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sábado, 3 de novembro de 2012

Dez sinais de que seu filho precisa usar óculos

Uma em cada vinte crianças em idade pré-escolar sofre de algum problema de visão. Já durante o Ensino Fundamental, essa proporção sobe de 5% para 25%. Muitas vezes, a criança vai mal na escola não por falta de atenção ou dedicação aos estudos, mas por causa de problemas visuais não detectados. Algumas não enxergam direito o que está escrito na lousa e outras podem ter dificuldade de ler livros, cadernos e apostilas que estão sobre a carteira.
 
“Tive uma paciente de seis anos que enfrentava sérias dificuldades de alfabetização porque tinha 12 graus de miopia em um olho e, até então, não havia sido diagnosticada. Pais e até mesmo professores devem estar sempre atentos às crianças e estimulá-las a usar óculos ou tampões sem preconceito, quando necessário. Trata-se de uma medida temporária e que pode impedir o comprometimento do rendimento escolar”, diz Renato Neves, oftalmologista.
 
Como os problemas visuais podem gerar um impacto bastante negativo na vida das crianças, vale a pena prestar atenção em algumas características que alertam para a hora de marcar uma consulta com o oftalmologista. Neves aponta dez sinais de que é chegada a hora:
 
1. Reclamar de dor de cabeça. “Quando a criança reclama com alguma frequência de dor de cabeça quando está em aula ou ainda quando faz a lição de casa, é preciso investigar. Principalmente se reclama de ‘dor na testa’. Afinal, ela pode estar fazendo um esforço extra para enxergar direito”.
 
2. Sentar muito próxima à televisão. “Ainda que as telas dos televisores tenham aumentado bastante nos últimos anos, algumas crianças insistem em sentar bem próximas à TV, dando sinais claros de que talvez sofram de miopia. O mesmo é válido para games de bolso ou livros. Se o seu filho tiver o costume de aproximar os olhos de tudo o que precisa enxergar é um sintoma que precisa ser investigado”.
 
3. Apertar os olhos para ler. “Quando a criança aperta um dos olhos para enxergar, pode ser que inconscientemente esteja querendo melhorar o foco e usando o olho bom para ver bem. Trata-se de um sintoma clássico que deve ser avaliado”.
 
4. Andar de cabeça baixa. “Há casos em que a criança estrábica ou com desequilíbrio no músculo ocular, acaba tendo dupla visão ao focar um objeto ou olhar para baixo. Para se sentir mais segura, passa a andar sempre com a cabeça baixa, na tentativa de prevenir problemas mais sérios como quedas”.
 
5. Lacrimejar excessivamente. “Algumas crianças não fecham os olhos totalmente enquanto dormem. Essa condição leva a um ressecamento noturno e, para compensar, os olhos passam o dia lacrimejando espontaneamente – o que atrapalha muito a visão correta e, inclusive, o relacionamento com os colegas de classe”.
 
6. Coçar os olhos insistentemente. “Esse é um sinal clássico de fadiga ocular e deve ser investigado. Tanto pode ter origem em problemas de visão, como pode estar relacionado à conjuntivite. Nos dias em que a umidade do ar está baixa, essa condição se intensifica tanto que pode até provocar lesões nas pálpebras”.
 
7. Mostrar dificuldade com a leitura. “Quando a criança, já alfabetizada, não consegue ler uma sentença sem se perder nas palavras ou pular linhas, pode ser sintoma de astigmatismo ou ainda de estrabismo e deve ser investigado”.

8. Acompanhar a leitura com um dedo. “Eis outro sinal perceptível durante a leitura. Se a criança não conseguir ler sem recorrer ao dedo indicador, pode não ser apenas uma mania, mas um caso de ambliopia – síndrome do olhinho preguiçoso – em que as letras e palavras parecem muito próximas, dificultando a leitura”.
 
9. Demonstrar sensibilidade à luz. “Esse é outro sinal fácil de reconhecer. Quando a criança demonstra incômodo exagerado em ambiente muito iluminado ou ainda sob luz solar, pode ser sinal de exotropia, um tipo de estrabismo”.
 
10. Tapar um olho com a mão. “Há crianças que automaticamente tapam um dos olhos com a mão para enxergar melhor com o ‘olho bom’. Isso pode acontecer durante as atividades escolares ou até mesmo de lazer, como ver TV. Tanto pode indicar um problema de ambliopia, como de estrabismo. Por isso, não pode passar sem ser devidamente investigado por um oftalmologista”.
 
Fonte Corposaun

Brasileiros fazem teste de HIV após os 30 anos

O brasileiro começa a fazer sexo cada vez mais cedo, não usa preservativo e adia por mais tempo o exame que detecta o vírus da Aids, segundo especialistas.
 
Os números de uma campanha da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que realizou 36 mil exames em 309 municípios paulistas, em novembro do ano passado, com base em questionários aplicados a estas pessoas que fizeram testes rápidos de HIV, revelam que 56,8% fizeram o primeiro exame que detecta o vírus da Aids após os 30 anos de idade.
 
Segundo especialistas, o quadro preocupa porque os jovens começam a fazer sexo cada vez mais cedo, muitas vezes sem proteção, e costumam adiar o primeiro teste de HIV, propagando a transmissão.
 
Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, da Secretaria de Saúde de São Paulo, o diagnóstico tardio prejudica o tratamento. Hoje, devido o sucesso com as terapias, as pessoas vivem mais e melhor, mas a Aids é ainda uma doença grave, não pode ser banalizada, afirma.
 
Durante a campanha paulista, foram diagnosticados 403 casos positivos de Aids. Entre os homens, 270. As mulheres responderam por outros 107. Em 26 casos positivos não havia informação sobre o sexo da pessoa testada.
 
A faixa entre 25 e 39 anos foi responsável pela maior parte dos casos confirmados em homens (53%) e em mulheres (46%). Houve dois registros de meninas com 13 anos infectadas.
 
A cada dia, somente no Estado de São Paulo, pelo menos nove pessoas morrem vítimas das complicações da Aids. No Brasil, 630 mil pessoas estão infectadas com o vírus HIV. Desse total, cerca de 230 mil ainda não sabem que são soropositivos por não se submeterem ao teste. A maioria ainda tem diagnóstico tardio.
 
Segundo o Ministério da Saúde, 97% dos jovens brasileiros de 15 a 24 anos reconhecem o preservativo como forma eficaz de evitar o HIV. Mas o uso da camisinha na primeira relação sexual ainda não é regra.
 
Fonte Corposaun

A vida sem leite e derivados

No Brasil, cerca de 40% da população é intolerante à lactose – açúcar presente no leite e em seus derivados. Esse número foi registrado em uma pesquisa realizada pela Unicamp, que observou que grande parte não sabe deste malefício.
 
Algumas sintomas são comuns à quem tem intolerância à lactose, como: dor, distensão e cãibras abdominais, náuseas e vômitos, diarreia e produção de gases. A nutricionista funcional, Dra. Juliana Trevilini explica que estes sinais ocorrem pela ação de bactérias intestinais sobre a lactose. “Quando os sintomas surgem é imprescindível procurar um profissional para diagnosticar e orientar corretamente sobre como proceder com a alimentação”, ressalta a nutricionista funcional.
 
Para controlar a intolerância à lactose, o cuidado com a alimentação pode ser uma ferramenta, sem precisar de um tratamento mais severo. “O paciente deve deixar de consumir lacticínios ou comprar e ingerir a enzima lactase industrializada”, ensina a Dra. Juliana.
 
Eu sou intolerante?
O paciente que deseja saber se é intolerante à lactose, pode descobrir por quatro exames diferentes: tolerância à lactose, hidrogênio exalado, deposição de ácidos e o exame genético. Nos dois primeiros são ingeridos líquidos com alto teor em lactose. No primeiro, sucessivos exames de sangue serão feitos para observar o nível de glicose no sangue e no segundo, a medição do nível de hidrogênio expirado será observado. Caso o resultado seja alto, está confirmada a disfunção.
 
A deposição de ácidos é realizada em crianças e no exame são avaliadas amostras de deposição do intestino grosso, que produz ácidos graxos e ácido láctico quando a lactose é fermentada pelas bactérias do intestino. O exame genético é realizado tirando uma amostra de sangue, que é analisado e, normalmente, o resultado sai em sete dias.
 
Sobre a lactose:
Lactose (Galactose β-1,4 glucose) é um tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar presente no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
 
O leite humano contém de 6-8% e, o de vaca, de 4-6%. É hidrolisada pela ação da lactase, uma beta-galactosidase sendo considerada portanto como um beta-galactosídeo. É fracamente doce. As leveduras não a fermentam, mas podem ser adaptadas para fazê-lo. Lactobacilos a transformam em ácido lático.
 
Fonte Corposaun

Seis medidas que podem diminuir os gastos da saúde pública mundial em US$ 500 bilhões/ano

Institute for Healthcare Informatics identifica seis medidas que podem ser aplicadas para melhorar a utilização de medicamentos e capacitar agentes públicos e privados, levando a uma diminuição com os gastos em saúde pública em US$ 500 bilhões/ano (cerca de 8% das despesas globais). As medidas são expostas no estudo Advancing the Responsible Use of Medicines: Applying Levers for Change.

O estudo define o uso responsável de medicamentos, além dos demais elementos que compõe um sistema de saúde, incluindo profissionais e pacientes para assegurar que os indivíduos recebem os medicamentos certos, de forma adequada.
 
O relatório do Institute for Healthcare Informatics aponta que as políticas de uso de medicamentos são realizadas de forma isolada das demais iniciativas de saúde. Não se considera o impacto significativo que a otimização na utilização dos medicamentos pode ter sobre a despesa global do sistema.
 
A dificuldade de adesão do paciente ao tratamento é o principal problema, ocasionando um desperdício de US$ 269 bilhões entre os 500 bilhões anuais de gastos evitáveis. Este fator é parte integrante de um dos dois pontos críticos apontados no relatório, que é o engajamento de todas as partes envolvidas e o uso da informação. Os profissionais que prescrevem as receitas, aqueles que entregam os medicamentos, a indústria farmacêutica e os pacientes devem trabalhar de forma contínua e alinhada.
 
“Como o nosso estudo deixa claro, os medicamentos e as políticas e práticas que regem o seu uso são uma peça essencial, mas pouco apreciada do grande quebra-cabeça global da saúde. Precisamos aproveitar todas as informações disponíveis para definir prioridades, monitorar o progresso e mudanças comportamentais entre as partes interessadas, incluindo formuladores de políticas de saúde, os responsáveis pela manutenção dos sistemas, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e pacientes.
 
Ao enquadrar os desafios e possíveis soluções, queremos provocar a percepção de que mudanças são possíveis e que essas medidas podem gerar benefícios econômicos, bem como melhorias para a saúde.”, aponta Murray Aitken, diretor executivo do IMS.
 
 
As medidas indicadas para possibilitar o uso racional dos medicamentos são:
 
1. Aumentar a adesão ao tratamento abordando as crenças e comportamentos do paciente no momento da prescrição e durante a ingestão de medicamentos;
 
2. Assegurar o acesso rápido ao sistema de saúde, o que impediria o agravamento do quadro geral do paciente, aumento o custo do tratamento.
 
3. Otimizar o uso de antibióticos minimizando a onda mundial de resistência a antimicrobianos devido ao abuso destes medicamentos;

4. Evitar erros durante todo processo de atendimento, desde a prescrição à administração.
 
5. Indicação de medicamentos genéricos, quando disponíveis;
 
6. Gerenciar o uso simultâneo dos medicamentos, particularmente entre os idosos, minimizando os riscos de complicações dispendiosas e eventos adversos.

Fonte Corposaun

Proteína secretada pelo tecido adiposo pode aumentar a probabilidade de doenças cardíacas

Cientistas do Canada descobriram que uma proteína secretada pelo tecido adiposo, chamada pelo nome resistina, é responsável por aumentar os níveis de colesterol “ruim” (lipoproteína de baixa densidade, ou LDL), aumentando também a probabilidade de ser ter doenças cardíacas.
 
Essa pesquisa promovida por pesquisadores da McMaster University leva a comprovação de que a resistina aumenta a produção de LDL em algumas células de fígado humano e que também degrada receptores de LDL (lipoproteína de baixa densidade) no fígado, promovendo como resultado, um fígado que é menos capacitado para limpar o colesterol “mau” do corpo. A resistina,desta forma, promove a aceleração do acumulo de LDL nas artérias, aumentando assim o risco de que a pessoa venha a sofrer de doenças cardíacas.
 
A pesquisa também aponta que essa proteína liberada pelo tecido adiposo impacta de forma negativa nos efeitos de estatinas, um medicamento redutor de colesterol que é usado no tratamento e também na prevenção de doença cardiovascular.
 
Aproximadamente 40% do número de pessoas que tomam estatinas são resistentes ao seu impacto na diminuição do lipoproteína de baixa densidade no sangue. “Uma das maiores implicações de nossos resultados é que níveis sanguíneos elevados de resistina podem ser a causa da incapacidade de estatinas para reduzir o colesterol LDL dos pacientes”, explica a autora sênior da pesquisa Shirya Rashid, da McMaster University.
 
A equipe que promoveu a pesquisa acredita que essa descoberta pode levar a novas drogas terapêuticas, em especial aquelas que visam inibir a resistina, responsável por aumentar os níveis de colesterol “mau” do corpo, aumentando assim a eficácia das estatinas.
 
Segundo Shirya Rashid, o trabalho promovido por sua equipe além de confirmar que a resistina é responsável por aumentar os níveis de colesterol “ruim” (lipoproteína de baixa densidade), também comprova a importância de manter peso e níveis de colesterol saudáveis, dois fatores críticos na prevenção de doenças cardíacas.
 
Fonte Corposaun