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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Frente Parlamentar para Desoneração dos Medicamentos é lançada

No Brasil, o imposto sobre os remédios correspondem a quase 34% do valor. A média mundial fica na casa de 6,3%. "Isso mostra o quanto o Brasil está desalinhado com o mundo inteiro"
 
A carga tributária incidente sobre os remédios aqui no Brasil é a mais alta do mundo. De acordo com dados do IBGE, 55% da população não podem pagar pelos medicamentos que necessitam. Com o objetivo de levantar uma discussão sobre o tema, o deputado federal Walter Ihoshi (PSD/SP) lançou a Frente Parlamentar para Desoneração dos Medicamentos na última quarta-feira (05/12).
 
Apesar de o remédio ser um produto de primeira necessidade, a carga tributária paga é de 33,87%. Mais da metade desse percentual (17,34%) é de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Para Ihoshi, o Brasil está desalinhado com o mundo inteiro. Em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, por exemplo, a tributação é zero para medicamentos. Portugal, Holanda, Bélgica, França, Suíça, Espanha e Itália cobram, no máximo, 10%. A média mundial fica na casa de 6,3%. Isso mostra o quanto o Brasil está desalinhado com o mundo inteiro.
 
“Vamos levar a discussão para o Congresso Nacional, porque o Brasil é o campeão em incidência tributária sobre os remédios. Pagamos 33,87% de impostos, e mais da metade desse percentual (cerca de 18%) é de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, afirmou o parlamentar.
 
Ihoshi explicou que pretende sensibilizar o governo federal e estadual a abraçar a ideia, diminuindo os impostos dos medicamentos. “É um item de necessidade básica, mas que muitas pessoas acabam não conseguindo comprar devido ao preço”, ressaltou.
 
Membro da Frente Parlamentar, o deputado Junji Abe (PSD-SP) elogiou a iniciativa de Ihoshi. Para o parlamentar, a atitude é de extrema importância para a população. “A saúde pública no Brasil está muito cara para a população”, afirmou Junji.
 
Para o deputado César Halum (PSD-TO), também participante da Frente, o objetivo proposto é importante. “O governo reduz impostos de outras áreas e, portanto, deveria diminuir de setores essenciais como a saúde”, sugeriu.
 
A Frente prevê ainda que o tema seja discutido entre a população, através de seminários, palestras e atos políticos. “Se conseguirmos uma redução gradativa do imposto, consumidor e governos só tem a ganhar”, defende Ihoshi.
 
Além de Walter Ihoshi, como presidente, a Frente Parlamentar contará com os deputados José Carlos Araújo (PSD-BA), vice-presidente; Geraldo Thadeu (PSD-MG), secretário-geral; Eduardo Sciarra (PSD-PR) e Guilherme Campos (PSD-SP), ambos membros de sua Comissão Consultiva.
 
Fonte SaudeWeb

Unicamp recebe mais R$ 20 milhões para a Saúde

Os recursos são destinados à expansão da assistência dos serviços de saúde para o Estado de São Paulo
 
O Ministério da Saúde aumenta em R$ 19,8 milhões o recurso para os procedimentos que integram o atendimento realizado na Média e Alta Complexidade hospitalar do Estado de São Paulo. O repasse é destinado ao Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – para expansão da assistência dos serviços de saúde na unidade. O objetivo da medida é potencializar a organização da rede de urgência para gerar impactos positivos no atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nossa prioridade é reduzir o tempo de espera para cirurgias, exames e consultas. Esses recursos vão fortalecer o atendimento”, acrescenta o ministro Alexandre Padilha.
 
Os investimentos estão garantidos pela Portaria nº 2.639 e o repasse incorporado ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) do Estado. Orepasse – destinado ao pagamento de internações, cirurgias e a realização de exames, entre outros – será dividido em 12 parcelas, que começam a ser pagas a partir deste mês de dezembro.
 
As ações do bloco de financiamento MAC incluem ainda o custeio de outros procedimentos como quimioterapia, financiamento de hospitais de pequeno porte, centros de especialidades odontológicas, laboratórios de prótese dentária e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), entre diversas outras ações.
 
GERAL –Em 2011, O Hospital de Clínicas da Unicamprealizou 339.699 atendimentos e 13.951 cirurgias (ambulatoriais e gerais), inclusive transplantes. As cinco maiores especialidades que operam no HC são: oftalmologia, ortopedia, urologia, cirurgia plástica e cirurgia do trauma.
 
Fonte SaudeWeb

Hospital Albert Einstein abre 25 vagas para auxiliar administrativo

Os candidatos devem possuir o ensino fundamental completo e, após selecionados, passam um ano e meio no Centro de Aprendizagem Empresarial Piaget, parceiro contratado para formar os profissionais
 
O Hospital Israelita Albert Einstein, dentro do projeto Gente Eficiente, abriu 25 vagas para auxiliar administrativo, exclusivamente para pessoas com deficiência. Além da iniciativa, o Hospital comemora a data incentivando todos seus colaboradores a repensar atitudes para a inclusão e resultar num mundo socialmente mais justo.
 
Os candidatos devem possuir o ensino fundamental completo e, após selecionados, passam um ano e meio no Centro de Aprendizagem Empresarial Piaget, parceiro contratado para formar os profissionais. Durante o período do curso, os contratados têm direito a salário e benefícios idênticos aos dos demais funcionários. Após o treinamento, os novos colaboradores são adaptados às áreas onde irão exercer suas funções.
 
Desde o início do Programa Gente Eficiente 543 profissionais foram capacitados, sendo possível o encaminhamento tanto para as contratações internas quanto para o mercado em geral.
 
Serviço:
Recrutamento de pessoas portadoras de deficiência

Idade mínima: 18 anos

Formação escolar: ensino fundamental completo

Seleção: envio de currículo para genteeficiente@einstein.br
 
Fonte SaudeWeb

Plano estratégico de RH deve ser prático, simples e objetivo

Estudo contempla diretrizes desde a atração à retenção do profissional, do desenvolvimento dele e da demissão, enfatizando que "demitir não é 'lá com o RH'"
 
Por José Luiz Bichuetti*
 
Uma área moderna de recursos humanos deve atuar de forma holística, abrangendo múltiplas responsabilidades, começando impreterivelmente pelos aspectos estratégicos da gestão de gente. O plano estratégico de recursos humanos deve cobrir os aspectos-chave referentes à disponibilização de pessoal para que a estratégia corporativa seja implantada com sucesso.
 
Deve ser prático, simples e objetivo. E sem filosofia. Seu foco são os recursos humanos da organização e não a área de recursos humanos. Não tem, portanto, de começar com a burocrática definição da missão e da visão da área de RH; no final, terá uma seção dedicada ao plano de ação da área de RH.
 
Deve guardar uma estreita interdependência e subordinação com o plano estratégico da empresa, que orientará a formulação do plano de pessoal. O RH, como parceiro de negócios das diversas áreas da empresa, tem de participar ativamente no desenvolvimento do plano estratégico empresarial.
 
A área de RH deve liderar a elaboração desse plano de recursos humanos, com participação intensa dos gestores. Se seu líder não tiver a senioridade e a competência adequadas, a área de RH não terá o respeito necessário para conduzir com sucesso esse processo. Quem implanta o plano estratégico de RH são os gestores; a área de RH provê a eles as ferramentas, o know how e o apoio para que desempenhem com eficácia seu papel.
 
Da atração à retenção
A arte de atrair reside em convencer o candidato de que seu perfil atende às necessidades da posição, que ele se realizará nela e que a empresa é um excelente lugar para que ele trabalhe. A arte de reter inclui um conjunto de políticas e práticas de gestão de pessoal, que envolvem o comportamento dos gestores e a atuação da área de RH.
 
Políticas bem estruturadas e gestores capacitados garantem a essência do sucesso da retenção de pessoal. Ter boas políticas somente não basta; se os gestores não souberem como motivar e reter pessoas, elas permanecerão na empresa só até encontrarem alternativa melhor.
 
São mais bem-sucedidas as empresas que estabelecem um processo integrado desde a atração até a retenção, primando por estabelecer suas necessidades, contratar as pessoas mais adequadas para cada posição, desenvolvê-las e mantê-las. Todo esse processo deve ter participação intensa dos gestores, integrados com a área de RH.

Desenvolvendo Pessoas
Desenvolvimento de pessoal não é a condução de programas de treinamento medidos em número de horas de aulas. É a garantia da sustentabilidade da empresa através da gestão do conhecimento e transferência de experiências, dentro e fora dela.
 
As pessoas têm de querer aprender; têm de ser humildes para reconhecer suas limitações e buscar os ensinamentos necessários para completar seus conhecimentos, habilidades e competências; e também reconhecer que podem passar a outros seus conhecimentos sem que estejam ameaçados de reduzir seu espaço na empresa.
 
Os programas de treinamento e desenvolvimento têm de ser estruturados, tendo em mente a estratégia da empresa e as necessidades de pessoal, quer a empresa tenha um plano estratégico de recursos humanos ou não. E têm de ser elaborados e conduzidos em conjunto entre a área de RH e os gestores; afinal, quem tem de conhecer as competências, as qualificações e as necessidades de desenvolvimento das pessoas que trabalham em uma área são seus gestores.
 
Demitir não é “lá com o RH”
Em 2010, escutei a piada (ou drama?) seguinte num congresso de recursos humanos:
 
O jovem chefe estava nervoso. Teria de demitir um funcionário, o que nunca havia feito antes e tampouco havia recebido treinamento para tal situação em sua vida profissional ou em bancos universitários. Passou a noite em claro e, pela manhã, foi para o escritório com olheiras. Chegando lá, chamou seu subordinado:
 
— Fulano, sinto informar a você que a partir de hoje não serei mais seu chefe.

— Mas, o que houve, chefe, o que aconteceu? Porquê? Para onde você vai?

— Bem… não sou eu quem vai… é você!
 
Habilidade na hora de demitir é fator crítico, pois tem influência direta no moral do pessoal, dependendo de como o processo é conduzido. Muitas vezes, as áreas de RH são acionadas para demitir funcionários, em processos decisórios mal conduzidos, dos quais o gestor se esquiva e a área de RH lamentavelmente assume. Infelizmente, é bastante comum um colaborador receber uma carta ou um aviso para “passar lá no RH”. A área de RH tem um papel importante nesse processo, mas ela não demite pessoal de outras áreas. Demitir não “é lá com o RH”; é responsabilidade de cada gestor no que diz respeito a seus subordinados. Ele tem de ter a coragem de encarar seus subordinados e não se esconder atrás do RH.
 
O RH estabelece as políticas e os procedimentos a serem observados pelos gestores e assegura que sejam seguidos, atua como seu conselheiro e garante que as pessoas sejam tratadas com dignidade.
 
Mas não deve aceitar solicitações de gestores, qualquer que seja seu nível, para comunicar o desligamento a funcionários desses gestores. É recomendável incluir módulos sobre comportamentos de gestores em processos de demissão nos programas de treinamento da empresa.
 
Tratando gente como gente
Criar e manter um clima motivador é saber tratar gente como gente. Somente se conseguem resultados duradouros se for possível contar com gente motivada e engajada, comprometida com o que tem de fazer; as pessoas se sentem realizadas quando exercem atividades que lhes apaixonam.
 
Para obter motivação da equipe, é preciso que o presidente demonstre valorizar as pessoas. Aos gestores, por sua vez, cabe saber lidar com emoções; reconhecer empenho e dedicação, e não apenas reconhecer desempenho; envolver equipes na formulação dos planos estratégicos da área; manter comunicação aberta e transparente; disponibilizar ambiente propício e ferramentas necessárias ao trabalho; saber lidar com crises, mantendo as equipes coesas e sem desenvolver insegurança; gerenciar conflitos.
 
Gente tem de ser tratada com respeito profissional e cuidado pessoal. A área de RH deve apoiar e desenvolver sugestões e ações que levem a melhorar o clima organizacional.
 
Ter atenção e ser valorizado é uma das maiores recompensas intangíveis que podemos receber; por isso um chefe deve dar atenção aos subordinados, reconhecer seu empenho e dedicação a todo o momento, e não somente na revisão anual de avaliação. Dar apoio continuado a seus subordinados, sem ser paternalista. Gestão de conflitos raramente está incluída nos currículos escolares ou treinamentos. A forma como são administrados influencia o ambiente de trabalho. Saber lidar com conflitos é relevante paraa manutenção do clima motivacional; o gestor deve analisar de forma lógica a situação e buscar a solução sem causar rupturas no ambiente de trabalho.
 
Momento de demissão
Gestores passam por uma variedade enorme de conteúdos de treinamento técnico e de práticas gerenciais, mas são raros os programas de treinamento que abordam aspectos relacionados a processos de demissão.
 
Veja a seguir recomendações que podem ajudar:
 
1 Demissão “amistosa”
Analise criteriosamente a situação; cheque se a pessoa pode ser útil em outra área, onde possa ter melhor desempenho; veja com o RH os procedimentos a seguir; evite surpresas para o indivíduo; explique a ele as razões da demissão; assuma a responsabilidade pela demissão; explique os próximos passos; trate o demitido com respeito e não o expulse de seu ambiente de trabalho, mas evite mantê-lo por muito tempo mais na empresa.

E seja transparente com a equipe sobre o porquê da demissão.
 
2 Demissão não amistosa
Conduza o processo rapidamente, envolvendo as áreas de RH e a jurídica; o elemento surpresa é essencial e o indivíduo deve ser retirado imediatamente da empresa, sem retornar a seu local de trabalho desacompanhado, devendo fazê-lo por poucos minutos, somente para apanhar objetos estritamente pessoais. E o gestor continua responsável por comunicar- lhe a decisão.
 
3 Demissão em épocas de crise
No caso de crises, faça uma análise racional para identificar o que fazer; não realize cortes lineares “burros”, de X% do quadro. Mantenha comunicação aberta e transparente sobre o que pode ou irá acontecer, até o limite do possível; realize os cortes o mais rápido possível, e de uma só vez. Evite reincidências de cortes, pois isso causará insegurança e desmotivação.
 
*José Luiz Bichuetti: ex-consultor, sócio da Valuepoint. Foi CEO de empresas nacionais e multinacionais, diretorgeral da Arthur D. Little no Brasil e na Argentina e principal da Booz & Co. Viveu e trabalhou em países da América Latina, da Europa e no Japão. É membro do Global Board da Harvard Business School Alumni Association. É instrutor nos cursos de formação de conselheiros de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. É engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, tem MBA pela University of Hartford e cursou o OPM-Owners/Presidents Management Program da Harvard Business School
 
Fonte SaudeWeb

Derrame pode ser provocado por causas simples

assoar nariz Derrame pode ser provocado por causas simplesUma pesquisa feita na Holanda revelou que café, sexo e assuar o nariz podem aumentar o risco de se sofrer um derrame.
 
O estudo feito com 250 pacientes identificou oito fatores de risco que estariam ligados a sangramentos no cérebro. E segundo o trabalho, todos eles aumentam a pressão arterial que podem provocar ruptura dos vasos sanguíneos.
 
O sangramento pode acontecer quando um vaso sanguíneo enfraquecido, conhecido como um aneurisma cerebral, estoura, causando danos cerebrais ou morte.

Os pesquisadores do University Medical Center, em Utrecht, acompanharam 250 pacientes durante três anos para identificar o que provoca derrames.
 
Segundo a Stroke Association, uma entidade assistencial britânica voltada para o tratamento de acidente vascular cerebral (AVCs), serão necessárias mais pesquisas para verificar se os fatores citados podem de fato provocar derrames.
 
O AVC é uma doença que leva à morte muitas pessoas no mundo. Somente no Reino Unido, mais de 150 mil pessoas sofrem de um AVC por ano, dos quais quase 29 mil se devem a sangramentos no cérebro.
 
O café foi o responsável por 10,6% dos casos em que o aneurisma rompeu, diz o estudo. Exercícios vigorosos e assuar o nariz foram os “gatilhos” de derrames respectivamente em 7,9% e 5,4% dos casos. Fazer sexo e fazer esforço para defecar responderam por 4,3% e 3,6%.
 
A neurologista Monique Vlak, autora do estudo, explicou que todos esses fatores induzem a um súbito aumento da pressão sanguínea, o que parece ser uma causa possível para a ruptura do aneurisma cerebral.
 
A pesquisa mostra ainda que uma em cada 50 pessoas tem um aneurisma cerebral, mas somente algumas poucas sofrem um derrame.
 
Além dos elementos que causam a ruptura outros como, a alta pressão sanguínea que enfraquece os vasos sanguíneos e pode ser provocado por se estar acima do peso, pelo fumo e por falta de exercícios físicos não foram levados em consideração pela pesquisa.
 
Fonte Corposaun