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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Consumo de fast food aumenta o risco de asma em crianças

A fast food tem maior quantidade de ácidos graxos, enquanto
as frutas são ricas em antioxidantes
Dê mais frutas e verduras e menos hambúrguer e batata frita se quiser que seus filhos tenham menor chance de ter asma, rinite e eczema.
 
Pelo menos é o que indicou um estudo internacional em grande escala, incluindo o Brasil: dados foram coletados de 319.196 adolescentes de 51 países e de 181.631 crianças de 31 países.
 
O trabalho foi baseado em questionários sobre os sintomas das três doenças preenchidos por adolescentes de 13 e 14 anos e pelos pais ou responsáveis por crianças de seis e sete anos.
 
Tanto adolescentes como crianças tiveram menos ataques severos de asma caso tivessem o hábito de consumir três ou mais porções de frutas durante a semana.
 
Em compensação, um risco maior de ataques severos de asma, rinite e eczema foi associado ao consumo de três ou mais porções de fast food: por exemplo, 39% mais chances de asma entre os adolescentes e 27% a mais entre as crianças.
 
"Se a associação entre fast food e a prevalência de sintomas de asma, rinite e eczema for causal, então os resultados têm grande significância de saúde pública devido ao aumento global de consumo de fast food", concluíram os autores em artigo publicado na revista médica "Thorax".
 
O estudo, coordenado por Philippa Ellwood, da Universidade de Auckland, Nova Zelândia, faz parte do Estudo Internacional de Asma e Alergias na infância, que envolve dezenas de países e perto de 2 milhões de crianças.
 
Não há uma explicação clara para o fenômeno, nem os dados são conclusivos. Mas os autores sugerem que os efeitos no sistema de defesa podem vir da composição dos alimentos.
 
A fast food tem maior quantidade de ácidos graxos, enquanto as frutas são ricas em antioxidantes.
 
Apesar da grande diferença entre os países do estudo em termos de hábitos de alimentação e renda familiar, os resultados não mostraram grandes discrepâncias, especialmente entre adolescentes.
 
Parte da resposta pode estar no fato de adolescentes terem maior controle sobre o que comem, enquanto que a dieta de crianças depende mais de escolhas dos pais.
 
Fonte Folhaonline

Veja receitas e dicas caseiras para deixar o verão mais suportável

Com um pouco de criatividade e itens fáceis de encontrar, é possível deixar o verão mais saudável e suportável.
 
Confira, na galeria de fotos abaixo, como fazer, entre outras "frescuras de verão", picolés caseiros e águas saborizadas:

Para aumentar o consumo de líquidos, faça águas saborizadas.
 
Você vai precisar de fatias de carambola, maçã, limão-siciliano, morangos e uvas; anis-estrelado, canela em pau e hortelã
 
Separe três jarras com água gelada e cubos de gelo. Em uma delas coloque a carambola, a maçã, o anis-estrelado e a canela em pau. Use a canela como mexedor
 
Na segunda jarra coloque a laranja, o limão-siciliano e a hortelã; na terceira, morangos e uvas. Mexa bem e sirva
 
Substitua o picolé industrializado com uma versão caseira

Ingredientes: 1 pêssego, 2 kiwis, 1/2 xícara de mirtilo, 3/4 de xícara de morangos, 2 xícaras de suco de uva verde ou de água
 
Arrume as frutas em uma forma específica para picolé (ou copinhos descartáveis); coloque o suco na forma cobrindo as frutas; coloque palitos de sorvete e leve ao congelador por seis horas
 
Seu ventilador de plástico é sem graça? Decore-o de um jeito simples.
 
Materiais: fita adesiva isolante colorida, tinta spray, selante para plástico, pincel, lixa fina e fitas de cetim coloridas
 
Desmonte o ventilador e, com o pincel, aplique o selante. Espere secar e, depois, passe uma lixa fina em toda a superfície. Separe e proteja as partes que deseja pintar. Mantendo o spray a 20 cm, pinte a superfície
 
Deixe secar e aplique outra demão. Espere um dia para montar o ventilador novamente. Envolva o fio com a fita isolante colorida e amarre fitas na grade para decorar

Convença as crianças a passar filtro solar a cada uma hora com produtos coloridos
 
Além de deixar a tarefa mais divertida, dá para ver se alguma região do corpo foi esquecida durante a aplicação
 
Fonte Folhaonline

Droga para elevar colesterol "bom" é alvo de recall global

O remédio Cordaptive, que associa duas substâncias para aumentar o colesterol "bom" (HDL) e reduzir o "ruim" (LDL) e os triglicérides, vai ser recolhido nos cerca de 40 países onde era vendido, inclusive no Brasil.
 
De acordo com a MSD (Merck), fabricante da droga, a decisão foi tomada após a análise de dados preliminares de um estudo internacional sobre o remédio.
 
A pesquisa, com mais de 25 mil pessoas, mostrou que o Cordaptive não reduz o risco cardíaco e ainda aumenta a chance de efeitos colaterais não fatais, ainda não detalhados pelaempresa.
 
No Brasil, segundo o laboratório, 1.500 pessoas usam o medicamento. Recomenda-se que elas procurem seus médicos para receberem novas prescrições.
 
O resultado ruim vem depois da interrupção de dois testes clínicos sobre outros medicamentos que também tentavam reduzir o risco cardíaco aumentando o colesterol "bom", o que levanta dúvidas sobre o futuro dessa estratégia para evitar infartos.
 
O Cordaptive é composto por niacina (vitamina B3) e uma substância chamada laropipranto. A niacina ou ácido nicotínico reduz a produção de triglicérides (gorduras) e aumenta a fabricação do colesterol "bom", que ajuda a "limpar" as artérias, recolhendo as gorduras que formam placas nos vasos.
 
Vermelho
O problema é que essa substância é vasodilatadora e causa vermelhidão intensa e sensação de calor no rosto, como explica o cardiologista Raul Santos, diretor da unidade clínica de lípides do Incor (Instituto do Coração da Hospital das Clínicas de SP).
 
Para aumentar a tolerância dos pacientes à niacina, foi adicionada ao remédio a substância laropipranto, que combate esse efeito colateral. É essa combinação que vai sair do mercado. A niacina sozinha continua à venda.
 
De acordo com Santos, o remédio é recomendado a pessoas que não conseguem tomar as estatinas, drogas mais usadas no controle do colesterol, por sofrerem com alergias ou dores musculares.
 
Pacientes que já haviam infartado e tinham colesterol "bom" muito baixo e os que têm triglicérides e colesterol "ruim" muito altos também poderiam usar o medicamento associado às estatinas.
 
Em 2011, um artigo publicado no "New England Journal of Medicine" questionava se já não era hora de aposentar a niacina. Em sua forma isolada, ela está no mercado há 50 anos, mas, em estudos recentes, a droga tem mostrado resultados fracos.
 
Segundo o cardiologista, editor da diretriz brasileira para o tratamento do colesterol elevado familiar, apesar do resultado "decepcionante" do Cordaptive, a niacina sozinha ainda pode beneficiar alguns pacientes. No entanto, sua indicação fica cada vez mais restrita.
 
"Sabemos que o HDL baixo é um sinal de risco. Mas esse é mais um estudo mostrando que usar um remédio para aumentar o HDL não protege o paciente."
 
Para Santos, por enquanto, o foco continua na redução do colesterol "ruim".
 
Editoria de Arte/Folhapress
Fonte Folhaonline

Presidente do CFM quer que médicos de planos de saúde cobrem por consulta

Clientes pagariam pelas consultas e as mensalidades dos planos valeriam apenas para custear os procedimentos, defende Roberto D'Ávila, do Conselho Federal de Medicina, que quer mudança o quanto antes; tema não foi discutido entre membros do CFM
 
BRASÍLIA - O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D’Ávila, quer que médicos de planos de saúde passem a cobrar seus pacientes pelas consultas. "A ideia é que eles se desvinculem dos planos para esse tipo de atendimento. O credenciamento passaria a valer apenas para outros procedimentos", defende.
 
A estratégia, uma forma de driblar os baixos honorários pagos pelas operadoras, teria uma limitação: ela não poderia ser adotada por profissionais que atendessem nos hospitais dos planos de saúde ou por médicos contratados. O tema ainda não foi discutido entre integrantes do colegiado. "Mas estou divulgando a ideia. Meu sonho é que isso seja feito o mais brevemente possível", completou.
 
A sugestão vem à tona quase dois meses depois da aprovação no CFM de uma recomendação liberando médicos de planos de saúde a cobrar um adicional pelo acompanhamento de gestantes durante o parto normal. A diferença é que, no caso do acompanhamento de gestantes, o médico receberia uma parte dos honorários da paciente e outra, do plano. No caso das consultas, apenas do paciente.
 
D’Ávila considera um equívoco médicos aceitarem receber de R$ 30 a R$ 40 dos planos por consulta e, no atendimento particular, cobrar pelo menos R$ 150. "Os reflexos disso são evidentes", constata D’Ávila.

Ele observa que pacientes de convênios têm atendimentos rápidos, que não ultrapassam 10 minutos. Já a consulta de um paciente particular pode durar em média meia hora. "Isso não é bom para o profissional, não é bom para o paciente."
 
O presidente do CFM diz não haver empecilho para que o descredenciamento para atendimento de consultas seja realizado. "Em boa parte dos casos, não há contrato entre operadora e prestador de serviço. Os termos são antigos, não foram renovados e, consequentemente, não têm validade", assegura - um argumento que ainda desperta dúvida mesmo dentro do CFM.
 
As alternativas que passam a ser discutidas pelo conselho surgem quase dois anos depois do início da movimentação para elevar os honorários pagos pelas operadoras aos médicos. Entre as estratégias apoiadas pelas entidades de classe estão as suspensões temporárias de atendimentos a pacientes de planos. As paralisações ocorrem geralmente com especialidades determinadas e não atingem o atendimento de emergência.
 
Os protestos, no entanto, até agora trouxeram poucos resultados práticos. Na semana passada, a superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que associações médicas de vários Estados - incluindo conselhos regionais - fossem condenadas pela prática de crime econômico. "Vamos continuar lutando", disse D’Ávila.
 
Em novembro, o CFM liberou que médicos de convênio passassem a cobrar de gestantes um valor pelo acompanhamento durante o parto normal. "O contrato do profissional com a operadora prevê o recebimento pelas consultas e pelo procedimento do parto em si, mas não pelo acompanhamento", afirmou na ocasião o coordenador da Câmara Técnica do CFM Gerson Zafalon. Polêmica, essa cobrança foi considerada abusiva pela advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Joana Cruz, e atualmente está em discussão na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Fonte Estadão

Saúde suspende repasse de recursos a 12 municípios após identificadas irregularidades

Brasília - Portarias do Ministério da Saúde publicadas ontem(14) no Diário Oficial da União suspendem a transferência de incentivos financeiros referentes à Estratégia de Saúde da Família a 12 municípios brasileiros – Pendências (RN), Balsas (MA), Axixá do Tocantins (TO), Taquarana (AL), Surubim (PE), Manoel Urbano (AC), Feliz Deserto (AL), Sapucaia (RJ), Miracema (RJ), Sítio Novo do Tocantins (TO), Aparecida do Rio Negro (TO) e Brejinho de Nazaré (TO).
 
De acordo com as publicações, a decisão foi tomada com base em irregularidades na gestão identificadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), sobretudo no que se refere ao descumprimento da carga horária de médicos e dentistas vinculados à Estratégia Saúde da Família, conforme preconiza a Política Nacional de Atenção Básica.
 
O ministério informou que a decisão de suspender a transferência de recursos será mantida até que as irregularidades detectadas tenham sido sanadas. Todas as portarias entram em vigor hoje.
 
Fonte Agência Brasil