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sábado, 27 de outubro de 2012

Terapia online eliminou ideias suicidas de 50% dos pacientes

Segundo um novo estudo da Universidade de New South Wales (Austrália), terapia cognitiva comportamental via internet tem o poder de reduzir dramaticamente tanto a depressão quanto os pensamentos suicidas em pacientes.
 
A pesquisa envolveu 300 pacientes inscritos pelos seus médicos em um programa de seis lições de terapia cognitiva comportamental para a depressão via internet no site www.thiswayup.org.au.
 
Segundo os pesquisadores, a redução de pensamentos suicidas ao fim do programa foi evidente, independentemente do sexo e idade.
 
“Antes do curso, metade das pessoas que preenchiam os critérios para depressão pensavam que estariam melhores mortas. Quando elas concluíram o curso 10 semanas depois, metade das 300 pessoas deixou de preencher os critérios para a depressão, e metade das pessoas que antes preferiam estar mortas já não pensavam mais dessa forma”, disse o principal autor do estudo, o professor Gavin Andrews da Escola de Psiquiatria da universidade.
 
Essa não é a primeira vez que o grupo faz estudos do tipo. Eles já haviam mostrado que pacientes depressivos que participavam de terapias online tinham taxas de recuperação tão eficazes quanto os que participavam de terapias presenciais.
 
Mas este é o primeiro estudo a demonstrar essa associação quanto ao cuidado primário, ou seja, o primeiro tratamento. “No momento, é de rotina excluir pacientes com pensamentos suicidas frequentes de participar de terapias cognitivas comportamentais online. Dado que os pensamentos suicidas são parte integrante da depressão, esta pesquisa mostra que há uma base racional para a inclusão de pessoas com ideias suicidas nesse tipo de programa via internet”, conclui Andrews.
 
E a internet serve não só para curar, como também para “diagnosticar” depressão. Um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Missouri, EUA, sugeriu que a forma como as pessoas usam a internet pode indicar se elas estão em maior risco de depressão ou não. Os pesquisadores observaram que o uso da internet de pessoas depressivas segue um padrão distinto dos seus colegas não depressivos. Um software poderia ser desenvolvido para monitorar a atividade online de estudantes e parentes para sinais de depressão.
 
Fonte Hypescience

Estresse aumenta em tempos de carga pesada no trabalho

Problema afeta 70% da população economicamente ativa no Brasil

O estresse entre os profissionais aumenta em tempos de carga pesada no ambiente de trabalho, como prazos curtos, sobrecarga de trabalho e pouca autonomia sobre o gerenciamento das tarefas. A opinião é do economista americano Sean Nicholson, considerado um dos maiores especialistas no assunto no mundo. As informações são do jornal "Valor Econômico".
 
Nicholson, que é professor da Cornell University (EUA), pesquisador associado do National Bureau of Economic Research e diretor de pesquisa da Upstate Health Research Network, diz que, embora não existam dados que comprovem o aumento do estresse relacionado ao ambiente de trabalho na população mundial, há evidências regionais de que isso está acontecendo.
 
Aqui no Brasil, o problema já afeta 70% da população economicamente ativa, segundo dados da International Stress Management Association (Isma-BR). Desses, 30% sofrem com o nível mais devastador da doença, conhecido como "burnout".
 
O professor menciona também um estudo realizado no Reino Unido. Lá, 530 mil profissionais procuraram médicos pelo que achavam ser doenças relacionadas ao estresse em 2006. Em 2000, esse índice era de 110 mil pessoas. "Mais profissionais estão sofrendo com estresse associado ao trabalho. Isso acontece porque alguns fatores que causam o problema se tornaram mais comuns", disse Nicholson ao "Valor".
 
Os profissionais mais suscetíveis ao estresse no Brasil são aqueles com idade entre 35 e 49 anos. Nicholson, no entanto, afirma que a faixa etária varia de acordo com as regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, o pico do estresse acontece por volta dos 30 anos e diminui depois tanto para homens quanto para mulheres.
 
"Um dos quebra-cabeças nesse assunto é explicar como o estresse atinge as pessoas conforme a idade", diz. "Pessoas na faixa dos trinta e poucos anos normalmente têm filhos. Quando você inclui a paternidade à já existente carga de trabalho, isso cria mais estresse", explica o pesquisador.
 
Existem maneiras, contudo, de se evitar o aumento do problema. Uma das coisas mais importantes que as empresas podem fazer, na opinião de Nicholson, é dar aos seus funcionários poder de decisão. "É essencial aumentar o controle que eles têm sobre seus trabalhos ou, ao menos, melhorar a percepção que eles têm sobre isso", diz.
 
O pesquisador esteveno Brasil para participar do 12º Congresso de Stress da Isma-BR, que aconteceu de 19 a 21 de junho, em Porto Alegre.
 
Fonte diagnosticoweb

Veja os países com os melhores sistemas de saúde do mundo

Inglaterra, Espanha e França têm gastos per capita maiores do que o Brasil
 
Uma pesquisa recente realizada pelo Ibope mostrou que 61% dos brasileiros consideram a saúde como a área mais problemática do país, à frente da segurança e da educação. As informações são da revista "Exame".

O Brasil gasta cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) na saúde, o que representa um gasto per capita de 909 dólares. Esse valor é menor que os 3 mil dólares que as nações listadas como as melhores do mundo na área gastam.

O Canadá, um dos países da lista, gasta cerca de 8% do PIB em saúde e a despesa per capita é de 4,3 mil dólares. Embora pagos pelo governo, os médicos não são funcionários públicos. A maioria dos atendimentos financiados pelo sistema é oferecida na iniciativa privada, o que provoca a inexistência de competição entre o sistema público e privado.

No Reino Unido, que gasta 8,2% do PIB em saúde, o sistema de saúde foi criado depois da Segunda Guerra Mundial. Lá, há uma ligação maior entre médico e paciente, já que ele tende a estar no mesmo bairro de residência do paciente.

A Espanha também é apontada como um dos países entre os que tem o melhor sistema de saúde do mundo. Entre marcas elogiadas pelo sistema estão a garantia de que será atendido e a comunicação com o paciente, que envolve cartas, e-mails e SMS.
 
Por fim, a França, que gasta 9,3% do PIB na área da saúde, já teve o sistema de saúde eleito o melhor do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O sistema francês é relativamente complexo comparado ao SUS brasileiro, misturando seguro público com contribuições na folha de salários. Em boa parte dos casos, o atendimento não é gratuito, mas o governo reembolsa parte ou toda a despesa.
 
Fonte diagnoesticoweb

O momento ideal para se matricular em um MBA

Para especialista, diploma pode significar o estimulo que falta para a carreira profissional deslanchar
 
Para alguns especialistas, crescer profissionalmente requer que atualizado em relação às demandas do mercado. E isso significa que, além de estar antenado, para Homero Reis, coach e mestre em educação, o profissional precisa ter a consciência de que é necessário estar à frente. "Se você é competente sabe que precisa participar das grandes discussões relacionadas a sua área”, alerta.

Reis aponta alguns motivos que levam profissionais a buscarem especializações como o MBA – que inclui a manutenção da competência profissional e a questão cultural. "É preciso fazer algum tipo de pós-graduação depois da faculdade”, completa. Mas quando é chegada a hora de voltar à sala de aula e garantir um diploma de MBA? O portal Exame.com listou cinco cenários propícios para buscar um MBA.

Veja as dicas de Fernando Marques, coordenador dos Programas de MBA da BSP – Business School São Paulo:

01) Estar a um passo de liderar uma equipe
É caso mais comum. Segundo Marques, é quando o profissional "começou sua carreira, está adquirindo certa experiência profissional e já adquiriu razoável conhecimento técnico”. E a próxima etapa na trajetória profissional é assumir um cargo de liderança de fato – estágio em que os conhecimentos sobre gestão que o curso de MBA oferece entram em cena. “Ele percebe que está a um passo de ser promovido e liderar uma equipe e sabe que suas chances de promoção aumentam se estiver cursando um MBA”, afirma Marques;

02) Precisar de uma visão multidisciplinar
Mesmo em uma posição de liderança, ter a noção de estar restrito apenas a sua área de atuação. “É aquele profissional que percebe que, para crescer, precisa adquirir uma visão multidisciplinar”, afirma Marques. Segundo ele, conhecer todas as áreas de um negócio é uma demanda do mercado atual;

03) Quando a promoção nunca chega
Mesmo sendo um profissional exemplar, não consegue se tornar líder e percebe que a chance nunca chega. As habilidades gerenciais que um curso de MBA oferece podem ser o "empurrão" que falta na carreira deste tipo de profissional restrito às tarefas mais técnicas. “Esse é o tipo de profissional que, por exemplo, começou como analista financeiro júnior, passou a pleno e é já é sênior, mas não é chamado para ser gerente financeiro e fica apenas com as tarefas técnicas”, diz Fernando Marques;

04) Falta de networking
Criar uma rede de contatos é um dos pontos chave para quem escolhe fazer um MBA. “Alguns profissionais percebem que deixaram de fazer o networking porque estão vivendo apenas o mundo de suas empresas”, afirma Marques;

05) Dar uma guinada profissional
Mudar de área ou montar o próprio negócio são aspectos que têm levado profissionais a buscarem o diploma de MBA. Para Marques, “o curso oferece oportunidade de planejar melhor esse tipo de mudança”.

É necessário pensar em um plano B porque isso estimula profissionais de nível mais avançado a se matricularem em cursos de MBA. “São os executivos que estão satisfeitas com a sua carreira, mas pensam no dia de amanhã”, afirma. O plano individual de negócios que é apresentado ao fim do curso é visto como uma oportunidade para quem está nesta situação.

Com a expansão do mercado de consultoria de negócios, muitos profissionais têm procurado o MBA para validar a atuação profissional na área de consultoria. “Temos visto este tipo de situação também e o MBA é válido para dar o entendimento da gestão de uma forma geral”, diz o coordenador dos cursos de MBA da BSP.
 
 
*As informações são da Exame.
 
Fonte diagnostocoweb

Cérebro “obeso” pode frustrar tentativa de emagrecer

Estudo realizado em modelos animais mostra que uma dieta rica em gorduras e açúcar refinado altera estruturas cerebrais que, por sua vez, levam ao exagero do consumo destes alimentos.
 
“É um ciclo vicioso que pode explicar porque a obesidade é tão difícil de ser contornada”, diz Terry Davidson, autor do estudo publicado no periódico Physiology & Behavior.
 
Obesidade e memória
O estudo teve foco sobre o hipocampo – parte do cérebro responsável pela memória e aprendizado. Os ratos foram treinados para um teste de habilidades de memória e, em seguida, divididos em dois grupos: um que teria acesso livre para uma ração rica em gordura saturada e outro grupo que consumiu uma ração restrita de baixo teor de gordura.
 
Quando ambos os grupos tiveram de refazer o teste, os ratos que se tornaram obesos apresentaram mais dificuldades para realizar a tarefa do que os ratos com peso considerado saudável. A equipe examinou então as barreiras sanguíneas do cérebro – ou barreira hematoencefálica, uma rede de de vasos sanguíneos que protegem o cérebro – injetando um corante na corrente sanguínea dos animais. Nos ratos obesos, uma quantidade grande corante atravessou livremente esta barreira, o que não aconteceu nos ratos de peso saudável, mostrando que nos ratos obesos estas barreiras foram comprometidas.
 
Círculo vicioso
Davidson explica que o hipocampo é também responsável pela supressão de memórias. Sendo assim, se estes resultados fossem aplicados às pessoas, isso explicaria porque uma pessoa obesa não consegue consumir o que seria considerado uma porção razoável – a dieta rica em gordura saturada e açúcar refinado afetaria a capacidade do hipocampo de suprimir pensamentos sobre estes alimentos, fazendo com que a pessoa consuma-os exageradamente.
 
“O que eu acho que está acontecendo é um ciclo vicioso de obesidade e declínio cognitivo”, diz. “A idéia é, você consome uma dieta de alta caloria e isso faz com que você coma demais, pois este sistema inibitório é afetado progressivamente. E, infelizmente, isto afeta também outros tipos de interferência do pensamento.”
 
Os resultados deste estudo são compatíveis com outros que encontraram uma ligação entre a obesidade humana na meia idade e uma maior probabilidade para desenvolver a doença de Alzheimer e outras demências cognitivas anos mais tarde.
 
“Estamos tentando descobrir onde está esta relação. Temos evidências de que o consumo excessivo de uma dieta rica em gordura afeta ou altera a barreira hematoencefálica”, diz. Segundo Davidson, estudos futuros devem ter foco nas substâncias que não deveriam estar chegando ao cérebro e, por causa deste “defeito” estão começando a chegar. “Você começa a jogar coisas no cérebro que não pertencem a ele e faz sentido que as funções cerebrais sejam afetadas”, finaliza.
 
Fonte O que eu tenho