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sábado, 18 de agosto de 2012

Ferramenta de sutura descartável reduz complicações pós-operatórias

Novo dispositivo orienta a colocação de pontos cirúrgicos e impede a perfuração de órgãos internos no abdômen

Equipe de estudantes e pesquisadores da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, desenvolveu uma ferramenta de sutura descartável capaz de reduzir complicações pós-operatórias.

O dispositivo, que recebeu o nome de FastStitch, é descrito como um cruzamento entre um alicate e uma furadeira e tem potencial para orientar a colocação de pontos cirúrgicos e impedir a perfuração de órgãos internos no abdômen.

A abordagem vai melhorar a forma como até 5 milhões de cirurgias abdominais abertas são realizadas anualmente nos Estados Unidos para tratamento de câncer, problemas de fígado e outras doenças comuns.

Segundo os pesquisadores, se as incisões desses procedimentos não são fechadas de forma adequada, um paciente pode desenvolver complicações, tais como hérnia e infecção.

Para resolver essas complicações, alunos e pesquisadores foram convidados a projetar e testar uma ferramenta que iria melhorar a forma como cirurgiões costuram a parte mais forte do abdômen, a camada muscular chamada fáscia, localizada logo abaixo da pele do paciente.

"Os médicos que necessitam suturar a camada fascial dizem que é como empurrar uma agulha através do couro do sapato. Se a agulha acidentalmente corre e corta o intestino, pode conduzir a uma infecção que pode ser muito perigosa", afirma o estudante Luis Hererra.

Para evitar esse risco, os alunos projetaram a agulha de FastStitch para permanecer alojada no interior da ferramenta de sutura. "Você coloca a camada fascial entre os braços superior e inferior do dispositivo. Então, conforme você fecha os braços, o grampo de mola é forte o suficiente para perfurar a agulha através da camada fascial. Quando isso acontece, os movimentos da agulha se limitam de um braço do instrumento para o outro", explica o líder da equipe Sohail Zahid.

O dispositivo também inclui uma guia visual para ajudar a assegurar que os pontos são colocados de maneira uniforme, localizados a uma distância apropriada da incisão e separados um do outro. Isso também deve reduzir as complicações pós-operatórias, segundo os estudantes.

O protótipo foi construído em sua maior parte de plástico ABS, de modo que o instrumento pode ser barato e descartado após uma utilização.

"Nós estamos desenvolvendo o futuro de sutura. Acreditamos que, se a ferramenta FastStitch for usado para fechar incisões abdominais, ela vai ajudar de três maneiras importantes: tornando o processo de sutura simples e mais seguro; reduzindo os custos e, mais importante, reduzindo complicações pós-operatórias", conclui Zahid.


Fonte isaude.net

Equipe dos Estados Unidos cria nanopartículas com capacidade de encolher tumores

Partículas desenvolvidas no MIT desligam os genes do câncer e podem acelerar a seleção de alvos potenciais de drogas

Equipe de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, desenvolveram novas nanopartículas capazes de encolher tumores em camundongos.

Testes realizados em camundongos mostraram que partículas que atacam uma proteína conhecida como ID4 podem reduzir tumores ovarianos nos animais.

A abordagem, que desliga os genes do câncer, poderia permitir ainda a seleção de alvos potenciais de drogas mais rapidamente.

Por meio do sequenciamento de genomas de células do câncer, os cientistas descobriram um grande número de genes que são mutantes, apagados ou copiados nas células cancerosas. Esses dados auxiliam os pesquisadores na busca por novos alvos terapêuticos, mas é quase impossível testar todos eles em tempo hábil.

Para acelerar esse processo, Sangeeta Bhatia e seus colegas desenvolveram nanopartículas de entrega de RNA que permitem a rápida triagem de novos alvos terapêuticos em camundongos.

"O que fizemos foi tentar estabelecer um gasoduto onde você têm todos os alvos anticâncer derivados da genômica, e sequencialmente filtrar esses alvos através de um modelo de rato para descobrir quais são importantes. Ao fazer isso, podemos priorizar os alvos que desejamos atingir clinicamente usando a interferência de RNA, ou com medicamentos contra", explica Bhatia.

Entre os alvos potenciais conhecidos, muitos são impossíveis de serem atacados por drogas, ou seja, as proteínas não têm todos os bolsos aos quais uma droga tradicional poderia se ligar.

As nanopartículas, que consistem de novas cadeias curtas de RNA que podem desligar um gene em particular, podem ajudar os cientistas a atacar essas proteínas ' impermeáveis' .

"Se pudéssemos descobrir como fazer este trabalho [em humanos], seria a descoberta de toda uma nova classe de alvos que não estava disponível", observa o autor sênior William Hahn.

Anticâncer
A equipe criou uma técnica que permite misturar nanopartículas de entrega de RNA que têm como alvo um gene particular, injetá-las em camundongos e ver o que acontece.

Em sua primeira tentativa, eles decidiram concentrar-se na proteína ID4 porque ela é abundante em cerca de um terço dos tumores de alto grau do ovário (o tipo mais agressivo), mas não em outros tipos de câncer.

O gene, que codifica para um fator de transcrição, parece estar envolvido no desenvolvimento embrionário: ele é desligado precocemente na vida, em seguida, de alguma forma é reativado em tumores do ovário.

Para direcionar ID4, Bhatia e seus colegas projetaram um novo tipo de nanopartículas de entrega de RNA. Suas partículas podem penetrar alvos e tumores, algo que nunca antes tinha sido alcançado com a interferência do RNA.

Os resultados do estudo com tumores de ovário em camundongos, os pesquisadores descobriram que o tratamento com as novas nanopartículas encolheu ou eliminou a maioria dos tumores.

Os pesquisadores agora estão usando as partículas para testar outros alvos potenciais para o câncer de ovário, assim como outros tipos de câncer, incluindo câncer de pâncreas.


Fonte isaude.net

Infecção por parasita comum torna pessoas sete vezes mais propensas ao suicídio

The intracellular parasite Toxoplasma gondii divides by binary fission to create two daughter cells shown here as twins
Toxoplasma gondii
Contaminação por T. gondii leva a produção de metabólitos nocivos que danificam cérebro e aumentam risco de tentativas de suicídio

Cientistas da Michigan State University, nos Estados Unidos, descobriram que um parasita que parece inofensivo e é encontrado em muitas pessoas podem causar mudanças sutis no cérebro que levam a tentativas de suicídio.

A pesquisa mostra que uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii provoca inflamação ao longo do tempo, o que produz metabólitos nocivos que danificam células cerebrais e aumentam risco de suicídio em sete vezes.

Cerca de 10 a 20% das pessoas nos Estados Unidos têm Toxoplasma gondii, ou T. gondii, em seus corpos, mas na maioria, o parasita vivia em estado dormente.

"Pesquisas anteriores já haviam encontrado sinais de inflamação no cérebro de vítimas de suicídio e pessoas que lutam contra a depressão, e também há relatos anteriores que ligam Toxoplasma gondii a tentativas de suicídio. Em nosso estudo descobrimos que se uma pessoa é positivo para o parasita, ela é muito mais propensa a tentar suicídio", explica a líder da pesquisa Lena Brundin.

O trabalho de Brundin e seus colegas é o primeiro a medir a pontuação em uma escala de avaliação de risco suicídio de pessoas infectadas com o parasita, alguns dos quais haviam atentado contra a própria vida.

Os resultados mostraram que pessoas infectadas com T. gondii apresnetaram pontuações significativamente mais elevadas na escala, o que é indicativo de uma doença mais grave e maior risco para futuras tentativas de suicídio.

No entanto, Brundin salienta que a maioria das pessoas infectadas com o parasita não vai tentar o suicídio. "Alguns indivíduos podem, por algum motivo, ser mais suscetíveis a desenvolver sintomas", afirma.

T. gondii é um parasita encontrado em células que se reproduz em seu hospedeiro primário, qualquer membro da família dos felinos. Ele é transmitido para os seres humanos principalmente através da água e da ingestão de alimentos contaminados com os ovos do parasita, ou, uma vez que o parasita pode estar presente em outros mamíferos, através da carne crua.

Fonte isaude.net

Como controlar a compulsão por doces?

A compulsão por doces é um problema sério que traz inúmeros prejuízos à saúde das pessoas. Confira dicas que prometem mudar a vida de quem sofre desse problema.

A maioria das pessoas gosta de comer guloseimas, o que é perfeitamente natural. Entretanto, em algumas situações, isso pode se tornar um problema e trazer vários prejuízos à saúde, como acontece com indivíduos portadores de compulsão por doces.

Contornar a situação e acabar de vez com esse mal pode ser um tanto quanto complicado. Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar nesse momento.

1. Faça um diário alimentar
A primeira medida a ser tomada por quem desconfia que está abusando na quantidade de doces ingerida, é manter um diário alimentar, que deve contar todos os produtos que são comidos no decorrer do dia, com os devidos horários e quantidades. Essa é a melhor maneira do paciente se conscientizar de que algo está saindo do controle.

2. Opte pelo doce certo
As guloseimas feitas a partir de castanhas e frutas são as melhores, pois além de acabar com a vontade de comer doce, as fibras e gorduras boas presentes nesse alimento diminuem a velocidade com que o açúcar será absorvido no organismo. O resultado é que a glicose acaba sendo liberada aos poucos no organismo, mantendo o desejo por doces sob controle e prevenindo novos ataques.

3. Prefira os sabores fortes
Produtos com o sabor acentuado, como no caso do chocolate meio amargo e da mousse de maracujá e limão, além de apresentarem altas concentrações de antioxidantes, possuem menos açúcar, que é o responsável por estimular a vontade de comer mais.

4. Coma na hora certa
A melhor hora para comer doce é logo após as refeições, pois, por incrível que pareça, é nesse momento que as guloseimas engordam menos. Acontece que as fibras presentes na refeição atuam diminuindo a absorção de açúcar. Outro momento bastante propício é uma hora antes da academia, pois todas as calorias serão queimadas no treino.

5. Fracione as porções e não coma sozinho
Uma dica bem prática para evitar comer demais, é deixar para acabar com aquela guloseima deliciosa quando estiver acompanhada dos amigos. Repartindo o doce com a turma é possível experimentá-lo sem o risco de cair em tentação e exagerar.

6. Acabe com os doces da dispensa
Passar vontade e ser obrigado a conviver com a tentação é uma grande oportunidade para exagerar nos doces. Uma dica simples é acabar de vez com todo o estoque de guloseimas escondidos pela casa. Não vale usar a desculpa de comprar os produtos para o filho ou outro membro da família!

7. Realize substituições inteligentes
É fundamental se alimentar bem desde o café da manhã até o jantar, pois, manter os níveis glicêmicos dentro da normalidade é uma maneira simples de controlar a compulsão por doces, ao passo que ter picos glicêmicos, seguidos por períodos de baixa glicemia, aumenta a vontade de comer açúcar. A dica é incluir alimentos doces, como frutas frescas ou desidratadas, chocolate meio amargo, aveia e mel, geleia e gelatina, ao invés das bombas calóricas como os bolos e sorvetes.

A compulsão por doces é um problema sério que traz inúmeros prejuízos à vida de várias pessoas. Seguir as dicas e ter bastante determinação para mudar de vida é uma maneira eficaz para acabar com o problema e ter mais saúde.

Fonte Mundo das Tribos

Adote 12 medidas para proteger a saúde do coração

Mudanças muito simples mesmo fazem ele bater mais forte

O Ministério da Saúde estima que 31,5% dos óbitos no Brasil são provocados por doenças cardiovasculares, tornando-se a primeira causa de morte entre a população brasileira. A doença mata por ano, 7.6 milhões de pessoas no mundo todo, devido às suas complicações como AVC, infarto, entre outras.

A hipertensão arterial e obesidade são consideradas duas das maiores vilãs da saúde do coração. Segundo dados do Ministério, cerca de 30 milhões de brasileiros têm hipertensão e há outros 12 milhões de brasileiros que ainda não sabem que possuem a doença no Brasil. Quando não controlada, a pressão arterial causa lesões na artéria aorta e provoca a sobrecarga do coração, que fica com o músculo mais rígido, aumenta de tamanho e fica inchado. Já o excesso de peso, principal causador da hipertensão, exige um esforço maior não só do coração, mas também de todo o sistema circulatório, sendo a principal causa do aumento da pressão e podendo levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca, ou seja, da diminuição da capacidade do coração de cumprir a sua função de bombear efetivamente o sangue, que corre por todo o corpo, alimentando órgãos e tecidos vitais. Por isso, manter hábitos saudáveis é fundamental para blindar o coração. A seguir, confira 12 maneiras de proteger esse órgão vital.

Estresse - Foto: Getty ImagesCombata o estresse. O colesterol alto, que causa a hipertensão e obstrui as artérias do coração, é um dos efeitos do excesso de estresse. A ansiedade aumenta a liberação de cortisol no organismo, hormônio que faz crescer a concentração de glicose no sangue, desencadeando problemas como diabetes, altos níveis de triglicérides e descontrole de colesterol. Cada vez que você fica ansioso, a quantidade de radicais livres que passam a circular no seu organismo aumenta. Com a ansiedade, a presença dos radicais livres no organismo aumenta, podendo gerar o agravamento de problemas cardíacos. Isso porque eles interagem com o colesterol em excesso no organismo, formando placas nas paredes dos vasos sanguíneos, além de piorar certas doenças inflamatórias e causar envelhecimento.
                   
Oléo - Foto: Getty ImagesPrefira os óleos vegetais. Na luta para abaixar os níveis de colesterol, em vez de apenas restringir o consumo dos tradicionais vilões do coração (como as gorduras saturadas), você pode recorrer à ajuda de alguns mocinhos. O óleo de canola e o azeite de oliva são bons exemplos de alimentos que você deve incluir na dieta. Segundo a nutricionista Roberta Stella, as gorduras monoinsaturadas presentes nos dois tipos de óleos vegetais ajudam a reduzir as taxas de LDL, o mal colesterol. Já os óleos vegetais ricos em gorduras poliinsaturadas, como o de soja, girassol e milho, aumentam os níveis de HDL, considerado como bom colesterol. A dica da especialista, portanto, é, além de ficar de olho na quantidade de gorduras saturadas e trans, dar preferência aos alimentos com maior quantidade de gorduras mono e poli-insaturadas.

Carne - Foto: Getty ImagesManeire nas carnes. Principalmente a carne vermelha apresenta uma quantidade maior de colesterol. Ainda mais se conter capas generosas de gordura. Porém, isso não significa que elas devem ser totalmente excluídas do seu cardápio. "Controlando a ingestão dos outros alimentos fontes de colesterol, é possível ingerir carne vermelha até três vezes por semana", diz a nutricionista Roberta Stella. O fato de as carnes vermelhas oferecerem mais colesterol, no entanto, não faz com que os outros tipos de carnes possam ser consumidos à vontade. De acordo com Roberta, as carnes brancas e magras também possuem colesterol e, por isso, devem ser dosadas. "Os alimentos que contêm colesterol devem ser monitorados de uma forma geral. Leve em conta que o total da gordura obtido em um dia deve ser menor que 300 mg", completa. Uma dica: 100 gramas de contra-filé grelhado com gordura contêm 144 mg de colesterol. Sem a gordura, a quantidade diminui para 102 mg.

Açúcar - Foto: Getty ImagesAté o açúcar? Isso mesmo. Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que, assim como uma dieta rica em gordura pode aumentar os níveis de triglicerídeos e colesterol, a ingestão de açúcar também pode afetar as taxas de lipídios. Para a realização do estudo, foram analisados os níveis de lipídios no sangue em mais de seis mil homens e mulheres adultos. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular. Os cientistas não sabem ao certo que processo está envolvido nessa ligação do açúcar com o colesterol, pois até hoje, o que se sabia era a associação entre o consumo de açúcar e o diabetes. No estudo, o grupo de maior consumo ingeria uma média de 46 colheres de chá de açúcares "escondidos" nos alimentos por dia. O grupo de menor consumo ingeria uma média de apenas cerca de três colheres de chá por dia.

Vegetais - Foto: Getty ImagesVegetais - sempre! Um importante estudo científico divulgado no periódico americano Circulation demonstrou que o consumo de proteínas de origem vegetal está associado à redução da pressão arterial, ao mesmo tempo em que confirmou estudos anteriores de que o consumo total de proteínas não aumenta os níveis de pressão sanguínea. O ácido glutâmico, principal aminoácido encontrado nas proteínas vegetais, é um dos micronutrientes que ajudam a controlar a pressão arterial. Essa é uma das formas de se explicar a razão pela qual os vegetarianos têm menor tendência a desenvolver hipertensão arterial.

Sol - Foto: Getty ImagesVitamina D. Um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. Este nutriente pode ser encontrado em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Portanto, 15 minutinhos de exposição ao sol são mais do que recomendados. O nutriente também é importante no processo de absorção de cálcio e fósforo no intestino e na mineralização, ou seja, crescimento e reparo dos ossos.

Sono - Foto: Getty ImagesSono reparador. Estudos recentes apontam que cerca de 40% dos indivíduos hipertensos sofrem também de apneia obstrutiva do sono, alertando para uma relação entre as doenças. A apneia atinge aproximadamente sete em cada 100 pessoas e a incidência é maior no sexo masculino. Estima-se que 24% dos homens de meia-idade e 9% das mulheres são afetados pela apneia. A doença caracteriza-se pelo ronco que segue em um mesmo ritmo, vai ficando mais alto e, de repente, é interrompido por um período de silêncio. Neste momento, a pessoa fica totalmente sem respiração, mas, logo o ronco volta ao ritmo inicial. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Artur Beltrame Ribeiro, quem sofre de apneia do sono apresenta mais variabilidade da pressão e o aumento está ligado à lesão dos órgãos-alvo, como coração, cérebro e rins. Além disso, uma noite bem dormida tem a ver com viver mais, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick e da Universidade Federico II, na Itália. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas ou mais de oito ao dia tem 12% a mais de chance de morrer. Com a qualidade do sono prejudicado, crescem os ricos de acidentes, por conta da sonolência, e de ataques cardíacos em função do estresse.

Vinho - Foto: Getty ImagesVinho sim! Um estudo publicado no "Public Library of Science One", mostra que pequenas doses de resveratrol, um tipo de substância antioxidante presente nas uvas, em especial as tintas, protegem o coração contra o envelhecimento e reduzem os níveis de colesterol ruim, o LDL. No entanto, não vale exagerar: uma taça de vinho por dia é suficiente para dar proteger o coração sem maltratar o fígado, por conta do teor alcoólico.

Música - Foto: Getty ImagesOuça a música do coração. Um estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos EUA, com 10 participantes que não tinham nenhuma doença aparente constatou que quando eles ouviam por 30 minutos suas músicas preferidas ocorria a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse gesto se equipara a reação de uma gargalhada, ao fazer atividades físicas ou quando tomavam medicações para o sangue. O diretor da cardiologia da instituição, Michael Miller, explica que ocorreu um aumento de 26% no diâmetro dos vasos, enquanto ao ouvirem uma música que não agradava ocorria uma redução de 6%. Dessa forma, o sangue flui mais facilmente, reduzindo as chances de formação de coágulos que causam infartos e derrames, além de reduzir os riscos do endurecimento dos vasos, característicos da aterosclerose.

Sal - Foto: Getty ImagesManeire no sal. Pesquisas científicas já comprovaram a relação direta entre o consumo de sódio e a hipertensão arterial. De acordo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado seria limitar essa ingestão a 6 gramas. Em geral, a quantidade é alta porque, além do sal contido no alimento industrializado, as pessoas não dispensam apelar para o saleiro durante as refeições. De acordo com a nutricionista Eliane Cristina de Almeida, da Unifesp, o maior perigo do sódio é que ele está escondido nos alimentos. "Alimentos como fast-food, comida congelada, salgadinhos, biscoitos, refrigerantes, cereal matinal, embutidos, chocolate, carne bovina, leite e derivados contém boa quantidade de sódio que não costumamos perceber", diz a especialista.

fio dental - Foto: Getty ImagesUse fio dental. Uma pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, publicada no site do Jornal da Faseb (do inglês, "The Federation of American Societies for Experimental Biology"), mostra que gengivas infectadas podem ser um fator de risco para desenvolver problemas no coração. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como o controle do colesterol. "Há muito tempo se suspeita de que a aterosclerose é um processo inflamatório e que a doença periodontal tem um importante papel na aterosclerose", afirma Mario Clerici, pesquisador do estudo.

Peixe - Foto: Getty ImagesDieta mediterrânea. A dieta típica da região banhada pelo Mar Mediterrâneo , ela é conhecida por seus benefícios ao coração. Os principais participantes dos pratos são as gorduras protetoras, que agem contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares , diz a nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella. Ela aumenta o nível de colesterol bom (HDL) e diminuir as taxas do colesterol ruim (LDL) do sangue, além de evitar a obstrução das artérias. Dentre as principais características dessa dieta, estão o baixo consumo de carne vermelha, a ingestão de frutas, cereais e nozes, o alto consumo de peixes, o consumo moderado de vinho e o azeite de oliva como fonte de gordura saudável. Além disso, os peixes contêm ômega 3, reconhecido como um nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.

Fonte Minha Vida