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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Unihealth busca dobrar faturamento

Para 2013 o foco dos projetos está na gestão logística nas esferas estaduais, municipais e privadas com foco em sinergia de custos e aumento da eficiência por meio de gestão das cadeias de abastecimento
 
Dobrar faturamento da empresa. Essa é a meta da Unihealth, empresa de logística na área de saúde. Para isso, a companhia aproveitou o Saúde Business Forum 2012 para criar novos negócios.
 
“Nosso objetivo foi interagir tanto com os líderes do setor de Saúde para gerar oportunidades e conhecer as melhores práticas na área de logística e gestão de cadeia de suprimentos quanto com os prestadores de serviço e fornecedores desse segmento para trocar experiências e criar parcerias”, conta a diretora de novos negócios da empresa, Mayuli Lurbe Fonseca.
 
A empresa tem 80% de seus negócios em hospitais e 20% em laboratórios e o foco está em empresas com nível alto de complexidade logística e valores de estoque e consumo significativos. “Em instituições com essas características temos condição de agregar valor e gerar reduções significativas de custo e aumentos de qualidade assistencial e segurança do paciente”, diz.
 
Para 2013, segundo a executiva, os projetos estão direcionados para a gestão logística para sistemas de saúde estaduais, municipais e privados com foco em sinergia de custos e aumento da eficiência das redes por meio de gestão das cadeias de abastecimento integradas desses sistemas. A Unihealth, que já tem parceria com Angola, pretende estreitar laços com outro país de língua portuguesa. “Já existe um projeto em estudo em Portugal”, adianta Mayuli.
 
Fonte SaudeWeb

Bayer compra fabricante de vitaminas e suplementos por US$ 1,2 bilhão

Em comunicado, Marijn Dekkers, o principal executivo da Bayer AG, afirmou que a aquisição representa uma “excelente estratégia” para reforçar os negócios da Bayer HealthCare
 
A alemã Bayer anunciou nesta terça-feira (30) que vai comprar a fabricante americana de vitaminas e suplementos nutricionais Schiff Nutrition International por cerca de US$ 1,2 bilhão ou US$ 34 por ação. A expectativa é a de que o negócio seja concluído ainda em 2012.
 
A Schiff Nutrition Internationaldona, que obteve receita líquida de US$ 259 milhões no ano fiscal encerrado em 31 de maio, detém as marcas MegaRed, Move Free e Airborne. Em setembro, a companhia informou que projetava alta de 43% a 46% nas vendas líquidas para o ano fiscal de 2013.
 
Em comunicado, Marijn Dekkers, o principal executivo da Bayer AG, afirmou que a aquisição representa uma “excelente estratégia” para reforçar os negócios da Bayer HealthCare. “A Schiff vai ampliar significativamente nossa presença nos Estados Unidos, maior mercado mundial em termos de vendas de produtos nutricionais”, disse.
 
A companhia americana, com sede em Salt Lake City, Utah, emprega cerca de 400 funcionários.
 
Fonte SaudeWeb

Como queimar 200 calorias em 2,5 minutos

Um novo estudo da Universidade do Colorado, nos EUA, aponta que é possível queimar 200 calorias em menos de 2,5 minutos de esforço concentrado com intervalos de recuperação.
 
A esta possibilidade os pesquisadores chamaram de “sprint interval training”, que envolve intensos períodos de exercícios seguidos de extensos períodos de descanso. Embora outros estudos tenham mostrado que o sprint interval training pode melhorar a aptidão e desempenho atlético, pouco se sabe sobre como este tipo de exercício afeta o gasto de energia, um fator que motiva muitas pessoas a se exercitar.
 
E para entender como isso funcionava, Kyle Sevits e sua equipe reuniram cinco voluntários – todos homens -, saudáveis e com idades entre 25 e 31 anos. O estudo teve a duração de três dias, nos quais eles seguiram uma dieta controlada.
 
Eles passaram a maior parte do tempo em atividades sedentárias, como assistir filmes ou ficar no computador. No entanto, na manhã de um destes três dias, eles realizaram um treino intenso em uma bicicleta indoor, pedalando o mais rápido possível em cinco ciclos de 30 segundos, com intervalos de quatro minutos. No total foram 2,5 minutos de exercício intenso que contou com o incentivo de uma equipe.
 
Os resultados mostraram que este esforço resultou numa perda de 200 calorias no decorrer daquele dia.
 
Para o autor, ainda é cedo para afirmar que este esforço realmente se traduza em perda de peso definitiva, mas sugere que a prática pode ajudar na manutenção do peso. Para ele a maior dificuldade estaria na motivação, em manter por conta própria a rotina de exercício. “A forma como isso poderia funcionar no mundo real é com a orientação de um personal trainer“, conclui.
 
A pesquisa foi apresentada durante o encontro da Sociedade Norte-Americana de Fisiologia.
 
Fonte O que eu tenho

Dieta rica em vegetais reduz risco de câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, mostram em um novo estudo que o consumo de uma dieta à base de alimentos de origem vegetal reduz o risco de câncer de próstata agressivo
 
A pesquisa revela que uma alta ingestão de flavonóides, um grupo de compostos encontrados em plantas, pode diminuir a incidência de um tipo mais grave da doença nos homens.
 
“A incorporação de mais alimentos e bebidas de origem vegetal, tais como frutas, legumes, ervas e chá, na dieta pode oferecer alguma proteção contra o câncer de próstata agressivo. Encher o prato com alimentos ricos em flavonóides é um comportamento que pode ser alterado para conseguirmos um impacto benéfico sobre a saúde”, afirma Susan Steck, líder do estudo.
 
Para o estudo, Steck e sua equipe usaram dados de quase 1,9 mil homens diagnosticadas com câncer de próstata. Os participantes preencheram um questionário com informações sobre histórico alimentar para que fosse avaliado a ingestão de flavonóides.
 
Os homens com maior ingestão total de flavonóides tinham um risco 25% menor de câncer de próstata agressivo em comparação com aqueles homens com menor consumo dos compostos.
 
“Nós descobrimos que a maior ingestão de flavonóides totais foi associada a chances reduzidas de câncer de próstata agressivo, mas nenhuma subclasse individual de flavonoides pareceu ser protetora de forma independente, o que sugere que é importante consumir uma grande variedade de alimentos de origem vegetal na dieta, em vez de se concentrar em um tipo específico de alimento”, destaca Steck.
 
Além disso, o risco de câncer de próstata agressivo foi ainda menor nos homens com menos de 65 anos e em fumantes com os mais altos níveis de ingestão de flavonóides.
 
Os resultados mostraram que frutas e sucos cítricos, como laranjas, chá, uvas, morangos, cebolas e verduras cozidas foram os principais contribuintes para a ingestão de flavonóides totais entre os participantes.
 
“Os resultados apoiam as recomendações de saúde pública e as diretrizes de organizações que incentivam o consumo de uma dieta mais à base de plantas. Em particular, o maior consumo de alimentos ricos em flavonóides pode ser benéfico para as pessoas que estão em maior risco de câncer, como aquelas que fumam”, conclui.
 
A autora apresentou o estudo durante o International Conference on Frontiers in Cancer Prevention Research, evento anual promovido pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer.
 
Fonte O que eu tenho

Confiança estimula autocontrole das crianças

Pesquisadores revisitam o teste do marshmallow, usado para testar o autocontrole das crianças, e mostram que o ambiente exerce tanta influencia sobre a criança quanto a capacidade inata de adiar uma recompensa.
 
“Ser capaz de adiar uma gratificação – nesse caso, esperar 15 minutos para ganhar um segundo marshmallow – não só reflete a capacidade de uma criança para o autocontrole, mas também sua crença sobre a praticidade de espera”, explica Celeste Kidd, autora do estudo da Universidade de Rochester. “Atrasar a gratificação é apenas a escolha racional caso a criança acredite mesmo que ganhará um segundo marshmallow depois de um atraso razoavelmente curto”, completa.
 
O estudo, publicado no periódico Cognition, se baseia em uma série de estudos relacionados ao teste do marshmallow, que tiveram início na Universidade de Stanford, na década de 1960. Walter Mischel, psicólogo que desenvolveu o teste – entre outros pesquisadores famosos – mostrou que as diferenças individuais na capacidade de adiar a gratificação estavam relacionadas a aspectos positivos na vida adulta. Crianças que esperavam – e por isso podiam comer não um, mas dois doces – anos mais tarde tiveram uma pontuação maior no SAT (teste padrão aplicado aos alunos do 2º grau e que serve de critério para admissão nas universidades nos EUA), menos chances de envolvimento com abuso de substâncias e melhores habilidades sociais.
 
Por causa dessa correlação, o teste foi citado como uma prova de qualidades como o autocontrole e inteligência emocional, talvez mais confiável do que medidas tradicionais de inteligência, como o QI.

Neste novo estudo, a equipe de Rochester quis explorar mais de perto por que algumas crianças são capazes de resistir ao marshmallow, enquanto outros sucumbem lambendo, mordendo e, eventualmente, comendo o doce. Eles selecionaram 28 crianças com idades de três a cinco anos e as dividiram em dois ambientes contrastantes: um não confiável e outro confiável.
 
No ambiente não confiável, antes do teste do marshmallow, as crianças foram enganadas duas vezes sobre recompensas que envolviam receber objetos com os quais poderiam decorar um copo que elas levariam para casa depois. A criança poderia usar gizes de cera quebrados e usados ou esperar por uma caixa com vários novos. As crianças esperaram, porém o pesquisador voltou sem nenhum, dizendo que ele havia se confundido e que não haviam novos. Em um segundo teste, a criança poderia usar um pequeno adesivo para decorar o copo ou esperar alguns minutos por mais e maiores adesivos. Elas esperaram, mas mais uma vez o pesquisador voltou de mãos vazias.
 
No ambiente confiável, estes dois mesmos testes foram realizados, só que neste caso o pesquisador voltou com os ítens prometidos. Em seguida eles realizaram o teste do marshmallow com os dois grupos com a explicação de que a criança poderia comer o doce agora ou esperar o pesquisador voltar (depois de 15 minutos) e comer dois.
 
As crianças do ambiente não confiável esperaram uma média de três minutos e dois segundos. Apenas uma das 14 crianças deste grupo esperou o tempo combinado, em comparação a nove crianças do grupo da condição de confiança.
 
Para os autores, os resultados foram surpreendentes. Em estudos anteriores o tempo de espera médio das crianças foi entre 6,08 e 5,71 minutos. A manipulação do ambiente duplicou o tempo de espera no estado de confiança e reduziu pela metade no caso do grupo de ambiente não confiável.
 
Os autores concluem que este grande efeito da manipulação do ambiente fornece fortes evidências de que o tempo de espera das crianças reflete a decisão racional sobre a probabilidade de recompensa. “Os resultados são consistentes com outras pesquisas mostrando que as crianças são sensíveis a incerteza em recompensas futuras e estudos populacionais que mostram que crianças com pais ausentes preferem recompensas imediatas ao invés de esperar por recompensas maiores”, assinalam.
 
Para Richard Aslin, coautor do estudo, os resultados refletem a complexidade do comportamento humano. “Nós sabemos que, em certa medida, o temperamento é claramente herdado, porque os bebês diferem em seus comportamentos a partir do nascimento. Mas esta experiência é a prova evidente que a ação das crianças pequenas também é baseada em decisões racionais sobre o meio ambiente e como o meio ambiente também influencia nossas decisões racionais”, conclui.

Fonte O que eu tenho