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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

'Criança não deve fazer dieta', diz médico americano

Crianças com sobrepeso não devem ser fazer dieta, de acordo com o médico clínico-geral Richard White, da Divisão de Medicina Interna e Medicina da Família da Clínica Mayo, em Jacksonville, Flórida (EUA).
 
Para ele, apesar de os pais não serem os únicos culpados pelos altos índices de obesidade infantil, é fundamental que a família adote um estilo de vida saudável para ajudar os filhos.
 
O IBGE mostrou aumento de mais de 200% na incidência de sobrepeso entre crianças de cinco a nove anos nas últimas três décadas. Para especialistas, o quadro brasileiro é comparável à epidemia de obesidade nos EUA.
 
Em entrevista à Folha, White fala sobre estratégias para prevenir o sobrepeso entre crianças.
 
Folha - Crianças com sobrepeso ou obesidade podem fazer dieta para emagrecer?
Richard White - Elas não devem fazer regime como os adultos, exceto em circunstâncias extremas. É melhor encorajar os pais a adotar um estilo de vida saudável, incluindo alterações nos tipos e nas quantidades de alimentos oferecidos às crianças. Com mudanças certas e atividade física regular, a maioria das crianças será capaz de chegar a um IMC (índice de massa corporal) saudável aproveitando o potencial de crescimento.
 
Quais são os riscos de a criança fazer dieta restritiva?
O principal problema são as deficiências de nutrientes e de vitaminas importantes para o crescimento. A dieta só deve ser indicada em caso de IMC muito alto ou quando há evidência clínica de pressão alta ou colesterol.
 
Muitas pesquisas tratam os pais como culpados pela obesidade dos seus filhos --há estudos que relacionam o excesso de peso durante a gravidez ao sobrepeso da criança, por exemplo. Até que ponto a obesidade infantil é culpa dos pais?
A obesidade é um problema muito complexo. Certamente os pais desempenham um papel muito importante na saúde de seus filhos. Mas muitos pais simplesmente não têm conhecimento ou recursos para fazer escolhas mais saudáveis para suas famílias. Também muitas culturas em nosso mundo desenvolveram uma indústria poderosa que promove produtos insalubres e desencoraja a atividade física.
 
Quanto exercício uma criança deve fazer?
Recomendamos 60 minutos por dia de atividades físicas.
 
Elas precisam aderir a um programa de atividade física regular, como aulas em uma academia ou na escola?
Encorajo os pais a envolverem seus filhos em aulas de esportes, mas entendo que isso não é viável para todas as famílias. Existem alternativas criativas que as famílias podem fazer para se tornarem mais ativas, como dançar ou fazer uma caminhada. As crianças também podem participar de brincadeiras simples, como correr ou pega-pega.
 
Quando a criança está com sobrepeso, como o pai deve agir? Ele deve falar para o filho que ele está gordo?
Os pais devem falar sobre o que é um peso saudável. Tento não usar o termo "gordo" ou "gordura" porque muitas vezes carrega estigmas sociais e pode ser mais prejudicial do que útil para a criança. É melhor sempre colocar a ênfase na saúde e no impacto que o hábito e as escolhas de estilo de vida podem ter sobre a saúde.
 
Fonte Folhaonline

Turma da Mônica dá dicas de como se proteger do sol

Capa do gibi da Turma da Mônica "A pele e o Sol"Mônica e Magali tomam banho de piscina. Cebolinha vê a cena e comenta que a piscina é tão grande que cabe até uma baleia.
 
Até aí, mais uma pirraça de Cebolinha, que não aguenta ver a Mônica sem soltar uma piadinha. Mas essa história que começa com brincadeira fala de cuidados ao sol.
 
A revistinha ensina que é preciso usar protetor solar em todas as partes do corpo expostas ao sol. E diz que os horários mais adequados são antes das 10h da manhã e depois das 16h da tarde.
 
O gibi "A Pele e o Sol" é uma edição especial, feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Estado de São Paulo com apoio de Mauricio de Sousa.
 
Os 500 mil exemplares serão distribuídos nas estradas que ligam São Paulo ao litoral paulista e nas balsas que ligam as cidades litorâneas do norte e do sul do estado.
 
Fonte Folhaonline

Oferta de vacina contra HPV na rede pública impõe desafios ao governo

O governo brasileiro tem alguns desafios a resolver antes de oferecer na rede pública a vacina contra o HPV.
 
Por exemplo, o tipo de vacina a ser dada e a estratégia para ganhar a adesão de pelo menos 3 milhões de meninas na pré-adolescência.
 
Esperado para 2012, o anúncio da nova vacina, que pode proteger contra verrugas e o vírus ligado ao câncer de colo uterino e outros, deve levar ainda um tempo.
 
Pouco antes do Natal, os laboratórios interessados em produzir a vacina e vendê-la para o Ministério da Saúde receberam um chamamento para apresentar novas propostas até o fim de janeiro.
 
Há duas vacinas na competição: uma oferece proteção contra dois tipos do vírus ligados ao câncer; outra protege contra esses e outros dois tipos causadores das verrugas. Nos dois casos, a produção será feita em um laboratório público, que receberá transferência de tecnologia de uma empresa estrangeira.
 
Segundo Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, a pasta considerou limitadas as propostas já feitas ao governo.
 
Além dos preços, o ministério quer detalhes sobre o volume de investimentos nos laboratórios brasileiros que cada proposta demandará.
 
Escolhida a vacina, há uma estratégia a ser delineada.
 
O martelo não está batido, mas o Programa Nacional de Imunizações trabalha com a perspectiva de vacinar meninas de dez e 11 anos no primeiro ano e, depois, as de dez anos. Para ter impacto epidemiológico, a adesão precisa ser de, pelo menos, 70%.
 
Segundo o secretário, será preciso explicar bem a necessidade da vacina. "Algumas mães podem resistir, por parecer que a gente está achando que a filha dela vai ter atividade sexual."
 
Barbosa diz que, para ser mais eficaz, a vacina deve ser tomada antes do contato da menina com o vírus, o que pode ocorrer mesmo com a relação sexual incompleta. "Estudos mostram que, a partir dos 13 anos, 30% já têm alguma atividade sexual."
 
O tema da sexualidade que cerca a vacina foi alvo de bastante debate nos EUA. Para Renato Kfouri, presidente da Sbim (Associação Brasileira de Imunizações), esse é um problema superável. Ele lembra, porém, que vacinar o adolescente não é tarefa simples e compara com a imunização contra hepatite B, dada na rede pública há 14 anos.
 
"A cobertura é de 100% para quem tem até 14 anos [e tomou a vacina quando criança]. Mas, de 14 a 29 anos, a cobertura pode chegar a 40%. As pessoas não foram vacinadas na infância e não comparecem ao posto por falta de informação, recomendação e conscientização", explica.
 
Apesar disso, Kfouri defende a inclusão da vacina do HPV. "O impacto na prevenção do câncer é enorme."
 
Debate na escola
Especialistas afirmam que, para uma vacina como a do HPV (vírus sexualmente transmissível), é mais que necessário incluir a escola no debate. No Ministério da Saúde, há quem fale na necessidade de mobilizar as igrejas.
 
Uma pesquisa feita em Barretos (SP) entre 2010 e 2011 procurou medir a aceitação dessa vacina dentro das escolas. A imunização foi oferecida a 1.500 meninas do 5º e do 6º ano das escolas públicas e privadas.
 
A aceitação foi superior a 90%, diz José Humberto Fregnani, diretor científico do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos.
 
Os pais que rejeitaram a vacinação alegaram medo dos efeitos colaterais ou disseram que as meninas eram novas para a vacina e para a discussão sobre sua sexualidade.
 
Apesar dos anúncios veiculados nos meios de comunicação sobre o tema, grande parte das famílias soube da vacina por meio das crianças, que tiveram palestras.
 
A MSD, empresa que vende a vacina quadrivalente e apoiou o projeto em Barretos, afirmou que cabe ao ministério definir sua estratégia, mas se disse disposta a trabalhar pela implementação efetiva.
Já a GSK, que vende a bivalente, se diz preparada para atender às demandas do governo.
 
Editoria de Arte/Folhapress
Fonte Folhaonline

Hospital brasileiro testa prontuário digital que prevê piora do paciente

A troca dos prontuários hospitalares de papel para os arquivos digitais vai mudar mais do que o suporte no qual estão anotadas as informações dos pacientes.
 
Ferramentas desenvolvidas para analisar os dados contidos nesses arquivos podem ajudar os médicos a controlar a prescrição de remédios, a equacionar filas de pacientes para procedimentos em hospitais públicos e até a saber qual dos internados pode tem maior risco de piorar nas horas seguintes.
 
O Hospital Santa Catarina de Blumenau (SC) vai começar a testar, a partir de fevereiro de 2013, um algoritmo usado em nove hospitais americanos para prever o prognóstico do paciente, saber quais têm mais chance de voltar a ser internados caso recebam alta e quais devem ser priorizados nas rondas dos médicos e enfermeiros.
 
Indicadores
De acordo com o cardiologista Luiz Haertel, diretor médico de um programa de prontuários eletrônicos usado no hospital, o algoritmo leva em conta resultados de exames como pressão, frequência cardíaca, hemogramas e testes de função renal, além de observações da enfermagem, como a aceitação do paciente à comida e o seu risco de queda.
 
"O algoritmo dá um peso a cada uma dessas variáveis. Se uma piorou, a curva vai começar a cair, ainda que o paciente não sinta nada."
 
A ferramenta, chamada de Índice Rothman, vai ser avaliada por um ano no hospital de Blumenau. O objetivo é saber se vai haver mudança na conduta dos médicos e se o atendimento vai melhorar.
 
"A junção de informações que estão separadas no prontuário pode virar um novo conhecimento e dar pistas de diagnóstico e tratamento."

Domínio do papel
O alcance da digitalização ainda é baixo no Brasil. Segundo Marco Antonio Gutierrez, presidente da Sbis (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), menos de 10% dos hospitais no país têm algum tipo de prontuário eletrônico, somando cerca de 600 instituições.
 
Na atenção básica, como em postos de saúde e ambulatórios, os sistemas se limitam a controlar agendamento de consultas. O paciente só vai ter seus dados registrados em um prontuário se chegar a um dos hospitais que já aderiram ao sistema.
 
O Incor (Instituto do Coração do HC de São Paulo) é um deles. O instituto tem um departamento de informática, dirigido por Gutierrez, que desenvolveu o programa usado ali há cerca de dez anos.
 
"O sistema nunca termina. Estamos aumentando o número de ferramentas de apoio ao diagnóstico, saindo de uma fase de registro de dados e entrando num sistema mais ativo", diz o engenheiro.
 
A fila de cirurgia, por exemplo, é formada de acordo com um indicador de risco gerado pelo prontuário eletrônico, usando dados como idade, sexo e resultados de exames. "É um método objetivo."
 
O sistema também gera alertas caso o médico receite remédios que possam ter uma interação perigosa.
 
Economia
O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) também tem um sistema de prontuário, que tem sido útil, entre outras coisas, para acelerar a fila de cirurgias.
 
Kaio Jia Bin, diretor de operações e tecnologia de informação do instituto, afirma que hoje, se um paciente desmarcar sua operação por qualquer motivo, é possível aproveitar a mesma equipe de cirurgia para outro doente, evitando que equipamentos e profissionais fiquem ociosos --isso se a desistência for avisada em um prazo de 24 horas.
 
"Consigo substituir o paciente em 94% dos casos. Só com essa gestão, economizamos R$ 3 milhões entre 2010 e setembro de 2012 e agilizamos a fila."
 
Mas o médico faz ressalvas ao uso de cálculos matemáticos para estabelecer quais doentes devem ter prioridade.
 
"Quanto mais automatizado é o atendimento, menos médicos você vai ter. Um algoritmo pode baratear o custo e piorar o atendimento."
 
Para Haertel, o uso dessas ferramentas vai ajudar a tornar mais justa a escolha dos que precisam de mais atenção. "Ninguém quer ser um número num hospital, mas todo mundo é. A vocação do prontuário eletrônico é corrigir os erros assistenciais."
 
 
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
Fonte Folhaonline

Como controlar o transtorno bipolar?

O transtorno bipolar é uma doença mental grave, em que espisódios maníacos – humor anormalmente elevado, com sentimentos de euforia – são intercalados com episódios de depressão.
 
Pessoas com transtorno bipolar, geralmente, precisam ser tratados com estabilizadores de humor e outros medicamentos. Entretanto, a manutenção de um estilo de vida saudável também é importante. Comer direito, dormir regularmente e alguns outros hábitos saudáveis podem ajudar as pessoas com transtorno bipolar a controlar sua condição
 
Tome remédios
Tome a sua medicação diariamente, conforme prescrito pelo seu médico. Em geral, uma em cada três pessoas ficarão completamente livres dos sintomas de transtorno bipolar tomando os remédios estabilizadores de humor, como carbamazepina e lítio.
 
Exercício diário
Realizar atividade física moderada por 30 minutos diários ajuda no controle do humor.
 
Dieta balanceada
Certifique-se de que você está recebendo todos os nutrientes de que necessita. Comer refeições em horários regulares ajudarão a estabelecer uma rotina para reduzir o estresse diário.
 
Fuso horário
Se você está planejando viajar para longe, é importante consultar seu médico antes de ir. Viajar para outros fusos horários podem interromper sua programação de medicamentos e desencadear um episódio maníaco.
 
Durma bem
Mudanças em seus padrões de sono podem, às vezes, provocar um episódio maníaco ou depressivo. Faça todo o possível para manter a sua hora de dormir em um padrão, tanto para deitar quanto para levantar.
 
Evite álcool e drogas
Mesmo uma bebida pode atrapalhar o seu sono, mudar o seu humor ou interferir com os medicamentos, piorando os sintomas ou até mesmo desencadear um episódio.
 
Estresse no trabalho
Tente manter uma rotina regular de trabalho, assim o estresse não irá desencadear um episódio maníaco ou depressivo. Se o estresse no trabalho ou em casa é um problema, um aconselhamento psicológico pode ajudar. É importante programar algumas horas de lazer em seu dia, mesmo que seja por um curto período.
 
Cafeína e nicotina
A cafeína e a nicotina atuam como estimulantes, piorando os sintomas. Além disso, o excesso de cafeína pode mudar seus hábitos de dormir.
 
Tratamento
Começar o tratamento imediatamente irá ajudá-lo a gerenciar proativamente os sintomas de um episódio depressivo ou maníaco e evitar perturbações à sua vida. Muitas vezes você não percebe os primeiros sinais ou sintomas, por isso, alerte as pessoas mais próximas de você, para que elas percebam quando alguma situação diferente acontecer. Eles podem alertá-lo quando vêem uma mudança que sugere o início de um episódio de humor.
 
Fonte Corposaun