crises ? além do tratamento indicado pelo oftalmologista.

Xampu infantil - Foto: Getty Images1.Use xampu infantil neutro
Com um pouco de água morna, passe xampu infantil na região dos cílios e limpe delicadamente a região. "Esse tipo de cosmético é neutro, ou seja, causa menos irritação nos olhos", afirma o oftalmologista Jonathan. Mesmo assim, evite esfregar demais ou deixar o produto entrar no olho, já que isso pode provocar ressecamento.

Essa limpeza é ótima para tratar quase todos os tipos de blefarite: na seborreica, elimina a oleosidade excessiva que entope as glândulas; na bacteriana, ajuda a limpar o local e evitar acúmulo de bactérias causadoras da inflamação; na alérgica, remove os alérgenos que causam a reação alérgica, como poeira e ácaros. No caso da ulcerativa, o oftalmologista precisa avaliar a condição do paciente, pois esse tipo é mais grave e possui crostas que, quando removidas, formam feridas.

Mulher passando algodão nos olhos - Foto Getty Images2. Evite usar toalhas quentes nos olhos
Algumas pessoas usam toalhas para amenizar a irritação e o incômodo causado pela blefarite. "Mas fazer muitas compressas de toalha quente pode estimular a produção de oleosidade na pálpebra, agravando o quadro", afirma Emerson Morishita. Além disso, a toalha de rosto não é um objeto totalmente limpo e pode aumentar o acúmulo de micro-organismos na região. Por isso, use sempre um cotonete ou um algodão.  

Mulher estressada na frente do computador com a vista cansada - Foto: Getty Images3. Cuidado com o estresse
A tensão e a ansiedade do dia a dia causam desequilíbrio de várias funções do corpo. Com as glândulas dos olhos, não é diferente. "Pode ocorrer um aumento da produção de óleo na região das pálpebras, aumentando a vermelhidão e a dermatite", afirma o oftalmologista Emerson.

Homem coçando os olhos - Foto: Getty Images4. Não coce o olho
Essa é a lei número um para quem quer ter olhos saudáveis por vários anos. Embora a blefarite provoque coceira, quem coça o olho leva bactérias a ele, agravando a doença. "Sem contar que, a cada coçadinha, você perde um número maior de células da córnea que nunca são repostas e pode ter problemas mais sérios nos olhos depois de um tempo", afirma Jonathan Lake. Peça ao seu oftalmologista que indique colírios ou outras formas de amenizar a coceira.

Lavando as mãos - Foto: Getty Images5. Lave sempre as mãos
Você pode até saber que coçar o olho é um problema sério, mas dificilmente irá se lembrar disso quando estiver distraído com a correria da rotina. Por isso, ter o hábito de manter as mãos sempre limpas é uma forma de amenizar os danos causados pelos pequenos deslizes que você comete ao longo do dia ao passá-las nos olhos.

Massagem nos olhos - Foto: Getty Images6. Faça massagem na região
Essa dica pode ser feita durante a limpeza dos olhos com xampu infantil: faça uma leve e delicada massagem na pálpebra superior e inferior (a pele acima e abaixo do olho, próxima aos cílios). "Essa massagem leva à renovação do conteúdo das glândulas que produzem gordura para lubrificar o olho, evitando que elas fiquem entupidas ou contaminadas", afirma o oftalmologista Jonathan.

Mulher passando lápis de olho - Foto Getty Images7. Use maquiagem com cautela
Lápis e delineador nunca devem ser passados dentro dos olhos, naquela parte próxima aos cílios, pois é exatamente ali que ficam as saídas das glândulas que produzem gordura para proteger o olho. "Isso pode irritar a região e agravar ou aumentar o risco de blefarite", afirma Jonathan Lake. Dependendo do grau da irritação causada pela doença, o médico diz que nem mesmo lápis e rímel podem ser utilizados.

Homem colocando lente de contato - Foto Getty Images8. Lente de contato só depois de consulta
"Muita gente tem blefarite bacteriana em um grau muito leve e mal percebe", afirma o oftalmologista Jonathan. O perigo da lente de contato é que ela pode agravar a doença porque deixa a bactéria dentro do olho constantemente. Por isso, o ideal é que qualquer pessoa consulte um oftalmologista antes de usar lentes. "Quem compra direto na farmácia ou em óticas sem indicação corre o risco de prejudicar a saúde do olho", comenta o médico.

Fonte Minha Vida

Molécula que causa Alzheimer reverte paralisia relacionada à esclerose múltipla

Estudo com ratos mostra que injeção de A-beta antes do aparecimento dos sintomas é capaz de atrasar ou mesmo reverter a paralisia

Molécula A-beta (ou beta-amilóides) considerada uma das principais causas do Alzheimer é capaz de reverter paralisia relacionada à esclerose múltipla (MS - sigla em inglês). É o que sugere estudo conduzido por pesquisadores dos Estados Unidos.

A molécula é também encontrada em lesões provocadas pela esclerose múltipla, que ocorrem quando as células imunes invadem o cérebro e a medula espinal e atacam os revestimentos isolantes das células nervosas. Os sinais nervosos então se misturam levando à cegueira, perda do controle muscular, além de dificuldades de fala, raciocínio e atenção.

Cientistas da Universidade de Stanford então decidiram estudar o papel da A-beta na MS. Eles então utilizaram um modelo de rato que mimetiza várias características da doença - incluindo o ataque auto-imune em seções mielinizadas do cérebro.

A equipe injetou a molécula A-beta na barriga as cobaias. Os cientistas esperavam que a injeção agravaria a condição, mas ocorreu o oposto.

Em ratos cujo sistema imunológico tinha sido "treinado" para atacar a mielina, o que geralmente resulta em paralisia, as injeções de A-beta - administradas antes do início dos sintomas - atrasaram ou mesmo reverteram a paralisia. segundo os pesquisadores, resultados mostram que quando a molécula é injetada fora do cérebro ela é capaz de moderar ou até mesmo reverter os sintomas da esclros múltipla e não causa Alzheimer nos ratos.

Os pesquisadores defendem a hipótese que a surpreendente descoberta vai abrir novos caminhos na luta contra a esclerose múltipla, uma condição extremamente debilitante que afeta, somente no Reino Unido, cerca de 100 mil pessoas. Testes laboratoriais mostraram que a A-beta combate não só os sintomas visíves, tais como a paralisia, mas também o aumento em certas moléculas inflamatórias que caracteriza os surtos de esclerose múltipla.

"Esta é a primeira vez que foi mostrado que a A-beta possui propriedades anti-inflamatórias", diz o principal autor do relatório, Lawrence Steinman

O pesquisador Lennart Mucke, do Gladstone Institute of Neurological Disease, observa que enquanto a A-beta é tóxico no cérebro, a molécula pode desempenhar um efeito diferente em outras partes do corpo.

"A-beta é produzida em nosso corpo durante o tempo todo. No entanto, mesmo tendo sido estudada há décadas, sua função normal continua por ser identificada. O mais intrigante, para mim, é o papel potencial deste peptídeo na modulação do sistema imunológico fora do cérebro. É provavelmente uma droga contra esclerose múltipla em todo lugar abaixo dessa linha", conclui.

Fonte isaude.net

Pesquisadores encontram gene da obesidade em mexicanos

O gene foi encontrado somente em populações com componente indígena ou mestiça americana; também foram estudados grupos da África, Ásia e Europa

Os mexicanos trazem no organismo o gene da obesidade, motivo pelo qual mostram uma alta predisposição ao sobrepeso, segundo revela um estudo cientifício realizado pela Faculdade de Química, da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).

O gene também é responsável por fazer com que os mexicanos sofram de doenças crônicas e complicações metabólicas em uma proporção maior do que a média dos seres humanos, segundo os especialistas da Unam.

De acordo com o estudo, realizado em colaboração com o Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán e o Instituto Nacional de Medicina Genômica, foi identificada "uma variante genética de risco metabólico, exclusiva dos mexicanos".

Um dos especialistas da equipe que conduziu a pesquisa, Samnuel Canizalez, o gene altera a função do transportador de colesterol ABCA1 e provoca uma diminuição nos níveis de "colesterol bom", o HDL, encarregado de limpar as artérias.

Se esse transportador funciona bem resulta níveis normais ou altos de HDL, que possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, motivo pelo qual pessoas com colesterol bom alto tendem a viver mais.

O gene foi encontrado somente em populações com componente indígena ou mestiça americana. Também foram estudados grupos da África, Ásia e Europa.

Fonte R7

Para 53% dos pacientes com psoríase, doença já esteve mais controlada

Estudo reforça necessidade de aumentar a conscientização sobre a doença e fortalecer a parceria entre médico e paciente

Pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Psoríase (CBP) com 234 pacientes, em São Paulo, aponta que 51% dos entrevistados convivem com lesões e manchas avermelhadas na pele, escamas brancas, deformidades nas unhas e descamação no couro cabeludo. Segundo o levantamento, 53% afirmam que a doença já esteve melhor do que agora e, quando perguntados sobre os locais do corpo atingidos pela doença, 50% apontam que hoje ela atinge áreas aparentes e também cobertas pela roupa.

" Estes dados mostram a necessidade de aumentar a conscientização sobre a doença e fortalecer a parceria entre médico e paciente para o combate à psoríase" , explica o diretor do CBP, Cid Sabbag.

Uma parte deste caminho já é percorrida por 69% dos pacientes, que disseram ter recebido o diagnóstico por um médico, e por 22% dos participantes do levantamento, que dizem ter realizado de duas a cinco consultas dermatológicas durante o ano. " Por se tratar de uma doença inflamatória crônica, o acompanhamento do dermatologista em longo prazo é imprescindível" , ressalta Sabbag. Por outro lado, pacientes também devem se comprometer com a adesão ao tratamento, seguindo de maneira adequada as orientações que recebem nestas consultas.

Em relação aos tratamentos, o levantamento revela que 62% dos pacientes estão insatisfeitos devido à falta de resultados efetivos e que 90% buscam terapias alternativas. " Estes dados apontam a necessidade de ações educativas e de conscientização sobre a psoríase, pois apesar de não ter cura, a doença tem controle" , alerta o dermatologista.

Entre as formas de controle estão o uso de imunossupressores e retinoides, de via oral; ou de aplicação subcutânea ou intravenosa como os medicamentos imunobiológicos, feitos a partir de células vivas.

Fonte isaude.net

Pimenta-de-macaco tem potencial para tratamento odontológico antifúngico

Estudo investiga a potencialidade da atividade antifúngica do extrato de pimenta-de-macaco sobre um tipo de infecção hospitalar

A pimenta-de-macaco pode atuar no tratamento odontológico antifúngico. Estudo realizado em Manaus (AM) investiga a potencialidade da atividade antifúngica do extrato de pimenta-de-macaco (Piper aduncum) sobre Candida albicans. Segundo a pesquisa preliminar, o gênero Candida albicans é responsável por cerca de 80% das infecções fúngicas em ambientes hospitalares.

" Estas infecções se mostram tão importantes pela frequência com que colonizam e infectam hospedeiros humanos" , explicou a bolsista da pesquisa, a estudante de odontologia Karen Tavares, Universidade Nilton Lins. O trabalho de Karen recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

Tavares disse ainda que micro-organismos como Candida albicans são frequentemente designados como patógenos oportunistas, que comumente são isolados na cavidade bucal, intestino e vagina, estando associados a infecções sistêmicas e superficiais. " Na odontologia, observa-se a prevalência do microorganismo em portadores de HIV, pacientes com baixa imunidade e pessoas que utilizam próteses dentárias por conta da higienização" , disse.

A estudante informou que a pimenta-de-macaco é uma das espécies de planta mais populares da Amazônia. " Neste estudo foram realizadas investigações, para determinar a atividade antifúngica desta espécie vegetal" , destacou.

Fonte isaude.net