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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cirurgia plástica íntima é mania mundial que preocupa ginecologistas

Lábios vaginais recauchutados e outros retoques na genitália feminina não podem ser facilmente exibidos como peitões de silicone ou barriguinhas lipoaspiradas. Mesmo assim, são o último fenômeno no cardápio moderno das intervenções plásticas.
 
Nos EUA, são feitas mais de 1,5 milhão de cirurgias íntimas. No Reino Unido, 1,2 milhão. No Brasil, médicos apontam um crescimento de 50% nos últimos dois anos.
 
Jamie McCartney/Divulgação
Um dos painéis que compõem o "Grande Mural da Vagina", do artista plástico inglês Jamie McCartney
Um dos painéis que compõem o "Grande Mural da Vagina", do artista plástico inglês Jamie McCartney
 
O ginecologista Paulo Guimarães é expert em "design vaginal". Dá cursos de formação em cosmetoginecologia para médicos. Nos treinamentos, diz, 900 mulheres são operadas por ano, a preços menores. No consultório, "com atendimento personalizado e sigilo", afirma fazer 15 cirurgias íntimas por mês.
 
O cirurgião plástico Marcelo Wulkan, que atende em São Paulo e tem trabalhos sobre redução de lábios vaginais em publicações internacionais, diz fazer cem desses procedimentos por ano.
 
Mesmo médicos mais conhecidos por outros tipos de cirurgia, como implantes mamários e plástica de nariz, estão vendo a procura crescer.
 
"Nos últimos dois anos, passei de uma cirurgia íntima para três por mês", conta Eduardo Lintz, chefe de cirurgia plástica do hospital HCor, de São Paulo, e professor do Instituto Ivo Pitangui, no Rio. No total, Lintz faz cerca de 40 cirurgias plásticas mensais.
 
Tamanho-padrão
Como não há evidências de que os lábios vaginais cresceram nos últimos anos, especula-se que o aumento de cirurgias redutoras esteja ligado à uma nova busca de medidas genitais "padrão".
 
E o que é uma vagina normal? Assim como as estatísticas brasileiras sobre cirurgia íntima, as medidas são imprecisas. "Isso é um pouco subjetivo. Quando o lábio menor não ultrapassa 2 cm de largura pode ser considerado normal", diz Wulkan.
 
Está longe de ser consenso. Segundo estudo no "British Journal of Obstetrics and Gynaecology", a diversidade de tamanhos observada nos lábios vaginais da população é imensa, o que amplia o espectro de normalidade.
 
O mesmo estudo aponta que trabalhos anteriores definiram como acima do normal lábios com mais de 4 cm de largura, mas essa medida deve ser revista e ampliada.
 
Quando os lábios menores ultrapassam os maiores, a tendência é serem considerados candidatos à cirurgia. Mas não se trata de uma imperfeição física.
 
"É constitucional, a mulher nasce com essa característica, como nasce com um nariz grande", diz Lintz.
 
No entanto, o que é natural já não é o normal.
 
Imagens de nus femininos, reportagens e material didático criam o modelo de normalidade, diz a antropóloga Thais Machado-Borges, do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Estocolmo, Suécia.
 
No estudo "Um olhar antropológico sobre a mídia, cirurgia íntima e normalidade", ela diz que as mulheres consideram atrativas as formas que correspondam a esse modelo, criadas por técnicas cirúrgicas. "Será que essas cirurgias podem transformar zonas erógenas em 'paisagens' onde reina o prazer?", questiona.
 
Como em relação a narizes, peitos e bundas, o padrão estético muda conforme a época e o país. "Nos EUA, as mulheres querem vagina pequena, cor-de-rosa. As brasileiras querem no mesmo tom de pele do das mãos, com lábios de 1 cm a 1,5 cm", diz o ginecologista Paulo Guimarães.
 
"É o modelo imaginário do órgão de menininha, o formato 'sou virgem'", interpreta a psicóloga Rachel Moreno.
 
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia alerta seus membros sobre riscos dessa onda.
 
"É preciso muito cuidado para mexer em locais com tantas terminações nervosas. As cirurgias íntimas são vendidas como soluções para dificuldades sexuais, mas, se você mexer onde não era para mexer, você piora o que era para melhorar", diz Gerson Lopes, presidente da comissão de sexologia da entidade.
 
Fonte Folhaonline

Associação questiona eficácia de filtros solares do país

Entre dez marcas de filtros solares de uso adulto à venda no país, duas têm menos da metade do FPS (Fator de Proteção Solar) declarado no rótulo, segundo teste laboratorial encomendado pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor).
 
A avaliação incluiu produtos das marcas L'Oreal, La Roche-Posay, O Boticário, Coppertone, Cenoura&Bronze, Sundown, Avon, Nivea, Banana Boat e Red Apple, todos com FPS 30.
 
As fabricantes contestam o resultado e questionam a metodologia empregada.
 
Os produtos foram submetidos a uma análise in vitro para checar o fator de proteção, além de passarem por testes de irritabilidade da pele, fotoestabilidade, hidratação, rotulagem e desperdício causado pela embalagem.
 
De acordo com os resultados obtidos pela Proteste, os produtos Nivea Sun e Banana Boat foram os piores no quesito FPS. Os produtos têm fator de proteção 13 e dez, respectivamente, em vez de 30, de acordo com a análise.
 
Editoria de Arte/Folhapress
Os mais bem avaliados nesse item foram o L'Oreal Solar Expertise, o La Roche-Posay Anthelios Hélioblock e o Cenoura&Bronze.
 
MétodosS
O ensaio é feito em placas (cuja rugosidade simula à da pele humana), submetidas à radiação ultravioleta, de acordo com a Proteste.
 
Segundo o médico Sérgio Schalka, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e especialista em fotoproteção, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige testes feitos in vivo, em pessoas, para determinar o FPS.
 
O coordenador técnico da Proteste, Dino Lameira, afirma que o método in vitro foi o escolhido porque o objetivo do teste era comparar os produtos entre si, e esse tipo de avaliação é melhor do que o ensaio in vivo para isso.
 
"O método é reconhecido, apesar de não ser o oficial."
 
Ana Palieraqui, pesquisadora médica da entidade, afirma que o método in vitro foi preferido justamente por não usar voluntários humanos. "A Comissão Europeia recomenda desde 2006 que sejam feitos testes in vitro, para não expor pessoas à radiação ultravioleta. Os resultados dos dois tipos de teste são equivalentes."
 
No entanto, diz Schalka, o teste que não usa voluntários é mais sensível aos produtos que têm barreiras físicas contra o sol, ou seja, que refletem mais a luz. Os que têm barreiras químicas ficam prejudicados por esse tipo de avaliação, segundo ele.
 
O médico lembra que, se a pessoa usar o produto em pouca quantidade, a proteção contra a radiação cai muito. "Uma dica fácil é aplicar meia colher de chá do filtro no rosto e meia em cada braço, uma colher de chá em cada perna, uma no peito e barria e uma nas costas. Para uma criança de seis anos, metade disso é suficiente."
 
Radiação
A proteção contra raios UVA também foi medida. A partir de 2014, os filtros solares à venda no país deverão ter proteção UVA no valor de um terço da do UVB. Assim, um filtro 30 terá de apresentar uma proteção UVA de 10.
 
Os raios UVB causam queimaduras solares, câncer de pele e são mais fortes no verão. Já os UVA são constantes durante o ano e levam ao envelhecimento da pele e ao bronzeamento.

Cenoura&Bronze e Red Apple tiveram os piores resultados em proteção UVA.
 
A situação entre os produtos voltados ao público infantil é melhor, segundo o teste. Os cinco analisados tiveram boa avaliação na proteção UVB e dois foram reprovados quanto ao UVA.
 
Outro lado
A Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) afirmou, em nota, que "refuta mais uma vez os dados sensacionalistas divulgados pela Proteste". Em 2009, a entidade havia publicado um teste semelhante.
 
Ainda segundo a nota, a avaliação é "pífia" e usa métodos não reconhecidos. Segundo a associação, a publicação é um ataque ao setor de cosméticos do Brasil.
 
A Nivea afirma que seus produtos são testados na Alemanha seguindo protocolos internacionais de qualidade e que discorda dos resultados da Proteste. Em nota, a empresa informa que não teve acesso ao estudo na íntegra e por isso não pôde avaliar os métodos usados.
 
A Energizer, que produz o Banana Boat, afirma que ainda vai revisar os dados enviados pela reportagem. "A empresa cumpre as normas de certificação da Anvisa."
 
A La Roche-Posay diz que todos os dados contidos no rótulo de seu filtro solar foram comprovados em testes feitos com metodologias aprovadas pela Anvisa e que desconhece os métodos usados pela Proteste.
 
Segundo a empresa, o filtro Anthelios Hélioblock já apresenta uma relação entre proteção UVA e UVB maior do que a exigida pelos padrões europeus, "embora essa recomendação entre em vigor no Brasil só a partir de 2014".
 
O Boticário declarou cumprir todos os requisitos da legislação vigente.
 
A Avon afirma que garante a segurança e a eficácia de todos os seus produtos, realizando os testes aprovados pelas entidades reguladoras.
 
O laboratório Schering Plough, detentor da marca Coppertone no Brasil, declarou que todos os produtos são aprovados com rigor científico e obedecem a padrões nacionais e internacionais.
 
Em nota, a Cenoura&Bronze afirma seguir os padrões exigidos pela Anvisa e que sua linha com FPS 30 foi submetida recentemente a testes que comprovaram a eficácia do produto.
 
A Kimberly-Clark Brasil, que detém a marca Huggies Turma da Mônica, afirma que avalia seus produtos periodicamente, para manter seus padrões de qualidade e atender aos requisitos da Anvisa.
 
A Sundown, da Johnson &Johnson, declarou que seus produtos passam por testes em instituições idôneas.
 
A Red Apple e a L'Oreal foram procuradas, mas não se pronunciaram.

Fonte Folhaonline

Hospital faz detecção de câncer de pele à distância

Um projeto em desenvolvimento no Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, usa fotos enviadas por e-mail para facilitar o diagnóstico de câncer de pele.
 
O objetivo é antecipar a detecção da doença em moradores de cidades onde não há médicos especialistas que possam fechar o diagnóstico.
 
O programa começou a ser testado há 18 meses, e 900 imagens já foram analisadas de forma experimental. Segundo o médico Carlos Eduardo Goulart Silveira, do departamento de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, houve 85% de concordância entre os diagnósticos feitos ao vivo e os realizados por meio das fotos.
 
A ideia, afirma Silveira, nasceu a partir das visitas feitas pela equipe do hospital com a unidade móvel, que percorre cidades de Estados do Norte e do Centro-Oeste, além de São Paulo e Minas Gerais, fazendo exames para detectar câncer de mama, do colo do útero, de próstata e pele. "Visitamos muitas cidades pequenas e nesse locais há um deficit de médicos e especialistas. Vemos também uma incidência muito alta de câncer de pele, e essas pessoas precisam esperar até um ano a nossa chegada."
 
Para agilizar o atendimento, foi criado o projeto de teledermatologia. "Em países desenvolvidos, a telemedicina já está mais estabelecida. Nos países em desenvolvimento, onde há mais carência de acesso ao médico, ela ainda não é tão utilizada."
 
Os médicos do hospital analisam fotos das lesões tiradas por enfermeiros ou técnicos que são treinados em Barretos. Usando uma câmera comum ou de celular, eles registram a imagem da lesão, permitindo a identificação de seu tamanho e relevo.
 
A foto é enviada por e-mail aos especialistas do hospital. Se a suspeita for de lesão maligna, é marcada uma consulta no hospital para dar início ao tratamento.
 
Segundo Silveira, o projeto ainda está funcionando de forma experimental em cidades próximas a Barretos. O telediagnóstico deve ser posto em prática de vez em 2013.
 
"Isso evita viagens desnecessárias, economiza tempo."
 
Recursos
Ainda inicial no país, a telemedicina já conta com outro programa de diagnóstico à distância.
 
Um grupo da Unifesp, liderado pelo médico Rubens Belfort Jr., faz a detecção de problemas na retina e de glaucoma, em especial em pacientes diabéticos, com a ajuda de fotos do fundo do olho feitas em centros de saúde em São Paulo e analisadas por especialistas em retina.
 
Segundo Belfort, presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), esse recurso economiza cinco consultas médicas. Depois que a foto é analisada, o paciente recebe uma mensagem que o direciona ao local de tratamento.
 
Desde o início do ano passado, 2.100 imagens foram analisadas no projeto. Há duas máquinas em funcionamento, uma no centro de diabetes da Escola Paulista de Medicina e outra no ambulatório Tito Lopes, na zona leste. Outras duas serão instaladas na região da Vila Maria.
 
"É impossível o oftalmologista atender a todos os pacientes. A única forma de solucionar o problema da saúde no país é modernizar a política de recursos humanos."
 
Para Belfort, o trabalho do médico deve ser concentrado na interpretação dos dados, realização do diagnóstico e prescrição do tratamento.
 
"A única maneira de melhorar a assistência médica é usar a tecnologia para baratear custos e substituir as tarefas", diz o médico.
 
Demétrius Daffara/Editoria de Arte/Folhapress
 
Fonte Folhaonline

Farmacêuticas devem controlar testes terceirizados, aponta relatório

Acesso das populações de baixa renda aos medicamentos tem melhorado, segundo o relatório - Divulgação
Divulgação
Acesso das populações de baixa renda aos medicamentos
tem melhorado, segundo o relatório
Empresas do ramo são pouco transparentes, segundo Índice de Acesso aos Medicamentos
 
Poucas companhias farmacêuticas mantêm medidas de controle estritas para assegurar que testes feitos por meio de empresas terceirizadas em países em desenvolvimento sejam seguros e respeitem a ética, aponta um relatório independente.
 
A maioria das farmacêuticas não forneceu evidências de que não exerce qualquer influência sobre os métodos como os testes são conduzidos pelas empresas contratadas, segundo o Índice de Acesso aos Medicamentos (IAM), relatório publicado a cada dois anos e que reúne as 20 maiores companhias do ramo.
 
A GlaxoSmithKline encabeça a lista das melhores farmacêuticas, seguida de perto pela Johnson & Johnson e pela Sanofi. A AstraZeneca foi uma das que mais decaiu desde o último relatório. A edição atual elogia os esforços de algumas empresas para reduzir os preços dos remédios e torná-los mais acessíveis às populações de baixa renda.
 
O índice aponta que aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo não podem pagar pelos medicamentos que precisam, mas reconhece que houve progresso a esse respeito, com as companhias dando descontos de até 60% em seus produtos.
 
Um dos autores, David Sampson, disse que embora os analistas tenham sido mais rígidos neste ano e o cenário econômico tenha mudado para mais difícil, "todas as companhias melhoraram quanto às iniciativas sobre o acesso aos produtos".
 
A crítica mais contundente, porém, diz respeito à transparência dessas empresas em seus testes. "Há uma tendência crescente de terceirização de testes clínicos, mas como sempre ocorre nesses processos, a relação entre as duas partes precisa ser extremamente estreita e administrada com cuidado", diz ele.
 
"Enquanto a maioria das companhias fala sobre códigos de conduta, apenas quatro delas revelou detalhes das ações disciplinares que tiveram de tomar quando houve desvios. A regulamentação em países em desenvolvimento é mais variável e qualquer coisa que coloque os pacientes em risco é uma prática inaceitável de bastante preocupante", completa.
 
O índice também examinou os produtos farmacêuticos em desenvolvimento. O foco continua em remédios contra doenças fatais como infecções respiratórias e causadoras de diarreia, aids e malária, mas doenças tropicais também ganharam mais atenção.
 
O relatório também notou programas de redução de preços de determinados medicamentos em países particularmente afetado por determinadas doenças, prática que deveria ser expandida, de acordo com os autores do documento. Um dos exemplos foram os preços variáveis do anticoncepcionais da Bayer em 11 países da África Subsaariana.
 
A GSK foi elogiada por fornecer toda sua variedade de vacinas a preços acessíveis aos países em desenvolvimento. Já a AstraZeneca caiu da 7ª para a 16ª posição devido ao fato de que "não promoveu avanços em suas políticas de acesso" desde o último relatório.
 
Fonte Estadão

Sachê 'purificador' aumenta acesso à água potável em áreas pobres

Em 30 minutos, água está pronta para consumo novamente - P&G/Reprodução
P&G/Reprodução
Em 30 minutos, água está pronta para consumo novamente
Substância é capaz de tornar até 10 litros de água potáveis em apenas 30 minutos
 
Basta abrir o pequeno sachê e despejar o pó em um recipiente cheio de água suja e em cinco minutos a lama começa a se agrupar, formando grandes blocos, para depois afundar, deixando a água limpa e quase pronta para consumo.
 
"É deixar a sujeira afundar, coar a água, aguardar 20 minutos e estará pronta para beber", afirma Greg Allgood, diretor da divisão americana do programa sem fins lucrativos da Procter & Gamble para fornecer água potável a países em desenvolvimento e zonas que sofreram desastres.
 
"Revertemos o sistema de uma usina de tratamento de água para que algo que custa dezenas de milhões de dólares passasse a custar três centavos e meio", completa Allgood. Adicionando os gastos com distribuição, envio, educação e treinamento dos grupos de ajuda, o custo total de cada sachê não passa de 10 centavos de dólar.
 
Um único sachê pode purificar até 10 litros de água, o bastante para o consumo de cinco pessoas durante um dia. Não importa se o filtro ou se o recipiente não estiverem limpos - a substância limpa a água mesmo assim.
 
O pó é composto de sulfato de ferro - responsável por reunir a sujeita, os metais pesados e os parasitas presentes na água - e cloro - responsável por matar os vírus e bactérias, inclusive as causadoras do cólera.
 
"Quando a água está bem suja, não há muitas tecnologias de baixo custo que possam funcionar", diz Allgood, PhD em toxicologia e enviado da P&G na Clinton Global Initiative, que inaugurou nesta quinta-feira, 29, uma fábrica de sachês em Cingapura. "Parece estranhos para nós, mas muitas vezes as pessoas veem isso e dizem 'Meu Deus, eu estava bebendo água suja!'", conta.
 
Cerca de 40 milhões de sachês serão feitos ainda em 2012 em uma fábrica no Paquistão e outros 100 milhões na central de Cingapura. A meta é que sejam produzidos 200 milhões de sachês a ano até 2020, o que resultará em 2 bilhões de litros de água potável.
 
Muitos dos pacotes são enviados para projetos de desenvolvimento na África e em países emergentes da Ásia, mas também foram destinados a pessoas afetadas por enchentes e outros desastres no Pquistão, na Tailândia, nas Filipinas, na Indonésia e no Haiti, segundo Allgood.
 
A água potável é fundamental para pessoas soropositivas, uma vez que seus sistemas imunológicos os torna muito vulneráveis a infecções, podendo tornar alguns casos fatais com facilidade.

Fonte Estadão