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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Que Enfermagem está atuando em nossos serviços de saúde?

Por Heleno Costa Júnior*
Segundo estudo do Consórcio Brasileiro de Acreditação, os dirigentes ou líderes de enfermagem e mesmo os de recursos humanos não têm utilizados meios ou métodos consistentes para responder questões estratégicas
Como profissionais, temos de fato nos perguntado se nossas práticas e condutas profissionais têm apresentados resultados satisfatórios? Que parâmetros ou medidas temos utilizados para estabelecer uma aferição consistente da competência de nossas equipes? Estamos melhorando a partir do que avaliamos e consideramos evidências insuficientes ou deficitárias?
Dados levantados a partir de avaliações periódicas realizadas em diferentes instituições de saúde, através do programa de acreditação internacional, desenvolvido no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo da Joint Commision International (JCI), indicam que os dirigentes ou líderes de enfermagem e mesmo os de recursos humanos não têm utilizados meios ou métodos consistentes para responder as questões apresentadas acima. Um dos métodos que mais tem sido apresentado ou identificado nas instituições á a avaliação de desempenho. No entanto, estas avaliações, em sua grande maioria, tratam apenas de aspectos comportamentais e, quando abordam aspectos técnicos, os mesmos são definidos em caráter muito restritivo e não são avaliados através de instrumentos formais ou cientificamente validados, o que caracteriza uma fragilidade ou inconsistência na sua aplicação.
O programa de acreditação internacional CBA-JCI, em seus manuais, trata desta questão de forma direta, estabelecendo padrões específicos para estes processos de avaliação regular das habilidades e competências dos profissionais de enfermagem, considerando suas diversas e diferentes atribuições, cargos e funções. As especificidades ou especialidades de atuação também devem ser consideradas em suas distintas dimensões, a partir do que, um mesmo modelo de avaliação de desempenho não pode ser aplicado nestas situações. Por exemplo, não se pode avaliar um enfermeiro ou técnico que atua em um serviço especializado de alta complexidade, da mesma forma que avaliamos aqueles que atuam em unidades de internação clínicas.
O Manual de Padrões para Acreditação de Hospitais do CBA-JCI – 4ª edição possui um capítulo específico que trata da questão da Educação e Qualificação de Profissionais. O manual aborda: “O recrutamento, avaliação e nomeação de profissionais devem ser realizados de forma mais adequada através de um processo coordenado, eficiente e uniforme. Também é essencial documentar as habilidades, o conhecimento, a formação e a experiência prévia do candidato. É especialmente importante analisar cuidadosamente as credenciais dos profissionais de enfermagem, pois estão envolvidos nos processos clínicos assistenciais e trabalham diretamente com os pacientes. As instituições de saúde devem dar oportunidade aos profissionais de aprender e progredir pessoal e profissionalmente. Assim, a educação em serviço e outras oportunidades de aprendizagem devem ser oferecidas aos profissionais“.
No caso específico da equipe de enfermagem o manual destaca: “A instituição precisa garantir que tem um corpo de enfermagem qualificado que corresponde de maneira adequada à missão, aos recursos e às necessidades do paciente. O corpo de enfermagem tem a responsabilidade de prestar cuidado direto ao paciente. Além disso, os cuidados de enfermagem contribuem para os resultados globais do paciente. A instituição deve assegurar que os enfermeiros estão qualificados para prestar cuidados de enfermagem e deve especificar os tipos de cuidado que eles têm permissão para prestar, caso isto não esteja identificado nas leis e regulamentos”.
Além desta necessidade de capacitação, se faz necessário garantir que os profissionais de enfermagem atuem segundo conceitos e princípios de gestão contínua da qualidade. Neste aspecto o manual enfatiza: “O papel essencialmente clínico dos profissionais de enfermagem exige que eles participem ativamente do programa de melhoria da qualidade da instituição. A qualquer momento durante o monitoramento, avaliação e melhoria do desempenho da qualidade clínica, se o desempenho de um profissional do corpo de enfermagem estiver em questão, a instituição tem um processo para avaliar o desempenho deste indivíduo. Os resultados das avaliações, medidas tomadas, e qualquer impacto nas responsabilidades profissionais são documentados nas credenciais do profissional de enfermagem ou outro arquivo”.
Fonte SaudeWeb

SUS oferece qualificação técnica gratuita

Rede de Escolas Técnicas do SUS, do Ministério da Saúde, disponibiliza cursos de nível médio para trabalhadores de diversas áreas da Saúde. São 36 escolas distribuídas pelo país
 
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece formação e qualificação técnica de nível médio gratuitamente aos trabalhadores da área de saúde. Os cursos são disponibilizados por uma rede de 36 escolas públicas espalhadas pelo país. A Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS) oferta habilitação técnica (formação de auxiliares e técnicos), formação inicial e continuada, qualificações e especializações.
 
A RET-SUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
 
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, enfatiza a importância da formação e qualificação dos trabalhadores de nível médio para o SUS. “O funcionamento de um sistema de saúde não se resume à atuação do médico e de outros profissionais de nível superior. Os trabalhadores de nível médio também têm um papel de grande importância. Ao lado de todo médico, enfermeiro, dentista, nutricionista, existem vários técnicos e auxiliares realizando atividades vitais para o bom funcionamento do serviço”, esclarece.
 
As instituições que compõem a RET-SUS estão presentes em todas as unidades federadas, sendo 33 delas estaduais, duas municipais e uma federal. As escolas oferecem cursos em áreas como Enfermagem, Farmácia, Radiologia, Nutrição e Dietética, Vigilância em Saúde, Saúde Bucal, Hemoterapia, Citopatologia, entre outras.
 
O público-alvo de cada curso é definido pela instituição que o disponibiliza – alguns são abertos ao grande público, e podem ser realizados por qualquer pessoa com interesse em trabalhar na área de saúde. Outros são destinados a trabalhadores que já atuam em serviços de saúde do SUS e querem aprimorar seus conhecimentos e habilidades. Os profissionais interessados precisam entrar em contato diretamente com as escolas para verificar a disponibilidade de cursos, turmas e vagas.
 
Incentivo
O Ministério da Saúde financia diversos cursos oferecidos pelas escolas da RET-SUS, por meio do Programa de Formação de Profissionais de Nível Médio para a Saúde (Profaps). O objetivo é ampliar e qualificar a força de trabalho do SUS, contribuindo para a melhora da Atenção Básica e da Atenção Especializada na rede pública de saúde.
 
De 2009 a 2011, foram financiadas pelo programa cerca de 53 mil vagas em cursos e qualificações técnicas em todas as unidades da federação, com foco em áreas prioritárias para o SUS.

Fonte: Agência Saúde

Laboratório Prati-Donaduzzi lucra R$ 500 milhões no ano

Farmacêutica comemora seus 19 anos com um crescimento de 140% em um ano no mercado de medicamentos genéricos, segundo dados do IMS Heatlh
 
A indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, localizada em Toledo (oeste do Paraná), comemora seus 19 anos com um crescimento de 140% em um ano no mercado de medicamentos genéricos, segundo dados do IMS Heatlh. “Em 2012 podemos confirmar o crescimento superior a 30% – mais que a média do mercado o que nos levará a atingir uma receita de R$ 500 milhões”, afirma o presidente da empresa, Luiz Donaduzzi.
 
Atualmente, a Prati-Donaduzzi detém uma produção de mais de 600 mil unidades por dia de medicamentos sólidos, semi-sólidos e líquidos – equivalendo mais de 10 bilhões de doses terapêuticas por ano. “Possuímos o quarto maior portfólio de medicamentos genéricos do país, aproximadamente 30% do que é consumido pelos brasileiros sai de nossa fábrica”, explica Donaduzzi.
 
As atividades da indústria começaram na área de medicamentos hospitalares em uma pequena fábrica com apenas 10 colaboradores. Hoje a empresa possui 3,5 mil colaboradores e prevê aumento na contratação de pessoal para os próximos anos.
 
Parcerias com instituições de ensino formam gestores e líderes da farmacêutica, além disso, a Uniprati, Universidade Corporativa, promove cursos técnicos voltados para todas as áreas da empresa.
 
Nova planta
Ainda este ano Prati-Donaduzzi deve começar a produzir em sua planta industrial que terá aproximadamente 11.500 m² de área construída total, e prevê gerar mais de 600 novos empregos diretos e indiretos para Toledo e região. A empresa prevê um aumento em sua produção superior a seis bilhões de doses terapêuticas por ano.
 
Fonte isaude.net

Depressão é fator de risco para uma maior mortalidade entre os pacientes com artrite reumatoide

A depressão é muito frequente nos pacientes com artrite reumatoide, mas até agora não havia sido encarada como um fator capaz de aumentar a mortalidade nessa população. Estudos anteriores sobre doenças cardiovascular e entre populações idosas já apontavam que a doença é um fator de risco para a mortalidade nestes grupos, mas o risco de mortalidade por depressão entre os pacientes com artrite reumatoide tem recebido pouca atenção.

O alerta foi feito por pesquisadores holandeses e americanos, que uniram-se para estudar o tema. Eles apresentaram os resultados de sua pesquisa – Depression Predicts Mortality in RA – durante a reunião anual do Colégio Americano de Reumatologia, evento que reuniu em Washington (EUA) especialistas em reumatismo de todo o mundo.

Para chegar a esta conclusão, os estudiosos usaram dados coletados por pesquisas telefônicas realizadas com 530 pacientes com artrite reumatoide que vivem no norte da Califórnia para avaliar os sintomas de depressão e os potenciais impactos da depressão na população estudada. Para serem qualificados como deprimidos, os participantes deveriam ter obtido mais que cinco pontos na Escala de Depressão Geriátrica, uma ferramenta de medição padronizada.

Para ser elegível para participar da pesquisa, os pacientes tiveram que passar por uma entrevista pessoalmente, entre 2002 e 2003, ou pelo menos por uma entrevista de acompanhamento. Eles foram acompanhados até 2009. A idade média dos participantes era de 60 anos, com uma duração média de 19 anos da doença. 84% dos participantes eram do sexo feminino. Durante o estudo, 63 participantes morreram. Escores maiores de depressão foram associados com a mortalidade no estudo.

Segundo Patricia Katz, uma das autoras do estudo e professora de Medicina e Políticas de Saúde da Universidade da Califórnia, em San Francisco, “as pessoas com artrite reumatoide que estavam deprimidas apresentaram maior probabilidade de morrer do que aquelas que também tinham a doença, mas não estavam deprimidas. Este fato foi particularmente verdade para os homens. O risco de morte para os homens deprimidos foi duas vezes maior do que o das mulheres deprimidas”, disse a pesquisadora.

Homens e mulheres com aumento de sintomas depressivos, com uma pontuação alta ou não na Escala de Depressão Geriátrica para serem considerados deprimidos, ainda assim apresentavam um maior risco de mortalidade. Um aumento no índice dos sintomas depressivos, mesmo que eles não ultrapassassem a linha crítica de depressão evidente, ainda assim estava associado com um maior nível de mortalidade entre os pacientes com artrite reumatoide.
 
Fonte Corposaun

Umidificação de ambientes: aliada na prevenção de doenças respiratórias

Quando os termômetros indicam variações na temperatura é preciso ficar atento, pois, a umidade relativa do ar tende a alterar também. E nesses casos, o ar tornar-se propício ao surgimento de doenças respiratórias devido à exposição e permanência em ambientes climatizados por ar condicionado, locais com baixa umidade relativa do ar ou com alterações climáticas bruscas.

Os especialistas alegam que, quando o nível de umidade no ar é inferior a 40% (mínimo recomendável para o corpo humano), há ressecamento das mucosas das vias áreas. Tal quadro – acrescentam os estudiosos – reduz os anticorpos deixando o organismo predisposto às infecções.

Sintomas como dores de cabeça e garganta, nariz congestionado, além de irritação nos olhos são comuns. Nestes casos torna-se imprescindível o acompanhamento médico. No entanto, a umidificação do ambiente atua de forma eficaz na prevenção de doenças respiratórias, já que o aparelho proporciona alívio tanto para adultos como para crianças que passam longos períodos nesses locais.

Eletroportáteis, os umidificadores utilizam tecnologia ultrassônica que possibilita umidificar o ar nos ambientes fechados. “Em funcionamento, o aparelho produz uma névoa fina, homogênea e inodora que ajuda a amenizar e prevenir os sintomas causados pelo clima seco, poluição e climatização por ar condicionado.”, explica Maurício Parizi.

Tecnologia a serviço da saúde e bem-estar
O executivo explica: “Antigamente era comum utilizar bacias com água ou toalhas molhadas para umidificar os ambientes, mas com o desenvolvimento de novas tecnologias foi possível criar aparelhos portáteis de fácil manuseio para simplificar a utilização”, diz.

Parizi enfatiza ainda a comodidade e praticidade como pontos fortes dos modelos. “Cada vez mais a tecnologia atua a serviço da saúde e bem-estar, já que em um único aparelho é possível contar com funções como umidificação, purificação e ionização do ar”, diz. Tais atributos conferem a descontaminação nos ambientes e ajudam a obter melhores resultados na prevenção de doenças respiratórias.
 
Fonte Corposaun