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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Tecnologia médica móvel está pronta para decolar

Dispositivos móveis de saúde que monitoram sinais vitais se tornarão mais corriqueiros, movimentando no mercado US$6 bilhões até 2016, afirma a IMS Research

Dispositivos móveis de saúde que rastreiam os sinais vitais estão prontos para decolarem, previu o IMS Research. Segundo o relatório em tecnologia usável, que inclui dispositivos como monitores cardíacos e de glicose, o mercado valia US$2 bilhões em 2011 e chegará a US$6 bilhões até 2016. Em 2011 foram lançados 14 milhões de dispositivos, espera-se que esse número atinja 171 milhões em 2016.

O relatório World Market for Wearable Technology–A Quantitative Market Assessment–2012 (Mercado Mundial para Tecnologia Usável – Uma avaliação quantitativa do mercado – 2012), examina dispositivos eletrônicos como produtos que são usados por usuários por um extenso período de tempo e que contêm circuitos avançados, conectividade sem fio e podem processar dados.

Segundo o relatório, ocorrerão inúmeras mudanças no mercado durante os próximos quatro anos que aumentarão a demanda para esses produtos, tanto entre pacientes quanto entre indivíduos saudáveis. Conforme as pessoas ficam mais velhas, elas se tornam o alvo principal para o mercado de dispositivos de saúde, como medidores de pressão sanguínea e de glicose, que passam as informações aos seus cuidadores.

Os pesquisadores também descobriram que em 2011, os glicosímetros contaram com grande parte da receita do segmento do mercado, refletindo a necessidade do uso contínuo desses aparelhos para a medição de níveis de glicose, particularmente em pacientes com o diabetes do Tipo I. Nessa categoria, o domínio é dos monitores da Abbott e da Medtronic.

Monitores de atividades da Fitbit, Adidas miCoach e Nike Fuelband, também são populares entre os consumidores, bem como os monitores de exercícios e ritmo cardíaco, como os da Garmin, Polar e Suunto.

A tecnologia usável ajuda os médicos a trabalharem de forma mais eficiente e estenderem o cuidado, indo além do ambiente hospitalar. Quando médicos conseguem coletar informações de pacientes a qualquer hora e em qualquer lugar, o aumento do conhecimento leva à melhor detecção de problemas, prevenção da readmissão e resulta em melhores desdobramentos clínicos, afirmou Theo Ahadome, analista sênior da IMS Research.
“Isso baixará o custo do cuidado com a saúde a logo termo. Entretanto, esses benefícios precisarão ser comprovados para fornecedores de saúde adotá-los e para que os pagadores paguem por eles”, prevê Ahadome.

Outra consideração é o dilúvio de dados que esses dispositivos geram. Para pagadores e fornecedores, apesar de darem ótimas informações sobre a condição médica do paciente, mais dados significam mais risco de violação de dados e mais responsabilidade para implementar controle mais rígidos de acesso e segurança.

Além disso, Ahadome prevê uma mudança no fluxo de trabalho clínico conforme os fornecedores tentarem se ajustar a essa nova maneira de rastreio da saúde do paciente.

“Os médicos precisam que esses dados sejam integrados aos seus sistemas e terão que mudar seu fluxo de trabalho para aceitar e usar esses dados. Haverá resistência de médicos que estão acostumados com visitas padrão à pacientes. A longo prazo, quando esses problemas estiverem sanados, teremos grande competição nos mercados hospitalares e pagadores conforme os pacientes começarem a buscar organizações de saúde que possuam esses tipos de sistema que incorporam a tecnologia usável”, finalizou Ahadome.

Fonte: Nicole Lewis | InformationWeek

Tradução: Alba Milena, especial para o Saúde Web

Por SaudeWeb

As consequências da humanização no setor da saúde

As consequências da humanização no setor da saúde

A humanização está se transformando em um ponto significativo e importante do processo de atenção à saúde. Pelo menos é o que se pode concluir após debate sobre o tema no V Congresso ABDEH, que acontece em São Paulo de 4 a 7 de setembro.

Essa transformação sugerida é um desenvolvimento que é fruto do melhor conhecimento daquilo que é feito pelo setor e dos resultados obtidos. Segundo Gonzalo Vecina, professor de Saúde Pública da USP-SP, a importância da humanização hoje é um reconhecimento da importância do cliente paciente dentro da equação do cuidado. “Ele sempre foi tratado como um objeto e o conhecimento sobre o processo de cuidado nos têm levado cada vez mais a levar em conta não mais o paciente, mas o sujeito que ele é”, avalia.

Para Vecina, humanização se traduz em um conjunto de técnicas e práticas voltadas para melhor acolher e tratar o sujeito cliente que é cada vez mais importante no processo de sua própria atenção.

“Essa questão, particularmente no que diz respeito ao ambiente, é um jogo de pesos e contrapesos sobre privacidade, comodidade e acessibilidade. O desafio é: como fazer para que esse jogo pelo menos se equilibre para criar sinergia e melhoras?” indaga.

Neste quesito, o espaço é uma dos pontos considerados mais importantes, onde se considera o tipo de piso, revestimento, degraus, iluminação e controle térmico. É um conjunto de ideias que, de acordo com Vecina, deve ser incorporado na arquitetura hospitalar, além de ser cuidado para que possa fazer uma soma positiva na questão humanização.

Isto envolve além de aspectos ambientais, trata-se de processos de cuidados, comportamental e econômico, que tem a ver com eficiência do estabelecimento. Com relação aos processos de cuidados, o professor de saúde pública destaca o avanço no conhecimento sobre o quão positivo é o paciente ter acesso continuamente às pessoas da família.

“Tem outro componente que cada vez mas vai fazer parte desse processo, que é o papel tanto do sujeito cliente quanto do acompanhante na determinação do seu processo terapêutico, ou seja, se estamos falando hoje em duplo cheque, em determinados atos quando o risco é maior, já temos que pensar no triplo cheque – participação do paciente e sua família na identificação dos procedimento que serão ou são realizados”, diz.

Tradicionalmente falamos em três tipos de prevenção: primária, secundaria e a terciária. Vecina arrisca que em breve deva surgir a prevenção quartenária. Para ele, é forçar a barra, porém interessante. “Hoje boa parte do que nos chamávamos de movimento pela qualidade é o movimento pela segurança dentro do ambiente de saúde. E a ideia de segurança é mais importante do que a de qualidade, porque primeiro temos que ter compromisso de não piorar, de não fazer o mau. Que é a regra mais antiga da medicina.”

Durante debate, fica óbvio que existe preocupação com o melhor cuidar, os protocolos são essa busca do melhor cuidar, mas o movimento mais importante é o pelo não erro, pela segurança do paciente e daí essa ideia de que cada vez mais também o paciente tem que se transformar em sujeito e interferir no seu processo terapêutico.

“Algum dia alguém vai inventar um novo negócio como esse de acreditação de que os pacientes participam do processo, porque isso certamente veio para ficar, embora incomode muito os profissionais de saúde”, conclui.

Fonte SaudeWeb

Hora dos dirigentes de hospitais ficarem atentos às tranformações

Por Maisa Domenech**

Novos modelos de remuneração, programa Qualiss, versão 3.0 da TISS, uma série tranformações vêm ocorrendo no mercado de Saúde Suplementar, capitaneadas pela ANS. Segundo especialista, os prestadores precisam conhecê-las

Profundas mudanças vêm ocorrendo no mercado de Saúde Suplementar, capitaneadas pela ANS (Agencia Nacional de Saúde), com impactos importantes no setor como um todo, e em particular para os prestadores de serviços médico-hospitalares. Grande parte delas, ainda por acontecer em curto espaço de tempo, requer dos dirigentes dos hospitais e clínicas conhecimento e iniciativa, para não só minimizar os efeitos negativos impostos pelas mesmas, como também para fazer valer os benefícios oriundos de tais transformações.

A Resolução nº 3 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) já vem fazendo grandes estragos naquelas instituições menos atentas ao que ficou estabelecido no documento assinado pelas entidades representativas da Saúde Suplementar, denominado ORIENTAÇÃO GERAL PARA ATENDIMENTO À RESOLUÇÃO CMED 3 E À RESOLUÇÃO NORMATIVA 241 DA ANS, assunto este que vem sendo amplamente discutido e divulgado pelas entidades representativas do setor.

Os NOVOS MODELOS DE REMUNERAÇÃO, em fase de estudo na ANS, têm como premissa a remuneração efetiva das instituições pelos serviços prestados, representados pelas tabelas de Taxas e Diárias, embora estas pouco representem no mix de receita dos prestadores de serviços, atualmente concentrado nos insumos (materiais e medicamentos), seja pela falta de realinhamento de preços ao longo dos anos, seja pela falta de dados de custos que as dimensione corretamente. Conforme abordei em publicação na REVISTA DIAGNÓSTICO (ANO III, Nº 8, NOV/DEZ 2010), ‘’Tais iniciativas, aliadas à tendência de padronização dos pacotes como forma de cobrança, demonstram a necessidade urgente em evoluir protocolos de atendimento e cuidar do custo e da eficiência dentro da cadeia de valor”.

O programa denominado QUALISS tem como eixos efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente e segurança. O referido programa altera o foco do preço para a qualidade do serviço prestado pelos estabelecimentos de saúde. Através do mesmo, a ANS avaliará o desempenho e os resultados assistenciais na saúde suplementar mediante indicadores, proporcionando elementos focados em qualidade ao poder público e consumidores, assim como ferramentas e métodos às instituições de saúde para gestão da qualidade.

A TISS/TUSS, em estado de evolução constante no caminho da padronização e interoperabilidade das informações, traz, cada vez mais, avanços importantes em termos de controle nas operações entre prestadores e operadoras de planos de saúde. A versão 3.0 da TISS trará, entre os diversos benefícios, a possibilidade de rastreabilidade das guias de cobrança, sonho este dos prestadores de serviços desde o início da implantação da TISS.

Sem dúvida os obstáculos a serem vencidos e desafios são muitos!


*Com o objetivo de promover a troca de informações e o debate sobre tais assuntos, a AHSEB, FEBASE e SINDHOSBA proporcionarão aos diretores e gestores das instituições médico-hospitalares, durante o Fórum Nordeste de Gestão em Saúde, um momento especial no dia 14/09/2012, sobre “As Novas mudanças na Relação entre Prestadores de Serviços e Operadoras de Planos de Saúde” e contará com a presença de representantes da Confederação Nacional de Saúde (CNS), da Agencia Nacional de Saúde (ANS) e dos Hospitais e líderes do setor.

**Maisa Domenech: Engenheira Civil, pós-graduada em Administração–Hospitalar, consultora da ADM Consultoria em Gestão em Saúde, representante técnica da FEBASE no DSS da Confederação Nacional de
Saúde- CNS.

Fonte SaudeWeb

Em Santos: Centro de Radioterapia começa a funcionar no ISO Hospital Dia

Instituição passa a ter equipamentos de alta tecnologia para tratar pacientes oncológicos da região como, por exemplo, o equipamento de Radioterapia Conformacional IGRT de Alta e Baixa Energia

O ISO Hospital Dia iniciou as atividades de seu novo serviço Centro de Radioterapia, localizado em Santos, região vive um momento econômico favorável.

O equipamento de Radioterapia Conformacional IGRT de Alta e Baixa Energia, da Varian, acoplado aos equipamentos para Neurocirurgia, da Brainlab, consegue efetuar o tratamento protegendo tecidos de regiões vizinhas, inclusive nos movimentos involuntários, como a respiração. “A máquina trabalha com precisão para corrigir erros durante o processo e ajustar a aplicação de acordo com os movimentos dos órgãos envolvidos e a respiração do paciente para poupar células vizinhas”, explica a diretora técnica do ISO Hospital Dia, Martha Perdicaris.
 
O hospital possui ainda um equipamento especializado que permite tratamentos mais curtos para tumores de coluna, pâncreas, fígado e pulmões.

Saiba mais...

O que é radioterapia?
É um tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores.


Quais os benefícios da radioterapia?
Metade dos pacientes com câncer é tratado com radiações, e é cada vez maior o número de pessoas que ficam curadas com este tratamento. Para muitos pacientes, é um meio bastante eficaz, fazendo com que o tumor desapareça e a doença fique controlada, ou até mesmo curada. Quando não é possível obter a cura, a radioterapia pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida. Isso porque as aplicações diminuem o tamanho do tumor, o que alivia a pressão, reduz hemorragias, dores e outros sintomas, proporcionando alívio aos pacientes.

O que significa Radioterapia IGRT?
Raditerapia IGRT é uma nova geração de equipamentos de radioterapia. IGRT significa radioterapia guiada por imagem (na sigla em inglês) e permite evitar cirurgias e diminuir efeitos colaterais do tratamento. A técnica consegue irradiar as células doentes preservando ao máximo os tecidos saudáveis.
 
Esse equipamento está disponível em poucos centros de excelência, como os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein, em São Paulo, e agora, no ISO Hospital Dia, em Santos.
 
Com técnica de imagem avançada, o tumor é visualizado em tempo real, levando em conta até mesmo o deslocamento devido a respiração do paciente. A mira muito mais precisa resulta em tratamentos mais curtos.
 
O que significa Alta e Baixa Energia?
O acelerador linear disponível no ISO Hospital Dia possui duas energias, 6 MV e 15 MV. Quanto maior a energia, mais profunda é o ponto ótimo de tratamento. Por exemplo, para tratamento em regiões mais “estreitas”, crânio e pescoço, é melhor tratarmos com a energia de 6 MV. Já em regiões mais “largas” é melhor utilizarmos energias mais altas como 15 MV.
 
Quais tipos de tratamentos existem?
- Radioterapia conformacional tridimencional (3D): Radioterapia planejada com uma tomografia computadorizada que servirá de base anatômica onde é visualizado o alvo do tratamento e os órgãos adjacentes que devem ser preservados. Nesta modalidade, o tratamento é administrado baseado em marcas na pele do paciente que foram feitas em uma simulação de tratamento com filme de Raio-x. É a técnica mínima disponível no ISO Hospital Dia
 
- Radioterapia com Feixes de Intensidade Modulada (IMRT): é uma evolução da radioterapia conformacional tridimensional (3D) que segue os mesmos parâmetros porém os feixes de radiação possuem variações da intensidade permitindo que os órgãos vizinhos possam ser melhor poupados e que o alvo do tratamento possa receber mais dose aumentando a probabilidade de controle da doença.
 
- Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT): qualquer uma das técnicas citadas acima podem ser feitas com o posicionamento baseado em marcas na pele ou por imagens diárias do posicionamento real do paciente no momento do tratamento. Quando o tratamento do paciente é baseado em imagens diária do posicionamento real do paciente podemos chamar de IGRT.
 
- Radiocirurgia (SRS): Tratamento de radioterapia administrado em uma fração única.
 
- Radioterapia Estereotáxica: Tratamento de Radioterapia feito com um sistema de posicionamento independente do paciente. O paciente é fixado em um dispositivo que possui um sistema de coordenadas independente.

Fonte SaudeWeb

Remédios antigos: Diamox