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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Nova droga promete prolongar sobrevida e reduzir efeitos colaterais

Pacientes que fizeram uso do T-DM1 apresentaram
maior controle da doença
Ainda em fase final de testes, T-DM1 já é considerado triunfo biológico e químico
 
Um novo medicamento contra o câncer de mama promete prolongar a sobrevida do paciente e retardar a evolução da doença sem causar os efeitos colaterais típicos da quimioterapia. Ainda em fase final de testes, o T-DM1 foi apresentado ano passado à classe médica durante o Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco 2012), considerado o maior encontro mundial da especialidade.
 
Para o oncologista Ricardo Caponero, da Clinonco, de São Paulo, a droga é um triunfo da biologia e da química, por ser capaz de identificar um receptor presente quase que exclusivamente nas células malignas e assim fazer com que a quimioterapia ocorra também quase exclusivamente no tumor.
 
— No estudo, os pacientes que fizeram uso do T-DM1 apresentaram maior controle da doença, redução do tumor e maior sobrevida com ganho de qualidade de vida em relação a pacientes que não fizeram o uso da droga — diz a também oncologista Letícia Carvalho, da Oncomed BH.
 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que cerca de 52,6 mil brasileiras desenvolvam a doença ao longo deste ano. Embora relativamente raro entre mulheres abaixo dos 35 anos, a taxa de incidência de câncer de mama feminino aumenta rápida e progressivamente após essa idade. A recomendação do Ministério da Saúde é que o exame clínico anual seja feito a partir dos 40 anos.
 
Já para as mulheres entre 50 e 69 anos, a recomendação inclui um exame mamográfico a cada dois anos. Além da idade, outros fatores de risco são histórico familiar, obesidade, sedentarismo, exposição excessiva a hormônios, não ter filhos ou engravidar pela primeira vez após os 35 anos, menstruar muito cedo ou parar de menstruar muito tarde, exposição à radiação na região do tórax ou das mamas, ingestão excessiva de bebidas alcóolicas, entre outros.
 
Fonte Vida e Saúde

Como aproveitar as férias sem neurose

Há quem não consiga abdicar do senso de compromisso nem
quando o descanso é um direito adquirido
Por causa das muitas festividades dessa época do ano, a sensação de culpa geralmente vêm à tona com maior frequência
 
Período de férias representa, para a maioria das pessoas, um momento de relaxamento e tranquilidade. Mas há quem não consiga abdicar do senso de compromisso nem quando o descanso é um direito adquirido. O motivo? Invariavelmente, a culpa.
 
Conhecido culturalmente desde que, segundo a Bíblia, Adão e Eva morderam a maçã proibida e padeceram no paraíso, o sentimento é socialmente associado a erro, dolo e pecado. Na verdade, tirar férias é comer a maçã desejada.
 
Por causa das muitas festividades dessa época do ano, como Natal, Ano-Novo e férias, a sensação de culpa geralmente vêm à tona com maior frequência. De acordo com a psicóloga Zeila Bedin, isso ocorre porque o acúmulo de eventos sociais aumenta também as demandas emocionais:
 
— Conciliar todas as solicitações desse período torna muito complicado ficar de bem com todo mundo e consigo mesmo. Quando se põe na balança, as culpas surgem.
 
Muito difundida pelo catolicismo, a culpa cristã é vista pelo padre Érico Hammes, professor da Faculdade de Teologia da PUCRS, como a relação entre o ato e o seu efeito negativo:
 
—É um sentimento paralisante e não faz bem para ninguém— diz ele, acrescentando que o sentimento tem a ver com a responsabilidade e liberdade.
 
Mas assumir uma culpa quando se é responsável por algo, complementa Hammes, é normal e faz parte da mudança de vida.
 
Boa parte das culpas sentidas pelas pessoas está associada às expectativas em relação aos vários papéis a serem cumpridos na sociedade atual. É o caso de pais ou mães que passam a sentir culpa e frustração por não conseguirem acompanhar todas as etapas do crescimento de seus filhos. Jogue a primeira pedra quem nunca se sentiu péssimo por faltar a apresentação de final de ano do filho na escola.
 
De acordo com os psicanalistas Paulo Sérgio Rosa Guedes e Julio Cesar Walz, tanto as expectativas sobre os papéis a serem cumpridos quanto o acompanhar todas as etapas do desenvolvimento dos filhos são ideais delirantes e impossíveis de serem cumpridos.
 
Quando o problema vem do trabalho
Em relação ao trabalho, sentir culpa depende de como se planeja a carreira. A psicóloga Zeila Bedin explica que, se a rotina profissional contempla um plano de vida, a ausência na família tem recompensa, pois a pessoa se permite descansar e ter momentos com os filhos. Já quando a dedicação profissional não inclui o espaço para a vida pessoal, possivelmente haverá conflito. É o caso do workaholic, aquele sujeito que não tem vida longe do trabalho e, mesmo em férias ou nos finais de semana, fica preso aos compromissos profissionais, porque assim o deseja.
 
Essa característica, explica Zeila, não é tão comum aos jovens da geração Y. Segundo ela, é a juventude atual está sabendo viver melhor, pois se permite mais pensar em qualidade de vida do que seus pais:
 
— Os jovens vivem mais o presente, sem culpas.
 
Quando a mudança traz alívio
Mesmo formada em Psicologia, a jovem Quênia Mello optou por trabalhar nas empresas de sua família quando terminou a faculdade. Há cerca de quatro anos, ela exercia funções administrativas nos ramos alimentícios e de combustíveis, mas não era exatamente feliz com essa escolha. A falta de identificação com a filosofia implantada nos negócios familiares trouxe um incômodo que, por não ser resolvido, acabou se transformando em culpa.
 
— Havia muito conflito entre os valores dos meus pais e os meus. Me sentia mal porque não conseguia fazer as coisas do meu jeito — afirma.
 
Há um ano, decidida a dar um basta no desconforto pessoal, pediu demissão e resolveu investir no próprio negócio. Buscou qualificação, estudou o ramo e fez o planejamento estratégico para abrir uma estética no bairro Niterói, em Canoas. O mercado da beleza, revela, era uma paixão antiga que Quênia trazia desde a infância.
 
Além da sala de atendimento kids, temática e com recreacionista para os filhos das clientes, o diferencial do negócio que Quênia montou é a atenção que busca dar aos funcionários. Para ela, tão importante quanto o desempenho no trabalho, é que eles se sintam bem com o que fazem.
 
— Quando a gente toma as rédeas da própria vida, dissolve a culpa. É uma opção consciente e fica mais fácil administrar as nossas expectativas — afirma a nova empresária.
 
Quando a responsabilidade é maquiada
No livro O Sentimento de Culpa (2007), os psicanalistas Paulo Sérgio Rosa Guedes e Julio Cesar Walz apresentam uma visão particular sobre o tema, fazendo a diferenciação do sentimento com o conceito de culpa. Julio Walz explica que, enquanto o primeiro estaria relacionado à ilusão de onipotência, mania de grandeza e uma convicção absoluta de poder, a culpa propriamente dita é referida a quem cometeu atos ilícitos. Mas é sobre o primeiro ponto — o sentimento — que a tese dos psicanalistas se debruça. Conviver com ele tornou-se uma constante na sociedade contemporânea, segundo constataram em seus consultórios. Daí terem concluído que as perturbações mentais têm como causa, sempre, o sentimento de culpa/megalomania.
 
— Diríamos que as pessoas que normalmente não têm uma boa autoimagem frequentemente sentem-se culpadas para tentar buscar alguma ideia melhor acerca de si mesmas— defendem os especialistas.
 
No entendimento dos autores, o sentimento de culpa nunca é consequência de algo, e sim causa. Esclarecem, ainda, que culpa e responsabilidade, do ponto de vista emocional, são estados afetivos totalmente opostos e longe de serem sinônimos.
 
— As pessoas têm uma dificuldade extraordinária de aceitar a responsabilidade. Preferem se sentir culpadas — afirma Guedes.
 
Fonte Zero Hora

Saiba mais sobre a reflexologia, massagem que estimula pontos nos pés

Massagem nos pés pode auxiliar tratamentos
de doenças físicas e psicológicas
Técnica pode amenizar insônia, estresse e dor de cabeça
 
A reflexologia compreende a estimulação de determinados pontos situados nos pés, que se relacionam às regiões específicas do corpo humano, conhecidas como áreas reflexas. Além disso, a massagem nos pés pode auxiliar tratamentos de doenças físicas e psicológicas. Segundo Thabata Martins, massoterapeuta do Zahra Spa & Estética, o pé é a região mais acessível ao toque e com maior acúmulo energético.
 
— A técnica trabalha em cima de pontos reflexos nos pés que correspondem a cada órgão, glândula e estrutura do corpo. Conforme os pontos vão se libertando das toxinas, acontece um processo de limpeza e redução da tensão nas diversas áreas do corpo, que reativa a sensação de bem-estar e relaxamento — explica a especialista.
 
A massoterapeuta recomenda fazer um escalda-pés antes de iniciar a massagem terapêutica.
 
— O escalda-pés é excelente para revigorar o ânimo e deixar os pés relaxados. E isso garante mais eficácia à reflexologia, melhorando os resultados obtidos — destaca a massoterapeuta.
 
Em busca do bem-estar
Antes de iniciar a sessão, o terapeuta deve analisar o histórico e os hábitos de vida da pessoa para identificar quais pontos deverão ser trabalhados com mais atenção.
 
— A técnica pode ser aplicada em pessoas de qualquer idade: bebês, idosos, grávidas e pacientes oncológicos aliviando dores e tensões — ressalta a massoterapeuta.
 
A massagem é indolor, mas pode incomodar em determinados pontos. Terapeutas bem treinados devem avaliar os limites de cada indivíduo.
 
Conheça os principais benefícios da reflexologia para o corpo:
— Diminui o efeito do estresse

— Estimula o sistema imunológico

— Alivia a dor

— Melhora a circulação

— Agiliza o processo intestinal

— Elimina detritos orgânicos

— Livra o corpo de toxinas

— Estimula os nervos

— Promove relaxamento geral

— Ajuda na recuperação pós-cirúrgica, diminuindo a dor e acelerando a cura

— Combate infecções causadas por fungos

— Cura dores, depressão, fadiga e insônia.
 
Alivie os sintomas desagradáveis
Para a realização da massagem, é necessário o uso de óleos, álcool ou líquido antisséptico. O massoterapeuta deve pressionar os pontos do pé de forma equilibrada (sem força ou suave demais), pois o paciente precisa sentir o toque.
 
Veja como amenizar algumas dores com a reflexologia:
Dor de cabeça: para amenizar aperte a ponta do dedo médio, no centro da face oposta à sua unha. Pressione esse ponto para conseguir obter o resultado desejado.
 
Ansiedade: estimule o ponto que está localizado entre o polegar e o indicador na face dorsal da mão. Além de combater a ansiedade, estes pontos podem amenizar os gases intestinais.
 
Tensão no pescoço: pressione a face dorsal e lateral da articulação do dedo médio. O estímulo vai incomodar, mas logo passa.
 
Estresse: faça uma massagem nos pés com creme natural ou óleo em direção ao calcanhar, com movimentos circulares. Repita a massagem na lateral dos dois pés e no dorso também.
 
Insônia: faça movimentos com pressão na ponta dos dedos dos pés ou das mãos. Aperte cada dedo e solte após 60 segundos. Essa técnica tem a finalidade de estimular o sono.
 
Fonte Bem Estar

Estudo refuta teoria defendida há mais de 50 anos sobre a resistência das bactérias

Estudo refuta teoria defendida há mais de 50 anos sobre a resistência das bactérias reprodução/Reprodução
Estudo traz novo enfoque para tentar decifrar por que
algumas infecções são tão difíceis de eliminar
Descoberta pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para doenças como a tuberculose
 
Pesquisadores refutaram uma teoria defendida há muito tempo sobre como algumas bactérias sobrevivem aos antibióticos e abriram as portas para novos tratamentos para combater as bactérias resistentes, segundo estudo publicado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.
 
Utilizando uma técnica chamada "microfluidos", os cientistas revelaram que, ao contrário da explicação existente há mais de 50 anos, a bactéria resistente continua se dividindo e crescendo e, que, às vezes, morre.
 
A velha teoria indicava que as bactérias que sobreviviam eram aquelas individuais que paravam de crescer e de se dividir.
 
— A população bacteriana que persiste, no entanto, é muito dinâmica, e as células que a constituem estão em constante mutação, apesar de o número total de células se manter — explicou o microbiólogo Neerak Dhar.
 
Esta é uma informação crucial, enfatizam os autores do estudo, e poderá ajudar os cientistas a desenvolver novas terapias para cepas bacterianas mais difíceis de combater, como a tuberculose multirresistente.
 
— Uma população geneticamente idêntica se compõe de bactérias individuais com um comportamento amplamente variável — afirmou o pesquisador que liderou o trabalho, John McKinney.
 
Os pesquisadores da Escola Politécnica Federal Suíça, em Lausanne, estudaram uma bactéria relacionada com outra causadora da tuberculose e a submergiram em um fluido que continha isoniácidos, um agente que acaba com essa doença. Descobriram, então, que a bactéria produzia apenas uma enzima chamada de KatG, necessária para o antibiótico trabalhar contra ela, de uma forma intermitente.
 
O fato de quando e como a bactéria deixa de se dividir não está relacionado de maneira estreita com o momento em que ela morre, afirmaram os cientistas. No entanto, a sobrevivência da bactéria em qualquer momento é determinada pelo fato de produzir ou não a enzima em questão. Como em algum momento certas bactérias não produziam esta enzima, a população inteira de bactérias era capaz de sobreviver.
 
Futuras pesquisas se centrarão em outros micróbios, incluindo a bactéria que causa a tuberculose e a Escherichia coli, assim como, de forma diferente, em certas células cancerígenas que resistem ao tratamento.
 
— Este é um novo enfoque para tentar decifrar por que algumas infecções são tão difíceis de eliminar — afirmou McKinney, assegurando que as técnicas já estão em uso em colaboração com empresas farmacêuticas, para desenvolver novos antibióticos.
 
Fonte Zero Hora

Descubra os fatores que podem levar seu filho a ter a puberdade antecipada

A puberdade precoce normalmente aparece em crianças
que acabaram de completar seis anos de idade
Alguns sinais comuns entre 12 e 14 anos que indicam a puberdade às vezes começam a se manifestar mais cedo. Saiba qual a causa e o tratamento
 
É a partir dos 12 aos 14 anos que os sinais da puberdade começam a se manifestar, tanto no corpo feminino e masculino. A passagem da infância para adolescência acarreta diversas mudanças. Nos meninos, é possível notar o desenvolvimento da massa muscular, oscilações na voz, aumento do testículo, peso e altura. Nas meninas, a puberdade é marcada pelo aparecimento de pelos, desenvolvimento de mamas e , principalmente, pela primeira menstruação que acontece entre os 11 a 13 anos. Mas o que fazer quando esses sinais resolvem aparecer em crianças com cinco ou seis anos de idade? Essa antecipação pode está relacionada com alguns fatores que envolvem alterações hormonais.
 
De acordo com a ginecologista e obstetra, Dra. Denise Gomes, a puberdade precoce, normalmente aparece em crianças que acabaram de completar seis anos de idade.
 
— A puberdade antecipada pode está relacionada com o funcionamento da hipófise e do par de glândulas suprarrenais, que são responsáveis por secretar os hormônios do desenvolvimento sexual. Além disso, essa antecipação inapropriada pode acarretar à baixa estatura — explica a ginecologista.
 
Adolescente aos seis anos
Algumas meninas antes de completar oito anos de idade já apresentam o desenvolvimento de mamas e os meninos, com menos de nove anos, apresentam o aumento dos testículos, independente da presença de pelos pubianos.
 
— A puberdade antecipada é mais frequente no sexo feminino do que no masculino. Quando isso ocorre, é normal a menina ficar confusa sobre as mudanças no corpo, além de causar outros problemas emocionais como irritabilidade, isolamento, agressividade e o início precoce da sexualidade — esclarece a ginecologista.
 
Fatores desencadeantes
O início da puberdade precoce está relacionado à ativação da hipófise, que produz hormônios que estimulam os ovários ou testículos a produzirem os chamados hormônios sexuais. A ação desses hormônios se traduz em mudanças físicas.
 
Outro fator, responsável pela puberdade precoce é a hiperutilização das glândulas adrenais, causadas por um tumor ou pelo aumento dessa glândula, que pode ser hereditário. Porém, esse caso é mais raro e pode ser denominado de “pseudopuberdade”.
 
Diagnóstico
Para avaliar a puberdade precoce a criança irá fazer um exame físico e exames complementares. radiografia de idade óssea, ultrassonografia, tomografia e ressonância nuclear magnética de crânio, são alguns dos métodos diagnósticos.
 
Tratamento
Para o tratamento da puberdade central é recomendado o bloqueio hormonal. A medicação mais utilizada é o análogos de GnRH, que tem como finalidade a regressão e a estabilização puberal.
 
— A duração do tratamento varia, mas deve ser mantido até os 12 e 13 anos de idade. A medicação é injetável, intramuscular, aplicada mensalmente na criança. Já o procedimento para a puberdade precoce periférica também é recomendado o uso de remédios que bloqueie a ação dos estrogênios ou dependendo da causa, pode ser feita a retirada do tumor", finaliza a médica.
 
Fonte Zero Hora