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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Tai-chi-chuan ajuda idosos a superar depressão

Como diminuir os números de depressão em idosos? A resposta pode estar no tai-chi-chuan, apontam pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA.
 
No estudo, realizado por Helen Lavretsky, pesquisadora da UCLA, foram selecionados 112 idosos com depressão, com 60 anos ou mais. Eles passaram por tratamento farmacológico tradicional por aproximadamente quatro semanas.
 
Dentre os participantes, 73, que apresentaram apenas uma melhora parcial, foram divididos em dois grupos. Durante dez semanas seguintes ao primeiro tratamento um grupo frequentaria as aulas de tai-chi e o outro – o grupo controle – aulas de educação em saúde, durante duas horas por semana.
 
Resultados acima do esperado
“Os resultados foram animadores”, diz Lavretsky. Dentre os participantes que frequentaram as aulas de tai-chi, 94% conseguiram baixar seus níveis de depressão. Destes, 65% atingiram a remissão total da condição. Em comparação, entre os participantes do grupo controle, 77% ainda tinham níveis estáveis da condição e pouco mais que a metade (51%) conseguiu superar a doença ao final do estudo.
 
“Embora os dois grupos tenham apresentado melhora na severidade da depressão, as maiores reduções foram observadas entre aqueles que fizeram o tratamento padrão e participaram das aulas de tai-chi”, aponta Lavretsky. “Este estudo mostra que a adição de um exercício que envolve a mente e o corpo, como o tai-chi, disponível na comunidade, pode melhorar os resultados do tratamento da depressão em idosos, além de outras condições médicas coexistentes ou disfunção cognitiva”.
 
“Sabemos que quase dois terços dos pacientes idosos que procuram tratamento para a depressão não obtêm alívio com a medicação prescrita. Com o tai-chi nós podemos ser capazes de tratar essas condições sem expô-los à medicação adicional”, conclui a pesquisadora cujo estudo foi publicado no periódio Geriatric Psychiatry.
 
Fonte O que eu tenho

Tire suas dúvidas sobre rinite alérgica

Remédios-naturais-para-a-rinite-alérgica2A alergia não é uma doença no sentido literal. Na realidade, trata-se de condição desencadeada pela resposta do organismo da pessoa alérgica e que não tolera contato com determinados produtos físicos, químicos ou biológicos. O corpo então reage de forma exagerada, a uma ou mais substâncias aparentemente inocentes que, quando inaladas, ingeridas ou por contato com a pele causam irritabilidade.
 
Entre os tipos mais comuns de alergia está a rinite alérgica, que afeta até 30% da população e tende a ser crônica, ou seja, se manifesta com crises frequentes. Por ser uma resposta inflamatória da mucosa que reveste o nariz toda vez que ela entra em contato com os agentes alérgenos, a rinite alérgica tem apresentado uma alta incidência nas últimas décadas, por ser influenciada por fatores como poluição, moradia, vida sedentária, ambientes com ar condicionado, entre outros fatores
 
A rinite alérgica tem várias causas, sintomas e tratamentos. Confira abaixo e tire suas dúvidas.
 
1.O que é rinite alérgica?
Muitas pessoas acham que rinite é o mesmo que rinite alérgica, porém existem vários tipos e diferenças entre elas. O mais comum nos casos crônicos é a rinite alérgica. Em primeiro lugar, define-se como rinite a presença, em um paciente, com sintomas de coriza, espirros, coriza hialina (secreção transparente) e obstrução nasal. Nos casos, já diagnosticados de rinite, dividimos em dois subgrupos: alérgica e não-alérgica.
 
A rinite alérgica tem como característica uma inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face com a presença de eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) e IgE (um tipo de Imunoglobulina).
 
A não alérgica pode se apresentar de diversas formas porém sempre com a mesma inflamação da mucosa e com a presença de neutrófilos, ao invés de eosinófilos e ausência de um aumento de IgE.
 
2.Quais os tipos mais frequentes?
A rinite alérgica pode ser basicamente: sazonal (intermitente) – sintomas presentes por menos de 4 dias por semana – ou persistente – sintomas presentes por mais de 4 dias na semana.
 
Pode ser dividida também em: Leve, quando os sintomas atrapalham, mas não incomodam muito nas seguintes áreas: sono, atividades diárias, lazer e esporte, escola ou trabalho; e de Moderada a Severa, quando os sintomas incomodam muito nas áreas afetadas.
 
3. Ela é contagiosa ou hereditária?
A rinite alérgica nunca é contagiosa. Normalmente, existe uma história familiar de rinite, ou seja, é hereditária. Por exemplo, quando os pais têm rinite alérgica, o filho tem 80% de chance de ter rinite alérgica também. Pode também estar relacionada com baixo nível socioeconômico, como condições precárias de moradia.
 
4.Quais os principais sintomas?
Coriza, espirros, coriza hialina (secreção transparente) e obstrução nasal são os mais comuns, porém, podemos ainda observar lacrimejamento, hiperemia conjuntival, além de perda do olfato e do paladar, congestão em face, halitose e tosse.
 
5.Numa crise de rinite, algumas pessoas também sofrem com irritação nos olhos. Por que isso ocorre?
Porque a mucosa que envolve todo o nariz e os seios da face se comunica com a mucosa dos olhos. Sendo assim, o nariz é a porta de entrada, porém a alergia ocorre em todos estes lugares.
 
6.Por que ela fica mais intensa em alguns períodos do dia, como manhã e noite?
Em geral, os pacientes que têm uma piora de dia e à noite são aqueles que estão expostos a algum alérgeno (algo que desencadeia os sintomas) em sua casa, como pó, pelo de animal, fungos (umidade), dentre outros.
 
7. Quais fatores orgânicos que influenciam no seu desenvolvimento?
Os estudos científicos ainda são inconclusivos em relação a isso. Em geral, o desenvolvimento de rinite alérgica se deve basicamente a hereditariedade e exposição a alérgenos.
 
8. Quais os agentes externos que pioram os quadros de rinite?
Há várias substâncias que desencadeiam a rinite alérgica. Os mais comuns entre são os ácaros, fungos, pólen, saliva e secreções de cães e gatos e, ainda, resíduos de insetos. Outras substâncias como, poluentes e tabaco, deixam o nariz mais sensível e susceptível a crises alérgicas.
 
9. Como prevenir? Quais os tratamentos mais indicados?
Prevenção sempre é o melhor remédio, portanto as orientações são:
- retirar de casa tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia, livros e tudo que não for de uso constante. O quarto tem que ter o mínimo de coisas possível;
 
- procurar morar em locais onde os dormitórios sejam ensolarados e onde bata sol durante o dia. Nesta hora é sempre bom deixar a janela aberta para arejar o ambiente;
 
- nunca passar a vassoura, usar somente pano úmido e/ou aspirador;
 
- não ter animais de estimação – cachorro, gato, periquito, papagaio, etc. Se não houver outra opção, dê banhos semanais e evite, ao máximo, o contato direto e a circulação nos dormitórios. Dar preferencia àqueles que não soltam pêlo;
 
- evitar áreas de umidade ou mofo, pois elas podem ser a causa de todo o problema;
 
- usar edredon ao invés de cobertor;
 
- não usar roupas de lã. Dar preferência a materiais sintéticos ou de algodão.
 
Sempre tentamos o tratamento mais simples possível em cada situação, mas cada caso deve ser avaliado individualmente, para que a terapia prescrita seja adequada ao perfil do paciente. Dentre as opções existem: lavagem nasal com soro fisiológico; sprays nasais de corticóide; antihistamínicos orais ou nasais; antileucotrienos; corticóides orais e vacina sublingual ou subcutânea.
 
10. Os sintomas da rinite tendem a piorar em pessoas que possuem alterações anatômicas nasais, como desvio de septo?
Pacientes que têm rinite e desvio de septo costumam se queixar mais de nariz entupido do que os outros, podendo precisar de cirurgia para correção. Outras alterações anatômicas podem predispor a sinusite crônica e de repetição quando associadas à rinite alérgica.
 
11. Uma pessoa que tem rinite e trabalha num ambiente com ar condicionado constante deve manter que atitudes para evitar uma crise alérgica?
Deve realizar, pelo menos duas vezes ao dia, a lavagem do nariz com soro fisiológico, além de tomar muito cuidado com variações bruscas de temperatura. Outra atitude inteligente é manter recipientes com água espalhados no ambiente, evitando assim que o ar fique muito seco.
 
12. A rinite pode evoluir para uma sinusite? Por que?
O termo atualmente usado para rinite é o de rinossinusite alérgica, uma vez que o nariz e os seios da face são cobertos pela mesma mucosa e ficam acometidos da mesma maneira pela alergia. A sinusite que é conhecida de muitos pode ser tanto esta sinusite alérgica causada pelo quadro de rinite ou, ainda, pode ser uma sinusite bacteriana crônica causada por uma rinite que não foi tratada adequadamente – ocorreu um acúmulo de muco nos seios da face, que foi colonizado por bactérias. Neste caso, deve ser realizado um tratamento específico para a sinusite e depois um controle da rinossinusite alérgica.
 
Fonte O que eu tenho

Mulheres mantêm as amizades por mais tempo, diz estudo

Ao contrário da ideia popular amplamente aceita, um estudo inglês mostrou que mulheres são mais propensas do que homens a manter amizades de longa duração. A pesquisa identificou que os homens são mais instáveis e mais calculistas na hora de escolher os amigos. Mulheres, ao contrário, mostraram-se mais fiéis e companheiras.
 
Realizada pela equipe de Gindo Tampubolon, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, a pesquisa contou com mais de 10 mil indivíduos foram acompanhados entre 1992 e 2002. As mulheres, ao final do estudo, mantiveram diversos amigos e amigas durante todo o período. Pessoas mais velhas, solteiras ou trabalhando em escritórios ou funções administrativas também se mostraram mais fiéis aos amigos de longa data.
 
Indivíduos da classe média mostraram ter uma amplitude maior de amizades – indo além do trabalho, família ou pessoas com as quais saem constantemente –, enquanto as pessoas da chamada classe baixa tendiam a fazer amizades com pessoas da mesma faixa de renda.
 
Tampubolon diz que os resultados, disponível no site da instituição, encontrados nas mulheres são duplamente significantes, pois os números sugerem que mais de 75% das suas amizades são com pessoas do mesmo gênero.
 
“A noção de amizade feminina é completamente diferente da relação de amizade entre homens. É muito mais profunda e moralmente mais adequada: elas mantém amizades de acordo com uma classificação de qualidade, independente se isso vai ter retornos sociais e econômicos, o que parece ter bastante significância para os homens. Elas também têm grande mobilidade social e geográfica: amigas que moram longe também continuam sendo lembradas”, diz Tampubolon.
 
Além disso, aponta o pesquisador, a amizade, para as mulheres, tem grande significância para sua própria identidade. Ao contrário os homens são mais utilitaristas, sempre procurando as vantagens da relação.
 
A pesquisa mostra que a relação de amizade muitas vezes não tem a ver com escolha. As pessoas têm contato com família, conhecidos, vizinhos e colegas de trabalho e com as quais podem ou não se tornar amigas. Essa relação e reclassificação de um outro indivíduo dentro de nossa escala de valores pode depender do gênero e contexto social, sugere
 
Fonte O que eu tenho

Remuneração médica pode chegar a R$ 14,7 mil em São Paulo

Hoje o salário médio é de R$ 3,7. Novo plano de carreira, apresentado nesta quinta-feira (18) pelo governador Geraldo Alckmin, será submetido à Assembleia Legislativa
 
O salário pago aos médicos que trabalham nos hospitais e serviços de saúde de administração direta do governo do Estado de São Paulo poderá chegar a R$ 14,7 mil. É o que prevê proposta do novo plano de carreira da categoria, apresentada pelo governador Geraldo Alckmin na manhã desta quarta-feira, 18 de outubro, Dia do Médico, a ser submetida à Assembleia Legislativa de São Paulo. Hoje o salário médio de um profissional médico da rede estadual é de R$ 3,7 mil.
 
Pelo novo plano, as faixas salariais irão variar não somente pelo número de horas semanais trabalhadas, mas também conforme a capacitação dos profissionais para o desempenho das atividades.
 
Será criada a categoria de 40 horas semanais de trabalho, com objetivo principal de fixar os médicos nas unidades de saúde.
 
Haverá três classes: Médico I, Médico II e Médico III. O valor da remuneração de até R$ 14,7 mil será para o profissional de classe III com carga horária semanal de 40 horas e que receba o teto do Prêmio de Produtividade Médica, além de outras gratificações.
 
Esse prêmio será pago conforme avaliação da produtividade, resolutividade, assiduidade, qualidade dos serviços prestados, responsabilidade e eficiência na execução das atividades profissionais. O valor do prêmio será computado para o cálculo de férias e décimo-terceiro salário.
 
Os médicos enquadrados na classe III receberão, com teto de produtividade, até R$ 7,5 mil por jornada de 24 horas semanais, R$ 6,3 mil por 20 horas semanais e R$ 3,8 mil por jornada reduzida de 12 horas semanais.
 
Da mesma forma, os médicos enquadrados na classe II irão receber, pelo teto da produtividade, até R$ 14,3 mil por jornada de 40 horas semanais, R$ 7,3 mil para 24 horas semanais, R$ 6,1 mil para 20 horas e R$ 3,7 mil por jornada reduzida de 12 horas semanais.
 
Já os médicos enquadrados na classe I irão receber até R$ 13,9 mil por jornada de 40 horas semanais, R$ 7,2 mil para 24 horas, R$ 6 mil e R$ 3,6 mil para jornada reduzida de 12 horas semanais.
 
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, os médicos com cargos de chefia, como diretores, supervisores e encarregados, receberão remuneração diferenciada.
 
Além da remuneração prevista no novo plano de carreira, os médicos da rede estadual poderão receber rendimento extra mediante atividade docente. Conforme forem permanecendo no serviço público, os médicos irão receber acréscimos em suas remunerações, chegando a R$ 18,5 mil mensais.

“O novo plano promove um expressivo aumento na remuneração paga aos médicos de todo o Estado, proporcionando competitividade aos hospitais estaduais na contratação desses profissionais por concurso e, mais do que isso, valorizando a categoria como um todo. É uma conquista fundamental para a saúde pública paulista”, afirma Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
 
Fonte SaudeWeb

Emergências: médico exposto e população insatisfeita

"Há uma demanda crescente nas urgências e emergências, que ‘estão assumindo a condição de porta de entrada do sistema, o que não pode ocorrer", diz o presidente do CFM, Roberto d’Ávila
 
A superlotação das emergências, a escassez de leitos hospitalares, a pouca valorização do médico emergencista, a proposta de criar a especialidade médica em urgência e emergência, a ‘vaga zero’ e a limitação do número de pacientes por médico foram temas debatidos por gestores do setor durante III Fórum Nacional de Urgência e Emergência, realizado no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).
 
O coordenador da CT de Urgência e Emergência do CFM, Mauro Ribeiro, afirmou que as emergências são consideradas ‘o patinho feio’ do sistema e que isso precisa mudar. Entre as lutas prioritárias para que o serviço melhore, ele listou uma série de medidas, como:
 
- abertura de mais leitos, em especial leitos de UTI para os pacientes das áreas vermelha e laranja das emergências; melhora da capacitação das equipes;
 
- criação d a especialidade médica em emergência; acolhimento com classificação de risco em todos os hospitais de pronto socorro;
 
- condições dignas de trabalho aos médicos das emergências, que trabalham sobrecarregados; regulação do sistema desde os programas de prevenção até os hospitais;
 
- a ‘vaga zero’ e a limitação do número de pacientes por médico, segundo resolução 07/2011 do Cremers.
 
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Ávila, comentou que há uma demanda crescente nas urgências e emergências, que ‘estão assumindo a condição de porta de entrada do sistema, o que não pode ocorrer’.
 
Algumas das causas para a atual situação do setor foram enumeradas pelo presidente do CFM: subfinanciamento, mau gerenciamento, subdimensionamento, concentração de especialidades em grandes centros, insuficiência da rede de média complexidade e escassez de leitos. “Acima de tudo falta vontade política para melhorar essa situação”, salientou.
 
“A área das emergências, com raras exceções, é a mais negligenciada nos hospitais, e deveria ser a mais privilegiada -, frisou, comentando que não há estímulo financeiro, trabalhista e intelectual para os médicos que ali atuam”.
 
Entre as dificuldades a que estão sujeitos os médicos das emergências, citou: maior exposição ao erro profissional, dificuldade na preservação do sigilo, ausência de vínculo com pacientes, sobrecarga e desvalorização profissional.
 
Fonte: Cremers

Por SaudeWeb