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sábado, 1 de dezembro de 2012

Primeiros Socorros: Picada de abelha

A abelha como outros insetos têm função na natureza e também sua forma de se defender dos predadores, a picada que é muito dolorosa.
 
As abelhas são insetos tão pequeninos e belos, mas podem ser bastante perigosos quando se sentem ameaçados, pois picam e seu veneno causa muita dor e para os alérgicos pode até causar a morte.
 
A abelha possui um aspecto diferente do marimbondo, já que ela quando pica libera o ferrão juntamente com seu veneno e ainda morre após alguns minutos da picada, já o marimbondo, além de não deixar ferrão, ele não morre após atingir a vítima com sua picada.
 
Ferrão
O ferrão é a única defesa das abelhas contra os predadores, fica na parte de seu abdômen em forma de espada e possui pequenas farpas que grudam na pele da vítima, desta forma a abelha não consegue retirá-lo e, por isso perde parte de seu abdômen junto e em no máximo trinta minutos ela morre. O ferrão possui uma bolsa acoplada em seu corpo e quando atingi a pele esta bolsa passa a liberar o veneno causando grande desconforto.
 
Veneno
É uma substância química produzida a partir de glândulas de secreção ácida e alcalina, conhecido também como apitoxina, é composto por açucares, histamina, água e aminoácidos.
 
O que fazer ao ser picado?
A atitude mais correta é eliminar o ferrão com o auxilio de uma pinça, ao removê-lo é preciso cuidado porque muitas vezes o veneno ainda não foi liberado por isso ao retira-lo o veneno pode ser liberado e causar mais dor. E a atitude mais correta e que maioria das pessoas acabam ignorando é a aproximação de uma superfície metálica no local da picada, (faca, tesoura, joia, etc.) isso mesmo o metal é capaz de catalisar a reação do veneno que possui moléculas de peptídeos, desta forma minimiza a dor. Permaneça com a superfície metálica por alguns minutos.
 
É fundamental lembrar que milhares de pessoas sofrem com reações alérgicas ao veneno da abelha e dos demais insetos, podendo até levar a morte se não houver os cuidados necessários, por isso o mais aconselhável ao notar a picada é procurar imediatamente ajuda médica.
 
Fonte zun.com.br

Anestésico natural presente na picada de abelhas é tão eficaz quanto a lidocaína

Abelha picandoProduto concentrado na mandíbula dos insetos alivia dor local em humanos e é menos tóxico que anestésicos convencionais
 
Pesquisadores do Centre national de la recherche scientifique (CNRS), na França, descobriram que as picadas de abelhas domésticas (Apis melífera) contém um anestésico natural conhecido como 2-heptanona (2-H).
 
A descoberta vai permitir que 2-H seja produzido comercialmente como um anestésico local, que oferece vantagem adicional de baixa toxicidade para os seres humanos e animais.
 
Várias hipóteses têm sido feitas sobre a função de 2-heptanona (2-H), composto presente em muitos alimentos naturais e em insetos, mas suas propriedades anestésicas eram desconhecidas.
 
Os resultados agora mostram que 2-H, secretado pelas glândulas da mandíbula das abelhas, pode paralisar pequenos artrópodes picados pelas abelhas, por até nove minutos.
 
Como uma cobra, a abelha pode usar suas mandíbulas para morder um inimigo e secretar a substância na ferida, paralisando-a. As abelhas podem então retirar o intruso de seu ninho.
 
Esta abordagem é particularmente eficiente contra os predadores e parasitas que são pequenos demais para serem picados e mortos com veneno. Mas este anestésico, que ajuda a repelir as pragas que atacam as colônias das abelhas também tem um enorme potencial na medicina humana.
 
Os investigadores compararam as propriedades anestésicas de 2-H com os da lidocaína, um dos anestésicos mais utilizados no mundo. Testes das duas substâncias em larvas de traça e em uma preparação isolada do nervo ciático de ratos mostraram que suas propriedades e modo de ação foram muito semelhantes: ambos bloquearam particularmente os canais de sódio. Além disso, a 2-heptanona parecia ser muito menos tóxico do que a da lidocaína.
 
Devido a ter uma toxicidade reduzida em comparação com os anestésicos clássicos, a equipe acredita que a substância natural vai ter várias aplicações na medicina humana e veterinária.
 
Fonte isaude.net

Fármaco para emagrecer pode provocar síndrome, aponta estudo

Estudo da Unicamp avaliou as mudanças do perfil lipídico de 20 mulheres com sobrepeso tratadas com o medicamento orlistate
 
Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com o fármaco orlistate, o mesmo princípio ativo do xenical ou alli, indicado no tratamento da obesidade, provou que o medicamento pode alterar o perfil de ácidos graxos do organismo humano e que, em longo prazo, pode levar a uma síndrome caracterizada por esta deficiência.
 
O estudo, que envolveu 20 mulheres atendidas no Laboratório de Pesquisa em Metabolismo e Diabetes (Limed) do Gastrocentro, avaliou as mudanças do perfil lipídico das pacientes com sobrepeso tratadas com essa droga.
 
O orlistate diminuiu a absorção de ácidos graxos e, durante análise metabólica, promoveu algumas alterações no nível de ácidos graxos essenciais (aqueles que o organismo não consegue produzir) e outros metabólitos como o lactato (produzido após a queima de glicose para o fornecimento de energia, sem a presença de O2), além de uma ligeira redução de cálcio das pacientes investigadas.
 
Essas mulheres estavam na faixa dos 40 anos, num período pré-menopausa, com IMC entre 25 e 30. Conforme pesquisador Thiago Inácio Barros Lopes, elas foram escolhidas pelo fato de o sexo feminino ser o gênero que mais faz uso, no momento, de medicamentos para emagrecer.
 
O uso do orlistate, explica o autor, impede a absorção de gordura e também diminui a ocorrência de alguns compostos absorvidos com a gordura. O autor do estudo constatou então que o medicamento não interfere apenas no perfil lipídico, que envolve uma série de exames para determinar dosagens de colesteral total, HDL LDL E triglicerídios. Os seus efeitos vão para além da perda de peso, como a diminuição das taxas de colesterol.
 
Os ácidos graxos essenciais são blocos construtores de lipídios para todas as células do corpo, pois exercem funções como produção de energia, aumento do metabolismo e crescimento muscular, transporte de oxigênio, crescimento normal celular e regulação hormonal, entre outras. Com sua queda, as pessoas ficam mais sujeitas ao aparecimento de síndromes. Apesar disso, Thiago assinala que esse problema pode ser facilmente resolvido com a suplementação de nutrientes e com medidas para conter a diminuição do nível de cálcio.
 
Ao comparar o seu estudo com outros da literatura, o químico notou que a alteração no perfil lipídico de ácidos graxos, criada pelo orlistate, é similar à que ocorre com a dieta de restrição, onde o nível de gordura diminui. " O seu mecanismo de ação, já que não é absorvido sistemicamente e atua só no trato gastrointestinal como inibidor de lipases gástricas, realmente está correto" , admite Thiago.
 
Essa droga age no sistema digestivo impedindo que a gordura consumida seja absorvida pelo organismo e traga ganho de peso. Ela foi descoberta na década de 1990 e bloqueia a absorção de até 30% das gorduras ingeridas por meio da inibição da enzima lipase, responsável pela digestão das gorduras.

Com informações da Unicamp
 
Fonte isaude.net

Coquetel do dia seguinte pode evitar infecção pelo HIV, mas estratégia é pouco difundida no País

É preciso passar por avaliação de risco antes de iniciar o uso do medicamento, diz especialista
 
Um tratamento disponível em serviços de atendimento especializado e em emergências de hospitais públicos de todo o país pode evitar a infecção pelo HIV em pessoas que passaram por algum tipo de situação de risco – como sexo desprotegido ou rompimento do preservativo.
 
A chamada profilaxia pós-exposição, também conhecida como coquetel do dia seguinte, tem como base uma combinação de três medicamentos antirretrovirais e deve ser iniciada até 72 horas após o evento considerado de risco.
 
O infectologista do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal, lembra que, até 2010, o tratamento era indicado apenas para casos de acidente entre profissionais de saúde (quando há exposição ao vírus), para vítimas de violência sexual e para casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é soropositivo).
 
Atualmente, o serviço está disponível para toda a população. Segundo Hallal, é preciso passar por uma avaliação de risco, feita por um profissional de saúde, antes de iniciar o uso do coquetel, que deve ser mantido por um período de quatro semanas. Os efeitos colaterais, apesar de fracos, incluem náusea, vômitos, sensação de fraqueza e cansaço.
 
— O papel da profilaxia é tentar evitar que a pessoa se infecte com o HIV. Além disso, ela traz alguns outros ganhos, já que acaba atraindo as pessoas aos serviços de saúde, o que permite trabalhar também o diagnóstico, o aconselhamento e as estratégias de prevenção, de redução de risco e de vulnerabilidade.
 
O coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, avalia que o coquetel do dia seguinte é uma estratégia pouco difundida no país.
 
— Falta informação. As pessoas não conhecem”, diz. “E, nesses casos, quanto mais rápido começar o tratamento, melhor. O ideal é que seja em menos de 48 horas.
 
Chequer alerta, entretanto, que a estratégia não pode se transformar em rotina e que as pessoas não podem abrir mão do preservativo. Trata-se, segundo ele, de uma medida de exceção, uma vez que não há 100% de eficácia no bloqueio ao vírus. “Não é uma vacina”, ressalta.
 
Dados do Unaids apontam aumento de novas infecções por HIV no Brasil entre mulheres jovens e gays jovens, sobretudo com idade entre 15 e 24 anos. Essa faixa etária, de acordo com o coordenador, precisa de uma abordagem de prevenção “continuada, objetiva e sem preconceito”, para que busquem os serviços de saúde quando houver necessidade.
 
— A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda que a educação sexual seja iniciada a partir dos 5 anos. No Brasil, isso acontece a partir dos 12 anos. Essa onda conservadora e forte preocupa, já que a necessidade é cada vez maior de abordarmos temas como a diversidade sexual.
 
Fonte R7