Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Obesidade infantil pode ocasionar diversos riscos para a saúde

Além de, interferir na autoestima da criança, a obesidade infantil aumenta as chances de problemas ortopédicos, infecções respiratórias, provoca diabetes e cirrose hepática
 
A obesidade atinge 15% das crianças. A vida sedentária, falta de exercícios físicos e uma alimentação desequilibrada composta de guloseimas e fast foods são os grandes culpados pelo o ganho de alguns quilinhos. O tempo gasto frente à televisão e o computador; bem como a dificuldade de brincar na rua e explorar o corpo também são fatores externos que predispõem à obesidade infantil, ocasionando diversos riscos para a saúde.
 
Além de, interferir na autoestima da criança, a obesidade infantil aumenta as chances de problemas ortopédicos, infecções respiratórias, provoca diabetes e cirrose hepática, gerada pelo excesso de gordura depositada no fígado.
 
Menos fast food e mais frutas
A criança deve fazer uma avaliação com um profissional para verificar como é a sua rotina, que horas ela se alimenta e o que come em cada refeição. A presença de um profissional de nutrição é fundamental para montar um cardápio equilibrado, com os nutrientes necessários para a criança em fase de crescimento e iniciar a reeducação alimentar.
 
O ideal é oferecer sempre alimentos pobres em gorduras, sem muitos condimentos e molhos, dando preferência para frutas, legumes, verduras e carnes magras, grelhadas, assadas ou cozidas
 
Para a sobremesa, um doce por semana. Para os outros dias, é melhor oferecer frutas. Já nos lanches da manhã e da tarde, boas opções são os sucos e iogurte acompanhados de uma fruta. Praticar atividade física também é uma alternativa para combater a obesidade.
 
Meu filho será obeso?
Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes obesos enfrentam problemas na escola, isolamento, dificuldades em expressar seus sentimentos e a baixa autoestima. Para mudar essa situação e evitar que o seu filho sofra com a obesidade, fique atento a algumas dicas do nutricionista da Clínica HealthMe Gerenciamento de Perda de Peso, Gabriel Cairo Nunes e descubra se o seu filho tem predisposição a ser obeso.
  • Mamães que ficam acima do peso durante a gravidez podem gerar bebês com mais tendência à obesidade;
  • Fique atento, as medidas do seu filho. Observe o peso do seu filho ao completar um ano. O correto é o bebê não pesar mais do que o triplo do que tinha ao nascer.
  • Bebês que dormem pouco ficam mais cansados e fazem menos atividades durante o dia, facilitando o acúmulo de gordura.
  • Crianças com mais de três anos que ficam mais de oito horas por semana na frente da TV pode ter problemas com a obesidade. Inscreva o seu filho na escola de natação para evitar o sedentarismo.
  •  
  • Aparecimento de gorduras localizadas antes dos quatro anos.
 
Fonte Zero Hora

Pesquisadores extraem nutrientes de microalgas para desenvolver alimentos mais saudáveis

Além do investimento da indústria, desafio é tornar a Spirulina mais atrativa ao paladar
 
Microalga de rico valor nutricional, a Spirulina platensis é cultivada por pesquisadores da área de Engenharia de Alimentos da Universidade de Passo Fundo (UPF) para ser utilizada no desenvolvimento de novos produtos alimentícios. O objetivo, segundo a pesquisadora Luciane Maria Colla, é desenvolver alimentos ou bebidas que, se consumidos na alimentação cotidiana, podem trazer benefícios à saúde.
 
No caso da Spirulina, interessam desde as propriedades antioxidantes para o retardo do envelhecimento celular até o uso de compostos extraídos da microalga para atuarem como emulsificantes na alimentação, sem contar o poderoso conteúdo proteico da microalga, que pode atingir até 65% da biomassa seca. O desafio é disfarçar o gosto e o odor algais, além da cor esverdeada, características pouco atrativas ao paladar, principalmente o infantil, que poderia se beneficiar com alimentos probióticos.
 
Em um trabalho orientado pela professora Luciane, foram desenvolvidos iogurtes adicionados de Spirulina, com a finalidade de aumentar o conteúdo protéico e ativar bactérias probióticas. Segundo a pesquisadora, a adição de Spirulina a um iogurte probiótico pode contribuir para um incremento na sobrevivência das bactérias lácteas.
 
— O sonho do pesquisador é veicular a microalga na alimentação humana na sua forma natural, adicionada aos alimentos — diz Luciane.
 
Enquanto isso não é possível, a equipe de pesquisa coordenada por Luciane trabalha na utilização de frações da microalga. Neste momento, está caracterizando as atividades emulsificantes, que servem para homogeneizar misturas como óleo e água, por exemplo. Alimentos como maionese se utilizam de emulsificantes em sua composição. O uso dessa propriedade da Spirulina seria uma opção mais natural para cumprir essa função. Uma pesquisa em desenvolvimento na UPF pretende testar a adição dos lipídeos extraídos da Spirulina em pães, como substituito aos emulsificantes convencionais.
 
O uso da microalga na composição química de alimentos já é considerado seguro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas para viabilizar a aplicação industrial, seria necessário o interesse da própria indústria no desenvolvimento desses produtos.
 
— Também é preciso investigar se o consumo poderia causar algum tipo de alergia em determinados públicos — relata a pesquisadora.
 
O objetivo maior é o uso de compostos da microalga, já aceitos pela comunidade científica e comprovadamente benéficos ao ser humano, para adição em alimentos, contribuindo assim para a mudança de hábito da população brasileira, não adaptada ainda ao consumo de alimentos adicionados de microalgas ou seus extratos.
 
Alga é comercializada em cápsulas
É possível encontrar a microalga em lojas especializadas e farmácias de manipulação na forma de cápsulas. Cultivada em Kona, no Havaí, a Spirulina Pacifica Havaiana é considerada um superalimento. De acordo com a nutricionista Thais Souza, a Spirulina reforça a saúde cardiovascular, ocular e cerebral. Seus ativos também fortalecem o sistema imunológico.
 
— Um dos principais nutrientes encontrados na Spirulina é a proteína, importante na construção e no reparo de tecidos, que aumenta a resistência do organismo, pois é utilizada como substrato pelo sistema imune — comenta a nutricionista.
 
A alga contém diversas substâncias associadas à prevenção do envelhecimento e à produção de serotonina, minimizando sintomas de depressão e causando sensação de bem-estar.
— A Spirulina auxilia ainda no processo de emagrecimento, por ser rica em fibras, que promovem saciedade, reduzindo o apetite e melhorando o funcionamento intestinal — completa Thais.
 
Orientações para o consumo
Como o produto é encontrado em cápsulas, ele deve ser consumido seguindo a posologia do fabricante. Normalmente, a recomendação é de quatro cápsulas ao dia.
 
— Para que os benefícios dos nutrientes e das fibras presentes na Spirulina sejam observados, a melhor hora para consumo é antes da principais refeições, almoço e jantar — recomenda a nutricionista Flávia Morais.
 
A especialista reforça que a alga deve ser incluida em um cardápio saudável, que priorize o consumo de alimentos integrais, frutas, verduras, legumes e óleos vegetais. Por causa das fibras, seu consumo deve ser acompanhado do consumo de líquidos.
 
Gestantes, mulheres amamentando e crianças menores de três anos devem tomar as cápsulas somente sob orientação de médico ou nutricionista.
 
Fonte Zero Hora

Futuro da oftalmologia é o “olho biônico”, diz professor

O primeiro olho biônico  foi implantado na Austrália
Brasília - O Brasil tem 16 mil oftalmologistas e em matéria de tecnologia nessa especialidade só perde para o Canadá e os Estados Unidos, de acordo com o presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), Marco Antônio Rey Faria. Segundo ele, que é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, nos últimos 18 anos a qualidade da oftalmologia e dos profissionais brasileiros melhorou muito, embora a situação da rede pública de saúde tenha piorado.
 
Com as novas drogas e técnicas cirúrgicas é possível controlar não apenas o glaucoma, como outras doenças graves que podem provocar a cegueira, entre as quais a retinopatia diabética, a degeneração macular e a catarata, “cuja cirurgia por meio de ultrassom é padrão ouro, atualmente”.
 
Em entrevista pelo Dia Mundial da Visão, comemorado ontem (11), o presidente do CBO prevê que a grande novidade será o olho biônico, que poderá devolver a visão a quem perdeu totalmente a capacidade de enxergar. Ele acredita que a tecnologia se tornará rotineira “no máximo em 20 anos”, de acordo com o avanço das pesquisas feitas atualmente.
 
O olho biônico utiliza uma câmera de vídeo para enviar ao cérebro as imagens captadas por eletrodos que o paciente pode ter instalados até na língua. Uma experiência recente, realizada na Austrália, comprova a afirmação do Dr. Rey de Faria.
 
O Bionic Vision Australia (BVA), consórcio financiado pelo governo, implantou o "protótipo preliminar" de um olho robótico em uma mulher com perda hereditária da visão provocada por retinite pigmentosa degenerativa, um tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão e não tem cura.
 
Descrito como um "olho pré-biônico", o minúsculo aparelho com 24 eletrodos foi colocado sobre a retina de Dianne Ashworth e enviou impulsos elétricos para estimular as células nervosas de seus olhos. Ela descreveu a assim a experiência: “Eu não sabia o que esperar, mas de repente consegui ver um pequeno clarão. A cada estímulo, surgia uma forma diferente diante dos meus olhos".
 
Penny Allen, o cirurgião que implantou o aparelho, descreveu-o como o primeiro do mundo. O dispositivo de Ashworth só funciona quando está conectado dentro do laboratório e o presidente do BVA, David Penington, disse que seria usado para explorar como as imagens são "construídas" pelo cérebro e pelo olho.
 
Fonte Agência Brasil

OMS pede que países se empenhem para reduzir casos de gravidez entre adolescentes

Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que é fundamental o empenho das autoridades para evitar a gravidez entre adolescentes. No mundo todo, uma em cada cinco adolescentes e jovens deu à luz com menos de 18 anos. Nas regiões mais pobres, a proporção passa para uma em cada três. A organização informa que é elevado o número de mortes entre pessoas de 15 a 19 anos que não resistem às complicações pós-parto.
 
Pelos dados da OMS, cerca de 16 milhões de adolescentes dão à luz todos os anos no mundo principalmente nos países em desenvolvimento.
 
A estimativa é que aproximadamente 3 milhões de jovens, de 15 a 19 anos, submetem-se a abortos ilegais por ano. Pelo menos metade dos bebês de mães adolescentes morre. Também há de indicações que eles sejam mais propensos a ter baixo peso ao nascer. A maior incidência (95%) ocorre em países de baixa e média renda.
 
A entidade diz ainda que os casamentos entre crianças e adolescentes, tradição em alguns povos, geram o aumento da violência e do abuso sexual, elevando também os riscos de infecção pelo vírus HIV. As meninas que casam cedo têm menos acesso à escola e as perspectivas de emprego também diminuem. Em países de baixa e média renda, mais de 30% das meninas se casam antes dos 18 anos de idade e aproximadamente 14% antes dos 15 anos.
 
As taxas de natalidade entre as mulheres com baixa escolaridade são mais elevadas do que entre as que têm ensino médio e superior. Segundo a OMS, há adolescentes que desconhecem os meios contraceptivos e outras são incapazes de obtê-los.
 
Também há informações sobre denúncias de violência sexual contra as adolescentes. Mais de um terço das meninas em alguns países relatam que sua primeira relação sexual foi forçada.
 
Em 2011, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou uma resolução incentivando os países a implementar medidas que levem à melhora da saúde das adolescentes e jovens no mundo. As recomendações têm como objetivo reduzir os casamentos antes de 18 anos, diminuir as gestações entre adolescentes e jovens com menos de 20 anos e aumentar o uso de contraceptivos.
 
Há ainda metas de reduzir os casos de sexo forçado com crianças, adolescentes e jovens, assim como abortos ilegais e partos precoces. Mais detalhes sobre o estudo podem ser obtidos na página da OMS na internet.
 
Fonte Agência Brasil

Cientistas brasileiros e suecos identificam mecanismo da memória que pode ajudar na cura do mal de Alzheimer

Brasília – Um grupo de cientistas do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe-UFRN), em colaboração com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriu o funcionamento de mecanismo da memória que pode ajudar na elaboração de medicamentos para a cura do mal de Alzheimer e da esquizofrenia, entre outras doenças.
 
De acordo com os cientistas, o cérebro utiliza somente um mecanismo para gravar e lembrar memórias, alternando entre uma função e outra em fração de segundo. Nas pesquisas, os cientistas descobriram que as células responsáveis pela memória são sensíveis à nicotina, precisamente o grupo analisado. Outros pesquisadores deverão tentar desenvolver um medicamento semelhante à substância, porém, sem os efeitos nocivos.
 
O neurocientista e professor da UFRN Richardson Leão, que participou das pesquisas, disse que é necessário ter cautela sobre os medicamentos que serão desenvolvidos. Segundo ele, é preciso ainda realizar mais etapas de pesquisas. “As pesquisas são feitas com animais - neste caso específico, com roedores - que são diferentes dos seres humanos, embora, no caso das células estudadas, existam semelhanças.”
 
Os pesquisadores descobriram que a ativação de um tipo específico de neurônios, conhecido como OLM , altera o fluxo de informação do hipocampo - região cerebral que funciona de forma semelhante à memória RAM dos computadores, armazenando temporariamente a informação que depois será salva no córtex. A revelação foi possível devido aos avanços tecnológicos recentes e testes feitos com camundongos transgênicos.
 
Pesquisas anteriores indicavam que os neurônios do tipo OLM tinham um papel-chave no controle da memória. Mas o camundongo desenvolvido na Suécia permitiu testar a hipótese. O cientista sueco Klas Kullander e o grupo dele geraram um camundongo transgênico cujos neurônios brilham quando iluminados por luz verde.
 
Os cientistas brasileiros injetaram um vírus geneticamente modificado no animal, deixando as células OLM sensíveis à luz. Ao utilizarem fibras óticas, os cientistas conseguiram ativar e inativar essas células, lançando mão de uma nova tecnologia, conhecida por optogenética.
 
No estudo, cientistas brasileiros e suecos mostraram que as células OLM modulam a entrada e a saída de informações nas vias do hipocampo. Quando ativadas, essas células priorizam os sinais provenientes do próprio hipocampo, atraindo as memórias armazenadas ao mesmo tempo em que fecham a entrada de informações sensoriais na região.
 
A próxima etapa das pesquisas é fazer estudos eletrofisiológicos no Instituto do Cérebro da UFRN, com base em uma investigação da atividade elétrica do cérebro, para entender de que forma as células OLM influenciam as ondas cerebrais no hipocampo, também envolvidas na formação de memórias.
 
Nas pesquisas, os cientistas conseguiram também demonstrar que o contrário ocorre quando essas células estão inativas. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience de outubro. A pesquisa foi possível devido a um convênio de cooperação científica financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
 
Os cientistas brasileiros, no entanto, advertem que é necessário vencer algumas limitações existentes no Brasil e que acabam por limitar as pesquisas com animais transgênicos trazidos do exterior. Segundo eles, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relaciona como biopirataria a importação de animais transgênicos para pesquisas científicas de financiamento público.

Fonte Agência Brasil