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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Refrigerantes com açúcar aumentam o risco do aparecimento de gota em mulheres

Mulheres que consomem bebidas ricas em frutose, como refrigerantes e sucos de laranja, apresentam um risco elevado de desenvolver gota. Os resultados do estudo foram apresentados por reumatologistas da University of British Columbia, durante a Reunião Científica Anual do Colégio Americano de Reumatologia, evento que reuniu especialistas de todo o mundo em Atlanta, EUA.
 
A gota é causada pelo aumento da concentração sangüínea de ácido úrico, que dá origem a episódios recorrentes de artrite, mediada pela deposição de cristais desse ácido nas articulações. Durante 22 anos, os pesquisadores canadenses acompanharam um grupo de 78.906 mulheres, participantes do Nurses’ Health Study. Neste grupo, 778 casos de gota foram confirmados em mulheres. O aparecimento da doença está diretamente relacionado ao consumo de refrigerantes e outras bebidas com alto teor de frutose, como o suco de laranja.
 
As participantes do estudo que consumiram um refrigerante com açúcar por dia foram comparadas com aquelas que consumiam a bebida apenas uma vez por por mês. No primeiro grupo, foi encontrado um risco 1,7% maior de desenvolver gota. Aquelas que consumiam duas ou mais latas de refrigerante por dia apresentavam um risco 2,4% maior. Em relação ao consumo de suco de laranja, as participantes que consumiram um copo de suco de laranja por dia apresentavam um risco 1,4% maior de desenvolver gota e aquelas que consumiam dois ou mais copos do suco, por dia, tinham um risco 2,4% maior.
 
“Do ponto de vista de saúde pública, o estudo nos alerta sobre um hábito alimentar muito prejudicial nos dias de hoje: o consumo exagerado de refrigerantes com açúcar. Segundo os pesquisadores, é possível que este aumento do consumo de refrigerantes tenha contribuído, em parte, para a duplicação dos casos de gota na nossa sociedade. As novas descobertas indicam que a ligação entre bebidas ricas em frutose e o risco de gota é comparável às bebidas alcoólicas, que são causas conhecidas do surgimento da doença. Como conclusão, para prevenir e tratar a doença é preciso estar atento ao estilo de vida do paciente”, diz o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
 
Fonte Corposaun

AVC pode ter colaboração de refrigerantes

Os refrigerantes são considerados vilões de dietas de emagrecimento pelo alto teor de açúcar contido. Um estudo publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition associou a bebida a casos de acidente vascular cerebral, o AVC.
 
Apesar da ligação não ser direta, o consumo excessivo de refrigerantes e bebidas açucaradas acarreta a obstrução de artérias, o que implica em casos de AVC. A descoberta foi liderada por um especialista da Osaka University, no Japão.
 
Os participantes chegaram a quase 40 mil pessoas, respondendo um questionário sobre saúde, dieta e estilo de vida no ano de 1990, 1995 e 2000. Os voluntários foram divididos em 4 grupos que vão do consumo raro ao consumo diário de refrigerantes e sucos com adição de açúcar. Pessoas que sofreram de doenças cardíacas ou AVC foram rastreadas entre o início do estudo e 2008. As informações importantes foram reveladas pelo público do sexo feminino. As mulheres que ingeriam essas bebidas quase todos os dias apresentaram um risco 83% maior de sofrer um derrame. Entre o público masculino, não se conseguiu estabelecer nenhuma relação da bebida com o AVC.
 
A ingestão de refrigerantes é condenada pelos nutricionistas e médicos por serem bebidas de calorias vazias, ou seja, que não fornecem qualquer nutriente ao organismo. Eles ainda são ricos em açúcar, sódio e corantes, elementos que precisam ter ingestão limitada na dieta. Quem busca hidratação, a melhor opção é a água, que não apresenta calorias e hidrata o corpo naturalmente.
 
Água de coco também é uma boa opção de hidratação, principalmente em dias de calor intenso. Apesar de ser saudável e apresentar um agrado ao paladar, fique atento às 40 calorias que um copo de 200ml contém. Sucos naturais são uma boa pedida, que vem logo após a água como opção de hidratação ao organismo. Além de água, os sucos fornecem carboidratos, vitaminas e minerais.
 
Fonte Corposaun

Pesticidas usados em frutas e legumes podem colocar crianças em risco de câncer

Pesquisa mostra que "risco cumulativo" da exposição a produtos químicos aumenta probabilidade de doença na vida adulta
 
Pesticidas e outros produtos químicos venenosos usados na produção de frutas e vegetais podem estar colocando as crianças em risco de desenvolver câncer na vida adulta, de acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA.
 
O trabalho sugere que as crianças podem ser afetadas por um "risco cumulativo" de exposição aos pesticidas dos alimentos. Segundo os pesquisadores, a variação da dieta pode ajudar a reduzir a exposição.
 
A líder da pesquisa Irva Hertz-Picciotto e seus colegas avaliaram 364 crianças, 207 das quais eram menores de cinco anos.
 
Os resultados mostraram a presença de níveis elevados de arsênio, dieldrin, DDE e dioxinas, que superam as taxas de segurança.
 
Além disso, mais de 95% das crianças em idades pré-escolares tinham níveis além do aceito de acrilamida, subproduto encontrado em alimentos processados como batatas fritas.
 
A exposição a pesticidas foi particularmente elevada nos tomates, pêssegos, maçãs, uvas, pimentão, alface, brócolis, morangos, espinafre, peras, feijão verde e aipo.
 
"Estamos focados nas crianças, porque a exposição precoce pode ter efeitos em longo prazo sobre a evolução das doenças. Atualmente as agências de proteção ambiental só medem o risco com base em exposições individuais de contaminantes. Queríamos entender o risco cumulativo de contaminantes alimentares", afirma Hertz-Picciotto.
 
A equipe acredita que os resultados demonstram a necessidade de se evitar a exposição a toxinas múltiplas em crianças pequenas para reduzir o risco de câncer.
 
Fonte isaude.net

Gel permite entregar remédios e células-tronco no organismo através de injeção

Tecnologia biocompatível será útil para aplicações clínicas, como terapia celular, engenharia de tecidos e imunoterapia
 
Bioengenheiros da Harvard University, nos EUA, desenvolveram uma esponja à base de um gel que permite entregar medicamentos e células-tronco diretamente no organismo de forma segura.
 
A esponja pode ser moldada em qualquer forma, preenchida com medicamentos ou células-tronco, comprimida a uma fracção do seu tamanho e entregue através de injeção. Uma vez dentro do corpo, ela volta à sua forma original e libera gradualmente a carga no alvo.
 
A tecnologia biocompatível consiste em um ' kit de cura' que pode ter aplicações terapêuticas minimamente invasivas, incluindo na medicina regenerativa.
 
"O que criamos é uma estrutura tridimensional que pode ser utilizada para influenciar as células no tecido circundante e, talvez, promova a formação de tecido", explica o investigador principal, David J. Mooney.
 
Segundo os pesquisadores, a aplicação mais simples é quando você quer volume. "Se você quer introduzir algum material no corpo para substituir o tecido que foi perdido, essa técnica seria a ideal. Em outras situações, podemos usá-la para o transplante de células-tronco, caso estejamos tentando promover a regeneração do tecido, ou transplantar células do sistema imunológico, se estamos olhando para a imunoterapia", explica Mooney.
 
Composta principalmente de alginato, geleia de algas de base, a esponja injetável contém redes de grandes poros, que permitem que os líquidos e as moléculas grandes facilmente fluam através dela.
 
Mooney e sua equipe demonstraram que as células vivas podem se unir às paredes desta rede e serem entregues intactas, juntamente com a esponja, através de uma injeção.
 
A equipe de Mooney também demonstrou que a esponja pode conter proteínas grandes e pequenas e medicamentos, os quais são gradualmente liberados conforma a matriz biocompatível começa a se quebrar no interior do corpo.
 
Normalmente, um suporte como este teria de ser implantado cirurgicamente. Os géis podem também ser injetados, mas até agora eles não tinham levado a qualquer estrutura inerente, eles simplesmente fluem para encher o espaço que esta disponível.
 
"Nossas esponjas podem ser projetadas em qualquer tamanho e forma, e injetadas no local como um dispositivo de entrega segura", afirma o autor Sidi Bencherif.
 
Bencherif e seus colegas injetaram esponjas com formatos de quadrados, corações e estrelas através de uma seringa para demonstrar a versatilidade do seu gel.
 
"Estes géis injetáveis serão especialmente úteis para uma série de aplicações clínicas, incluindo terapia celular, engenharia de tecidos, preenchimento dérmico em cosméticos, entrega de medicamentos e imunoterapia", conclui o pesquisador.
 
O próximo passo da equipe é aperfeiçoar a velocidade de degradação da esponja, de modo que ela se decomponha conforme o tecido recentemente crescido a for substituindo.
 
 
Fonte isaude.net

Produto natural produzido por algas marinhas pode auxiliar reabilitação pós-AVC

Composto produzido naturalmente por algas marinhas estimula crescimento de células nervosas
Composto produzido naturalmente por algas marinhas
estimula crescimento de células nervosas
Composto foi capaz de estimular o crescimento de células nervosas e a plasticidade de neurônios de ratos
 
Cientistas da Creighton University, nos EUA, descobriram que o brevetoxin -2 , composto produzido naturalmente por algas marinhas, estimula o crescimento de células nervosas e a plasticidade de neurônios de ratos em cultura.
 
A pesquisa sugere que o composto pode ser usado como novo tratamento para ajudar na recuperação da função cerebral após acidente vascular cerebral (AVC) ou outras lesões traumáticas.
 
 
"Nossa pesquisa sugere que compostos como brevetoxin-2 podem aumentar a plasticidade do cérebro proporcionando reparação neural para pacientes que sofreram AVC. Se esse resultado puder ser confirmado em estudos com animais e, posteriormente, seres humanos, isso poderia ter um impacto profundo sobre a condição atualmente não tratável", afirma o pesquisador Thomas F. Murray.
 
Altas concentrações de brevetoxin são responsáveis pela floração de algas nocivas conhecidas como ' marés vermelhas' . O fenômeno, carregado de neurotoxina, provoca irritação das vias respiratórias nos seres humanos e paralisia do sistema nervoso central em peixes.
 
Brevetoxin é uma neurotoxina conhecida por ativar células nervosas espontaneamente. Segundo os pesquisadores, é um grande avanço mostrar que este composto que ocorre naturalmente no oceano pode estimular o crescimento de células nervosas em cultura de células de ratos.
 
Um coágulo que restringe o fluxo de sangue para uma área do cérebro provoca um acidente vascular cerebral. Embora o tecido morto não possa ser reanimado, o cérebro pode ser treinado para redirecionar impulsos nervosos para células nervosas vivas próximas.
 
O novo estudo mostrou maior brotamento neuronal, crescimento de axónios e dendritos de uma célula nervosa e também a formação de novas sinapses entre neurônios de ratos em cultura.
 
O AVC é a principal causa de morte nos Estados Unidos com mais de 795 mil pessoas sofrendo um derrame a cada ano, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDCs). O AVC é a principal causa de incapacidade em longo prazo e atualmente não há atualmente nenhum tratamento para reabilitação pós-AVC.
 
Fonte isaude.net