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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Entenda por que o cigarro vicia

Tabagismo é doença e precisa de tratamento
 
Dependência
Infelizmente, nem sempre o tabagismo foi considerado doença. Foi somente no final dos anos 1980, com a descoberta dos receptores da nicotina no cérebro e seu poder de viciar (maior do que drogas como cocaína e heroína), que a coisa mudou de figura.

Hoje sabe-se que os receptores específicos para a nicotina no cérebro, quando ativados, liberam substâncias que garantem sensação de prazer. É por isso que um cigarrinho já basta para amenizar sintomas de ansiedade e depressão. Diga-se, não à toa tem ganhado muitos adeptos nestes tempos de estresse crônico.

Na busca por essa sensação de bem-estar, a pessoa passa a acender um cigarro atrás do outro, condicionando-se. Nos viciados, deixar de fumar por algumas horas dá uma sensação terrível e um desejo incontrolável de tragar - é a síndrome da abstinência. Quem fuma mais de 15 por dia é considerado grande dependente.

Abstinência de nicotina
Quando as pessoas usam o tabaco de forma regular, o corpo delas desenvolve uma necessidade por nicotina. Se elas não ingerirem a nicotina, elas começam a ter sintomas de abstinência. Esses sintomas variam de pessoa para pessoa e dependem do quanto de nicotina a pessoa está acostumada a ingerir. Quanto maior a quantidade, mais fortes são os sintomas:
  • Cansaço
  • Irritação
  • Nervosismo
  • Ansiedade
  • Tristeza ou depressão
  • Fome maior do que usual

Pessoas que estejam com abstinência da nicotina podem achar difícil:
  • Dormir
  • Lidar com o estresse
  • Concentrar-se

A abstinência da nicotina começa normalmente 24 depois de a pessoa parar de fumar ou de usar substâncias com tabaco. Os sintomas podem piorar entre 24 e 48 horas depois de a pessoa parar de fumar e podem durar poucos dias ou até quatro semanas. A duração média dos sintomas é de três a quatro semanas. A vontade de fumar e o aumento do apetite podem durar meses. O tratamento para a abstinência inclui remédios, terapia ou grupos de apoio, uma dieta e exercícios regulares.

Fumar para melhorar o humor ou aliviar a tensão
Pergunte a você mesmo algumas questões para descobrir se você fuma para aliviar a tensão, a irritação, o stress ou para melhorar o humor.

Fumar vem à sua cabeça automaticamente quando você está frustrado, tenso, nervoso ou triste?

Fumar lhe acalma quando você está nervoso?

Você fuma mais cigarros quando está nervoso?

Se você já tentou parar de fumar no passado, você sentiu mais a falta do cigarro quando estava em período de maior stress?

O alívio que você sente ao fumar vem do ato de tirar um tempo para fumar e também dos efeitos químicos da nicotina no cérebro. Se você retornar ao ambiente estressante logo depois de acabar o cigarro, a tensão logo voltará e você precisará de outro cigarro. O cigarro, na verdade, não faz a tensão, o stress ou depressão sumirem. A única forma de realmente controlar o stress na sua vida é identificar o que causa o stress e aprender a mudar o jeito que você reage a situações estressantes.

Fumar para controlar o peso
É verdade que a nicotina presente nos produtos de tabaco reduz seu apetite e lhe anima quando você sente que o nível de energia está caindo por causa da fome. Mas esses efeitos não duram e, antes que você espere, já está com fome de novo. Usar o cigarro para manter o peso baixo tem outras desvantagens. Fumar não faz nada por seus músculos. Você pode até perder peso, mas seus não estarão tonificados e você também não terá a energia que vem da combinação de exercícios e alimentação correta. Se você está fumando porque tem medo de ganhar peso quando parar, lembre-se que nem todo mundo engorda quando deixa de fumar.

Sensações que o fumo proporciona

Pense em que momentos do dia o cigarro é necessário:
  • Depois que os efeitos do café da manhã começam a passar?
  • Perto das refeições?
  • Depois de ficar parado por um longo tempo?
Às vezes as pessoas fumam para ganhar concentração ou se manter alertas. A nicotina presente nos produtos de tabaco geralmente é suficiente para despertar seu cérebro, mas não há substituto a uma boa noite de sono, alimentação saudável, exercícios e curtir a vida.

Para se enturmar
Fumar pode ser uma coisa muito importante na sua vida social. Você fuma automaticamente quando está ao lado de alguém que fuma? Algumas pessoas, lugares ou coisas parecem fazer você querer fumar? Seus amigos fumam? Os amigos se importam um com os outros, dão apoio e fazem atividades juntos para confirmar as afinidades que possuem. Mas por que compartilhar uma atividade que coloca sua vida em risco? Se seus amigos fumam, pergunte se eles não querem parar também. Talvez muitos se convençam que seja hora de parar. Um poderá ajudar o outro.

Caso eles não queiram, peça que não fumem perto de você, não lhe oferecem cigarros ou não deixem cigarros por perto.

Adolescentes e tabaco
Você pode ter começado a fumar para se adequar a seus amigos. Ou talvez seus pais fumem. Qualquer que seja o motivo que o levou a fumar, há muito mais razões para parar:

  • Você estará controlando mais sua vida depois que você parar de fumar
  • Você ficará mais bonito. Seu cabelo, suas roupas e sua respiração ficarão melhores e seu dente ficará mais branco. Adolescentes sempre dizem que preferem namorar ou beijar quem não fuma
  • Some o quanto você gasta por semana, mês ou ano com cigarros. O que mais você poderá fazer com o dinheiro?
  • Fumar causa mau-hálito, problemas nos dentes, dores ou manchas na boca
  • Fumar não é um jeito inteligente de perder peso ou evitar de ganhar peso. Atividade física é uma forma muito melhor de controlar o peso e isso vai dar mais massa muscular. Embora algumas pessoas ganhem peso depois que param de fumar, isso é temporário. Em alguns casos, ocorre até perda de peso porque as pessoas se tornam mais ativas depois que param de fumar
  • Depois que você pára de fumar, você irá se cansar menos depois das atividades físicas
 
Fonte Minha Vida

Leis antifumo reduzem internações por doenças relacionadas ao cigarro

Hospitalizações por doenças cardiovasculares ou respiratórias caem até 24%
 
Um levantamento feito pela Universidade da Califórnia com o Instituto Nacional de Saúde (NHI, sigla em inglês) dos Estados Unidos, descobriu que a aplicação das leis que proíbem o fumo de lugares fechados, como restaurantes e bares, é capaz de reduzir rapidamente o número de internações decorrentes de doenças relacionadas ao tabagismo, principalmente doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. Os resultados foram publicados dia 30 de Outubro no periódico Circulation, da Associação Americana do Coração.
 
Os autores do estudo revisaram 45 pesquisas que analisaram durante um ano as consequências de 33 leis antifumo aplicadas em diversos países, entre eles Estados Unidos, Alemanha e Uruguai. Segundo os resultados, as legislações que proíbem o fumo em bares, restaurantes ou no trabalho diminuíram em 15% as hospitalizações por ataque cardíaco, em 16% as internações por acidente vascular cerebral (AVC) e em 24% as hospitalizações por problemas respiratórios, como asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica. A pesquisa ainda mostrou que as leis mais abrangentes - ou seja, que proíbem o tabagismo em bares, em restaurantes e também no trabalho - são as que provocam os maiores benefícios. Essa diminuição ocorre tanto entre os fumantes quanto entre pessoas expostas ao fumo passivo.
 
Os cientistas acreditam que os resultados apoiam a posição da Associação Americana do Coração, que acredita que leis antifumo deveriam se estender a todos os ambientes de trabalho e lugares públicos. Segundo os autores, legislações mais fortes significam reduções imediatas nos problemas de saúde relacionados ao tabagismo.
 
Você realmente conhece os perigos do fumo?
No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo. O fumo passivo também é um grande problema. O pneumologista da Unifesp, Fernando Sérgio Studard, explica que permanecer em um bar onde há pessoas fumando equivale a fumar quatro cigarros para quem não fuma. O tabagismo é o principal causador de doenças pulmonares, tumores e doenças cardiovasculares. Tire suas dúvidas e entenda as ameaças ocultas do fumo para a saúde.
 
O fumo passivo pode ser responsável por quais doenças?
Tabagismo passivo é a inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. A exposição à fumaça do cigarro pode aumentar os riscos de doença psiquiátrica, mortalidade cardiovascular, doenças respiratórias, câncer e sinusite crônica, além de piorar a audição de adolescentes.
 
Qual é o risco de fumar em locais fechados?
Segundo especialistas, o ar da residência de um fumante usual contém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do usuário após passar pelo filtro do cigarro. Assim, fumar em lugares públicos fechados, além de proibido por lei em algumas regiões, é também um veneno para os pulmões.
 
Para parar de fumar, qual é o melhor caminho?
De acordo com o pneumologista especialista em tabagismo da Unifesp, Sérgio Ricardo Santos, a maioria das pessoas consegue parar sem ter que recorrer a um profissional. Nos casos em que a pessoa não consegue largar o vício sozinha, o melhor a fazer é procurar um centro especializado em tabagismo. "Qualquer profissional de saúde pode resolver o problema, tanto um psicólogo quanto um pneumologista", diz o especialista.
 
Para os bebês, quais problemas o fumo passivo traz?
Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, diz que 90% das mães que perdem seus bebês para a síndrome da morte súbita infantil (SMSI) são fumantes. A morte súbita acontece quando bebês de até um ano morrem sem apresentar qualquer sintoma, geralmente durante o sono. "A exposição à fumaça de tabaco, tanto na gravidez como no pós-natal, leva a uma série de efeitos sobre o desenvolvimento da criança", esclarece Sérgio Ricardo Santos.
 
Fonte Minha Vida

Malária afeta 34 milhões de pessoas fora da África

A malária afeta 34 milhões de pessoas e provoca 46.000 mortes por ano fora da África, indica um informe divulgado esta sexta-feira, durante a conferência "Malária 2012: salvando vidas na Ásia-Pacífico", celebrada em Sidney.
 
Oitenta e oito por cento destes 34 milhões de casos e a maioria das 46.000 mortes anuais é registrada na região Ásia-Pacífico, que tem 20 países onde a malária é endêmica, o que levou vários especialistas a solicitar uma ação mais enérgica contra a malária nesta região.
 
Segundo o informe, intitulado "Derrotar a malária na Ásia, no Pacífico, nas Américas, no Oriente Médio e na Europa", a população de risco total chega a 3,3 bilhões de pessoas no mundo, das quais 2,5 bilhões vivem fora da África.
 
A malária é uma doença transmitida por um mosquito e causada por um parasita, o 'Plasmodium falciparum'. Grande parte dos recursos internacionais para lutar contra ela financiam iniciativas na África.
 
Fora da Ásia, há 1,1 milhão de casos nas Américas, onde 1.200 pessoas morreram com a doença em 2010 e 2,9 milhões de casos no Oriente Médio e no Cáucaso, onde morreram 3.100 pessoas em 2010.
Nas Américas, "a maioria dos casos de malária surgem da Bacia do Amazonas, em distritos de Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela", diz o informe.
 
"Muitas infecções estão associadas a projetos de colonização, atividades mineradoras e silvicultura", ressalta.
 
Por outro lado, "Hispaniola é a única ilha do Caribe onde a malária é endêmica. A maioria dos casos se apresenta em Haiti, que reportou aproximadamente 84.000 casos confirmados em 2010. A República Dominicana deu parte de 2.500 casos, a maioria em regiões fronteiriças com o Haiti", continua.
 
"As pessoas entre os 5 e os 49 anos de idade, ou seja, nas idades mais produtivas da vida, são a maioria dos casos diagnosticados" nas Américas.
 
Por ocasião da divulgação deste relatório, Fatoumata Nafo-Traore, que dirige a associação Fazer Retroceder a Malária, reforçou que "a Ásia tem a segunda maior carga em matéria de malária, a segunda depois da África".
 
"A região precisa reforçar sua liderança política", declarou. "Também precisa desenvolver estratégias de financiamento que compreendam investimentos internos substanciais e constantes, a tradicional ajuda multilateral e bilateral, e fontes de financiamento realmente inovadoras", acrescentou.
 
Na quarta-feira, especialistas que participam desta conferência haviam advertido que uma forma de resistência ao principal medicamento contra a malária está se espalhando na Ásia.
 
A malária resistente ao tratamento padrão, a artemisina, foi confirmada no Camboja em 2006 e desde então apareceu a 800 km na direção oeste, na fronteira entre Tailândia e Mianmar, afirmaram os pesquisadores.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os medicamentos de baixa qualidade e as falsificações representam um grande problema para o mundo, em um momento em que emergem indícios de uma resistência crescente à artemisina, o principal tratamento contra a malária, uma doença que segundo a OMS matou 655.000 pessoas em 2010.
 
Fonte R7

Pfizer corta previsões para 2012 após queda dos lucros no 3º trimestre

O número um do mundo do setor farmacêutico, o laboratório norte-americano Pfizer, cortou nesta quinta-feira sua projeção de resultados para 2012, após a queda de seus lucros líquidos no terceiro trimestre.
 
A empresa registrou uma queda de 14% de seus lucros líquidos, em relação ao mesmo período do ano anterior, a 3,2 bilhões de dólares. Contudo, suas receitas caíram 16%, a 14 bilhões de dólares.
 
A farmacêutica reduziu suas estimativas para 2012 a uma margem de entre 58 e 59 bilhões de dólares, de uma previsão anterior de 60 bilhões de dólares.
 
A empresa perdeu, em novembro de 2011, a exclusividade da venda do medicamento contra o colesterol Lipitor e enfrenta agora a concorrência dos genéricos no mercado.
 
Fonte R7

Com doença rara, 'manequim humano' tenta carreira na moda

Desordem genética provoca a conversão de músculos e outros tecidos em ossos
 
Um canal de TV britânico levou ao ar nesta quinta-feira (1) um documentário sobre a jovem escocesa Louise Wedderburn, de 19 anos, que sofre de fibrodisplasia ossificante progressiva (FOP), doença rara que provoca a conversão de músculos e outros tecidos em ossos.
 
Manequim Humano é o título do programa exibido pelo Channel 4, que mostra o cotidiano e acompanha a incursão da jovem no mundo da moda.
 
No documentário, Louise tenta o "impensável", como define a narradora do programa: conseguir um emprego no mundo da moda.
 
"Será que a indústria da moda, tão focada em imagem, vai aceitá-la?", questiona o documentário, que mostra Louise ajudando na preparação de modelos antes de um desfile e em cenas domésticas.
 
Louise posou para fotos para a revista Elle e para um estilista durante a Semana de Moda de Londres.

Doença rara
 — A doença jamais vai me impedir de fazer o que eu quero. Tenho que fazer isso, tenho que provar que posso.
 
Luise deve ser cuidadosa para evitar quedas, que aceleram a formação de novos ossos. Como não há cura conhecida, a expectativa de vida de pessoas que nascem com FOP — uma desordem genética — é de apenas 41 anos de idade.
 
Isso significa que em uma questão de anos, Louise poderia ter músculos e outros tecidos ossificados, sendo obriga a usar uma cadeira de rodas para se locomover.
 
A jovem também é obrigada a ser extremamente cuidadosa em seus movimentos, para evitar quedas, que podem provocar aceleração da formação de ossos em lugares machucados.
 
— Tendo a não pensar nas coisas até que elas aconteçam. Se começar a pensar, não saio de casa.
 
De acordo com a Associação Internacional de Fibrodisplasia Ossificante Progressiva , menos de 3 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença no mundo.
 
Pesquisas recentes com camundongos tentam reduzir a formação de ossos provocada pela mutação genética, descoberta em 2006 por uma equipe da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
 
Fonte R7