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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Como o roubo de cadáveres ajudou a revolucionar a medicina

Quando vemos uma equipe de hospital realizar um procedimento cirúrgico com maestria, não imaginamos que por trás da bela medicina há episódios históricos não muito belos. Entre os séculos 17 e 19, por exemplo, o roubo de cadáveres foi uma prática muito comum na Europa e, embora eticamente questionável, possibilitou enormes avanços na área da saúde.
 
Pela primeira vez, serão publicadas evidências arqueológicas do que aconteceu com esses corpos, da autópsia ao “re-enterro”. Para escrever o livro “Anatomical Dissection in Enlightenment England and Beyond: autopsy, pathology and display” (“Dissecação Anatômica no Iluminismo da Inglaterra e Além: autópsia, patologia e exibição”), lançado recentemente, os pesquisadores exumaram corpos enterrados naquela época. Os resultados não foram dos mais bonitos.
 
Quebra-cabeça humano
“O fato de que diferentes corpos foram dissecados por diferentes estudantes de medicina em momentos diferentes significa que as mesmas partes de um mesmo corpo nem sempre estavam disponíveis para serem recombinadas”, conta Piers Mitchell, do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade de Cambridge (Inglaterra). “Assim, podemos ter um caixão cheio de braços ou pernas, ou às vezes a parte de cima do corpo estaria presente, e a de baixo, não”.
 
Embora a prática certamente tenha chocado parentes e amigos das pessoas que tiveram seus corpos roubados e dissecados, não há como negar os avanços feitos na época por causa desses “desvios éticos”. “Graças às descobertas dos primeiros anatomistas, nós chegamos ao conhecimento moderno sobre como órgãos funcionam e como é a anatomia normal”, aponta Mitchell.
 
A prática era tão comum na época que era normal vigiar o corpo durante o enterro (e depois dele) para evitar furtos. Além disso, algumas famílias enterravam seus mortos em caixões de ferro ou em túmulos protegidos por grades (ou em ambos, por garantia).
 
Curiosamente, muitos “ladrões de corpos” tinham o cuidado de deixar os pertences de valor do morto, para não se encrencar ainda mais com a lei.
 
Fornecedores de corpos
Na primeira metade do século 19, uma dupla de irlandeses chocou a população da Inglaterra: William Burke e William Hare mataram e venderam pelo menos 16 vítimas para o anatomista Robert Knox, da Faculdade de Medicina de Edinburgo (Escócia). Em 28 de janeiro de 1828, Burke foi executado, e Hare só conseguiu escapar da forca porque aceitou testemunhar contra o colega. Ironicamente, o cadáver de Burke foi dissecado, e seu esqueleto permanece guardado até hoje na Universidade de Edinburgo.
 
A necessidade de corpos para estudo (e o fato de pessoas como Burke e Hare chegarem a extremos para se aproveitar desse “mercado”) levou diversos países a permitir que cadáveres de pacientes de asilos e hospitais que não fossem recolhidos por familiares pudessem ser legalmente usados por médicos e estudantes. Em 1832, foi assinado pelo Reino Unido o Ato da Anatomia, que permitia a dissecação de corpos doados. Antes disso, a única alternativa legal para médicos e estudantes era pegar corpos de condenados à morte por tribunais.
 
Fonte Daily Mail UK

Cera de ouvido grudenta e excesso de odores são sinais de câncer de mama

Cientistas japoneses descobriram sintomas peculiares que podem indicar câncer de mama: cera de ouvido grudenta na orelha e forte mau cheiro nas axilas. Toshihisa Ishikawa, PhD, Professor do Departamento de Engenharia Biomoplecular do Instituto de Tecnologia de Tokyo é o autor principal do trabalho.
 
Para chegar a conclusões, ele e seus colegas monitoraram as atividades de uma proteína criada por um gene associado ao câncer de mama, denominado ABCC11.
 
Estudando este gene e seu complexo celular e interações moleculares no corpo, os pesquisadores descobriram uma ligação distinta entre o gene e odor intensivo nas axilas e cera de ouvido úmida e grudenta. Especificamente, os pesquisadores expressaram que o gene ABCC11 e suas proteínas variantes em cultua humana embrionária em células do rim mostrou exatamente como o gene produz este tipo de cera de ouvido e odor nas axilas.
 
A descoberta pode levar a ferramentas práticas para médicos clínicos – especialmente aqueles em países em desenvolvimento – para identificarem rapidamente quem pode ter um maior risco de câncer de mama.
 
O médico Gerald Weissman, editor-chefe do Faseb Journal diz que apesar de as mudanças na consistência da cera de ouvido, o mau cheiro é difícil de passar despercebido. Ao que parece, o tipo de cera de ouvindo está lligado ao mesmo gene que gera o mau cheiro. Esta pode ser uma descoberta que irá salvar vidas detectando o câncer de mama mais rapidamente.
 
Fonte Hypescience

A vagina fica larga com mais encontros sexuais?

A vagina da mulher não muda permanentemente devido a atividades sexuais penetrantes de acordo com Kimberly Williams, da Universidade de Purdue, nos EUA.
 
Quando as mulheres estão excitadas o canal da vagina fica lubrificado, relaxa e o colo do útero é empurrado para cima para criar mais espaço.
 
“Isso não indica que ela teve muitos encontros sexuais”, ela disse.
 
Stephanie Saur, cientista da cinesiologia (a ciência que estuda o movimento), disse que a forma da vagina é diferente em cada uma das mulheres devido à tipos anatômicos diferentes. A profundidade da vagina tem uma média de 10cm e não muda com base nos encontros sexuais.
 
Se ela é “apertada” isso pode ser sinal de que ela não está totalmente excitada ou pronta para a penetração. Exercitar a vagina com os exercícios de Kegel podem ajudar a estimular e treinar as paredes da vagina e também melhoram o prazer do sexo durante a relação, de acordo com Stephanie.
 
Conclusão
A vagina não fica mais larga devido à quantidade de encontros sexuais.
 
Fonte Hypescience

Vinho tinto pode ajudar a emagrecer

Um estudo da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (Noruega) e da Universidade Estadual do Arizona (EUA) sugeriu que o vinho tinto possui um composto chamado resveratrol que pode ajudar as pessoas a comerem menos do que comeriam.
 
A pesquisa foi realizada com abelhas. Esses insetos normalmente se abundam em açúcar quando ele é amplamente disponível, embora isso não seja necessariamente uma coisa boa.
 
Os pesquisadores deram a algumas das abelhas resveratrol, o composto encontrado no vinho tinto. Enquanto as que não receberam a droga se debruçaram normalmente sobre os alimentos açucarados, as que tinham sido alimentadas com resveratrol pararam de comer depois que já haviam consumido o suficiente para satisfazer suas necessidades energéticas.
 
Essas abelhas também se desinteressaram rapidamente em soluções de açúcar diluído, o que indica que elas haviam se tornado menos sensíveis ao alimento – ou seja, sua vontade de consumi-lo havia diminuído.
 
“Surpreendentemente, as abelhas que receberam resveratrol reduziram a sua ingestão de alimentos. Elas foram autorizadas a comer o quanto quisessem, mas não o fizeram”, explicou Brenda Rascón, que participou do estudo. “É possível que o resveratrol trabalhe por algum mecanismo relacionado com a restrição calórica, que é um tipo de regime dietético há muito conhecido por estender o tempo de vida de diversos organismos”, completa.
 
Estudos anteriores já haviam indicado que o resveratrol podia combater a obesidade ao imitar os efeitos de uma dieta com baixo teor de gordura, além de ajudar a prevenir o aparecimento de doenças relacionadas com a idade.
 
Aliás, esse é um dos potenciais benefícios mais estudados do vinho tinto: suas supostas propriedades de longevidade, por combater problemas cardíacos. Porém, algumas pesquisas sugerem que para ver os benefícios do resveratrol é preciso consumir grandes quantidades dele, ou seja, muito mais do que é encontrado em uma garrafa de vinho.

Fonte Telegraph

Os odores da vagina humana

Voltando um pouco no tempo, mais precisamente para o ano de 1975, encontramos um curioso estudo que aborda os diferentes odores da vagina humana.
 
O resumo do texto diz: “Uma análise por cromatografia gasosa de 90 amostras de secreção vaginal de 10 mulheres revelou que cada odor perceptível é composto por diferentes efluentes odoríferos. No total, quase 2,1 mil efluentes odoríferos foram observados”.
 
E isso corresponde a apenas 16% de todos os picos de odores registrados a partir da cromatografia gasosa. Esses cheiros foram divididos em três categorias: neutro, agradável e desagradável.
 
 
Nos dias imediatamente anteriores à ovulação, os pesquisadores observaram que os odores foram agradáveis e suaves. Pouco antes e logo depois da menstruação o cheiro foi considerado mais forte e desagradável.
 
Os odores da vagina são mais complexos do que podem parecer. E mostram que cada mulher é completamente diferente de outra – mesmo que seja pelo cheiro.
 
Fonte Hypescience