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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ipem-SP reprova 16% dos lotes de material hospitalar

Foto Flickr
Um dos maiores erros foi encontrado num pacote
de compressas cirúrgicas de gaze hidrófila
Operação “Alô Doutor” em laboratórios do interior mostra que muitos lotes entregues pela indústria são irregulares. Um pacote com 161 compressas cirúrgicas, por exemplo, indicava 500 unidades na embalagem
 
Durante a operação “Alô Doutor”, realizada nesta segunda-feira (8/10) nos laboratórios do Ipem-SP em Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São José dos Campos e São José do Rio Preto, as equipes de fiscalização reprovaram 8 (16,3%) dos 49 lotes de material hospitalar examinados.
 
O objetivo foi verificar se a quantidade (peso e medidas) de produtos como lençóis descartáveis, itens para assepsia (gaze e curativos), luvas cirúrgicas, algodão, fitas cirúrgicas e imobilizadores correspondia ao indicado na embalagem.
 
Um dos maiores erros foi encontrado num pacote de compressas cirúrgicas de gaze hidrófila examinado em São José dos Campos, no qual faltavam 161 unidades das 500 indicadas na embalagem.
 
“Este ano, o número de irregularidades foi menor em relação a 2011, mas a presença de lotes em desacordo ainda reflete a necessidade da indústria se adequar totalmente às normas e, nesse caso, não lesar profissionais da saúde e pacientes”, avaliou José Tadeu Rodrigues Penteado, superintendente do Ipem-SP.
 
No ano passado, a mesma operação realizada pelo Ipem-SP reprovou 34 (25%) dos 136 lotes de produtos hospitalares examinados por conter quantidade diferente do que está indicado na embalagem.
 
Representantes das empresas fiscalizadas foram previamente convidados a presenciar a análise. A imprensa também pode acompanhar o trabalho nos laboratórios.
 
As empresas autuadas pelo Ipem-SP têm dez dias para apresentar defesa ao órgão, que define, então, as multas.
 
De acordo com a lei federal 9.933/99, as multas podem variar entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão.
 
No caso dos produtos pré-medidos, o valor mínimo é de R$ 640 e o máximo, de R$ 30 mil.
 
Esses valores valem para primários e com apresentação de defesa, podendo dobrar na reincidência.
 
O consumidor que desconfiar ou encontrar irregularidades em instrumentos de medição, produtos de certificação compulsória ou pré-medidos pode recorrer ao serviço da Ouvidoria do Ipem pelo telefone 0800-013-0522, de segunda a sexta, das 8h às 17h, ou enviar e-mail para: ouvidor-ipem@ipem.sp.gov.br.
 
Fonte SaudeWeb

Ministério fará pesquisa inédita sobre acesso a medicamentos entre a população

O objetivo é alinhar as políticas públicas farmacêuticas aos princípios e diretrizes do SUS. Serão visitados 35 mil domicílios em todos os estados do país
 
O Ministério da Saúde irá promover uma pesquisa inédita para avaliar o impacto e a efetividade das políticas públicas de medicamentos no Brasil. O estudo, que será realizado em parceria com 11 universidades federais e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), vai traçar uma radiografia sobre o consumo e o acesso a medicamentos entre a população brasileira.
 
O principal objetivo é coletar dados e indicadores para priorizar os rumos estratégicos da Polícia Nacional de Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil está entre os 10 países que mais comercializam medicamentos. Por ano, o ministério investe R$ 9 bilhões na compra de remédios que são distribuídos pelo SUS.
 
Denominado Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM), a avaliação vai expressar o acesso e o uso da população aos medicamentos, caracterizando as condições de saúde de seus usuários e de que forma são acessados. O estudo será dividido em dois componentes – inquérito e serviço – e também levará em consideração as variáveis demográficas, sociais, estilo de vida e morbidade dos participantes.
 
“A pesquisa vai nos ajudar a fortalecer a política de assistência farmacêutica no país e seus resultados irão permitir um melhor direcionamento das ações, garantindo cobertura mais ampla e eficaz dos medicamentos fornecidos pelo SUS”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
Coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, o estudo será aplicado em 35 mil residências de todos os estados brasileiros. Farão parte da amostra 300 municípios brasileiros.
 
Para o pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sotero Serrate Mengue – responsável pelo componente inquérito da pesquisa – a avaliação vai permitir identificar o que, de fato, as pessoas estão precisando. “Vamos ter uma ideia se o que falta são medicamentos ou se é necessário criar uma política pública para ajudar a prescrição e o uso racional dos remédios já ofertados”, explicou. De acordo com o professor, devido ao detalhamento e a escala, a pesquisa representa um ponto de partida para reestruturação da política de medicamentos no país.
 
Serviço
O segundo componente da pesquisa vai avaliar o serviço prestado à população na Atenção Básica e o espaço onde o medicamento é prescrito: as unidades básicas de saúde e seus diferentes atores. Para essa etapa, serão entrevistadas quatro mil pessoas, 380 unidades, 800 profissionais de saúde e 135 coordenadores da assistência farmacêutica nos municípios. O questionário vai coletar informações sobre como é o atendimento prestado ao paciente, desde a prescrição e retirada do medicamento até o acompanhamento durante o tratamento nas unidades de saúde. Também serão analisadas as receitas médicas quanto à qualidade, letra, posologia e prescrição racional do uso do medicamento.
 
“O conjunto dessas variáveis vai nos mostrar que tipo de assistência existe nas diferentes comunidades. A partir destes dados, vamos analisar quais são os fatores que atuam, piorando ou melhorando o acesso aos medicamentos,” explica a coordenadora desse componente da pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, Elza Machado de Melo. “A pesquisa vai garantir que a política de assistência farmacêutica seja mais efetiva, capaz de contemplar a grande heterogeneidade brasileira”, observa Elza.
 
Os questionários que avaliam o componente serviço começam a ser aplicados ainda em novembro e deve durar cerca de três meses. Neste momento as universidades estão testando os instrumentos de pesquisa, para torná-los ainda mais rápidos e objetivos. Já o componente inquérito começa a ser aplicado no início do próximo ano.
 
Os resultados da pesquisa serão divulgados até o final de 2013. A expectativa do Ministério da Saúde é produzir evidências que permitam alinhar as políticas públicas farmacêuticas aos princípios e diretrizes do SUS.
 
Fonte: Agência Saúde – Ascom/MS
 
Por SaudeWeb

Exames: Chumbo no sangue

Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de chumbo.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: confirmar o diagnóstico de intoxicação por chumbo e auxiliar na indicação da terapia de quelação.
 
Resultados: pacientes com concentrações de chumbo >450 mcg/L devem ser tratados com terapia de quelação. Aqueles com concentrações >750 mcg/L devem tratados com urgência em regime hospitalar.

Valores normais: <100 mcg="mcg" p="p">

Segurança dos resultados: boa.

Fatores que podem alterar os resultados: para obter resultados confiáveis, as amostras devem ser guardadas em tubos EDTA.

Fontes:
- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004

- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996

- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
 
Por Boa Saúde

Apressadinho ou folgado? Estudo traça perfis a partir da escolha do lugar no cinema

Qual seu lugar preferido no cinema: as pontas, a última fileira, o cantinho mais vazio? É provável que você nunca tenha parado para pensar no assunto, mas Claude Forest, professor de economia do cinema e do audiovisual na universidade de Sorbonne Nouvelle, em Paris, publicou um estudo curioso sobre os hábitos dos frequentadores de cinemas.
 
Durante cinco meses Forest observou 3.501 espectadores em nove salas de exibição da capital francesa, somando 108 sessões em todos os tipos de horários e dias da semana. Ele traçou perfis variados e distinguiu pequenas rotinas que os frequentadores tinham em comum.
 
Há, por exemplo, os apressadinhos. Aqueles que mal podem esperar as portas da sala se abrirem para ocupar seus assentos. São os primeiros a chegar e ficam com o privilégio da escolha. Quase todos se sentam na parte de trás da sala, mas não necessariamente no meio.
 
Apressadinho que se preza jamais senta na primeira fileira. Uma vez instalado, ele não costumam ler ou usar o telefone: prefere observar a dinâmica das outras pessoas procurando cadeiras, com uma pontinha de satisfação no rosto.
 
Logo depois dos apressadinhos chega a multidão tranquila, como chama o autor do estudo. Esse grupo escolhe assentos afastados das outras pessoas, separados por cadeiras vazias.
 
Os tranquilos nunca sentam exatamente atrás de alguém e raramente sentam na frente. A bolsa na cadeira ao lado é usada como marcador de território e caso alguma pessoa escolha se sentar perto demais, vai encarar olhares descontentes. Mas, depois que a sala começa a encher, a ocupação de lugares próximos começa a parecer aceitável e em seguida, inevitável.
 
Quando as luzes apagam chegam eles, os atrasados. Há três tipos de atrasados: o primeiro tipo é o reservado, que acaba sentando nos lugares mais acessíveis para não atrapalhar os outros. O segundo é o meticuloso, que observa da entrada onde estão os lugares interessantes, dessa forma pode seguir diretamente para a cadeira escolhida, mesmo que tenha que passar na frente da tela.
 
O terceiro tipo é o dominante do último momento, aquele que, apesar do seu atraso, não pensa duas vezes antes de atrapalhar as outras pessoas para sentar na cadeira que quiser, sejá lá onde ela estiver. "Tendo o filme começado ou não, os outros lugares estando livres ou não, ele vai chegar até a poltrona desejada, atrapalhando uma parte da fileira e fazendo as pessoas se levantarem ou tirarem as coisas dos assentos para ele poder sentar", explica Forest.
 
Ele pode até mesmo obrigar as pessoas a mudarem de lugar, caso, por exemplo, não existam duas cadeiras vagas juntas e ele estiver acompanhado. O apressadinho que chegou cedo pra escolher o melhor lugar pode se ver forçado a trocar de cadeira. Apesar de muitas vezes demonstrar certa hostilidade, ninguém recusa o pedido.
 
As pessoas que chegam em grupo tendem a fazer mais barulho e chamar atenção, principalmente as mais jovens. Sentam na metade da frente da sala, onde há espaço para toda a galera na mesma fileira.
 
Já os casais procuram se fazer invisíveis e se instalam nas últimas fileiras, nunca nas pontas. Interessante notar que em quase 80% dos casais, a mulher se senta no meio e o homem, perto do corredor. Forest justificou esse fato com duas hipóteses: a gentileza de deixar as mulheres passarem na frente ou o reflexo de proteção, agravado em um ambiente escuro: "Atitude evidentemente inútil dentro de uma sala de cinema, mas ainda inconscientemente posta em prática", esclarece o professor.
 
No final do filme, a iniciativa de levantar da poltrona depende de alguns fatores como a localização da cadeira, mas também do gênero dos espectadores, do filme visto e do sentimento que ele causou. Em todas as 108 sessoões, com exceção de apenas uma, foi um homem quem se levantou primeiro. Todos estavam desacompanhados e, em 80% dos casos, eram de meia-idade. Curiosamente, o mesmo perfil vale também para o último espectador a deixar a sala.
 
"Fiquei surpreso com a diferença de comportamento entre homens e mulheres", disse Forest. Enquanto os homens saíram uniformemente durante todo o período de evacuação, as mulheres não foram nem as primeiras, nem as últimas: a grande procentagem delas se concentrou no meio do processo.
 
O estudo concluiu que as escolhas feitas dentro da sala de cinema têm mais a ver com a personalidade do que com a procura por qualidade da imagem e de som, já que atualmente as salas são todas projetadas para que o filme seja apreciado de qualquer poltrona.
 
Fonte Folhaonline

Uso de remédio emagrecedor "alternativo" cresce após veto da Anvisa

Em dezembro, quando os inibidores saíram de vez do mercado,
 58,5 mil caixas de Victoza foram vendidas.
Após o veto à venda de inibidores de apetite do grupo das anfetaminas e derivados (femproporex, mazindol e anfepramona), a partir de dezembro de 2011, médicos e pacientes podem ter migrado para alternativas "off-label" --remédios usados para fins diferentes daquele para o qual foram aprovados.
 
É o que indica um levantamento do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo), com dados da consultoria IMS Health, que mediu a venda de três drogas usadas como alternativa para perda de peso.
 
O Victoza (para o tratamento da diabetes tipo 2) teve o maior percentual de aumento entre os três. Saltou de 7.800 caixas vendidas em agosto de 2011 para 35,3 mil em setembro -mês em que, em meio às promessas da Anvisa de retirar os inibidores do mercado, a revista "Veja" abordou o emprego do Victoza para a redução do peso.
 
Em dezembro, quando os inibidores saíram de vez do mercado, 58,5 mil caixas de Victoza foram vendidas.
 
Outro crescimento foi registrado na venda do antidepressivo bupropiona, que aumentou 21,4% de novembro de 2011 a agosto deste ano.
 
Também foram analisadas as vendas do topiramato (anticonvulsivante).
 
Editoria de Arte/Folhapress
 
Nos meses anteriores à vigência da proibição, o crescimento foi de 20%; de novembro de 2011 a agosto desse ano, subiram 26,8%.
 
Como comparação, diz o Sindusfarma, o mercado cresceu cerca de 9% em número de unidades de janeiro a setembro de 2012.
 
Para o sindicato, é possível fazer a relação da explosão nas vendas do Victoza com o veto aos inibidores.
 
"Quando você diminui o arsenal terapêutico, os médicos procuram se utilizar de outros, mesmo que indicações 'off-label' ", afirma Nelson Mussolini, do Sindusfarma. Por não acompanhar as prescrições, a entidade evitou, porém, fazer a relação direta do aumento dos outros remédios com o veto da Anvisa aos inibidores.
 
Já Alfredo Halpern, professor de endocrinologia da USP, diz não ter dúvidas de que o crescimento das vendas tem a ver com a proibição. "O topiramato está aí há anos, a bupropiona também. O que aconteceu, por causo houve um surto de depressão? E a venda desses remédios tende a aumentar ainda mais, a não ser que venham outros."
 
Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), concorda. "Ficamos órfãos e estamos usando 'pais substitutos'."
 
A retirada dos inibidores foi criticada em audiência pública ontem na Câmara. Para especialistas e deputados, o veto aumentou contrabando, uso "off-label" e teve impacto no aumento de peso e das cirurgias bariátricas.
 
A Anvisa disse saber que existe o uso "off-label", mas afirmou não ter avaliado aumento dessas prescrições.
 
Fonte Folhaonline