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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pesquisa abre caminho para tratamento farmacológico contra tipo de câncer

Uma pesquisa espanhola abriu espaço para desenvolver um tratamento farmacológico eficaz contra o câncer de fígado mais agressivo, o colangiocarcinoma, já que até agora apenas 30% dos pacientes com esse tipo de doença podem passar por cirurgia.
 
O catedrático de medicina no Hospital Monte Sinai de Nova York, Josep Maria Llovet, que dirigiu a pesquisa do Hospital Clinic de Barcelona, destacou a identificação de duas variantes de colangiocarcinoma, o que permitirá desenvolver fármacos específicos e mais eficientes para cada classe de tumor.
 
Atualmente, os dois tipos recebem o mesmo tratamento: em estágios iniciais da doença, é possível a realização do procedimento cirúrgico, embora o risco de que ela volte a aparecer é de 60%, com uma sobrevivência entre dois e cinco anos. No resto dos casos (cerca de 70%) é aplicado o tratamento de quimioterapia, com uma sobrevivência em média de 12 meses.
 
A pesquisa, que foi financiada pela Associação Espanhola contra o Câncer com 1,2 milhões de euros, servirá para buscar tratamento para uma doença que duplicou sua incidência nos últimos 10 anos.
 
O aumento deste tipo de câncer acontece por conta da incidência de fatos que o provocam, como a cirrose, que multiplica por 20 as possibilidades de desenvolver o colangiocarcinoma, a hepatite B e C, que aumentam a probabilidade em cinco vezes, e o alcoolismo, que multiplica por dois.
 
A pesquisa foi baseada em casos de 150 pacientes e permitiu identificar duas subclasses distintas do ponto de vista molecular.
 
O primeiro grupo afeta cerca de 62% dos pacientes e é a modalidade mais agressiva, com uma sobrevivência em média de 26 meses, enquanto a segunda tem melhor previsão, com uma sobrevivência média de 47 meses.
 
Segundo Llovet, os resultados da pesquisa são bases que permitarão desenvolver um tratamento terapêutico diferente para cada caso, que se prevê que esteja disponível em cerca de oito anos. A segunda fase da pesquisa terá enfoque em desenvolver estes tratamentos médicos, aplicá-los em animais e, no final, testá-los em pacientes.
 
O colangiocarcinoma não pode ser tratado com transplante porque, que após o procedimento cirúrgico, a taxa de sobrevivência aos cinco anos é de 40% e os órgãos são reservados para outras doenças com melhor previsão.
 
A incidência desta doença pouco frequente, que afeta duas em cada 100 mil pessoas no mundo, é maior entre os homens, já que por cada 100 mulheres com colangiocarcinoma, há 150 homens com este tipo de câncer.
 
Fonte R7

Incêndio na boate: entenda o efeito da fumaça no pulmão

Pneumologistas esclarecem os riscos de inalar substâncias tóxicas para o sistema respiratório

A inalação das substâncias emitidas após o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), causou 90% das mortes e pode deixar graves sequelas nos sobreviventes. O pneumologista Dr. Hugo Hyung Bok Yoo, professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, explica que a fumaça apresenta grande quantidade de gás carbônico, que rapidamente é absorvido pelos pulmões e cai na corrente sanguínea.
 
— O monóxido de carbono ocupa o espaço dos glóbulos vermelhos, onde deveria estar o oxigênio, e a pessoa fica sem ar. Em poucos segundos ela desmaia e, se não for socorrida, morre. É como se afogar na piscina.
 
De acordo com o pneumologista Dr. Oliver Nascimento, médico da disciplina de Pneumologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o tempo de exposição é o que determina o grau de comprometimento dos pulmões.
 
— Nem todos os sobreviventes vão apresentar problemas, mas é importante ficar atento a sintomas como tosse, chiado no peito, catarro e falta de ar.
 
O especialista da Unesp acrescenta que os sobreviventes que tiveram mais contato com a fumaça podem apresentar bronquite, bronquiolite e fibrose do pulmão ao longo dos próximos meses ou anos.
 
Outra situação citada pelos médicos é que a alta temperatura da fumaça causa lesões nas vias aéreas superiores, gerando desde dor e falta de ar até a morte.
 
Veja o que acontece com o nosso pulmão após inalar fumaça tóxica:
 
Fonte R7

Estudo mostra que chineses são mais vulneráveis à gripe

Quase um quarto dos chineses étnicos possui uma variante genética que aumenta em seis vezes seu risco de adoecer gravemente quando infectados com o vírus da gripe, segundo estudo publicado esta terça-feira.
 
Cientistas da China e da Grã-Bretanha analisaram dados hospitalares chineses durante a pandemia de gripe provocada pelo vírus H1N1 entre 2009 e 2010.
 
Pacientes que tinham a pequena variante se mostraram seis vezes mais propensos a tratar formas severas da infecção em comparação com os pacientes com um tipo genético diferente, descobriram os pesquisadores.
 
A variante se baseia em uma única mudança no código de um gene chave do sistema imunológico.
O gene IFITM3 (proteína transmembrana induzida por interferon 3) determina como as células combatem o vírus influenza, causador da gripe.
 
A simples mudança no código é denominada rs12252 e ocorre em três variantes, também denominadas genótipos: CC, CT e TT.
 
Cerca de 24% dos chineses da etnia Han, majoritária no país, têm o genótipo CC, mas seus números foram desproporcionalmente elevados entre aqueles seriamente afetados pela gripe, analisaram os cientistas.
 
Entre aqueles tratados com sintomas sérios e cujo código genético foi decodificado, 59% tinham o genótipo CC.
 
"O genótipo CC foi apontado como o gatilho de um risco seis vezes maior para infecções severas do que os genótipos CT e TT", acrescentou o artigo, publicado na revista Nature Communications.
 
O risco de morrer de gripe também é "provavelmente" mais alto para o genótico CC embora a investigação não tenha especificamente se dirigido a esta questão, explicou Andrew McMichael, que trabalhou com Tao Dong, na Universidade de Oxford na parte britânica da pesquisa.
 
Segundo o cientista britânico, a vulnerabilidade do genótipo CC provavelmente se aplica a todas as cepas do vírus da gripe e não apenas ao H1N1.
 
O estudo aponta para a necessidade de um trabalho urgente para ver a utilidade de análise genética para os chineses ou outros asiáticos, que poderiam correr mais riscos de desenvolver a doença.
 
Fonte R7

Polícia ouve médica e auxiliar em hospital de Campinas

AA perícia também colheu material dos corpos para
 análise de produtos no organismo
Os delegados Alessandro Marques e Antônio Palmieri passaram a tarde desta terça-feira no Centro de Radiologia do hospital Vera Cruz, em Campinas (SP), ouvindo uma médica e uma auxiliar técnica que participaram dos exames e colhendo materiais com o Instituto de Criminalística. Três pessoas morreram segunda-feira (28) após realizarem exames de ressonância magnética no hospital.
 
A perícia também colheu material dos corpos para análise de produtos no organismo. "Vamos buscar mais dados nas investigações e na sexta-feira a Delegacia Seccional vai convocar uma coletiva para divulgar o que estamos apurando", afirmou Marques. O secretário de Saúde de Campinas, Carmino Antonio de Souza, afirmou nesta terça que todos os profissionais envolvidos nos exames serão investigados, "desde os responsáveis pelo armazenamento dos produtos e equipamentos até quem aplicou o contraste e fez a ressonância".
 
O secretário informou que uma equipe começou a rastrear na cidade a matéria-prima dos medicamentos e soluções aplicados nas vítimas para identificar possíveis problemas em outros hospitais e clínicas.
 
O presidente do Sindicato dos Tecnólogos, Técnicos e Auxiliares em Radiologia de Campinas e Região, Pedro Marquese, afirma que os equipamentos de ressonância são seguros e que a calibragem do volume de contraste a ser injetado durante o exame é feita pela máquina, com poucas chances de erro. "As causas dessas mortes são verdadeiras interrogações", disse.
 
Interdição
O governo do Estado vai interditar os lotes de medicamentos usados nos três pacientes que morreram em Campinas. A medida é cautelar e será publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (30), segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde.
 
A lista deve incluir o nome de sete produtos, de cinco fabricantes, entre eles soros e soluções injetáveis, como gadolínio.
 
Fonte R7

Frequência de disfunção erétil vinculada a maior risco cardíaco: estudo

A frequência acumulada de problemas de ereção, mesmo brandos, pode ser um sinal de um risco maior de doenças cardiovasculares e morte prematura, segundo estudo realizado na Austrália e publicado esta terça-feira nos Estados Unidos.
 
Trata-se da primeira pesquisa a estabelecer uma relação direta entre a gravidade dos problemas de ereção e os riscos de hospitalização por problemas cardiovasculares ou morte prematura, afirmaram os autores deste estudo publicado na revista americana PLOS Medicine.
 
"O risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de morte prematura aumenta em função do grau de gravidade da disfunção erétil em homens com ou sem antecedentes cardiovasculares", explicou a professora Emily Banks, uma das autoras do estudo da Australian National University.
 
Embora estudos anteriores tenham mostrado uma relação entre graves problemas de ereção e ataques do coração e derrames cerebrais, este é o primeiro a incluir também problemas de ereção leves ou moderados.
 
"Os resultados deste estudo indicam que todo homem que sofrer de problemas de reção brandos, moderados ou graves deve consultar um médico sem demora e insistir para fazer exames cardíacos", insistiu Rob Grenfell, encarregado do instituto australiano do Heart Foundation Cardiovascular Health.
 
Para realizar o estudo, os autores examinaram registros de 95 mil homens de 45 anos ou mais.
 
Os participantes, que responderam a questionários sobre saúde e estilo de vida, foram acompanhados por três anos.
 
Neste estudo, os cientistas detectaram 7.855 internações e 2.304 mortes.

Fonte R7