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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Exposição passiva ao cigarro aumenta risco de demência grave

Pessoas expostas à fumaça ambiental do tabaco tem mais probabilidade de desenvolver síndromes demenciais
 
Tabagismo passivo aumenta o risco de demência grave, de acordo com estudo realizado na China, Reino Unido e Estados Unidos.
 
A pesquisa com quase 6 mil pessoas em cinco províncias da China revela que aquelas expostas ao fumo passivo têm uma probabilidade maior de desenvolver síndromes demenciais graves.
 
O tabagismo passivo é conhecido por causar graves doenças respiratórias e cardiovasculares, incluindo doenças coronárias e câncer de pulmão. No entanto, até agora, tem sido incerto se essa prática aumenta o risco de demência, principalmente devido à falta de pesquisa.
 
Estudos anteriores demonstraram uma associação entre a exposição ao fumo passivo e o comprometimento cognitivo, mas este é o primeiro a encontrar uma ligação significativa com síndromes demenciais.
 
O pesquisador Ruoling Chen, do Kings College London e seus colegas entrevistaram 5.921 pessoas com idade acima de 60 anos para caracterizar os níveis de exposição ao fumo passivo, tabagismo e avaliar os níveis de síndromes relacionadas à demência.
 
Os resultados mostraram que 10% do grupo tiveram síndromes demenciais graves relacionadas com o nível e tempo de exposição ao tabagismo passivo. As associações com síndromes graves foram encontrados em pessoas que nunca fumaram e em ex-fumantes e atuais.
 
"O tabagismo passivo deve ser considerado um fator de risco importante para síndromes demenciais graves, como este estudo na China revela. Evitar a exposição ao fumo passivo pode reduzir o risco de demência", afirma Chen.
 
Segundo os pesquisadores, os resultados deste estudo, juntamente com outras pesquisas anteriores, fortalecem a inserção de medidas de saúde pública para proteger as pessoas da exposição à fumaça ambiental do cigarro.
 
 
Fonte isaude.net

Adesivo sintético melhora cicatrização do tecido após cirurgias

Pesquisadores incorporaram estrutura química da proteína adesiva do mexilhão na concepção de um polímero sintético injetável
Pesquisadores incorporaram estrutura química da proteína adesiva
do mexilhão na concepção de um polímero sintético injetável
Produto inspirado na proteína adesiva do mexilhão tem melhor aderência que opções atuais e estanca sangramento instantaneamente
 
Cientistas da Penn State, nos EUA, demonstraram que a proteína que permite que os mexilhões grudem nas superfícies pode levar a um novo adesivo para melhorar a cicatrização de feridas e promover a cura mais eficiente do tecido após procedimentos cirúrgicos.
 
Nas últimas décadas, bioadesivos, selantes de tecidos e agentes hemostáticos tornaram-se os produtos preferidos para controlar o sangramento e promover a cicatrização do tecido após a cirurgia. No entanto, muitos deles têm efeitos secundários ou outros problemas, incluindo a incapacidade de ter um bom desempenho no tecido molhado.
 
"Para resolver este problema de saúde, nós olhamos para a natureza. Há criaturas do mar, como o mexilhão, que pode ficar em rochas e em navios no oceano. Eles podem se segurar com força, porque produz uma proteína adesiva muito poderosa. Olhamos para a estrutura química do produto deste tipo de proteína adesiva", afirma o pesquisador Jian Yang.
 
Yang e seus colegas utilizaram a informação biológica e desenvolveram uma família totalmente sintética de adesivos.
 
Eles incorporaram a estrutura química da proteína adesiva do mexilhão na concepção de um polímero sintético injetável. O bioadesivo, chamado iCMBAs, adere bem em ambientes úmidos, tem degradabilidade controlada, melhor biocompatibilidade e custos de produção mais baixos, colocando-os um passo acima dos produtos atuais, como a cola de fibrina e o cianoacrilato.
 
Os investigadores testaram iCMBAs em ratos, utilizando o adesivo para fechar três feridas durante dois minutos. Três outras feridas foram fechadas com suturas.
 
Os iCMBAs apresentaram 2,5 a 8 vezes mais aderência em condições molhadas em comparação com a cola de fibrina. Eles também cessaram o sangramento instantaneamente, facilitou a cicatrização de feridas, fechou feridas sem a utilização de suturas e ofereceu degradação controlável.
 
"Se quisermos que o material fique por uma semana, podemos controlar o polímero para se degradar em uma semana. Se quisermos que ele permaneça por mais de um mês, podemos controlar a síntese e fazer com que ele se degrade em um mês", afirma Yang.
 
Os iCMBAs também são não-tóxicos, e, porque são totalmente sintéticos, não são susceptíveis de provocar reações alérgicas.
 
Os pesquisadores agora estão trabalhando para melhorar a fórmula. "Nós ainda estamos otimizando nossa formulação. Estamos tentando fazer com que a força de adesão seja ainda mais forte para expandir seu uso para situações como ossos quebrados onde a adesão forte é muito importante", conclui Yang.
 
A pesquisa foi descrita na revista Biomaterials.
 
Fonte isaude.net

Droga oral melhora movimento em camundongos com lesão na medula

Composto pioneiro atravessou a barreira sangue-cérebro, não aumentou a dor e não mostrou efeitos tóxicos para os animais
 
Uma droga oral experimental foi eficaz em melhorar o movimento de camundongos que sofreram lesão medular, de acordo com estudo de pesquisadores da Universidade de Ohio, nos EUA.
 
O composto atravessou de forma eficiente a barreira sangue-cérebro, não aumentou a dor e não mostrou efeitos tóxicos para os animais.
 
"É a primeira vez que temos um medicamento que pode ser tomado por via oral para produzir melhora funcional sem nenhuma toxicidade em um modelo de roedores. Até agora, no campo de lesão medular com modelos de roedores, tratamentos eficazes incluíram mais de uma terapia, muitas vezes envolvendo meios invasivos. Aqui, com um único agente, fomos capazes de obter melhora funcional", afirma a autora da pesquisa Sung Ok Yoon.
 
A molécula no estudo foi testada quanto à sua capacidade de prevenir a morte de células chamadas oligodendrócitos. Estas células cercam e protegem os axônios, envolvendo-os na mielina. Além de funcionar como isolamento axônio, a mielina permite a rápida transmissão de sinais entre células nervosas.
 
A droga preservou os oligodendrócitos por meio da inibição da ativação de uma proteína chamada p75. Yoon mostrou anteriormente que p75 está associada à morte destas células especializadas após uma lesão da medula espinal. Quando elas morrem, os axônios que são apoiados por elas degeneram.
 
"Porque sabemos que oligodendrócitos continuam a morrer por um longo período de tempo depois de uma lesão, teorizamos que, se pudéssemos colocar um freio na morte celular, poderíamos prevenir a degeneração continuada de axônios. Muitos pesquisadores da área estão se concentrando na regeneração de neurônios, mas nós focamos especificamente em um tipo diferente de células, pois isso permite uma janela terapêutica de tempo relativamente longa", observa Yoon.
 
Um tratamento corrente agudo para os seres humanos, com metilprednisolona, deve ser administrado dentro de oito, mas não mais de 24 horas após a lesão. Estima-se que 1,3 milhões de pessoas nos Estados Unidos estão vivendo com lesões na medula espinhal, com paralisia e complicações que incluem disfunção do intestino, bexiga e sexual e dor crônica.
 
A droga experimental, chamada LM11A-31, é a primeira a ser desenvolvida com um alvo específico, p75, como uma terapia potencial para lesão da medula espinhal.
 
Pesquisadores deram três diferentes doses orais de LM11A-31, bem como um placebo, a diferentes grupos de ratos quatro horas após a lesão e em seguida, duas vezes por dia, durante um período experimental de 42 dias. Os cientistas analisaram eficácia do composto para melhorar o movimento do membro e prevenir a perda de mielina.
 
As lesões da medula espinal em ratos imitavam as provocadas em seres humanos através da aplicação de força extensiva e de pressão, resultando em perda da função dos membros posteriores.
 
Os pesquisadores determinaram que os ratos não sentiam mais dor do que o grupo do placebo em todas as doses testadas, sugerindo que LM11A-31 não piora a dor do nervo após a lesão medular.
 
A análise mostrou que a extensão da mielina poupada foi dependente da dose do medicamento. Cada dose, 10, 25 ou 100 mg / kg, conduziu a um aumento da mielina poupada, com a dose mais elevada demonstrando o maior efeito.
 
A lesão nos animais causou uma perda de cerca de 75% de axônios mielinizados na área de lesão no grupo placebo. Esta perda foi reduzida de modo que os axônios mielinizados atingiram mais de metade dos níveis normais com LM11A-31 a 100 mg / kg. "Isso foi correlacionado com um aumento de cerca de 50% nos oligodendrócitos sobreviventes em comparação com os do grupo de placebo", destaca Yoon.
 
Camundongos que receberam a dose mais elevada da droga poderiam caminhar com passos bem coordenados. Em testes de natação, os cientistas viram melhorias semelhantes, com os ratos que receberam a maior dose sendo mais capazes de coordenar os membros posteriores. Os outros grupos de tratamento apresentaram dificuldade em caminhar e nadar.
 
"Esses resultados mostram claramente que este é o primeiro medicamento oral para lesão da medula espinhal, que trabalha sozinho para melhorar a função dos membros", conclui Yoon.
 
Fonte isaude.net

Seios flácidos e caídos: saiba como prevenir

Desbanque mitos e descubra as reais causas da flacidez das mamas
 
Toda mulher sofrerá com a gravidade dos seios quando ficarem mais velhas - certo? Não é bem assim. Segundo o cirurgião plástico Romeu Frisina Filho, o fator genético é o que mais pesa na sustentação dos seios.
 
"Com a idade mais avançada, irá acontecer a flacidez de todos os tecidos do corpo e, consequentemente, das mamas, mas há mulheres idosas que podem ter mamas ainda muito firmes e bem posicionadas, por causa da sua genética", explica.

Além da hereditariedade, há uma série de hábitos que podem acelerar ou retardar o caimento natural, que vão desde fumar e perder peso até tomar sol.
 
Confira o que especialistas recomendam para ter seios mais firmes e empinados, e desbanque alguns mitos, como o de que amamentação faria o peito ficar "caído":
 
Mãe amamentando o bebê - Foto: Getty ImagesAmamentação
A afirmação de que amamentar faz as mamas caírem é controversa. Uma pesquisa da Universidade de Kentucky, nos EUA, por exemplo, indica que o aleitamento não necessariamente aumenta a flacidez.

O cirurgião Romeu Frisina explica que, durante a amamentação, ocorre um aumento da glândula mamária com produção e acúmulo de leite, aumento do tecido gorduroso e consequente estiramento da pele. "Com o término deste período, poderá haver uma involução da estrutura mamária e da pele, ou seja, uma atrofia que pode apresentar graus diferentes, podendo apresentar mais ou menos flacidez", afirma. 
 
Mulher fumando - Foto: Getty ImagesTabaco: cuidado com ele!
O mesmo estudo da Universidade de Kentucky aponta que o vilão da saúde dos seios pode ser o tabaco. Segundo os pesquisadores, há substâncias do fumo que quebram a proteína elastina, que forma as fibras elásticas da pele e é responsável por deixá-la firme e saudável.

"Tanto o tabaco como o álcool são prejudiciais, pois alteram a circulação sanguínea e os níveis de oxigênio que chega aos tecidos, o que faz com que o metabolismo das glândulas e da pele da mama fique prejudicado", conta Romeu Frisina.
 
Sutiã - Foto: Getty ImagesO uso do sutiã é dispensável?
Nem sempre. Como o efeito da gravidade favorece a queda das mamas, mulheres com seios muito grandes podem se beneficiar da sustentação fornecida pelo uso do sutiã. O uso dessa peça íntima durante o sono, no entanto, não é um fator importante para a prevenção da flacidez. "É desnecessário dormir com sutiã, a não ser que a mulher tenha as mamas grandes e sinta-se mais confortável ao dormir com ele", afima Romeu Frisina. 
 
FRutas e verduras - Foto: Getty ImagesFrutas e verduras no cardápio
É preciso variar a alimentação com boas fontes de nutrientes que ajudam na produção de colágeno e elastina, proteínas que dão sustentação à pele e evitam a flacidez. "Uma dieta balanceada é importante para saúde como um todo e influencia a pele também", afirma a dermatologista Juliana de Andrade, de São Paulo. Alimentos com vitaminas A e C, cobre, zinco e cálcio são boas opções. Já alimentos ricos em açúcar e carboidratos simples devem ser moderados, pois podem acelerar o processo de envelhecimento da pele.
 
Mulher tomando sol - Foto: Getty ImagesExcesso de sol
A exposição solar é importante para deixar a pele saudável ? mas desde que com moderação. "A radiação ultravioleta acelera o processo de degeneração das fibras colágenas e pode influenciar negativamente a flacidez", alerta a dermatologista Juliana Andrade. A recomendação da dermatologista Ediléia Bagatin, da Unifesp, é evitar exposições muito longas e em horário de sol forte (das 10h às 16h), além de passar protetor solar diariamente nas partes expostas do corpo, incluindo os seios.
 
Mulher correndo - Foto: Getty ImagesCorrida e outros esportes
"Oriento as minhas pacientes a usarem um top bem justo quando praticam este tipo de esporte, bem como outras atividades físicas", alerta o cirurgião plástico Romeu Frisina. O balanço dos seios ao correr força as estruturas de sustentação das mamas, o que pode provocar flacidez se a intensidade do exercício for acentuada.
 
Mulher que emagreceu demais - Foto: Getty ImagesCuidado com a perda de peso
Perder muito peso ou emagrecer e engordar a toda hora - o famoso "efeito sanfona" - pode prejudicar a elasticidade da pele. "As mamas também têm tecido gorduroso, que aumenta quando a mulher engorda e diminui quando ela emagrece", conta Romeu Frisina. Se esse estiramento da pele for muito brusco ou frequente, pode destruir as fibras elásticas. "Com isso, a pele não retrai mais e fica fina, frouxa e distendida, assim como os ligamentos que seguram a glândula mamária, que ficam alongados e frouxos, resultando na flacidez", esclarece. 
 
Fonte Minha Vida

Saiba como correr para perder a barriga

Queima da gordura abdominal exige tática de treino específica
 
Quem tem pressa em perder peso nem pensa duas vezes na hora de acelerar o passo: a corrida é, realmente, uma das melhores atividades físicas para emagrecer com saúde. O esporte aumenta o metabolismo, fazendo a queima de calorias acontecer mais rapidamente.

Por isso, o consumo maior de energia não se restringe aos minutos de treino, mas ao dia todo. Muitos defendem que a corrida leve é ideal para perder peso, numa prática com mais de 30 minutos. Nem sempre. O que emagrece mesmo é a continuidade da atividade física, com exigência crescente de esforço. O aumento do metabolismo, provocado pela atividade física, faz com que o organismo continue acelerado por mais alguma horas, depois do exercício. Ou seja, não é só durante a atividade física que há queima de gordura.
 
Com aumento do gasto calórico e uma dieta balanceada, seu corpo reage queimando as reservas de gordura. Por isso, as atividades mais longas ou mais intensas têm gasto energético-calórico maior e agradam mais quem busca resultados em pouco tempo.

A gordura abdominal, entretanto, exige uma tática específica para derreter. Contra ela, o mais eficaz é um programa de corrida ou caminhada com variação de intensidade no mesmo treino. Isso, claro, sem exageros que levem a lesões. Os picos de treino obrigam o corpo a queimar energia até das fontes mais difíceis. Daí o consumo da gordura visceral.

Mas se você mantinha uma rotina sedentária, vá com calma. Lembre-se que o exagero de hoje pode significar até uma semana sem treinar. Respeite o seu ritmo e, na dúvida, peça orientação ao seu professor.
 
Fonte Minha Vida