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sábado, 11 de agosto de 2012

Aplicativo diz medir batimento cardíaco com câmera de celular

Cardiio foi criado por pesquisadores do MIT, nos EUA. Programa usa câmera do iPhone 4S e do iPad 2.

O aplicativo Cardiio, criado por pesquisadores do MIT, promete transformar o iPhone 4S e o iPad 2 em medidores de batimentos cardíacos. Para isso, o programa usa a câmera frontal dos aparelhos para analisar a quantidade de luz que reflete no rosto do usuário e determinar seu pulso.

“Toda vez que seu coração bate, mais sangue é enviado para o seu rosto pelos seus vasos, fazendo com que eles aumentem”, explicam os desenvolvedores. “O aumento do volume de sangue faz com que mais luz seja absorvida, resultando em uma redução na quantidade de luz refletida no rosto.”

O aplicativo, dizem os criadores, usa uma tecnologia sofisticada para rastrear essas pequenas variações no rosto do usuário.

Os pesquisadores ressaltam que o usuário obtém um melhor resultado se evitar fazer a detecção em lugares com iluminação desigual.

O Cardiio pode ser baixado na loja de aplicativos da Apple e custa US$ 4,99 (acesse aqui).

Fonte G1

Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantis

Eles são caricatos, infantis e irreais. Porém diversos personagens infantis, das histórias em quadrinhos ou dos desenhos animados têm, na fala, características bastante humanas. E muitos deles poderiam dar um pulinho no consultório de um fonoaudiólogo para melhorar seus problemas de comunicação (que muitas vezes causam muita confusão). Afinal, não é porque se é um porquinho, um pato ou um coelho que é preciso conviver com estas condições relativamente simples de serem resolvidas.

A convite do portal “O que eu tenho?”, a fonoaudióloga Débora Befi, coordenadora do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), esqueceu por alguns momentos que eles são personagens fictícios e analisou os principais problemas fonoaudiológicos em personagens de desenhos animados infantis.

cebolinha Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisEles não trocam a letra, trocam o som
Cebolinha e Hortelino Troca-Letras estão separados por uma longa distância geográfica (sem contar que vivem em épocas diferentes, dependendo de suas aventuras). Mas estes dois personagens têm problemas fonoaudiológicos em comum. Ambos trocam, de forma similar, o som do “r” pelo “l”.

“No caso do Cebolinha talvez seja mais compreensível, pois este tipo de troca ou confusão de sons é comum até certa idade. Até os quatro anos é perfeitamente normal ocorrer este problema, pois a criança está aprendendo a articular os sons da fala. Entre os quatro e os seis anos esse tipo de confusão de grupos consonantais já deveria estar sumindo. O Cebolinha está um pouco atrasado neste desenvolvimento, mas ainda é possível reverter este processo”, analisa Débora.

hortelino Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantis“A dificuldade de vibração de ponta de língua, por exemplo, para produzir o “r” , na hora de falar, são estratégias bastantes simples que, com o auxílio de um profissional de fonoaudiologia, podem ter remissão rapidamente. Já no caso do Hortelino é mais difícil, pois ele já é um adulto. Vai precisar de mais tempo, mas também é possível esta readaptação da fala”, diz.

patolino Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisUm problema nos músculos da língua
Patolino e Frajola são outros dois personagens com um problema em comum. Ambos têm o chamado ceceio, uma condição caracterizada por um tônus muscular mais fraco, ou seja, os músculos da língua não se fortaleceram o suficiente durante a fase de desenvolvimento e, em consequência disso, pode haver projeção da língua durante a fala.

frajola Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisAlém da projeção da língua, estes dois personagens podem ter problemas de deglutição (dificuldade para engolir alimentos). Talvez por isso o Frajola tenha tanta dificuldade de dar cabo de seu alimento predileto, o Piu-Piu (cuja fala infantilizada é provavelmente mais um problema para um psicólogo do que para o fonoaudiólogo).

“O ceceio anterior – projeção da língua entre os dentes da frente – faz com que a produção de alguns sons (“s”, por exemplo), seja distorcida, no caso do Patolino. A saliva, que também é em parte controlada pelo movimento da língua, pode acabar saindo junto com o ar. Já o Frajola tem uma espécie de ceceio lateral, então o ar escapa por debaixo da língua nas laterais, parecendo que há um “xê” perdido em algumas palavras”, observa Débora.

A reabilitação da força muscular e readequação da mastigação/deglutição são alguns aspectos que ajudam a reverter quadro.

ligeirinho Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisSem vírgulas nas frases
O mexicano Ligeirinho pode ser facilmente classificado como ansioso. Mas como ele não parece exatamente estressado o tempo todo – levando as situações problemáticas que enfrenta com bastante bom humor – então o mais provável é que ele tenha uma alteração de fluência pelo aumento da velocidade de fala que pode comprometer o entendimento do que ele diz.

“Não há causa determinada para essa alteração de velocidade, pode até ser uma característica dele enquanto falante. Talvez o núcleo familiar seja de pessoas que falem rápido e ele só repete o modelo. Atividades específicas para promoção da fluência com profissional especializado podem ser o suficiente para ele”, indica a fonoaudióloga.

mickey Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisOs campeões falam fino
Mickey, um campeão em vendagens de produtos ligados à sua imagem, pode ter um problema similar a outro campeão, o lutador Anderson Silva. A fala afinada pode ter origem em um simples atraso de muda vocal.

“A voz se forma a partir de um conjunto de estruturas. Pulmão, cordas vocais, garganta, boca, língua são as principais. A voz fina, muitas vezes, pode ser decorrente de características da própria laringe. Outra causa, até certa idade, é um atraso na muda vocal. A muda vocal se dá na adolescência – caracterizada pela voz de ‘taquara rachada’ exatamente por esse motivo – mas em alguns casos podem demorar um pouco mais para se adequar, ou então não se adequar de maneira nenhuma e conviver com esse tom de voz. O Anderson Silva, pode ter uma dessas características, não se pode afirmar, deveria ser avaliado por um especialista. Já o Mickey é difícil ter uma ideia da sua idade real, então não é possível ter certeza ainda. Apenas um especialista, a partir de testes em consultório poderia dar um diagnóstico mais preciso. Mas acho difícil isso acontecer”, brinca Débora.

pernalonga 2 Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisDessa vez o coelho não escapa
Pernalonga não poderia ficar fora dessa. O coelho é extremamente inteligente e tem um discurso que convence qualquer um. Mas a voz anasalada é característica de pessoas popularmente conhecidas como fanhosas.

“É uma condição que pode ser causada por problemas anatômicos, ou ainda, uma dificuldade de movimentação do chamado ‘véu palatino’, que veda o nariz quando falamos evitando o escape do ar. O problema se caracteriza pelo escape dos sons orais através do nariz, criando uma sonoridade reconhecida pela maioria das pessoas. Normalmente, a reabilitação fonoaudiológica é bastante eficiente para auxiliar na solução do problema”, afirma a especialista.

donald Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisAlguns problemas podem ser muito graves
Um personagem que pode estar em maus lençóis é o irritadiço Pato Donald. A especialista aponta que o problema que atinge a fala de Donald pode ser uma conjunção de fatores.


Outro que poderia ter algum problema mais complexo seria o Coiote Coió, um dos maiores consumidores de produtos Acme e cuja fixação pelo Papa-Léguas lhe rende galos na cabeça o tempo todo. “Ele ouve, mas não fala. Isso pode ser um indicativo de um problema complicado também, afinal a comunicação e a fala, em humanos, é algo natural. O que me faz ficar mais tranquila é que, no final das contas, ele é apenas um coiote, então não falar não é exatamente um problema”, brinca a especialista.

gaguinho Principais problemas fonoaudiológicos de personagens infantisPo-po-por hoje é só
O Gaguinho tem um problema fonoaudiológico nada difícil de descobrir. A gagueira, que pode se caracterizar pela repetição de sons, sílabas, bloqueios, longas pausas, entre outras características. Por ser muito impactante do ponto de vista social a gagueira não deveria ter graça alguma. Para ler mais sobre o assunto, veja AQUI e AQUI.

Brincadeira, mas nem tanto
O texto acima, claro, é uma brincadeira. Afinal o que faz os desenhos infantis serem engraçados é a suspensão da realidade e a aceitação da caricatura dentro do contexto das histórias.

Mas os problemas analisados são reais e vários deles podem comprometer a convivência social ou criar traumas em pessoas que não sabem a quem recorrer para reverter seu quadro.

Os profissionais indicados para avaliar melhor estes problemas da fala são os profissionais de fonoaudiologia e os médicos otorrinolaringologistas, cuja especialidade de nome gigantesco também pode avaliar – encaminhar para outros especialistas – a maioria dos problemas citados.

Fonte O que eu tenho

Jogo patológico: idosos estão cada vez mais vulneráveis ao impacto desse transtorno

Bingo, jogo do bicho, corrida de cavalos ou então aquelas maquininhas eletrônicas de apostas onde o som das moedas entrando se confundem com a cacofonia eletrônica que lembram os velhos videogames. Não parece nada sério. Diversão barata e um tanto quanto datada, diriam alguns. O público desse tipo de jogo parece ainda mais inofensivo, afinal são senhores e senhoras de cabelos brancos. Avôs e avós que parecem ingênuos e não combinam com o perfil do jogador patológico.

Pois saiba que é cada vez mais crescente o número de idosos que estão vulneráveis a esse transtorno. O jogo patológico na terceira idade atinge pessoas com mais de 50 anos e que por diversos motivos se vêm enfrentando um padrão de comportamento compulsivo onde as perdas financeiras e sociais não impedem a recorrência das apostas e dos riscos. Os jogadores patológicos perdem o controle sobre quando e o quanto jogam.

“Diferente dos adultos jogadores patológicos os idosos possuem mais tempo livre e um nível sócio econômico mais elevado. Não que eles ganhem mais, mas possuem vidas mais estáveis e uma série de bens de consumo que acumularam durante a vida. Eles também podem estar sofrendo com a diminuição do seu círculo de amizades e contatos sociais, com 0 distanciamento da família ou mesmo com a morte de entes queridos. Isso tudo faz com que eles estejam mais vulneráveis a desenvolver o jogo patológico”, explica Cecília Galleti, psicóloga clínica, pesquisadora do IPq (Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP) e colaboradora do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico (PROAMJO).

O jogo acaba tendo impacto econômico na vida desses idosos e pioram a situação de interação social. Os laços afetivos fora do ambiente de jogo se tornam ainda mais frágeis e o isolamento pode piorar.

Cecília é responsável por uma pesquisa que acompanhou diversos pacientes idosos que participam de grupos de apoio para o tratamento do jogo patológico e aponta algumas características desse grupo. “Atendemos jogadores patológicos, na grande maioria, acima dos 60 anos e que, ao contrário de outros grupos de idosos, tinham acesso à informação e procuraram ajuda para se tratar”, explica.

O detalhe é importante, segundo a pesquisadora, pois ainda não se sabe a real extensão do problema nesse público específico. “Trabalhamos com a estimativa de que menos de 10% desse público procure ajuda, ou seja, não temos dimensão dos números reais de pessoas nessa idade acometidas do transtorno do jogo patológico”, diz Cecília.

Diferenças entre os homens e mulheres atendidos
“Os homens costumam apresentar o hábito do jogo há mais tempo. Mas somente depois de muito tempo é que o comportamento se torna patológico. Nas mulheres o hábito se instaura já na velhice, mas elas apresentam uma rápida progressão da doença e também procuram ajuda mais rápido. Os homens, nesses casos, esperam mais tempo e normalmente já os atendemos quando o comportamento é intenso”, afirma a psicóloga.

O que pode contribuir para que essas pessoas procurem ajuda é o nível de informação. “O grande problema com os idosos é o certo isolamento da informação. Não são todos que acessam a internet ou que têm a referência de algum amigo ou familiar que os encaminhe”, diz Cecília.

Para a pesquisadora seria importantíssimo que os médicos especialistas, como geriatras e gerontólogos deveriam estar mais atentos ao início desses hábitos. “Seria importantíssimo que esses profissionais incluíssem na prática clínica conversar com os pacientes sobre hábitos que podem se transformar em um vício, como saber se eles estão bebendo com mais regularidade ou se estão se envolvendo com jogos de azar – aqueles onde o resultado não depende somente da habilidade do jogador, mas possuem fatores como a aleatoriedade envolvida, como os jogos citados ou o carteado”, aponta.

Com isso, a detecção da instalação do transtorno de jogo patológico poderia ter no consultório uma frente de encaminhamento eficaz. Nos próximos meses, uma pesquisa nacional sobre o assunto deve ficar ser apresentada ao público. Hermano Tavares, coordenador do PROAMJO/IPq e que participou na pesquisa de Cecília, também coopera com o projeto. Será o primeiro levantamento nacional sobre o uso abusivo de álcool, drogas e jogo e contemplará o problema crescente entre os idosos.

 
Para procurar ajuda

• PROAMJO: Programa Ambulatorial do Jogo Patológico do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Tel.: 11 3069.7805

• ANJOTI: Associação Nacional do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso. Site: www.anjoti.org.br

• J.A.: Jogadores Anônimos. Site: www.jogadoresanonimos.com

Fonte O que eu tenho

Milho previne doenças, corrige deficiências e é excelente fonte de fibras e energia

Rico em vitaminas e minerais, alimento integra o grupo dos carboidratos

Um dos cereais mais consumidos do planeta, o milho previne doenças, corrige deficiências e é uma excelente fonte de fibras e energia. Nativo das Américas, o alimento integra o grupo dos carboidratos com elevado teor energético.

Conforme a nutricionista Tamara Lazzarini, cada 100 gramas do grão contém cerca de 360 kcal — o que representa quase 20% da necessidade calórica de um adulto, em torno de 2.100 kcal diárias. Mestre em Nutrição Humana pela USP, Tamara lembra ainda que o milho é uma importante fonte de vitaminas A, C, e as do complexo B, além de minerais importantes como ferro, fósforo, potássio e cálcio, em quantidades menores.

— A vitamina A age como antioxidante, combatendo os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento. Já vitamina C auxilia na absorção do ferro no sistema imunológico, enquanto as do complexo B, também encontrados no cereal, atuam sobre o sistema nervoso, renovando as células, produzindo glóbulos vermelhos (hemácias), e auxiliando no funcionamento da tireóide e do aparelho reprodutor — explica.

Sua proteína, quando associada a uma leguminosa (feijões) ou ao leite, é quase completa. Já o óleo de milho, cuja gordura é poli-insaturada, é uma das principais fontes de ômega-6 existentes, contribuindo para a prevenção de distúrbios cardíacos. Outra propriedade do óleo de milho é seu elevado teor de vitamina E, que previne ou evita a ação dos chamados radicais livres.

As farinhas de milho processadas pelas empresas que integram a Associação Brasileira da Indústria do Milho (Abimilho) são enriquecidas com ferro e ácido fólico.

— O ferro é um dos principais responsáveis pela formação de glóbulos vermelhos e, portanto, evita ou corrige a anemia, problema que pode afetar de 30% a 50% da população infantil de certas regiões do País — diz a especialista.

Já o consumo de ácido fólico pela gestante evita o problema conhecido como espinha bífida (má-formação do sistema nervoso central do feto).

O milho pode ser consumido diariamente por crianças, jovens, adultos e idosos, em quantidades diferenciadas e adaptadas.

Fonte Zero Hora

Lesões pré-câncer de colo do útero já podem ser tratadas sem cirurgia no RS

Equipamento destrói focos com onda de calor, em aplicações que duram um minuto

As mulheres gaúchas já podem contar com um equipamento fornecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar lesões que antecedem o câncer de colo do útero e o carcinoma in situ (câncer do colo que não iniciou a invasão), sem necessidade de cirurgia.

A nova técnica, aprovada e recomendada mundialmente, está sendo disseminada no Estado e no país pelo ginecologista Paulo Naud, a partir do uso do aparelho de SEMM, que leva o nome de seu criador, o médico alemão Kurt Semm. O aparelho destrói a lesão com aplicações que duram um minuto. Localizada a lesão, uma onda de calor a destrói, sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

— Nossa meta é diminuir a incidência deste tipo de câncer nas mulheres brasileiras com exames de prevenção e prestar um atendimento de excelência às pacientes com lesões precursoras, utilizando as melhores tecnologias disponíveis — diz Naud.

O pesquisador explica que a utilização do equipamento traz muitos benefícios para as pacientes, pois o procedimento pode ser realizado em uma consulta normal no consultório, sem cirurgia e anestesia e com recuperação muito mais rápida.

Um estudo realizado pela OMS por mais de dez anos na Europa comprova que a eficiência do método é a mesma da cirurgia tradicional.

— É um avanço enorme, pois é menos invasivo e muito mais seguro nos tratamentos de câncer ginecológico — conclui Naud.

Fonte Zero Hora