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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pessoas deprimidas tendem a sentir mais sintomas físicos de doenças do que elas realmente podem estar experimentando. Um estudo da Universidade de Iowa, EUA, diz que indivíduos deprimidos- especialmente mulhers – podem potencializar os sintomas ao não conseguirem se livrar de pensamentos repetitivamente negativos, exagerando o que sentem, principalmente quando recorrem à memória para descrever os sintomas de uma doença ou dor.
 
Publicado no periódico Psychosomatic Medicine, e liderado por Jerry Suls, o estudo acompanhou 109 pacientes mulheres que preencheram questinários para medir seus níveis de depressão.
 
Durante 3 semanas elas foram monitoradas sobre sua saúde física, incluindo alergias e dores em geral. No final do período foi pedido que as participantes se lembrassem dos dias em que haviam se sentido mal e os descrevessem. As pacientes identificadas como depressivas eram mais propensas a piorar as lembranças dos sintomas ou a aumentar a frequência de dias com dores, por exemplo.
 
“As pessoas deprimidas tiveram o maior índice de erros ao tentarem se lembrar de como haviam se sentido quanto à saúde, no período de estudo”, diz o pesquisador. Apesar do estudo inicial focar pacientes mulheres, Suls e sua equipe estão finalizando resultados de grupos mistos, com resultados semelhantes.
 
É importante lembrar, diz o pesquisador, que ao exagerar esses sintomas a depressão pode contribuir para que os indivíduos se motivem menos a exercer tarefas diárias, exceder nos medicamentos ou mesmo visitar mais vezes ao médico.
 
“Mas os médicos não devem simplesmente descartar sintomas reportados por pacientes com quadros depressivos. O que acontece é que as lembranças desses quadros podem ser exagerados”, lembra Suls. “Um médico que acompanhe um paciente com esse perfil pode pedir que o paciente faça um diário dizendo como ele está se sentindo no dia. Isso pode contribuir para que ele tenha um registro fiel da evolução de uma possível doença”, sugere.
 
Fonte O que eu tenho

Quando procurar um geriatra?

O avanço da população de idosos no Brasil tem contribuido para aumentar a procura pela especialidade médica nos consultórios que atende essa faixa da população. Mas afinal, a partir de qual idade recomenda-se a consulta com um médico geriatra?
 
De acordo com José Carlos Vilela, geriatra do Hospital e Maternidade São Camilo, o ideal é que homens e mulheres realizem a primeira consulta com um geriatra a partir dos 45 anos.
 
“A frequência das consultas deve ser anual se não houver nenhuma patologia. Já a partir dos 60 anos, as visitas devem acontecer duas vezes ao ano, para a prevenção. Se detectarmos alguma doença, aí sim as visitas devem ser mais constantes, dependendo do tratamento”, explica o médico.
 
O geriatra tem por objetivo auxiliar no envelhecimento com saúde, ou seja, seu principal foco é o diagnóstico precoce e a prevenção de doenças. Para tanto, o médico investiga a história patológica pregressa do paciente, avalia os riscos de desenvolvimento de patologias familiares, presta orientações sobre atividades físicas, hábitos alimentares e sobre a interação medicamentosa a qual o idoso normalmente está exposto.
 
Neste caso, o objetivo é reduzir a posologia, evitando assim a chamada farmacopeia, muito comum entre os idosos, que consiste nos vários tratamentos impostos por outros especialistas e que, por vezes, acabam gerando efeitos colaterais demasiados no paciente. “O paciente acaba evoluindo para um quadro confusional induzido por drogas, decorrente das várias medicações receitadas por outros especialistas. Trata-se de um achado muito frequente e subdiagnosticado”, conta.
 
Ainda de acordo com Vilela, as queixas mais comuns verificadas nas consultas são relativas aos transtornos de memória e humor, normalmente associadas ao início da depressão.
 
“A depressão é complicada, porque não apresenta sintomas específicos. Afeta o campo cognitivo e se não tratada a tempo, pode evoluir para um quadro que simula a demência”, afirma.
 
Para o médico do Hospital e Maternidade São Camilo, envelhecer com saúde depende, antes de tudo, de atitude para manter-se ativo e de bem com a vida. “É preciso ter uma boa alimentação, manter o bom humor e bons hábitos de vida, praticar atividade física, ler, trabalhar e ter uma relação familiar saudável. Estes fatores fazem a diferença”, recomenda Vilela.
 
Fonte O que eu tenho

Evitar bebidas açucaradas ajuda a controlar o peso

Deixar de consumir bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados, pode ajudar a perder e a controlar o peso, especialmente para os jovens.

Estudo realizado no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, envolveu 224 adolescentes com sobrepeso ou obesidade que freqüentavam o nono ou décimo ano do ensino regular e que consumiam mais de uma bebida açucarada por dia.
 
O estudo foi pensado para reduzir o consumo dessas bebidas ao longo de um ano, oferecendo aos participantes e suas famílias opções menos calóricas para o consumo. Os membros do grupo controle receberam vales para comprar as bebidas que queriam.
 
 
Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, mostraram que o grupo experimental praticamente eliminou o consumo de bebidas açucaradas e não apresentou aumento no índice de massa corporal (IMC) em comparação ao grupo controle.
 
Entre os adolescentes hispânicos os resultados foram ainda melhores: o ganho de peso foi 14% menor do que nos demais jovens. Segundo os especialistas, os jovens devem evitar essas bebidas, optando por sucos naturais, que são mais saudáveis e possuem mais nutrientes.
 
Fonte: UPI, 15 de outubro de 2012
 
Por Boa Saúde

Prática de esportes na infância pode influenciar na vida adulta de mulheres

Mulheres que participam de esportes organizados na infância e adolescência apresentam mais chance de manter níveis saudáveis de atividade física na vida adulta, tornando-se menos propensas à obesidade e, provavelmente, menos expostas aos problemas advindos desta.

Um estudo que entrevistou 209 afro-americanas e 277 americanas brancas, averiguando sua participação em esportes durante a juventude e idade adulta, e também medindo o IMC de cada uma delas, mostrou que aquelas que relataram envolvimento em práticas esportivas organizadas durante a infância e juventude tiveram mais propensão à atividade física durante a idade adulta e apresentavam IMC menor.

Os resultados sugerem que a prevenção da obesidade e do sedentarismo pode passar pelo incentivo de atividades esportivas na infância, já que crianças que passam seu tempo livre em frente à TV parecem cultivar hábitos semelhantes pela vida afora. Além disto, a falta de atividade física na infância também já se mostrou perniciosa, com os índices de obesidade infantil e seus problemas associados crescendo assustadoramente nos últimos tempos.

Em geral, o nível de atividade física tende a cair com a idade, mesmo entre crianças e adolescentes. Incentivar estas atividades ao longo da vida escolar pode ser uma intervenção importante e duradoura, que, em última análise, preservaria a saúde a partir da idade adulta.

Estudos futuros devem confirmar estes achados, e se isto ocorrer, o incentivo ao esporte nas escolas pode prevenir a obesidade a longo prazo. Estratégias preventivas são de suma importância, dada a dificuldade de se tratar o distúrbio e as conseqüências desastrosas desta sobre a saúde em geral.

Este incentivo deve incluir não apenas as crianças e adolescentes que já apresentam propensão à prática de esportes, mas principalmente aqueles que se mostram desmotivados, com a oferta de atividades alternativas para aqueles que não se adaptam bem às práticas corriqueiras nas escolas.
 
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Por Boa Saúde

Crianças podem precisar de três horas diárias de atividades físicas

Crianças com menos de seis anos de idade também precisam de prática constante de atividades físicas, e de acordo com a literatura médica a quantidade recomendada pode ser de pelo menos três horas diárias.
 
Em 2010, uma organização australiana (a Australia’s Department of Health and Ageing) recomendaram que crianças nessa faixa de idade deveriam se exercitar por pelo menos três horas diariamente, sendo que as atividades deveriam estar espalhadas durante as horas durante as quais elas estão acordadas.
 
Em 2011, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos chegou a conclusões semelhantes, determinando que pais deveriam incentivar seus filhos a fazerem 15 minutos de atividades (leves, moderadas ou vigorosas) por hora. Nesse mesmo ano, a U.K’s Chief Medical Officers publicou um depoimento com a mesma recomendação.
 
“Essas três novas diretrizes, apesar de usarem construções de frases diferentes, são notavelmente semelhantes no que todas elas recomendam: que crianças pequenas façam um total de três horas de atividade física por dia”, explicam pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.
 
As taxas de obesidade entre crianças estão crescendo, mas os estudos não indicam quanta atividade física seria necessária para que os pais evitassem esse problema. “Claramente, seria preferível basear diretrizes de atividade física para pré-escolares em dados ligando a atividade física a resultados de saúde, como o desenvolvimento de gordura corporal”, afirmam os pesquisadores.
 
A pesquisa foi publicada no periódico Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.
 
Fonte: Live Science, 15 de outubro de 2012
 
Por Boa Saúde