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sábado, 10 de novembro de 2012

Analgésicos podem causar impotência

Homens idosos tendem a tomar mais analgésicos e ter mais problemas sexuais, mas isso significa que um problema causa o outro?
 
Talvez sim. Foi o que concluiu um novo estudo, que afirmou que a ligação entre medicamentos para dor e impotência se manteve mesmo após a exclusão de idade e diversas outras doenças como possíveis explicações.
 
A pesquisa mostra que os usuários regulares de drogas como aspirina, paracetamol, ibuprofeno e celebrex são 38% mais propensos a sofrer de disfunção erétil do que os homens que não tomam os analgésicos anti-inflamatórios.
 
De acordo com instituto nacional de saúde americano, cerca de 1 em cada 100 homens na faixa dos 40 anos têm disfunção erétil, em comparação com quase metade dos homens com mais de 75 anos.
 
No estudo atual, os cientistas analisaram questionários sobre a saúde de quase 81.000 homens com idades entre 45 e 69 anos. Em geral, apenas metade afirmou tomar analgésicos regularmente (pelo menos cinco vezes por semana) e menos de um terço relatou moderada ou severa disfunção erétil.
 
Daqueles que tomavam analgésicos regularmente, 64% disseram que nunca tinham ereção, em comparação com 36% dos homens que não tomavam os remédios tão frequentemente.
 
Após a verificação de fatores como idade, peso, pressão arterial alta e doenças cardíacas, os pesquisadores ainda encontraram um risco 38% maior de disfunção erétil entre os homens que tomam analgésicos.
 
Ainda assim, os cientistas alertam que os resultados não provam que analgésicos provocam impotência. É possível que fatores desconhecidos estejam em jogo, ou que eles não tenham conseguido eliminar a influência de outras doenças inteiramente.
 
Por exemplo, muitos homens tomam uma dose baixa de aspirina porque estão em maior risco de ataque cardíaco, o que significa que seus vasos sanguíneos não estão em forma, e isso pode afetar o pênis também.
 
As artérias do pênis são menores do que aquelas que vão para o coração, e por isso podem ficar bloqueadas até vários anos antes. Elas obstruem o sangue que normalmente faz o pênis crescer e tornar-se duro.
 
Porém, os cientistas acreditam que tais drogas analgésicas bloqueiam os hormônios que “comandam” as ereções dos homens, o que pode ajudar a explicar as novas descobertas.
 
Como o estudo não testou os analgésicos diretamente, os pesquisadores advertem que os homens não devem parar de usar os remédios por medo de reduzir as chances de conseguir uma ereção.

Fonte Hypescience

Videogames funcionam como analgésicos

Uma nova pesquisa mostrou que jogar videogame reduz ansiedade e dor crônica, principalmente em períodos pós-operatórios. Os médicos responsáveis apontam os jogos como uma forma alternativa, que faria parte do tratamento para diminuir a dor de seus pacientes.
 
Segundo os pesquisadores a realidade virtual apresentada nos jogos não funciona apenas distraindo o paciente da dor, mas afeta a forma com que o cérebro responde aos estímulos que causam o desconforto. O mecanismo neurobiológico que está por trás do fenômeno ainda não é conhecido.
 
A pesquisa analisou o efeito dos videogames, primeiramente, em quem mais joga – crianças e pré-adolescentes – que foram testados em relação à sua tolerância com água fria (e os coitados estavam achando, apenas, que iam jogar Final Fantasy de graça…). A tolerância à dor variava de acordo com a idade do voluntário.
 
Em uma parte do estudo, no qual as crianças usavam capacetes de realidade virtual, crianças com menos de 10 anos mostraram pouca tolerância à água (embora, mesmo assim, conseguiram agüentar mais tempo do que se estivessem sem o capacete), enquanto as mais velhas se mostraram mais fortes.
 
Cientistas acreditam que isso ocorra devido a diferenças no cérebro, especificamente nas partes responsáveis pelas funções cognitivas do órgão, que são alteradas de acordo com a idade.
 
Fonte Hypescience

Homens: pressão para serem “sexualmente dominantes” atrapalha comportamento de casais

Da mesma forma que há quem diga que mulheres são péssimas motoristas, existem pessoas que acreditam na ideia de que homens devem ser “sexualmente dominantes” em relação a elas, como se a decisão de ter uma relação sexual dependesse apenas deles, e não de um consenso com a parceira.
 
De acordo com estudo publicado recentemente, essa crença não prejudica apenas as mulheres, mas também os próprios homens – que se veem pressionados a cumprir o papel de “dominadores”, mesmo que não corresponda à realidade dos relacionamentos.
 
A ideia do “domínio masculino”, segundo os pesquisadores, está vinculada a um sexismo mais hostil, à menor tolerância em relação à luta pelos direitos femininos e à maior ocorrência de comportamentos sexuais de risco – como o de manter relações sem uso de preservativo. Foram ouvidos 483 estudantes universitários (357 mulheres e 126 homens) dos Estados Unidos.
 
“Estes resultados sugerem que crenças sobre poder podem desempenhar um papel importante no comportamento sexual tanto de homens como de mulheres”, escrevem os autores. Eles apontaram também que, entre aqueles que eram influenciados pela ideia do “domínio masculino”, o interesse no uso de preservativo feminino (que daria maior “controle” às mulheres em uma relação) era menor.
 
Fonte Hypescience

Pessoas alérgicas têm risco maior de suicídio

Segundo um novo estudo, pessoas com alergias nasais ou de pele severas podem ter um risco maior de suicídio.
 
Os resultados estão em consonância com um estudo recente de Taiwan, que ligou os sintomas da asma com risco de suicídio. Mas os pesquisadores não sabem ao certo por que essas conexões existem.
 
A pesquisa revisou registros médicos de mais de 27.000 vítimas de suicídio. Os pesquisadores dinamarqueses descobriram que pouco mais de 1% já havia sido internado por graves alergias nasais ou eczema, comparado com 0,8% entre os cerca de 468.000 adultos do grupo de controle.
 
Porém, quando os pesquisadores pesaram outros fatores como a renda das pessoas e o histórico de distúrbios mentais, as alergias graves tiveram um risco um terço mais elevado de suicídio do que pessoas sem histórico de alergias.
 
Ainda assim, embora essa diferença pareça grande, o risco para qualquer pessoa com alergia grave ainda seria muito pequeno.
 
No estudo atual, as pessoas que tinham recebido apenas tratamento ambulatorial para alergias nasais leves ou eczema não apresentaram maior risco de suicídio. A ligação existe apenas nas pessoas que em algum momento precisaram de tratamento hospitalar; para gerenciar, por exemplo, um ataque de asma grave relacionado à alergia nasal.
 
Os pesquisadores acreditam que o risco de suicídio não é apenas uma questão das pessoas com alergias graves se sentirem piores.
 
Durante as reações alérgicas, o cérebro libera substâncias chamadas citocinas pró-inflamatórias, proteínas que ajudam as células a se comunicarem. A pesquisa mostra que estas citocinas podem promover efeitos de depressão, como a produção de serotonina no cérebro. Então é possível que esses efeitos sobre o sistema nervoso desempenhem um papel.
 
Os pesquisadores também descobriram que o histórico de saúde mental das pessoas complicava a situação. Alergias graves parecem estar relacionadas com risco de suicídio só entre pessoas que nunca tinham sido tratadas de depressão ou ansiedade. As pessoas que nunca tinham sido tratadas por ambas as alergias graves ou depressão tinham um risco menor de suicídio.
 
Isso levanta a questão de problemas de saúde mental em pessoas com alergias graves passarem despercebidos, enquanto diagnosticá-las e tratá-las poderia diminuir suas chances de suicídio. Certos antidepressivos aliviam os sintomas de depressão e também parecem suprimir as citocinas inflamatórias liberadas durante reações alérgicas.
 
Nada disto, porém, significa que pessoas com alergia devem ser testadas para pensamentos e comportamentos suicidas. Os médicos que tratam pacientes com doenças alérgicas apenas devem ser vigilantes sobre a manifestação de ideação suicida ou sinais de auto-mutilação.
 
Nos últimos anos, tem havido relatos de depressão, pensamentos suicidas e outros problemas psiquiátricos em algumas pessoas que tomavam medicamentos de alergia conhecidos como modificadores de leucotrienos, como Singulair, Accolate e Zyflo. Os pesquisadores não sabem se as drogas em si são culpadas. Mais estudos são necessários para ver como os vários antidepressivos e drogas de alergia poderiam afetar o risco de suicídio em pessoas alérgicas.
 
Fonte Hypescience

Televisão reduz desenvolvimento cerebral e habilidades linguísticas nas crianças

 
Em novo estudo, crianças e seus adultos responsáveis pronunciaram menos vocalizações, usaram menos palavras e conversaram menos na presença de televisão audível. 
 
O estudo baseado em população é a primeira deste tipo completada no ambiente familiar, guiada pelo pesquisador Dimitri A. Christakis, médico, diretor do Centro para Saúde Infantil, Comportamento e Desenvolvimento no Insituto de Pesquisa Infantil de Seattle e professor de pediatria na Escola de medicina da Universidade de Washington.
 
Christakis diz já saber previamente que a exposição à televisão na infância é associada com atrasos na linguagem, problemas de atenção, mas por enquanto não parece claro o porquê. Esse estudo é o primeiro a demonstrar que quando a televisão está ligada, há uma redução do discurso em casa. Bebês vocalizam menos e as pessoas responsáveis por eles conversam com eles menos frequentemente.
 
O estudo analisou bebês de dois a quatro anos e um total de 329 crianças foram estudadas. As crianças usaram dois gravadores digitais em dias aleatórios mensamente durante dois anos. As crianças usavam um colete projetado especialmente, com um bolso que levava os gravadores a uma distância específica da boca e capturava tudo o que a criança falava e ouvia durante períodos contínuos de 12 a 16 horas. Os gravadores foram removidos somente para dormir, tomar banho e andar de carro. Um programa identificador de discurso processou os arquivos gravados para analisar os sons a que as crianças estavam expostas no ambiente, assim como os sons que eles emitiam.
 
Os modos de medida do estudo incluíam contagem das palavras dos adultos, vocalizações das crianças e suas conversações, definidas como interações verbais (quando uma crianças vocaliza e um adulto responde vocalmente ou vice versa) dentro de cinco segundos. O estudo descobriu que cada hora de televisão audível estava associada com uma redução significativa na vocalização da criança, além de sua duração e as conversações. Na média, cada hora adicional de exposição à TV também estava associada com uma diminuição de 770 palavras que as crianças ouviam de um adulto durante a sessão de gravação. Isso representa um decréscimo de 7% das palavras, em média.
 
Houve significativas reduções em ambas as contagens de palavras de adultos do sexo masculino e feminino. De 500 a 1000 palavras a menos de adultos por hora de televisão audível.
 
Adultos falam tipicamente 941 palavras por hora. O estudo descobriu que as palavras dos adultos são quase totalmente eliminadas quando a televisão está audível para a criança. Esses resultados podem explicar a associação entre a exposição de bebês à televisão e o atraso no desenvolvimento da linguagem. Isso também pode explicar atrasos cognitivos e de atenção, já que o desenvolvimento da linguagem é um componente crítico do desenvolvimento do cérebro na infância.
 
Fonte Hypescience