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sábado, 1 de dezembro de 2012

Seis passos para criar o ambiente certo para o sono

Quem não dorme bem está mais suscetível uma série de doenças. Veja dicas para cair no sono e dormir a noite toda
 
Criar o ambiente certo para adormecer e permanecer dormindo é fundamental para uma boa qualidade de vida.

A Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos dá algumas orientações sobre higiene do sono:
 
1 - Mantenha o ambiente do quarto tranquilo ou use tampões de ouvido para bloquear ruídos externos
 
2 - Mantenha o quarto na temperatura certa – nem muito quente e nem muito frio
 
3 - Certifique-se de que o quarto fica escuro quando as janelas e portas estão fechadas
 
4 - Desligue a televisão, o som ou qualquer outro aparelho que produza ruído
 
5 - Escolha colchão e travesseiros confortáveis e garanta que a cama ofereça bastante espaço para você se espreguiçar.
 
6 - Aborde com seu parceiro questões que afetam o seu sono, como ronco ou televisão ligada na hora de dormir, e negocie uma solução boa para ambos
 
Fonte iG

Distúrbios do sono incluem sexo e envio de mensagens de texto pelo celular

 
Susto: distúrbios do sono descritos pela medicina incluem acordar
com o barulho de uma bomba explodindo dentro da cabeça
Problemas que impedem uma noite de sono saudável podem ter consequências psicológicas e físicas sérias, alertam os especialistas. Saiba mais
 
Cada vez mais pessoas têm procurado ajuda médica devido a distúrbios do sono, mas algumas apresentam comportamentos mais exóticos.
 
Só na Grã-Bretanha, mais de 30% da população sofre de insônia ou outros problemas, e alguns chegam a mandar mensagens de texto, comer e até manter relações sexuais enquanto dormem.
 
De acordo com a Fundação de Saúde Mental britânica esses distúrbios que impedem as pessoas de terem uma noite de sono saudável podem ter consequências psicológicas e físicas sérias.
 
Clínicas do país dizem receber mais de 50 pacientes por semana – um número cinco vezes maior do que o registrado dez anos atrás.
 
O que chama a atenção dos médicos e especialistas, no entanto, não é só o aumento da incidência desses distúrbios, mas também a ocorrência de padrões de sono muito irregulares e comportamentos cada vez mais estranhos.
 
Veja alguns deles:
 
Envio de mensagens de texto
Cada vez mais pessoas estão enviando mensagens de texto a partir de seus celulares enquanto dormem, diz Kirstie Anderson, que gerencia o Departamento Neurológico do Sono do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês).
 
"É muito comum que as pessoas façam durante o sono coisas que fazem repetidamente durante o dia", explica a médica.
 
São atividades consideradas pelos especialistas como comportamentos indesejáveis que ocorrem durante o sono e podem ir desde um leve abrir de olhos intencional até sair da cama e dirigir um carro.
 
No caso das mensagens de texto, a maioria não faz muito sentindo, diz a médica, acrescentando que a medicina ainda tem pouco conhecimento sobre a lógica que leva as pessoas a agirem dessa forma. Segundo Chris Idzikowski, diretor da Clínica do Sono de Edinburgh, problemas como esse raramente se manifestam nas condições controladas em uma clínica do sono, mas as pesquisas têm avançado com equipamentos de medição que permitem monitoramento em casa.
 
Comer
Embalagens de alimentos vazias e uma cozinha bagunçada são cenários típicos para alguns sonâmbulos após acordarem. Pequenos lanches feitos pelas pessoas enquanto dormem em geral não são considerados um grande problema, mas casos extremos são categorizados como Síndrome Alimentar Noturna.
 
Pessoas que sofrem do mal podem sair da cama e ir até a cozinha diversas vezes sem lembrarem de nada ao acordar. Alguns acabam por aumentar de peso e outros chegam a correr o risco de se engasgar com a comida enquanto dormem. Na maioria das vezes, diz Anderson, o distúrbio pode ser estimulado por um comportamento simples realizados horas antes.
 
"Os sonâmbulos geralmente fazem coisas simples que acabam fazendo sentido, como comer devido a ter ido para a cama com fome ou ter feito dieta durante o dia", explica.
 
Em casos mais complicados, as pessoas podem chegar a cozinhar uma refeição, entrando em um estado de semi-consciência, embora não se recordem de nada no dia seguinte, como um tipo de amnésia, diz Jim Horne, do Centro de Pesquisa do Sono da Universidade de Loughborough.
 
Fazer sexo
"Sexsomnia" é o termo em inglês que descreve a condição de pessoas que fazem sexo dormindo – problema que tem chamado a atenção do público nos últimos anos. Até agora há poucas pesquisas médicas sobre o fenômeno, porém cada vez mais casos são descritos. Eles podem se tornar mais frequentes em pessoas que sofrem de estresse ou consumiram álcool ou drogas.
 
As ações durante o sexo dormindo variam de algumas carícias ao ato sexual completo – em alguns casos com consequências sérias. Idzikowski produz laudos em julgamentos que envolvem estupros e abuso sexual. Ele diz que essas desordens do sono são mais comum no estágio de "sono pesado" na qual a parte do cérebro responsável pela consciência e o raciocínio está desligada. Nessa fase, porém, a parte responsável pelas necessidades básicas, como o sexo, continuam funcionando.
"É comportamento instintivo, as pessoas não estão conscientes na hora", diz.
 
"Quando você está em sono profundo o processo de decisão moral e racional não ocorre. Fico surpreso com os tipos de problemas de sono que as pessoas têm e frequentemente não fazem nada para obter ajuda".
 
Parar de respirar
A parada na respiração em pessoas que estão dormindo é uma desordem chamada apneia do sono. Apesar de não ser um problema novo, um número crescente de pessoas vem procurando as clínicas em busca de tratamento. Especialistas dizem acreditar que tais estatísticas devem crescer ainda mais, na medida em que a obesidade é um dos fatores que contribuem para o problema.
 
Geralmente acompanhada do ronco, a apneia ocorre quando os músculos da garganta colapsam e bloqueiam as vias respiratórias. Após testes recentes realizados como parte de um programa da BBC sobre o tema, Paul Asbury, de King's Lynn, descobriu que parava de respirar por 26 segundos durante o sono.
 
"Eu fiquei muito assustado quando soube", disse.
 
"Entrei em pânico de pensar que regularmente parava de respirar por todo esse tempo. Pensava que tinha apenas o problema de roncar, mas isso é muito mais sério".
 
Essas pausas na respiração acordavam também um paciente de 47 anos, que não terá o nome revelado, mais de 50 vezes por hora em uma noite. Em casos extremos, esse número pode chegar a 80, segundo Idzikowski.
 
O paciente frequentemente não se lembra de ter acordado. Isso acontece porque, nesse estado, o cérebro não fica totalmente conectado com o corpo. Assim, a pessoa esá acordada, mas não sabe disso. Leva mais ou menos um minuto para o cérebro se reconectar com o corpo, causando a sensação do despertar.
 
"O resultado é que os doentes ficam muito pouco tempo em sono profundo, que é a fase restauradora do ciclo do sono. De manhã eles se sentem incrivelmente cansados", afirma Idzikowski.
 
Isso pode ter consequências sérias se a passoa exerce atividades como operação de maquinário. O problema de Asbury está sendo tratado com o uso de uma máscara especial, que tem funcionado até agora.
 
Síndrome da cabeça explodindo
Você está quase caindo no sono e repentinamente é como se uma bomba tivesse explodido dentro da sua cabeça. A sensação de ouvir um som súbito, incrivelmente alto e vindo da própria cabeça é chamado de Síndrome da cabeça explodindo. Esse é um outro distúrbio do sono.
 
Pacientes têm descrito o som alto como a explosão de uma bomba, um trovão ou um tiro. O fenômeno não causa dor, mas deixa as pessoas angustiadas. Há relatos de pessoas que correm para a janela para procurar a fonte da explosão. Alguns especialistas dizem que o fenômeno é muito raro, mas Anderson diz que casos foram relatados nos últimos anos.
 
"As pessoas ouvem uma explosão quando estão caindo no sono e depois percebem que ela não pode ser externa porque ninguém mais ouviu", disse.
 
"É inteiramente benigno, embora pareça alarmante. Às vezes medicação é administrada se o paciente se incomoda muito".
 
Frequentemente, não há padrão nos episódios, mas eles podem se estender por anos e prejudicar a qualidade de vida.
 
Fonte iG

É possível morrer de susto?

Saiba como o corpo reage na hora do susto e quais as consequências desta reação física para a saúde
 
De um segundo para o outro, o rosto perde a cor, os olhos ficam arregalados, as pupilas dilatam, os pelos do corpo se eriçam e o coração bate num ritmo mais acelerado. Todas essas sensações podem vir acompanhadas de um grito involuntário e, em alguns casos, perda dos sentidos e desmaio.
 
“O susto é um evento biológico intenso e hiperagudo. O cérebro entende que está em perigo e aciona o alarme: o sistema de luta ou fuga. O corpo, então, ativa uma série de mecanismos para se preparar para o confronto ou para a fuga rápida”, explica o neurologista Leandro Teles.
 
O interessante, observa o médico, é que a resposta fisiológica (física e mental) na hora do susto ocorre da mesma maneira, seja uma ameaça real (um assalto, um tiroteio, um acidente), ou uma brincadeira – como foi o caso apresentado no programa do SBT.
 
A primeira reação é uma grande descarga de adrenalina na corrente sanguínea, que vai deixar o organismo em alerta, fazendo o coração bater mais rápido e elevando a pressão arterial. Em pessoas saudáveis, o susto raramente pode levar a um quadro mais grave do que um desmaio. Após cinco ou 10 minutos, quando a quantidade de adrenalina no corpo diminui, o ritmo respiratório vai voltando ao normal até atingir a calma. No entanto, pessoas com doenças cardíacas podem estar em sério risco.

“Para quem já tem algo, como um problema no coração ou até pressão alta, esse é exatamente o tipo de situação que pode trazer piora, ou gerar uma alteração importante, porque causa desequilíbrio no corpo e traz consequentes prejuízos à saúde”, explica Cesar Jardim, cardiologista e supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo.
 
O susto pode resultar em um infarto ou até em morte súbita. A adrenalina faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, o que estreita a passagem do sangue. Se já houver um quadro de hipertensão, essa elevação abrupta da pressão pode causar um acidente vascular cerebral (AVC). O batimento acelerado pode ainda predispor a um quadro de arritmia cardíaca.
 
Além disso, há um enorme número de pessoas que desconhecem as próprias condições de saúde e, embora acreditem ser saudáveis, podem estar com os vasos sanguíneos comprometidos ou ter alterações musculares cardíacas importantes.
 
“Quem tem fatores de risco como tabagismo, diabetes, sedentarismo ou histórico familiar, por exemplo, pode ser doente coronariano e não saber disso. Essa pessoa tem chance de ter um infarto no mesmo momento do susto”, alerta João Vicente, cardiologista do Hospital São Luiz, de São Paulo. Em alguns casos, pode haver morte súbita, embora essa condição seja mais rara.
 
O susto também pode ter um impacto emocional importante. Logo após o medo intenso, pode surgir vontade de chorar ou raiva. Dependendo da intensidade do que foi vivido, a pessoa pode desenvolver estresse pós-traumático, uma condição que vai se manifestar geralmente como ansiedade, maior sensibilidade ou até depressão.
 
“Parece uma brincadeira inofensiva, mas pode levar a um alto grau de estresse. No caso do vídeo, por exemplo, pode levar um tempo até que aquelas pessoas entrem num elevador novamente sem sentirem, no mínimo, um desconforto”, explica a psicóloga Cláudia Santos Silva.
 
Conheça as principais manifestações do susto no corpo e saiba por que o organismo reage assim:
 
Palidez no rosto e nas extremidades –o sangue passa a circular menos nas extremidades e na pele, sendo direcionado para o cérebro e para os demais órgãos essenciais do corpo.
 
Olhos arregalados e pupilas dilatadas –esse mecanismo permite que a pessoa veja melhor o todo sem se ater a detalhes. Isso ajuda na tomada de decisão (lutar ou fugir).
 
Grito involuntário –os especialistas acreditam que essa é uma herança biológica dos nossos antepassados que, ao se depararem com algum perigo, gritavam para afastar o inimigo em potencial.
 
Tremor –o excesso de adrenalina no corpo pode causar tremedeira, que deve passar em 10 minutos.
 
Pelos eriçados –possivelmente mais uma herança biológica. Os pelos eriçados dão a impressão de que aquela pessoa é maior do que realmente é.
 
Contração muscular (sobressalto) –a musculatura se contrai e fica pronta para fugir ou lutar. Quando não nenhuma das duas opções, a pessoa se encolhe.
 
Fonte iG

Os novos rostos da epidemia de aids

Vírus HIV volta a ameaçar jovens gays, sem excluir mulheres e idosos: “camisinha é usada só para evitar gravidez”, diz universitário homossexual infectado aos 20 anos
 
Bernardo é homossexual, universitário, tem 20 anos, namora firme e é fã de música eletrônica. O manto do anonimato sobre a verdadeira identidade, no entanto, ele vestiu depois de não usar camisinha no relacionamento fixo.
 
O jovem entrou para os números da aids no Brasil em 2012 e personifica o rosto da epidemia brasileira desenhado a partir dos registros mais recentes. No País, segundo balanço provisório do Ministério da Saúde, é crescente a parcela de homossexuais com menos de 24 anos contaminados pelo vírus HIV.
 
“Há 10 anos, os homens jovens que fazem sexo com homens representavam 40% dos novos registros em menores de 24 anos. Hoje, os gays já são metade destes novos casos, de acordo com nossas informações, ainda provisórias”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
Oficialmente, pelos dados já tabulados, as relações homossexuais e bissexuais representam 32,2% das formas de contaminação masculinas em qualquer idade.
 
A maior participação dos homossexuais nos números repete o início da epidemia nacional, nos anos 1980, quando os gays eram o alvo principal das infecção, que destruía o organismo e condenava os soropositivos a uma curta sobrevivência – no máximo 2 anos.
 
Neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids, os especialistas comemoram os avanços na medicina que ampliaram a sobrevivência dos infectados e sabem que associar a doença à homossexualidade é errada, preconceituosa e fadada ao fracasso.
 
A própria história da aids confirma isso. Há 30 anos, no início do contágio pelo vírus HIV, a doença chegou a ser chamada de "peste gay" e deu falsa a sensação de imunidade aos homens heterossexuais e às mulheres. A ideia, no entanto, caiu por terra em menos de três anos. Os homens que fazem sexo com mulheres foram somados aos 34,2 milhões de habitantes do planeta que hoje vivem com o vírus HIV e, no Brasil, 48% dos pacientes do sexo masculino contraíram a doença em relações heterossexuais desprotegidas.
 
“Deste total de 34 milhões com aids no mundo, 47% são do sexo feminino e na África, 65% dos casos são em mulheres”, ressalta Pedro Chequer, coordenador da Unaids no Brasil, entidade das Nações Unidas que trata da aids.
 
O consenso entre os estudiosos é de que o retorno dos homossexuais para o epicentro da aids não significa que os outros grupos possam ser excluídos das campanhas preventivas. Porém, é consenso também que os jovens gays precisam de atenção especial nas divulgações preventivas que reforçam a importância de não negligenciar o preservativo.
 
“Meus amigos heteros dizem que usam camisinha, mas a única preocupação é com a gravidez fora de hora. Como entre os gays não há possibilidade de gestação, o preservativo fica de lado. É um erro enorme e eu acho que nunca vou me perdoar por ter cometido esta falha”, diz Bernardo que foi contaminado pelo namorado, em uma relação estável e que o deixou “perigosamente confortável” para abandonar a prevenção.
 
O companheiro também descobriu ser soropositivo quase de forma simultânea à revelação de Bernardo. Juntos, eles precisaram superar o "autopreconceito" e as novas demandas no relacionamento impostas pela doença.
 
Veja quem está vulnerável ao HIV:
 
- Estão vulneráveis ao HIV metade dos brasileiros que admitem transar sem camisinha logo na primeira vez com o parceiro
 
- Também correm riscos os 135 mil que têm aids e desconhecem e 60% da população que nunca fez o teste do HIV
 
- São faces da epidemia atual os jovens gays, que eram 40% dos novos casos e hoje são 50%
 
- Também fazer parte da epidemia atual meninas com menos de 20 – única faixa etária em que o sexo feminino supera o masculino em contaminações
 
- Fazem parte do perfil da epidemia mulheres com mais de 60 que eram 8% dos novos casos femininos e hoje são 15%
 
- Também estão no alvo dos novos casos homens com mais de 50 – eles voltaram à vida sexual ativa com ajuda dos medicamentos para impotência, mas sem camisinha
 
- Também exemplificam os casos os usuários de crack. A pedra é gatilho para o comportamento sexual de risco e que 12% dos usuários admitem trocar sexo por droga
 
“Esta geração não perdeu ídolos para a aids”, sentenciou Padilha, tentando desvendar os motivos para metade dos jovens brasileiros admitir que não usa camisinha logo na primeira relação sexual, independentemente do sexo do parceiro.
 
Eles nasceram em uma época em que as feridas da aids foram cicatrizadas com a criação de medicamentos eficazes, que permitem vida praticamente normal aos portadores. Cresceram em meio aos estudos científicos que apontam como realidade possível uma vacina preventiva da doença.
 
Mas também são estes fatores, já alertou a fundadora do Instituto Cultural Barong, Marta McBritton – ela organiza caravanas pelo Brasil todo para distribuir camisinhas e explicar como usá-las – que deixaram o perfil da aids multifacetado.
 
Jovens gays dividem espaço nos registros com idosos que passaram a usar medicamentos para a disfunção erétil, voltaram à vida sexual ativa, mas temem que o preservativo ameace a potência sexual. Também dão rosto aos casos nacionais as mulheres com mais de 60 anos, que contraíram aids do marido, mas nem desconfiam estarem infectadas.
 
O governo federal também alerta para as meninas com menos de 20 anos, mais numerosas na aids, fazendo com que a faixa etária seja a única em que a proporção de infectadas é maior do que a de infectados: 1,4 casos entre elas para 1 caso entre eles (no restante do recorte etário a incidência é inversa, sendo os homens maioria).
 
Mais recentemente, usuários de crack – que somam 1,2 milhão no País – também ingressaram para o grupo de vulneráveis ao HIV.
 
“Os usuários de droga ainda representam quase 20% do total de formas de transmissão”, alertou Chequer.
 
“Já sabemos que não apenas os dependentes de drogas injetáveis (que compartilham seringas) correm risco. As nações já estão preocupadas com os que usam crack, já que a droga (fumada em cachimbo) favorece o comportamento sexual de risco.”
 
Costurados pelo preconceito
A linha que costura todos estes rostos à epidemia de aids, avalia Bernardo, é o preconceito. “Eu mesmo só atestei o quanto era preconceituoso depois que descobri ser soropositivo”, diz ele, sem reservas.
 
“Sou estudante da área da saúde mas, assim como muita gente, acreditava que aids só era problema dos promíscuos, dos baderneiros ou dos miseráveis. Fiz o teste da aids tendo certeza que o resultado era negativo. Quando o ‘positivo’ apareceu senti nojo de mim. Era raiva, culpa e medo. Medo de que me olhassem como eu olhava para quem tem HIV.”
 
São 11 meses vivendo com HIV, em um sigilo absoluto, com medo do julgamento alheio, o que justifica a opção de manter a doença em segredo para pais, irmão e amigos mais próximos.
 
“Pensei em suicídio, virei um nada. Daí descobri que a vida com o HIV pode ser mais leve e fiz um site para ajudar e desabafar com as pessoas, inúmeras, em situação parecida com a minha, o soropositivonet".
 
"A minha vida está mais calma, tenho muitos planos. O HIV acabou me unindo ainda mais ao meu namorado. Mas não é nada bom ter o vírus. O melhor é usar camisinha”, diz Bernardo, esperando que a mensagem chegue aos homossexuais, heterossexuais, jovens, idosos, meninos, meninas e aos 135 mil brasileiros que têm aids e nem imaginam ser portadores do vírus.
 
Fonte iG

Cientistas da Universidade de Cambridge criam células-tronco do sangue

Brasília – Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma forma de criar células-tronco a partir do sangue e da pele. A pesquisa mostra que essas células-tronco podem ser usadas no combate às doenças de circulação e do coração.
 
O cientista Amer Rana, do Departamento de Medicina da Universidade de Cambridge, disse que a descoberta aumenta a esperança dos doentes que sofrem com os problemas cardiovasculares. A pesquisa foi publicada na revista científica Stem Cells: Translational Medicine. “Estamos entusiasmados por ter desenvolvido um método prático e eficiente para criar células-tronco”, disse Rana.
 
O estudo, financiado pela Fundação Britânica do Coração (cuja sigla em inglês é BHF) e pelo Conselho de Pesquisa Médica (MRC), faz uma série de experiências a partir das amostras de sangue e tecidos da pele e a aplicação de diferentes de produtos químicos.
 
De acordo com as pesquisas, as células de sangue podem ser congeladas e armazenadas, depois transformadas em células-tronco. Segundo os cientistas, essa possibilidade é considerada essencial, pois o material não perde a validade.
 
Shannon Amoils, do BHF, disse que há, ainda, expectativas de que, futuramente, essas células-tronco desenvolvidas a partir do sangue e da pele possam colaborar para reparar o tecido danificado, sem ser atacadas pelo sistema imunológico do corpo. Mais informações podem ser obtidas no site da Universidade de Cambridge.
 
Fonte Agência Brasil