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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Consumo regular de espinafre pode combater sintomas da demência

Alimento rico em antioxidante pode reverter a falta de vitamina C e betacaroteno que causa declínio da função mental
 
Consumo regular de espinafre pode combater sintomas da demência. É o que mostra estudo de pesquisadores da Universidade de Ulm, na Alemanha.
 
O trabalho sugere que o alimento rico em antioxidante pode reverter a falta de vitamina C, betacaroteno que causa declínio da função mental.
 
Os cientistas estudaram as diferenças entre 74 pessoas com Alzheimer e 158 saudáveis. Os participantes, entre 65 e 90 anos de idade, passaram por testes neuropsicológicos, responderam a questionários sobre os estilos de vida e tiveram o sangue examinado, além do cálculo do índice de massa corporal.
 
Os resultados mostraram que a quantidade de vitamina C e betacaroteno é mais baixa em pacientes com demência. A mesma relação não foi encontrada em relação a outros antioxidantes como a vitamina E e o licopeno.
 
Segundo a autora da pesquisa Gabriele Nagel, embora mais estudos sejam necessários para confirmar os resultados, as descobertas sugerem que frutas e vegetais podem desempenhar um papel na luta contra a doença.
 
"Estudos longitudinais com mais participantes são necessários para confirmar o resultado que a vitamina C e betacaroteno podem prevenir o aparecimento e o desenvolvimento da doença de Alzheimer", afirma a pesquisadora.

 
Fonte isaude.net

Técnica cirúrgica promete corrigir casos de insucesso em operação de retina

Líquido pode ficar embaixo da retina e impedir recuperação da visão em 5% dos casos de cirurgias de deslocamento da membrana

Uma técnica cirúrgica oftalmológica inédita, desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), promete solucionar os casos operados de descolamento de retina que não obtiveram sucesso. Em aproximadamente 5% das cirurgias, um líquido usado como " ferramenta cirúrgica" , o perfluorocarbono, pode ficar embaixo da retina e impedir a recuperação da visão. Ao mesmo tempo em que drena esse resíduo, a nova técnica remove membranas que se proliferam na retina e prejudicam a capacidade visual desses pacientes.

Para o professor titular do departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da UFMG, Márcio Nehemy, a técnica "é uma cirurgia minimamente invasiva, feita através de três microcortes na retina, de meio milímetro cada. Nós usamos pinças muito delicadas para retirada das membranas e agulhas finíssimas, com calibre semelhante a um fio de cabelo" , descreve.

A operação dura em média uma hora e meia e é feita sob anestesia local. No dia seguinte ao procedimento, o médico já pode ter uma ideia do resultado e a recuperação completa do paciente se dá progressivamente, ao longo de noventa dias.

Três pessoas já foram submetidas à cirurgia, com sucesso, no hospital São Geraldo, que integra o complexo do Hospital das Clínicas da UFMG. " Sem essa técnica, eles não teriam como ser recuperados" , afirma Nehemy.

Recentemente, o procedimento foi premiado na cerimônia de abertura do Euretina 2012, congresso europeu da área, no último dia 6 de setembro, em Milão, na Itália.

" O prêmio é muito significativo, porque nós idealizamos a técnica dentro da UFMG e tivemos reconhecimento da comunidade cientifica universal. Ela agora está acessível a outros médicos e esperamos que seja utilizada no mundo inteiro" .

Descolamento de retina
A retina é uma fina membrana que reveste o olho por dentro e contém as células fotosensíveis, que captam a imagem e a enviam para o cérebro. Quando está descolada, a retina deixa de funcionar. Para haver recuperação da visão, a retina deve ser recolocada na sua posição original, por meio de uma cirurgia. Em alguns casos, entretanto, ocorre a formação de membranas no interior do olho, o que diminui a possibilidade de se obter sucesso com as técnicas tradicionais. Líquidos residuais que permanecem abaixo da retina impedem também o seu funcionamento adequado.

Na maioria das vezes, o descolamento ocorre de forma espontânea, em razão do enfraquecimento da retina. O problema atinge cerca de 1% dos pacientes operados de catarata e pessoas que já nascem com predisposição genética, com uma retina mais fina. Indivíduos míopes também são mais vulneráveis. Já a principal causa externa é o trauma, como uma bolada ou um soco. Nestes casos, o risco é ainda maior quando há perfuração do olho.

Fonte isaude.net

Dieta rica em gordura ingerida em horários fixos previne a obesidade

Estratégia restaurou metabolismo de ratos e fez com que gorduras ingeridas fossem sempre usadas como energia na falta de alimento
 
Cientistas da Hebrew University of Jerusalem, em Israel, mostraram que uma dieta rica em gordura ingerida em horários regulares e planejad os restaura o metabolismo e pode levar a uma redução no peso corporal.
 
Estratégia faz com que as gorduras ingeridas não sejam armazenadas, mas sim utilizadas como energia nos momentos quando nenhum alimento está disponível.
 
Pesquisas anteriores já haviam estabelecido que interromper ritmos diários de mamíferos, ou alimentá-los com uma dieta rica em gordura, perturba o metabolismo e leva à obesidade.
 
Agora, os pesquisadores queriam determinar o efeito da combinação de uma dieta rica em gorduras com a alimentação em um horário fixo.
 
Eles acreditavam que o planejamento cuidadoso de refeições regularia o relógio biológico e reduziria os efeitos de uma dieta rica em gordura, que, sob circunstâncias normais, levaria à obesidade.
 
Durante 18 semanas, os pesquisadores alimentaram um grupo de ratos com uma dieta rica em gorduras em um horário fixo (comendo ao mesmo tempo e durante o mesmo período todos os dias). Eles compararam estes ratos a três grupos controle: um que comeu uma dieta com baixo teor de gordura em um horário fixo; um que comeu uma dieta com baixo teor de gordura sem planejamento (em quantidade e frequência de sua escolha); e um que comeu uma dieta rica em gorduras sem programação.
 
Todos os quatro grupos de ratos ganharam peso durante todo o experimento, com um peso corporal final maior no grupo que comeu uma dieta rica em gordura sem planejamento.
 
Os ratos com uma dieta programada rica em gordura apresentaram menor peso final do que os outros ratos.
 
Além disso, os ratos exibiram um único estado metabólico no qual as gorduras ingeridas não foram armazenadas, mas sim utilizados como energia, por vezes, quando nenhum alimento estava disponível, tais como entre as refeições.
 
"Nossa pesquisa mostra que o tempo de consumo de alimentos tem precedência sobre a quantidade de gordura na dieta, levando a melhorias no metabolismo e ajudando a prevenir a obesidade. A alteração do metabolismo através da programação cuidadosa das refeições, sem limitar o conteúdo de calorias, pode ser usada como uma ferramenta terapêutica para a prevenção da obesidade em seres humanos", conclui o líder da pesquisa Oren Froy.

 
Fonte isaude.net

Identificada proteína ligada à resistência do câncer de mama

Pesquisa sugere que FAM83A pode ser um novo alvo para o tratamento de pessoas com a doença no futuro
 
Cientistas do Lawrence Berkeley National Laboratory, nos EUA, descobriram uma proteína que está associada à resistência do câncer de mama a uma terapia amplamente utilizada conhecida como EGFR-TKIs (Epidermal Growth Factor Receptor-Tyrosine Kinase Inhibitors).
 
A pesquisa pode não só explicar a correlação clínica entre a alta expressão da proteína FAM83A e um mau prognóstico para pacientes de câncer de mama, mas também pode proporcionar um novo alvo para terapias futuras.
 
"A resistência ao EGFR-TKI tem limitado sua utilização no tratamento do câncer de mama e até agora os mecanismos por trás dessa resistência têm sido um mistério. Nós demonstramos, tanto em células em cultura quanto em ratos, que a proteína FAM83A tem propriedades oncogênicas e quando em excesso em células cancerosas confere resistência à EGFR-TKI e promove a proliferação e invasão de tumores", afirma a líder da pesquisa Mina Bissell.
 
Bissell e seus colegas testaram a hipótese de que a resistência ao EGFR-TKIs se originava, pelo menos em parte, de alterações moleculares.
 
Utilizando um ensaio de cultura de células, eles buscaram genes envolvidos na resistência ao EGFR-TKI em linhagens de células humanas normais e cancerosas da mama.
 
Os resultados mostraram que, enquanto o tecido normal da mama não produz FAM38A, a proteína é altamente expressa em tecidos cancerosos. Isto foi verdade para todas as células de câncer de mama examinadas, e foi particularmente pronunciada nessas linhagens de células mais resistentes ao tratamento com inibidores de EGFR.
 
Segundo os pesquisadores, os resultados são consistentes com trabalhos anteriores que mostraram que os pacientes com câncer de mama com altos níveis de FAM83A têm uma taxa de sobrevivência mais reduzida do que os pacientes com baixos níveis de FAM83A.
 
Apesar de muitas perguntas sobre FAM83A e outros membros da família de proteínas FAM83 ainda precisarem ser resolvidas, a importância dessas proteínas como alvos potenciais da droga para a terapia parece claro.
 
"O importante deste estudo é que ele não só ajuda a explicar por que alguns pacientes com câncer de mama são resistentes ao EGFR-TKI, mas também revela uma nova família de oncogenes em potencial que poderia ser alvo para todos os tipos de câncer, incluindo o câncer de mama", conclui Bissell.

 
Fonte isaude.net

Tecnologia de raios-X produz imagens mais visíveis dos tecidos do corpo

Foto: Paul Scherrer Institut    Franz Pfeiffer, líder da pesquisa
Protótipo tem potencial para melhorar significativamente o contraste nos scanners de tomografia computadorizada

Cientistas da Technische Universitaet Muenchen, na Alemanha, desenvolveram uma tecnologia de raios-X capaz de produzir imagens com maior visibilidade dos tecidos moles do corpo.

O protótipo, descrito na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, tem potencial para melhorar significativamente o contraste nos scanners de tomografia computadorizada.

Imagens de raios-X convencionais se baseiam na gravação da intensidade dos raios-X por trás do objeto ou paciente digitalizado. Este método tem limitações em imagens médicas, especialmente para examinar tecidos, como câncer e cartilagem, que dificilmente são visíveis nas imagens convencionais.

A nova tecnologia de raios-X não depende exclusivamente da intensidade dos raios-X, mas também aproveita a direção da propagação dos raios.

"Por vários anos temos trabalhado na nova tecnologia de raios-x para um melhor diagnóstico médico por imagens. Agora conseguimos implementar esta tecnologia em scanners de tomografia computadorizada. Com este passo, vamos trazer a tecnologia muito mais próximo do hospital, e esperamos torná-la disponível para pacientes no futuro", afirma o líder da pesquisa Franz Pfeiffer.

O principal desafio na implementação da nova tecnologia de raios-X em um scanner de tomografia computadorizada era estabilidade mecânica e os distúrbios resultantes nas imagens dos raios-X. Os pesquisadores foram capazes de corrigir esses distúrbios com um algoritmo de software.

"Com esta nova tecnologia, abrimos o caminho para uma nova geração de scanners de tomografia computadorizada", concluem os pesquisadores.

Fonte isaude.net